A Terceira Lei de Newton

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Em dezembro se comemora, além do Natal e Hanukkah, o aniversário de Sir Isaac Newton, um de meus cientistas preferidos, junto de Albert Einstein e Nikolai Tesla.

Há anos eu venho estudando relacionamentos, mas antes de me interessar por este assunto, eu ja estudava física clássica e física quântica, que são as minhas grandes paixões.

A primeira vez que me deparei com livros falando sobre Newton, Einstein e Tesla foi na biblioteca do meu avô, na época já falecido, mas que ficavam no meu quarto na casa da minha avó, com quem eu morava. Eu me lembro de perguntar para ela quem eram eles e ela me contou um pouco sobre o trabalho fascinante deles, me recomendou ler o livro e disse que, mesmo que eu não entendesse naquele momento, pois eu tinha por volta de 10 anos, que um dia eu entenderia.

Eu dei a sorte de nascer em uma casa onde a minha curiosidade era incentivada. Meu avô era médico e deixou uma biblioteca muito vasta. Minha avô, que era dona de casa, sempre foi uma pessoa curiosíssima e inteligentíssima, que promovia encontros muito divertidos e diversos aos domingos em sua casa no Rio de Janeiro.

Nestes encontros, assunto nenhum era tabu. E os amigos que participavam eram de grupos diferentes com ideias bem diferentes também. E eu, desde muito pequena, não somente participava, mas era incentivada a dar a minha opinião. Foi maravilhoso ser incentivada a ter uma opinião formada desde cedo, mas era também uma responsabilidade, porque minhas opiniões eram questionadas e postas a prova assim como a dos adultos. E nossa, como eu falava besteiras!

Este ambiente tão rico fez com que eu aprendesse que antes de abrir a minha boca eu deveria estudar o assunto discutido, aprender a ouvir o outro, manter a mente aberta para, inclusive, mudar de opinião e também aprendi que ninguém é dono da verdade absoluta.

Era engraçado tentar unir tamanha subjetividade nas opiniões destes encontros com a minha mente extremamente racional, pois eu me norteava pelos princípios absolutos da física. As certezas da física sempre me trouxeram conforto. A lei da gravidade, o principio da ação e reação, a teria da relatividade e os princípios de energia eletromagnéticos são verdades absolutas.

Mas como traduzir as verdades absolutas da física para um campo subjetivo como o dos relacionamentos? Eu confesso que foi mais fácil do que eu imaginei. Primeiro, porque físicos estão sempre se questionando e o mesmo acontece sempre em relacionamentos. Há sempre uma dúvida em relação a si próprio e ao outro. E segundo, porque se aplicarmos o principio da ação e reação, a terceira lei de Newton, a qualquer relacionamento, nós podemos resolver a maioria dos conflitos.

As grandes questões que aparecem no começo de qualquer relacionamento são: Eu gosto dele? Ele também gosta de mim? Nos queremos ficar juntos? As outras questões são, no meu entender, variações destas. Com as respostas sendo afirmativas para estas questões iremos começar o trabalho para se estabelecer um relacionamento saudável. Este relacionamento irá mudar muito ao longo do tempo, assim como as pessoas envolvidas nele também irão mudar. Não há dúvida quanto a isto. O que pode ou não permanecer constante é a vontade de estar juntos.

Já com a lei da açāo e reação a coisa muda de figura. Esta lei, quando aplicada em relacionamentos com consciência da sua aplicação, traz uma grande dose de responsabilidade. Você passa a ser responsável não so pelo que faz com o outro, mas também com o que vem depois. A sua ação vai desencadear uma reação igual e contrária. Então temos que pensar bastante antes de agir. Pensar não só no que estamos fazendo, mas também nas consequências de nossas ações. E em como as nossas ações vão impactar o outro.

Outra grande vantagem das leis da física é que elas são universais. Elas se aplicam também aos nossos casos de relacionamentos multiculturais. Não interessa se eu sou brasileira e meu marido americano, se você é japonesa e seu marido ucraniano, a lei da ação e reação é a mesma e funciona do mesmo jeito.

Eu sempre digo que um dos melhores termômetros para ver se um relacionamento vai ou não dar certo é saber se o casal tem ou não bom senso. Para mim, bom senso é tudo na vida. Mas além do bom senso eu acredito que temos que aprender a ser mais proativos do que reativos, e isto quer dizer aprender a usar bem a lei da ação e reação. Se anteciparmos as consequências, podemos ajustar a nossa reação e evitar consequências que não queremos. Quantas vezes machucamos o outro a troco de nada? Só para provocar uma reação?

Agimos como crianças de dois anos, que quando não conseguem atenção positiva aprontam para conseguir ao menos atenção negativa, porque quando os pais dão bronca estão dando atenção.

Reagir a situações dá muito mais trabalho do que ser proativo. Sendo reativo assumimos muito mais riscos do que sendo proativo. E assumimos também o papel de vítima. Nós não temos controle absoluto sobre situação nenhuma, mas sendo proativos, minimizamos os riscos de termos um resultado muito diferente do que queremos.

Se passarmos a agir de maneira proativa nos iremos evitar muitas brigas e sofrimento. À partir do momento que criamos consciência do impacto das nossas ações na vidas das pessoas próximas a nós, temos a obrigação de praticar ações menos deliberadas a fim de não machucar o outro. A consciência deve nos trazer uma nova perspectiva de vida. Deve criar mais empatia dento de nós. O que queremos é um relacionamento harmonioso e atacar, menosprezar ou diminuir o parceiro não vai nos trazer isto. Manter uma atitude positiva é muito mais saudável, não interessa em que lugar do planeta você esta. Esta consciência proativa traz mais amor e luz a qualquer relacionamento.

Lembrem-se sempre que se você jogar uma bola azul na parede, você irá receber uma bola azul de volta. Se jogar uma vermelha, irá receber uma vermelha. Se jogar rápido, a bola irá voltar rápida. Se jogar devagar, a bola irá voltar devagar. Tudo começa com você! Tome as rédeas da sua vida. Assuma controle. Aceite a responsabilidade. Preveja os acontecimentos. Antecipe-se a eles e evite sofrimentos desnecessários. Mude o que tiver que mudar. Faça a escolha diária de ser feliz. A vida é curta demais para criarmos problemas. Mais ainda para brigarmos com aqueles que mais amamos.

Leia também: A importância do diálogo nas relações 

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