BrasileirasPeloMundo.com
Argentina

Homens argentinos

Tenho recebido algumas mensagens me perguntando como é o homem argentino e esse é um tema bastante subjetivo. Por isso, para que possam ter uma melhor ideia de como são os argentinos para paquerar – e, definitivamente, estamos falando dos PORTENHOS, dos que são da Capital Federal -, decidi pedir ajuda para alguns amigos de diferentes idades e nacionalidades para responder às duas perguntas abaixo. A partir delas, tirem suas próprias conclusões.

Sob o seu ponto de vista pessoal, como você descreveria os homens argentinos?

P., Brasileira:

“Fisicamente acho os homens argentinos bem interessantes, se cuidam bastante. Costumam se vestir muito bem e estão sempre por dentro da moda. Só acho que poderiam ser mais cheirosos. Sinto falta de um perfume neles rs.

Comportamento: “Acho que são mais cavalheiros e respeitadores. Não os vejo fazendo muita grosseria como os brasileiros… Parecem ser mais fiéis (ou, pelo menos, mais discretos, quando se trata de infidelidade) e quando se casam, são muito mais participativos na vida familiar e principalmente com os filhos.”

 J., Brasileiro:

“Pontos positivos: práticos, nada invasivos, admiradores da cultura e da alegria brasileira.

Pontos negativos: exagerados e pessimistas em tudo (calor, política, frio, odeiam comidas temperadas, amargos, suuuuper materialistas).

Característica neutra: super ultra mega fanáticos por futebol (bem mais que os brasileiros).”

A., Venezuelana:

“Minha opinião sobre o homem portenho é que ele se faz de desentendido. Do ponto de vista de uma venezuelana, ainda não entendo como eles se relacionam e isso porque moro há cinco anos nesta cidade. Parece que estão cheios de dúvidas, de medos e, ao mesmo tempo, desesperados para ter alguém, que têm uma linha onde se perdem… Há toda uma conversinha, uso de palavras que envolvem a paquera, mas no final, são apenas palavras vazias, pois, depois, as ações são outras. E com todo o machismo da América Latina, em geral, acho que aqui são iguais, porém com um disfarce de liberdade.”

L., Brasileira:

“Os argentinos se separam por tribos e são fiéis ao visual. Se gostarem de rock ou do Rolling Stones se vestem, não importa a idade, como se fossem os próprios cantores e deixam os cabelos assim, também. Se forem amantes da tecnologia, você os verá com sua calça jeans e camiseta folgada, felizes com seus óculos e aversão ao sol. Mas, sem sombras de dúvidas, a maior das tribos é a futebolística. A moda é ditada pelos jogadores de futebol, desde o cabelo comprido do Caniggia nos 80/90 até o Messi dos dias de hoje, e os amigos se comportam igualmente, os assuntos são futebol, as mulheres dos jogadores, e na televisão, vemos isso também. Portanto, o comportamento é por “bandos” e para entrar num bando, tem que poder conversar sobre o assunto em questão. As atividades são em bando, eles saem muito com os amigos, periodicamente, e precisam estar com seu bando para shows de rock, ir ao cinema, jogar uma pelada, cada qual com sua atividade frequente correspondente à galera em questão. A maioria dos homens argentinos é mais vaidosa, mais preocupada com a imagem quando se trata do que vestir e do que pensam os demais quando se vestem, do corte de cabelo, de estarem saudáveis e magros. Ficar bombado aqui não é um ideal de beleza. (…) A família é importante, mas os amigos são fundamentais. No Natal ou Ano Novo eles cumprimentam a família e passam o resto da noite entre amigos, inclusive nessas datas não existe uma superprodução, um jantar e um encontro com os amigos. No aniversário, costuma ser assim também, mas no Dia do Amigo, os restaurantes e boates se mobilizam com promoções. Os homens argentinos “se acham” e normalmente são muito charmosos por essa segurança que eles têm sobre seus gostos e o grupo ao que pertencem. (…) Convencer um argentino de que não é assim ou assado é uma missão para o Tom Cruise, mas eles amam discussões calorosas: política, futebol e um café é bem argentino. Eles gostam muito de reclamar de tudo: das condições do país, dos jogadores de futebol, do clima, faça frio, calor ou chova e o sonho da maioria deles é poder ter uma barraquinha em alguma praia do Brasil.

hombre-coqueto2
Fonte: desmotivaciones.es

Como é a conquista com um argentino?

J., Brasileiro:

“Conquista: Um saco! Eles são mega lentos! Não têm uma pegada boa. São bem mais bonitos que os brasileiros, mas não possuem cara e jeito masculino.

Conquistar aqui é sinônimo de LUTAR. É uma luta a conquista aqui. O homem brasileiro com uma olhada já te arrasta, aqui você fica a noite toda para conseguir UM.”

L., Colombiana:

“A paquera com um argentino é simples e direta. O romance e os detalhes são pouco usuais. Também costuma ser esporádico, como se não estivessem muito a fim, o que é chamado de “histeriqueio”. Então, uma mulher não argentina pode se confundir sobre as verdadeiras intenções deles.”

L., Brasileira:

“Os argentinos gostam de conquistar. São muito galantes, cavalheiros e adoram dizer cantadas bem elaboradas tipo. ‘Ei, garota, caiu o papel! – você olha e ele continua – o seu embrulho, boneca!’, coisas que nunca escutei no Brasil. Um sorriso e o bom humor são fortes armas de conquista, porém se ele começar a te paquerar, tem que dar uma de difícil, porque faz parte da cultura daqui, eles querem ter a sensação de que lutaram pra conseguir a garota. Se ele, depois de conversar com você te convidar para um café é porque quer te conhecer melhor e está muito interessado. Isso mesmo, pasmem! Aqui eles não convidam pra balada, para uma cerveja gelada ou um drinque, é para um café. Se te convidarem depois do café para um jantar, é porque, definitivamente, ele ficou maluco por você. Entrar no bando de amigos é a comprovação de que vocês estão namorando.”

M., Argentina:

“Histéricos e com medo de compromisso.”

A., Venezuelana:

Sinto falta do mistério e respeito (mesmo que forçado) que diferencia o portenho de qualquer venezuelano, como, por exemplo, o simples fato de te convidar para beber algo, para dançar, esperar pelo sexo e se conformar com um beijo. Já o portenho, na primeira noite, já quer tudo! Evitando o misticismo que, pessoalmente, me importa bastante.”
Contarei mais na segunda parte, até lá!

Related posts

De mudança na Argentina

Fabi Lima

Portunhol, nem português, nem espanhol

Fabi Lima

Regime militar na Argentina e sua herança

Ina de Oliveira

1 comentário

Carol Junho 29, 2017 at 11:13 am

Meu namorado é de Neuquén, sul argentino, Patagônia. Seria legal se nessas matérias falassem do homem argentino no geral, tem homem em Mendoza, Córdoba, Neuquén e vários outros lugares, mas tudo sempre são os portenhos…e já me relacionei com um portenho e embora meu namorado atual e meu affair do passado sejam argentinos..são completamente diferentes, a cultura portenha é diferente da do resto da Argentina..coitado do resto dos homens de outros lugares argentinos, eles tbm merecem algum reconhecimento nesse tipo de matéria…eles também adoram nosso país, nossa gente e nossa cultura. Fica a dica! 🙂

Resposta

Deixe um comentário

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.

Este site ou suas ferramentas de terceiros usam cookies Aceitar Consulte Mais Informação