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Bolsa de estudos para estudar na Espanha

Bolsa de estudos para estudar na Espanha

Às vezes, temos muita vontade de ir morar em um país, mas nos falta um motivo forte o suficiente para sair da zona de conforto e se jogar, sem eira nem beira, para outro continente, não é mesmo? Eu nunca fui aquele tipo de pessoa que, magicamente, recebe uma oferta de emprego para trabalhar na Suíça ganhando salários de 6 dígitos, então, tive que me virar para encontrar meu “motivo inegável” para vir para a Europa. E o que encontrei? Uma bolsa de estudos para fazer um mestrado!

Oferta de mestrado

Olhando de fora, pode parecer algo difícil de se conseguir (até porque, no Brasil, conseguir uma bolsa costuma ser mais complicado e só para alunos excelentes), mas a verdade é que existe muita oferta, tanto da iniciativa pública, quanto da privada, e das mais variadas formas e valores. Algumas pagam apenas a matrícula, outras bancam a estadia também, algumas têm ajuda de custo e por aí vai.

Leia também: Tudo que você precisa saber para morar na Espanha

Em relação ao mestrado em si, existem dois pontos que podem dar mais dor de cabeça e stress do que o esperado:

O primeiro deles (que eu, que nem deveria ter tido problemas, mas tive) é em relação a alunos que não têm a nacionalidade espanhola. A matrícula de alunos estrangeiros, normalmente, é feita em prazo anterior aos de nacionalidade espanhola, mas, às vezes, o resultado da bolsa ainda não está liberado nessa época. Neste caso, é preciso que o aluno pague a taxa de reserva de matrícula do próprio bolso e reze para conseguir a bolsa (caso a consiga, ótimo, e caso não, terá um prejuízo de mais ou menos 60€, algo pagável, apesar de nada gostoso).

Calendário acadêmico

O segundo ponto é em relação ao início do ano letivo: em toda Europa, começa em setembro, então, os editoriais de bolsas de estudos e os cursos de mestrado daquele ano começam a ser liberados só a partir de março. Por isso, não adianta ficar que nem louco olhando os sites das instituições em janeiro porque não vai ter informação. Se tiver, estará desatualizada já que as universidades não são obrigadas a ministrar os mesmos cursos todos os anos e podem, inclusive, desistir de ministrar um mesmo depois de publicado.

Por outro lado, não deixe para ver tudo em cima da hora, pois após decidir o curso e se inscrever no processo de bolsa, você ainda terá que traduzir todo o seu expediente acadêmico. Isso, além de custar uma pequena fortuna, leva tempo. Caso você tenha certeza absoluta de que quer sair do país, pode mandar traduzir seus estudos antes de começar todo o processo. Algumas instituições exigem documentos traduzidos na hora da inscrição para a bolsa.

¿Hablas español?

Última e importante dica em relação ao mestrado é: saiba espanhol! As aulas do meu curso foram dadas 100% no idioma local. Não precisa ser um espanhol maravilhoso e fluente, mas saiba o suficiente para conseguir entender o que o professor fala e tirar dúvidas, se precisar. Você estará aqui para aprender, então, faça isso da maneira mais completa possível. Ah! E não caia na pegadinha “você prefere que eu fale em inglês?” porque o inglês dos espanhóis costuma ser terrível. Você se arrependerá antes dos primeiros 30 segundos de explicação.

Onde procurar?

Finalmente, sobre as bolsas de estudos (ou becas, como dizem por aqui), separei algumas das quais eu já ouvi falar e preparei um resumo para vocês. Além destas, existem muitas outras. É só procurar no Google por “becas máster para extranjeros em España” e uma lista enorme aparecerá:

