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Acabei de chegar na Irlanda e agora?

Você decidiu passar um tempo na Irlanda, seja este longo ou curto. Maravilha, parabéns! Não é todo mundo que consegue juntar coragem, momento de vida e recursos financeiros ao mesmo tempo para embarcar na aventura de morar em outro país.

Então você preparou suas malas, pegou dois ou três voos (a depender de que parte do Brasil você saia e do número de escalas), e desembarcou em solo irlandês.

E agora, o que você deve fazer para garantir uma estadia legal e tranquila?

Primeiro Passo: imigração no aeroporto

A primeira coisa que você terá que fazer é passar pelo crivo da imigração irlandesa ainda no aeroporto. E como isso acontece depende da duração e do motivo de sua viagem, além da sua cidadania.

Quem é cidadão europeu (dupla cidadania) não precisa lidar com a imigração. Se este é o seu caso, você entrará na fila para EU Citizens e irá passar o seu passaporte na máquina, entrando direto no país. Caso haja algum problema técnico, há oficiais em guichês prontos para ajudá-lo.

Já quem não é cidadão europeu, entra na fila Non-Eu Citizens. Ao ser chamado pelo oficial de imigração, você irá apresentar os documentos necessários, os quais variam de acordo com o visto que você irá requerer.

O visto de estudante é o que exige o maior número de documentos, mas, de um modo geral, é preciso comprovar acomodação temporária (hotel, albergue, casa de família, residência estudantil) e recursos financeiros para se manter durante o tempo exigido.

A acomodação temporária pode cobrir apenas algumas semanas para quem vai ficar por um período mais longo, ou deve cobrir um tempo maior (ou mesmo integral) para quem solicita visto de turista – o qual permite estadia de até três meses.

Estando o oficial de imigração satisfeito, a sua entrada no país é garantida por meio de um carimbo em seu passaporte. Observe bem a data de validade desse visto para não ter problemas depois.

Passo 2: Acomodação Definitiva

Se você pretende ficar na Irlanda por um prazo mais longo, sua principal preocupação deve ser buscar por uma acomodação definitiva. E se o seu objetivo é morar em Dublin, prepare o bolso.

Os custos de acomodação estão cada vez mais altos e as opções nem sempre são as mais agradáveis. O custo de um estúdio pequeno em Dublin está na casa dos 800 euros e são poucos os que estão vagos, para se ter uma ideia.

Verifique as ofertas disponíveis no Daft.ie. Quanto mais longe do centro você puder ficar, mais barata a sua moradia será. Porém, verifique o sistema de transporte da área e o horário de seu trabalho ou escola para que você não acabe sem conseguir chegar a tempo onde precisa.

Passo 3: Conta bancária

Outra coisa da qual você irá precisar é de uma conta bancária. Esta não é uma obrigatoriedade, mas é algo que você vai acabar precisando, pois não dá pra ficar guardando dinheiro embaixo do colchão – principalmente se você for dividir apartamento.

Além disso, a maioria das empresas pagam salários via débito em conta. Contas de telefone, luz e outras podem ser pagas de outra forma, mas você tem desconto no preço se aderir ao débito em conta em muitos casos.

Para abrir a sua conta bancária, os documentos solicitados banco a banco são diferentes, mas costumam ser passaporte, dois comprovantes de endereço, e número de seguridade social ou PPS (já vou explicar como você consegue isso). Ou seja, você só vai fazer isso após conseguir uma moradia definitiva e o documento de seguridade social.

Os bancos disponíveis são AIB, Bank of Ireland, Ulster Bank, KBC e PermanentTSB. As diferenças entre eles são poucas, para ser bem honesta a respeito. Também é possível ter conta poupança em uma Credit Union (cooperativa de crédito).

Passo 4: O número do PPS

O número de seguridade social ou PPS tem a mesma função do nosso CPF, RG, carteira de trabalho e outros. Ele é o seu número de identificação junto ao governo irlandês.

O PPS é mandatório para uma série de coisas por aqui, como tirar carteira de motorista ou pagar impostos. Mas, você só poderá tirar o seu após arrumar um emprego, pois é preciso da carta do seu empregador para isso.

Ou seja, você precisa primeiro ter um emprego para depois tirar o PPS para assim abrir uma conta bancária (nos bancos que exigem PPS).

Passo 5: O registro na Revenue

A sonegação de impostos  dá cadeia de verdade na Irlanda. Por isso, cuide disso assim que arrumar um emprego. De posse do PPS e da carta de seu empregador, você poderá entrar em contato com a Revenue irlandesa para fazer o seu registro.

Caso você seja empresário ou autônomo, você fará isso diretamente sem a necessidade de carta. Já para o PPS, você deverá marcar marcar um horário online para solicitação de PPS. Este documento é de responsalidade do Department of Social Protection.

Os impostos a serem pagos estão apresentados neste outro artigo meu aqui.

Passo 6: O plano de saúde

Na Irlanda, não exige algo como o SUS. Alguns serviços de saúde estão disponíveis sem custo, como parto e médico para crianças de até 3 anos de idade. Mas, a maioria dos outros atendimentos são pagos (e muito bem pagos) mesmo em hospitais públicos.

Assim, você irá querer ter um plano de saúde. Aqui, eles são na forma de seguros – ou seja, você paga pelo serviço e depois solicita o seu dinheiro de volta. Por isso, esteja atento à cobertura do seu antes de fechar contrato.

As empresas mais conhecidas aqui são VHI, Aviva e Laya.

Leia também: dez motivos para morar na Irlanda

Passo extra:  o visto definitivo

Quem não é cidadão europeu nem desembarcou apenas como turista precisa se apresentar à Imigração irlandesa antes do fim do prazo concedido naquele carimbo do aeroporto.

Os documentos exigidos para emissão deste visto, bem como a sua duração, dependem do tipo de visto. Caso você ainda tenha alguma dúvida a esse respeito, dirija-se ao escritório da Imigração o quanto antes ou pergunte via telefone, e-mail ou carta.

Apenas não deixe para resolver isso após o fim do prazo, pois, nesta situação,você é considerado como ilegal e pode ser deportado a qualquer momento.

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