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3 dicas para ajudar a adaptação no exterior

3 dicas para ajudar a adaptação no exterior.

Quando você se muda, uma das primeiras realidades com a qual se depara é a frustração. Mesmo que esteja motivada e entusiasmada com as novidades, é inevitável que a perspectiva de ter que começar tudo (ou quase tudo) de novo seja uma experiência pesada, cansativa e muitas vezes frustrante. Isso acontece porque morar no exterior nos deixa exposto o tempo todo ao novo. É desconfortável, é imprevisível, porque é diferente, porque se trata do desconhecido 24/7 do seu lado. Desde aprender a língua, a cultura, hábitos das pessoas locais, até entender sistema bancário, financeiro, mercado de trabalho e assim por diante.  Parece que a lista de coisas para aprender não acaba nunca. Eu diria, por minha experiência, que (pelo menos) os dois primeiros anos são críticos para a adaptação e para criar uma sensação de maior conforto com a nova realidade.

Os desafios iniciais, com a adaptação, podem se tornar uma razão para arrependimento, principalmente quando você se muda, e as coisas não caminham como você gostaria. Inevitavelmente, você começa a se comparar com quem ficou no Brasil e a duvidar do seu propósito.

Portanto, o primeiro conselho, que parece óbvio, é não se comparar com quem ficou no Brasil ou com quem está há muito tempo no exterior. Se você reside há menos de dois anos fora de seu país, não espere que já esteja completamente adaptada em relação à lingua, trabalho e entendimento cultural. Eu creio que, se estiver focada no seu propósito e com boa vontade em aprender, a sua adaptação ocorrerá de forma orgânica e, aos poucos, você abraça a nova cultura como algo positivo e engrandecedor na sua vida.

Embora ache muito pertinente analisarmos (de tempos em tempos) as nossas opções, revermos prioridades e checarmos se estamos felizes, precisamos nos dar um tempo para que a adaptação à vida no exterior ocorra sempre no nosso tempo. Precisamos também ser gentis conosco para aproveitarmos esse processo de transição da melhor maneira possível.

Leia também: Tudo que você precisa saber para morar nos EUA

Se por algum motivo você se desapontou com a sua mudança para o exterior, não desanime, veja essas 3 dicas para ajudá-la a ter uma melhor atitude mental e assim avaliar melhor esse seu momento:

1. Qual é o SEU porquê?

Acho importante reiterar para as minhas coachees (clientes) que querem se mudar para o exterior, que ir morar fora do Brasil é algo que deve vir para acrescentar, não é o fim em si. Essa mudança tem que ser o resultado de reflexão, em que você definiu seus objetivos e propósitos e que o porquê de estar se mudando esteja claro. Ou seja, essa mudança tem que fazer sentido pra você e pra sua vida, e não sair do Brasil por causa de circunstâncias, muitas vezes transitórias ou por conta de insatisfações pessoais que não têm nada a ver com a sua localização geográfica.

Olhe para sua vida agora e responda honestamente: Qual a sua real insatisfação, que justifique sua mudança para fora do Brasil? Você refletiu o suficiente, pesou os prós e contras, conversou com mentores de sua confiança para tomar essa decisão?

Se você ainda não se mudou, pergunte-se: Estou fazendo isso por receio de enfrentar os desafios e problemas de onde estou? Estou “fugindo” de algo, alguém ou alguma situação? Refleti o suficiente ou corro o risco de “carregar” a situação comigo uma vez que eu me mude?

Para lhe ajudar a ter mais clareza, eu sugiro uma ferramenta que adaptei, de um um método criado pela escritora Kim Krizan, para  identificar melhor as verdadeiras razões por trás de seu desejo de mudança. (VEJA AQUI: Eu explico esse método, e outros, em detalhes no meu ebook que pode ser acessado aqui: e-book gratuito. Veja o capitulo 2).

Lembre que é sempre muito importante: ter clareza sobre seus reais motivos na busca de uma nova vida fora do Brasil e entender o seu timing, o espaço de tempo necessário para sua adaptação. Dessa forma, fica mais fácil evitar que a frustração, o cansaço e mesmo a imensa saudade inicial do Brasil a impeçam de ver as oportunidades à sua frente.

2. Você está sendo JUSTA consigo mesma ao avaliar sua situação?

Muitas vezes ficamos frustradas quando os resultados que queremos não estão ocorrendo no prazo que imaginamos, e se não entendermos o nosso timing, ou seja, o tempo requerido para o nosso aprendizado, há uma grande chance de nos perdermos nesse processo de transição e nos frustrarmos.

Portanto, não desvalorize sua trajetória até esse momento e nem se deixe influenciar por hábitos de reclamar, se vitimizar e se sentir inferior seja aos conterrâneos ou aos locais. Mudanças levam tempo e paciência é fundamental para o seu sucesso (e satisfação) a nível pessoal e profissional.

Durante esse processo de adaptação, busque também se associar a comunidades (de preferência não apenas de brasileiros) que lhe deêm o suporte necessário para manter sua motivação. Essas comunidades podem ser desde caráter espiritual, como profissional/financeiro (nos Estados Unidos, por exemplo, há uma organização sem fins lucrativos, chamada SCORE), esporte (ex: YMCA), associações de brasileiros que tenham um propósito para se reunirem (como profissionais ou eventos que sejam “positivos” em termos de ambiente e coleguismo, eventos patrocinados pelo consulado, etc.), associação de mulheres (ex: Small Business Association).

O importante é que você se associe com pessoas que estejam motivadas a vencer no exterior e principalmente compromissadas a serem felizes.

3. Qual a qualidade das sua relação consigo e com outros enquanto morando em qualquer lugar, mas especialmente no exterior?

Preste atenção não apenas na sua saúde física, como também em sua saúde mental e emocional, na qualidade dos seus pensamentos e na natureza das informações (e das críticas) que você consome. Esses cuidados com o seu bem-estar são fundamentais para seu sucesso durante qualquer mudança, e principalmente quando se está fora do Brasil, fora do que lhe é familiar. 

Entenda que os termos, saúde mental e saúde emocional, por vezes são usados ​​com pouca distinção, e embora sejam bem diferentes são interligados. 

A saúde mental refere-se à sua capacidade de processar informações. A saúde emocional, por outro lado, refere-se à sua capacidade de expressar sentimentos baseados nas informações que você processou. Assim, se sua função cognitiva for prejudicada pela depressão ou ansiedade, seu entendimento e respostas a situações serão inadequados por se basearem em comandos subconscientes e conscientes ineficazes.

Observe seus pensamentos e os sentimentos que eles evocam e use  isso como uma orientação sobre a natureza do seu processo de pensar, se é algo benéfico ou não para você. Busque ajuda de profissionais e comunidades que lhe ajudem a ter uma melhor perspectiva e avaliação desse seu novo momento.

E lembre-se que, mesmo adaptando-se à uma nova cultura, você vai aprender muito sobre si e não estará apagando sua brasilidade, estará na verdade ampliando horizontes.

Se souber aproveitar bem essa nova experiência (e com bom senso sempre) vai enriquecer muito o seu próprio entendimento como cidadã brasileira e do mundo, sem perder sua identidade pois, na verdade, irá expandir quem você já é. Sobre isso, leia também esse artigo do BPM: Adaptar-se não é mudar completamente 

Espero que essas dicas lhe sejam úteis.

Fique à vontade para deixar comentários.

Abraços e até a próxima.

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