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Canadá, três anos depois

Canadá, três anos depois.

Nesse dia 09 de dezembro de 2020 completo 3 anos de Canadá. Pode parecer clichê, mas ao pensar nisso um filme passa na minha cabeça e esses anos parecem, ao mesmo tempo, muito e pouco.

Eu explico: é que enquanto parece que foi ontem que decidimos recomeçar num novo país, eu já me sinto tão acostumada e acolhida na minha nova casa, que parece, também, que sempre estive por aqui.

Sinto que uma primeira fase do nosso projeto chegou ao fim. É que inicialmente esse seria o tempo mínimo que passaríamos por aqui, pois nosso visto era, a princípio, para minha faculdade de 3 anos de duração.

Leia também: Tudo que você precisa saber para morar no Canadá

E, apesar de eu ter saído do Brasil sem a intenção de voltar, esse era o prazo mínimo que existia na cabeça da nossa família para fazer as coisas darem certo.

E aí vem a pergunta: as coisas deram certo? Essa resposta é longa, complexa e ainda em construção, mas se é necessário ser objetiva, digo que sim.

O primeiro grande passo foi dado: faculdade completa, graduada com honras, mesmo que em meio a uma pandemia, com tese entregue a distância e colação de grau pela internet.

O passo seguinte está andando como o previsto e já temos vistos de trabalho (e estudo para as crianças) por mais 3 anos. Os 3 iniciais, viraram 6, então. E o plano é virar pra sempre.

Imagem: Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal

Dizem por aqui que você demora 3 anos sendo recém-chegado no Canadá, então acho que podemos dizer estamos avançando para a nova fase.

E os sinais aparecem claros, no dia-a-dia mesmo, sem a gente nem sentir. Quando você percebe, já não precisa mais usar o “Waze” pra chegar em diversos lugares.

Você já tem cartão fidelidade (e acumulando pontos) de várias lojas, já começa a sentir e aproveitar as diferenças climáticas como os nativos e se pega falando expressões em inglês numa conversa em casa, porque dá um branco na hora de  traduzir para o português.

Você já tem suas marcas locais preferidas, já discute política e leis locais e já não sente tanta falta dos produtos brasileiros que estava acostumado.

Eu me sinto em casa

Sei que esses exemplos acima não são regra e que as pessoas passam por essas fases (algumas nunca passam) em diferentes momentos. Mas te digo que são detalhes que fazem uma baita diferença na hora de se sentir em casa.

Aliás, essa é uma expressão que ilustra bem os meus sentimentos. Eu me sinto em casa aqui. É como se aqui sempre tivesse existido, sabe?

Em outubro desse ano eu comecei a trabalhar fora, em tempo integral (vou contar isso em um outro texto) e criar uma rotina de ter tarefas, prazos, colegas de trabalho, reuniões etc, fez com que eu estranhamente me sentisse ainda mais “em casa”.

Nós também mudamos de moradia no meio do ano,  dessa vez para uma casa, numa cidadezinha ao lado de Toronto chamada Aurora. Foi a segunda vez que passamos pelo processo de procurar onde morar, visitar casas, fazer ofertas, mas dessa vez o processo, que é bem diferente do que conhecemos no Brasil, já não nos foi mais estranho.

E até a mudança, dirigindo nós mesmos um caminhão (como todos fazem aqui), entrou na nossa listinha de atividades já realizadas no Canadá.

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Aliás, pensando em atividades típicas dos canadenses, posso dizer que já fizemos várias: já esquiamos, visitamos vários parques pra ver as cores de outono, fizemos caretas com abóboras no “Halloween”, churrasco no quintal no verão e tiramos neve do carro no inverno.

Coisas que inicialmente pareciam novidade, já viraram rotina. E é curioso ver como essa rotina ainda é novidade pra familiares e amigos que nos acompanham de longe.

O que não mudou nesses três anos foi a saudades dos amores que deixei no Brasil. Pai, mãe, irmão, sobrinha, familiares e amigos. E em tempos de Covid, essa saudades é dura, viu!?

Esse ano teríamos visitas esperadas que não aconteceram e não fazemos ideia de quando acontecerão.

E o que esperar do futuro?

Mas eu acho que os planos e as perspectivas nos ajudam a enxergá-la de um jeito mais ameno. Eu procuro não pensar muito e faço questão de andar pra frente.

Tento participar de tudo o que posso com minha família, seja por telefone, videochamadas etc. Vejo minha sobrinha crescer e brincamos juntas com muita intimidade, por mais estranho que isso possa parecer. É o jeito e não tem o que ficar pensando muito.

Em três anos de Canadá posso dizer que fiz a escolha certa em apostar numa vida nova, com mais qualidade de vida, segurança e perspectivas.

Como toda escolha, temos altos e baixos, claro. Mas tenho total convicção de que estou no caminho certo e espero ainda escrever por aqui muitos balanços de aniversário da nossa família no Canadá.

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