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Bahrain

Bahrain é o oásis no deserto

O receio de vir morar ou conhecer o Oriente Médio cerca a maioria das pessoas… A gigantesca diferença cultural e os ‘mitos’ passados para a população mundial fazem do islã(religião árabe) um vilão. Porém não é bem assim… Não em Bahrain!

Bahrain é um local que está em constante crescimento, tanto turístico quanto econômico. Apesar de não ter muitos atrativos turísticos, continua sendo um  ótimo lugar para se morar. Livre de impostos e gasolina barata, o país é movido pelo petróleo e tem uma economia super controlada, que permite o bem estar dos moradores.

Porém, um período não muito agradável para os estrangeiros é o mês do Ramadã. Ramadã é um jejum obrigatório para os muçulmanos que já tenham atingido a puberdade. Inclusive o primeiro jejum é algo a ser comemorado – como uma passagem para a vida “adulta”. O jejum dura do nascer ao pôr do sol – ou seja, eles se alimentam(em média) entre 6 da tarde e 5 da manhã. Durante esse mês, o preço de muita coisa aumenta, principalmente a alimentação, já que para sair do jejum, eles fazem algo como uma ceia de natal todos os 29 dias.

Os horários de trabalho geralmente mudam nessa época, já que a cidade só vive de noite. Nós, estrangeiros, não somos obrigados a fazer o Ramadã, mas não podemos comer ou beber nada na frente daquele que estão praticando.

Apesar de tudo, a ilha é o país mais liberal do Golfo. Com diversos festivais, bares, clubs e ótimos restaurantes. Bebida por exemplo, não é proibida aqui, então isso faz com que muitos Sauditas atravessem a ponte para passar o fim de semana com mais liberdade. Bahrain e Saudi são ligados por uma ponte de 25km, com passagem liberada para árabes em ambos destinos.

Os Clubs dificilmente pedem algum tipo de identificação, e as mulheres usufruem de uma mordomia de entrar e beber de graça até as 00hrs. Isso vale para praticamente todas as boates e clubs daqui.

O governo está fortemente investindo em turismo e todo mês de Abril o país fica super movimentado. O motivo? O famoso evento da Fórmula 1, que conta inclusive com diversos cantores internacionais e claro, uma corrida emocionante.

O livre arbítrio aqui prevalece. A diversidade cultural atrai olhares porém aqui nada é obrigatório. Você poderá se vestir como se sentir melhor e como quiser! Você verá de short a Abaya, de vestido a burca, mas é sempre legal manter o bom senso e se cobrir o máximo possível.

Ao ar livre temos opções de atividades, porém o calor nos direciona sempre a lugares fechados e bem climatizados na maior parte do ano. Como muitos países do Golfo, a atividade que prevalece no Bahrain é ir ao shopping. Você não sente o efeito do calor e eles são imensos e tem de tudo um pouco.

Dificilmente você pegará alguma chuva aqui, mas na época de frio, o fenômeno que todo mundo espera aparece… É motivo de alegria quando chove, mas atrapalha os planos de toda cidade, já que não estamos preparados ou até mesmo acostumados com a chuva.

Vale destacar que temos praias lindas e paradisíacas, praticamente desertas e que se podem sim, usar roupa de banho. Deixando a observação de que não temos quiosques ou vendedores ambulantes (nem ondas!).

Confesso que fiquei impressionada com a quantidade de estrangeiros que moram aqui. Temos uma base americana com pessoas de todo mundo trabalhando. Inclusive a comunidade brasileira que vivi aqui no Bahrain é consideravelmente grande. A maioria veio com o mesmo propósito, trabalhar. O emprego para quem fala inglês aqui não é muito complicado, mas claro, depende do que você está procurando no momento.

Ao contrario de Saudi, Bahrain tem um visto de turista de fácil acesso no aeroporto, que também pode ser requerido pelo website. Cerca de 50,00 para duas semanas – com direito de pagar uma extensão se for preciso. O transporte público é limitado, porém o privado é de fácil acesso. Taxís e Uber trabalham por toda cidade o tempo todo.

A linguagem de origem do Bahrain é árabe, porém você consegue se comunicar com o inglês tranquilamente na maioria dos lugares. Alguns lugares você pode ter um pouco de dificuldade de compreender o que está sendo dito, seja pelo sotaque ou por falta de conhecimento da língua pelos mais tradicionais. Porém o país é considerado bilíngüe, já que 90% das escolas ensinam inglês e a língua local.

Turistar em Bahrain torna-se caro pelo fato da moeda local ser super valorizada. Há épocas que 1BH(ou Dinar Bareinita) custa quase 10 reais.

A comida na ilha é totalmente variada. Você poderá ir á lugares super tradicionais (que comem com a mão por exemplo) e também lugares com cardápios mais variados. O preço varia totalmente de lugar para lugar, mas começa por uns 2bds…

Esse foi o meu básico resumo de como é o Bahrain – no meu ponto vista. Por mais que os dados sejam verdadeiros e pesquisados, aqui incluem também algumas opiniões pessoais. Espero ter conseguido compartilhar algo útil.

Preciso dizer que estou muito feliz e satisfeita de estar escrevendo para o Brasileiras Pelo Mundo e dividindo a minha experiência. Passar um pouco do que se vive é gratificante, ainda mais em um blog conceituado que eu mesma já fiz várias pesquisas. E claro, se você quiser enviar algumas perguntas, adorarei responder.

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5 comentários

Marcele da Silva Gonçalves Maio 4, 2017 at 7:16 pm

Uma menina q se tornou lutadora que todos nós temos todo orgulho , vemos nossa menina mulher com muitas coisas a se realiza que Deus proteja e guarde seu caminho q sua luz nunca se apague pq vc sempre será mt especial pra nós saudades q doi?

Resposta
Pollyane Martins Maio 4, 2017 at 8:46 pm

Bem-vinda ao time de colunistas do BLM, Larissa! Apesar de morarmos pertinho (estou em Abu Dhabi), ainda não conheço o Bahrein e vou adorar saber mais sobre o país! Beijos!

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sabrina de paula gonçalves Dezembro 26, 2017 at 10:52 pm

Oi Larissa, como vai?
Meu marido recebeu uma proposta para trabalhar no Bahrain. Temos uma vida “estável” no Brasil, somos engenheiros e trabalhamos em uma empresa grande com unidades em vários países. A proposta seria para trabalhar em OUTRA empresa do mesmo ramo mas bem menor.
Tenho um filho de dois anos e evidentemente minha preocupação é com ele: escola para o meu filho (existe horário integral, babá, empregada doméstica?) e estrutura de saúde (atendimento médico de emergência, compra de medicamentos, consultas e exames de rotina, etc.)
A decisão está em minhas mãos. Segundo meu marido, a mudança só depende de mim.
Gostaria muito de ouvir suas dicas a respeito.
Abraços,
Sabrina

Resposta
Glayvson Julho 20, 2018 at 12:43 pm

Oi Larissa, tudo bem?
Amei o post.
Tenho um desejo imenso (um sonho mesmo) de viver fora do Brasil, e um interesse especial por alguns países do Golfo, por isso amo acompanhar os posts aqui do Bpm.
Ainda sou estudante, de Direito, e queria saber um pouco sobre mercado de trabalho e oportunidades na área jurídica aí no Bahrain.
Enfim, o que puder me passar já me será bastante útil.
Abraços,
Glayvson

Resposta
Liliane Oliveira Julho 20, 2018 at 1:48 pm

Olá Glayvson,
A Larissa Madruga parou de colaborar conosco e, infelizmente, não temos outra colunista morando no país.
Obrigada,
Edição BPM

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