  • Fundación Carolina: está aí uma fundação que ganhou meu coração!! Foi a partir dela que ouvi falar em bolsas de estudos para mestrado e, apesar de nunca ter sido selecionada, criei carinho. As bolsas de estudo da fundação estão voltadas para estudantes com título universitário latino-americano que queiram seguir seus estudos em alguma universidade espanhola, e são tanto para mestrado, quanto para doutorado. O auxílio varia de acordo com o curso e universidade escolhidos, além do currículo do estudante, que será analisado e pontuado. As pessoas com melhor pontuação recebem bolsas com valores maiores, e as com menor, bolsas menores. A página da Fundação é esta daqui!
  • Bolsa Excelencia Mocidade Exterior: Essa é a bolsa da qual eu faço parte e, predileções à parte, acho interessante falar sobre ela porque, além de ainda ser pouco conhecida (2017 foi o primeiro ano), pode ser muito útil para brasileiros filhos ou netos de galegos (os galegos e seus descendentes são mais de 45.000 no Brasil). A bolsa oferece mestrado nas universidades públicas de Galícia, em algum dos cursos pré-selecionados pelo governo – não são todos os cursos que podem ser pagos por ela. A cada ano esses cursos podem mudar. Assim como na Fundación Carolina, é feito um ranking de notas dos alunos, e os 100 primeiros recebem o benefício que, diferente da fundação, não varia de acordo com a colocação de cada um. O que ocorre é que você recebe X euros e precisa, com esse valor, pagar seus gastos com matrícula, estadia, alimentação, passagem aérea, etc. Por ser uma bolsa que, em teoria, deveria bancar todos os gastos do aluno, seu valor costuma ser mais alto do que as outras (que podem, por vezes, só pagar a matrícula por exemplo) e esse também é um ponto bastante positivo, na minha opinião. Para saber mais, clique aqui!
  • Santander: o banco Santander tem muitas ofertas de auxílio a estudantes que querem ter experiências fora do seu país, seja como ERASMUS (um tipo de intercâmbio estudantil feito durante a carreira universitária), como estagiário, mestrando, e assim por diante. Cada programa tem suas regras e suas datas (diferente de outras instituições, o Santander deixa alguns de seus programas abertos durante todo ano), então o melhor é sempre dar uma olhadinha no site. Além disso, as ofertas valem para outros países que não só a Espanha, o que pode ajudar quem ainda não tem certeza do seu próximo destino, mas já sabe que quer ter uma experiência por outros mares. Para saber mais, visite esta página!

Leia também: Como estudar no Ensino Superior em Portugal

Últimas dicas

Como eu disse antes, existem vários programas de bolsas para mestrado por aqui e é bem fácil de encontrá-los procurando na internet. Apesar da lista ser enorme, é preciso ficar atento, pois nem todas as ofertas são válidas para não espanhóis ou titulados no exterior. Neste caso, seria necessário homologar o diploma por aqui, mas isso é assunto para outro post.

Outro ponto importante é que, apesar da grande quantidade de bolsas, muito provavelmente, elas não cobrirão todos os gastos! Trata-se, como dizem por aqui, de uma AJUDA, um ponta pé inicial, a gotinha de coragem que faltava para arrumar as malas, mas é só isso mesmo!

Então, evite crises financeiras do outro lado do oceano e venha com algum dinheiro guardado. Também é possível procurar um emprego de meio período quando chegar aqui. Algo que seja tranquilo, dê para conciliar com os estudos e, por que não?, dar uma escapadinha durante os fins de semana para aproveitar o país novo.

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2 comentários

Maicon Silva Março 11, 2019 at 5:11 am

Olá,

Você sabe me informar qual o tipo de visto que o familiar do estudante deve tirar pra acompanhá-lo durante uma bolsa de estudos? Grato desde já e muito bom o post, parabéns 🙂

Resposta
Marina Barreira Março 12, 2019 at 3:58 pm

Oi Maicon,

Existem alguns tipos de visto disponíveis para residir na Espanha, e tudo depende das condições em que a pessoa venha morar aqui.

Um deles, é o visto de residente para pessoas que não pretendam estudar nem trabalhar na Espanha. Para que a autorização seja aceita, é necessário que o requerente comprove renda suficiente para manter a si e sua família no país. Se não me falha a memória, o valor é de 2.200€ mensais. O requerente deve apresentar uma série de documentos (como comprovante de ingressos, seguro médico, atestado de antecedentes, passaporte em vigor, etc) ao consulado espanhol antes de sair do país. Esse visto está disponível para aposentados, pensionistas, filhos e netos de espanhóis (que querem ter a nacionalidade depois de um certo tempo no país) e brasileiros que queiram uma melhor qualidade de vida. Lembrando que, obviamente, o visto pode ou não ser autorizado pela autoridade espanhola.

Outro tipo de visto (mas que é bem mais complicado) é aquele requerido por pessoas que pretendam investir no país. Neste caso, pode ser tanto para empreender (e se subdivide em pequena/média empresa ou empresa de grande porte) ou Golden visa, para pessoas que têm mais de 500.000 € para empreender (comprando imóveis, por exemplo).

Procure no google “vistos residência Espanha” e vários sites aparecerão nos resultados. É importante saber qual visto se enquadra melhor às suas necessidades antes de fazer o requerimento ao consulado.

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