Close Menu
    Facebook X (Twitter) Instagram
    BrasileirasPeloMundo.com
    • Home
    • Sobre o BPM
      • Time do BPM
      • Autoras
      • Contato
      • Na Mídia
      • Blogs
    • Colabore
    • Custo de Vida
      • Quanto custa
      • Cheguei e agora?
      • Custo de Vida Pelo Mundo
    • Países
      • Alemanha
      • Austrália
      • Áustria
      • Canadá
      • EUA
      • Espanha
      • França
      • Inglaterra
      • Itália
      • Japão
      • Polônia
      • Portugal
      • Suécia
    • Mais
      • Dicas para viajar sozinha
      • Relacionamentos online
      • Turismo Pelo Mundo
      • Vistos
    • Intercâmbio
      • Intercâmbio pelo Mundo
    Facebook Instagram
    BrasileirasPeloMundo.com
    Home»A Mulher na Sociedade Pelo Mundo»As mulheres argentinas e suas lutas
    A Mulher na Sociedade Pelo Mundo

    As mulheres argentinas e suas lutas

    Ina de OliveiraBy Ina de OliveiraJune 30, 2016Updated:October 25, 20171 Comment5 Mins Read
    Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Email
    Share
    Facebook Twitter LinkedIn Pinterest Email

    Começarei este post com uma frase que correu a cidade e as redes sociais no mês passado:

    “Sofrer assédio não depende da idade, nem da roupa, nem do aspecto. Depende de você cruzar com um assediador”. ‪#‎ParemosElAcosoCallejero

    De 10 a 16 abril foi a Semana Internacional contra o Assédio nas Ruas (Acoso Callejero). Houve muitas palestras e manifestações contra essa prática tão comum na vida de uma mulher. Há alguns anos, os movimentos feministas têm crescido na Argentina e o grito de revolta de não quererem mais ouvirem, serem vistas ou tocadas como um objeto inanimado, com o qual muitos homens podem fazer o que quiserem, principalmente nas ruas e meios de transportes públicos da cidade, é cada vez mais alto.

    Que mulher que nunca ouviu uma cantada na rua? Qual a mulher que passou por todos os transportes e ruas da vida, que nunca foi tocada ou olhada de forma indecente por alguém que ela nunca tinha visto na vida? No ano passado, uma amiga brasileira, indignadíssima, desabafou no Facebook sobre a revolta e a humilhação que ela estava sentindo por ter sido tocada com afinco por um desconhecido dentro do metrô, quando se dirigia ao trabalho. Ela chamou um segurança, mas nada disso apagava a sensação de impotência que ela sentia. Outra conhecida argentina me contou que a primeira vez que viu um pênis foi quando tinha 13 anos e estava no ponto de ônibus com a irmã, voltando da escola e um carro parou na frente delas, o passageiro pediu uma informação e quando elas se aproximaram para responder, viram que ele tinha a calça aberta e que se tocava. Mal colocamos um decote e já temos que aguentar um “Dáme tus lolas, mami” – “lolas” é a forma vulgar para falar “peitos” aqui. Outra amiga ouviu um “Adoraria ser o seu absorvente”.

    Eu estava no ponto de ônibus num sábado à tarde e passou uma mulata do outro lado da rua e um dos rapazes que estava na fila atrás de mim gritou que a comeria ali mesmo se ela quisesse. Nem as grávidas escapam! Poderia escrever mil posts com histórias como essas e que a maioria das mulheres conhece bem. No entanto, acompanhar essa luta que as mulheres argentinas estão travando aqui é um privilégio, se compararmos com a realidade cada vez mais conservadora da sociedade brasileira, que passa pelos mesmos problemas e dilemas.

    Acoso_01
    Facebook.com/accionrespeto

    As argentinas saem às ruas exigindo que respeitem suas roupas, sua presença, seu linguajar. Exigem o direito de usarem um short curto ou voltar para casa tarde da noite e não serem molestadas ou vistas como fáceis por isso. É uma luta válida e da qual todas deveríamos fazer parte. Nessa semana de 10 a 16 de abril, pude ver diversas charges contra o assédio e algumas eram realmente tocantes. Impossível não nos identificarmos com elas.

    Outro movimento fantástico, e que inclusive foi lembrado em sua fala pela Primeira Dama dos EUA, Michele Obama, em sua visita à Argentina no mês passado, é o “Ni UnaMenos” (“Nem Uma Menos”).

    Acoso_08
    Imagem do site oficial: http://niunamenos.com.ar/

    Surgiu no ano passado e parou o centro da cidade. Um grupo de mulheres, muitas jornalistas, preocupadas com os números cada vez mais alarmantes de femicídios e violência doméstica, decidiram marchar contra isso e criaram o “Ni Uma Menos”, que reuniu mais de 150 mil pessoas na frente do Congresso Nacional. Eu estive rapidamente no protesto de 3 de junho de 2015 e realmente era um número impressionante de mulheres, famílias, grupos de adolescentes, mães e filhos(as) que responderam ao chamado que deu vida ao movimento. Uma amiga foi e levou seu filho de 4 anos na época e disse que era importante que ele acompanhasse desde pequeno essa luta, para que venha se tornar um bom homem e que saiba respeitar as mulheres, e não somente a mãe dele.

    O número de denúncias depois deste protesto aumentou vertiginosamente e deu força ao movimento, já que, todas as semanas, conhecemos através dos noticiários, famílias desesperadas atrás de suas filhas desaparecidas e que, infelizmente, muitas têm aparecido mortas.  A cada 30 horas uma mulher morre vítima de femicídio na Argentina.

