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Dez clássicos da literatura italiana

A literatura italiana, desde suas origens até os dias atuais, é repleta de obras-primas insuperáveis, lidas e apreciadas por milhares de pessoas em todo o mundo.

Que tal mergulhar nas entrelinhas destes 10 clássicos da literatura italiana?

1 – Divina Commedia, Dante Alighieri (1306-1321)

Se pensarmos nos 10 melhores clássicos da literatura italiana, o primeiro que vem à mente é, sem dúvida, a Divina Commedia. Dante Alighieri escreveu em 1304, contando sobre uma jornada que ele mesmo fez vivo no além, graças à intercessão de Beatrice e VirgílioAs etapas da jornada de Dante são: Inferno, Purgatório e Paraíso. Esta é uma jornada de 7 dias, em que Dante se encontra com várias figuras históricas e divinas.

Cem cantos de alta poesia: a Divina Commedia é a obra-prima da literatura italiana, a obra imortal do grande poeta Dante, que na Divina Commedia explica que ele queria mostrar aos homens que a única maneira de superar da condição de pecadores e obter a verdade e a salvação, é confiar no uso correto da razão.

2 – I Promessi Sposi, Alessandro Manzoni (1827)

I Promessi Sposi é o romance mais famoso de Alessandro Manzoni, publicado em uma primeira versão em 1827 e depois revisado, especialmente no que diz respeito à linguagem. A versão final de I Promessi Sposi foi publicada entre 1840 e 1842.

O romance lida com a história de dois jovens apaixonados, Renzo e Lucia, que passam por uma série de eventos e vicissitudes, tentando coroar o sonho de amor entre eles. É narrado no período entre 1628 e 1630 na Lombardia, durante o domínio espanhol.

I Promessi Sposi é o primeiro exemplo de um romance histórico na literatura italiana. O que torna o romance único é a rigorosa pesquisa histórica presente nas páginas escritas por Manzoni.

3 – Decameron, Giovanni Boccaccio (1350-1353)

O Decameron, de Giovanni Boccaccio, é uma arquitetura de histórias feitas com centenas de contos. O livro fala de um grupo de jovens, sete mulheres e três homens, que ficaram fora da cidade por quatorze dias (o título indica os dez dias em que as histórias são contadas e não os dias de descanso), para escapar da praga.

Amores corteses e lascivos, brincadeiras e truques, pequenas tragédias e imensas misérias se misturam em uma narrativa que tem sido, e ainda é, um modelo de estilo e composição em todo o mundo.

4 – Orlando Furioso, Ludovico Ariosto (1503-1504)

Orlando o Furioso é um poema cavalheiresco em oitavas de Ludovico Ariosto, iniciado em 1503-1504 e publicado pela primeira vez em Ferrara, em 1516, em quarenta canções. O poema é então publicado em duas outras edições (1521 e 1532), com modificações linguísticas e depois com a adição de outras canções, que perfazem o total de 46 canções.

Dentro do trabalho há 3 histórias principais (além de muitas outras digressões e eventos menores):

• A guerra entre cristãos e sarracenos;
• A fuga de Angelica e a loucura de Orlando;
• O amor entre a cristã Bradamante e o sarraceno Roger.

5 – Il Principe, Niccolò Machiavelli (1531)

Inquietante, mas extremamente verdadeiro, Il Principe é uma obra-prima do pensamento e da literatura, um tratado sobre teoria política com prosa convincente. As intuições revolucionárias de Machiavelli, de atualidade, destacam a independência das categorias do útil e do prático em relação às éticas e religiosas. Sobre esta premissa, está baseado o retrato do Principe, um indivíduo virtuoso, criador do Estado, representado como uma construção artística completa: um homem novo que, com seu esforço criativo individualista, realiza a síntese de virtude e fortuna. Um profeta armado capaz de controlar com razão o projeto e a práxis política, que é uma antítese à força devastadora do acaso.

Leia também: Baratto Amministrativo na Itália

6 – Ultime lettere di Iacopo Ortis, Ugo Foscolo

Romance de caráter biográfico (gênero muito em voga na segunda metade do século XVIII), composto por cartas que Foscolo imagina escritas por um jovem suicida nos últimos dias de sua vida, a um amigo, Lorenzo Alderani. Ele os publica acrescentando alguns elos narrativos e descreve, no final, a morte trágica do protagonista.

É também um romance autobiográfico devido ao fato de que Iacopo, o personagem principal, frequentemente reproduz a essência e o caráter de Foscolo: na verdade ele é ardente, apaixonado, fácil de irritar e impulsivo, mas ele também é doce, atento, sensível e capaz de compaixão.

7 – La Coscienza di Zeno, Italo Suevo (1923)

O caso tragicômico de uma pessoa inepta para viver, que a pedido de seu próprio psicanalista, refaz os passos de sua existência flutuante e sem conclusões, pontuada por tentativas repetidas e inúteis de parar de fumar. Zeno Cosini é um tipo de marionete puxado por fios que, quanto mais ele investiga, mais eles escapam. Ele é esmagado por um destino que parece inelutável, desejoso da ordem, ele é submerso pelo caos, a infantil busca de certezas. Ele se vê satisfeito com o equilibrista na corda bamba da catástrofe pessoal e familiar.

8 – Il Gattopardo, Giuseppe Tomasi di Lampedusa (1958)

Um dos melhores livros de literatura italiana. Um belo livro que descreve perfeitamente a Sicília de 1860 e suas convulsões históricas e sociais. Conta a história do último príncipe de Salina, em um período de transição entre o reino dos Bourbons e o novo reino do Savoy – os regimes e formas de mudança de estado, mas como o próprio livro diz “tudo muda para não mudar”.

A vida para o povo não muda, as misérias da Sicília permanecem, os homens mudam de comando, os tempos mudam, mas em substância tudo permanece o mesmo.

9 – L’ isola di Arturo, Elsa Morante (1957)

Este romance de Elsa Morante, publicado em 1957, está entre os mais comoventes. Conta a história de um menino que cresce sozinho, tendo como ponto de referência apenas o pai que o vê após seus longos períodos de ausência. O livro leva o leitor a entender que ele não dá nada por garantido e aprecia o que se tem.

Valorizando o simples fato de ter um ombro para chorar ou de braços maternos que o acolham com amor, pode ser tudo para aquele que não o tem, especialmente se falamos de uma criança que age como pai e mãe de si mesmo durante o caminho de sua vida.

10 – Gerusalemme Liberata, Torquato Tasso (1581)

Ideal representante do outono do Renascimento, a Gerusalemme Liberata logo se tornou um dos livros mais lidos e amados de toda a Europa. Com seu poema, Tasso foi capaz de descrever um mundo de claro-escuro humano e narrativo, cheio de uma tensão que nunca foi completamente resolvida entre a ética e o desejo, entre os deveres em direção a uma justiça mais elevada e os fracassos humanos. No contraste às grandes forças do céu e do inferno, a Liberata comunica uma profunda sensação de crise ao longo da história, deixando sempre o leitor com um indefinível sentimento de incerteza.

Com estes 10 clássicos da literatura italiana, desejo a vocês uma boa leitura!

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