    É uma luta grande e difícil que está sendo travada dentro de uma sociedade conservadora, mas que está ganhando contornos incríveis e espero que continue assim. Que as argentinas consigam espalhar esses movimentos e conquistas nos demais países vizinhos, incentivando e alimentando essa luta para que muitas mulheres possam se unir a essa voz.

    O que é a Violência Machista?

    (Tradução livre da definição encontrada no site: http://niunamenos.com.ar/).

    A violência machista é aquela que é exercida mediante toda ação ou omissão, dentro do marco de um relacionamento desigual de poder, que de maneira direta ou indireta, tanto no âmbito público como no privado, afeta a sua vida, liberdade, dignidade, integridade física, psicológica, sexual, econômica ou patrimonial e pelo fato de ser ou sentir-se como uma mulher.

    A violência machista adota diversos tipos:

    [wpv-view name="authors-articles-view"]
    1. Física: Se ela produzir dano, dor ou risco de produzi-la, em seu corpo ou qualquer outra forma de maltrato que afete a sua integridade física.
    2. Psicológica: Se lhe causar dano emocional, se afetar sua autoestima, prejudicar ou perturbar seu desenvolvimento pessoal, se procurar degradá-la, controlar suas ações, suas crenças e decisões mediante a ameaça, o assédio, a humilhação, a manipulação e o isolamento.
    3. Sexual: Se torná-la vulnerável em todas suas formas, com ou sem acesso genital, seu direito a decidir voluntariamente sobre sua vida sexual ou reprodutiva, mediante a ameaça, o uso da força ou a intimidação
    4. Econômica e patrimonial: Se buscar menosprezar seus recursos econômicos ou patrimoniais mediante diversas ações que inclua a perda de seus bens até o controle e limitação ou controle de sua renda.
    5. Simbólica: Se for naturalizada a subordinação das mulheres na sociedade, mediante a transmissão e reprodução de padrões estereotipados, mensagens, valores, ícones ou sinais que promovam a dominação, desigualdade e discriminação.
    Acoso_09
    http://niunamenos.com.ar/
    argentina assédio sexual denúncia de abusos femicídios mulheres ni una menos Violência contra mulheres violência doméstica na Argentina
    Share. Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Email
    Ina de Oliveira

    Ina mora em Buenos Aires, Argentina, é historiadora, arquivista e professora de português.

    Related Posts

    Silverlocks: um novo espaço para mulheres maduras no Brasil e no exterior

    July 4, 2026

    A mulher egípcia é oprimida?

    December 14, 2021

    Crônicas de Uma Imigrante

    July 2, 2021

    1 Comment

    1. Tonny on November 11, 2016 12:38 pm

      Penso em me mudar só para conhecer alguém diferente

      Reply
    Leave A Reply Cancel Reply

    This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

    • Facebook
    • Instagram
    A Mulher na Sociedade Pelo Mundo

    Silverlocks: um novo espaço para mulheres maduras no Brasil e no exterior

    By Ann MoellerJuly 4, 20260

    Há projetos que nascem de estratégia. Outros nascem de necessidade. E alguns nascem dos dois.…

    Dia de Finados na Polônia

    October 28, 2024

    Novas gírias e expressōes faladas nos Estados Unidos

    March 1, 2023

    Terremoto na Turquia

    February 10, 2023
    Categorias populares

    Green Card e Residência permanente após o casamento

    April 26, 2015

    Como morar legalmente na Espanha

    August 7, 2015

    Como estudar no Ensino Superior em Portugal

    August 14, 2014

    Como é morar em Santiago no Chile

    June 28, 2014

    Validação do diploma brasileiro nos EUA

    May 20, 2016

    Cinco razões para não morar na Dinamarca

    April 19, 2015

    Passo-a-passo para fazer mestrado ou doutorado com tudo pago nos EUA

    March 2, 2016

    É brasileiro e reside no exterior? A Receita Federal ainda lembra de você!

    February 9, 2017
    BrasileirasPeloMundo.com
    Facebook Instagram
    • Sobre o BPM
    • Autoras
    • Na Mídia
    • Anuncie
    • Contato
    • Aviso Legal
    • Política de privacidade
    • Links
    • Política de Cookies
    • Termos e Condições
    • Não vender nem compartilhar minhas informações
    © 2012-2026 BrasileirasPeloMundo.com

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.

    Manage Consent
    To provide the best experiences, we use technologies like cookies to store and/or access device information. Consenting to these technologies will allow us to process data such as browsing behavior or unique IDs on this site. Not consenting or withdrawing consent, may adversely affect certain features and functions.
    Functional Always active
    The technical storage or access is strictly necessary for the legitimate purpose of enabling the use of a specific service explicitly requested by the subscriber or user, or for the sole purpose of carrying out the transmission of a communication over an electronic communications network.
    Preferences
    The technical storage or access is necessary for the legitimate purpose of storing preferences that are not requested by the subscriber or user.
    Statistics
    The technical storage or access that is used exclusively for statistical purposes. The technical storage or access that is used exclusively for anonymous statistical purposes. Without a subpoena, voluntary compliance on the part of your Internet Service Provider, or additional records from a third party, information stored or retrieved for this purpose alone cannot usually be used to identify you.
    Marketing
    The technical storage or access is required to create user profiles to send advertising, or to track the user on a website or across several websites for similar marketing purposes.
    • Manage options
    • Manage services
    • Manage {vendor_count} vendors
    • Read more about these purposes
    View preferences
    • {title}
    • {title}
    • {title}