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Bélgica

Cheirinho belga

Gente, não adianta, a Bélgica para mim tem um cheiro tão maravilhoso que não senti em lugar nenhum do mundo onde morei. Lembro de dizer: “que cheirinho de Estados Unidos”, quando sentia cheiro de pizza de pepperoni, ou que “cheirinho de Argentina” com as medialunas (croissants) quentinhas na padaria. Já na Espanha (morei no litoral de Alicante) tinha aquele aroma a paella… Juro! Não sei se vocês também têm essa esquisitice de associar um lugar com um cheiro, mas eu tenho.

Como leitora fiel da revista Super Interessante (valeu mãe), uma vez li que é fisiológico associar coisas ou lugares com cheiros e que isso seja parte primordial da sua memória afetiva. Na verdade nem sou eu que sou a expert da família com aromas em geral, mas meu irmão. Ele tem um sistema olfativo tão mega desenvolvido que acho que ele em vez de engenheiro deveria ser inventor de perfume. Dior, vocês estão perdendo!

Enfim, voltando à nossa querida Bélgica, caminhar pelas ruas de Bruxelas, de Bruges, da Antuérpia, Gent, etc, é sentir esse cheirinho de waffle (gaufre, em francês) tão sensacional que é impossível resistir à tentação. Vocês já provaram? Tá aí outra coisa fundamental de fazer na nossa Belgica amada. Eu gosto só com o açúcar em cima; para mim já tem sabor suficiente, mas a variedade é imensa: chocolate, Nutella, frutas, sorvete confetes e por aí vai.  Já sabemos que cada um é responsável pela própria ‘gordice’, não quero ser acusada depois, hein?  Porém, eu tenho certeza que a Pugliesi (blogueira fitness da moda) provaria e aprovaria!

E se você tá achando que é coisa de turista, né não, viu? Os belgas amam os seus waffles! É tipo o lanchinho deles. Por exemplo, na universidade onde trabalho, todas as reuniões servem café, chá e também waffle! Acho lindo. Eles são vendidos como bolinhos com plásticos separados. É prático, por exemplo, para colocar na lancheira de criança. Bela Gil me mata se ler isso. E outra coisa, estão nas máquinas de snacks em prédios, estações de metrô, etc. Pelo menos duas estantes são só de waffle, geralmente tradicional (com açúcar ou com chocolate – chora porque é chocolate belga!).

Para vocês entenderem a sensação, é o seguinte, lembra quando nos desenhos animados os personagens flutuavam seguindo um cheiro de alguma comida? Pois é, sou eu andando por Bruxelas (vide fotos)… Comparando com o Brasil, acho que o sentimento é o mesmo que passar por um carrinho de amendoim torradinho na hora, sabe? Ou encontrar com o pipoqueiro na praça, em qualquer cidade do interior, ou nos cinemas na capita(r).

Senta que lá vem a história…

A palavra waffle veio do holandês wafel. A primeira receita documentada foi encontrada em escrituras holandesas com data de 1735, e foram peregrinos que passaram um tempo na Holanda que levaram a receita para o continente americano em 1620. Por tanto amiguinhas/os, para vocês que pensaram que os waffles eram coisas dos nossos vizinhos do norte, na verdade é europeu…  Agora devem estar se perguntando, uai, mas então é holandês? Olha, como já falei no post anterior: tudo é belga. Comecem a aceitar. Segundo a lenda, Maurice Vermersch de Bruxelas e sua esposa ajustaram essa receita holandesa um pouco antes da Segunda Guerra Mundial usando fermento natural como um agente incrementador de volume na massa. O resultado foi um sucesso: um waffle maior e mais crocante, além de super doce por dentro. Os Vermersch, depois da aprovação geral dos familiares e amigos, decidiram vender seus waffles na Feira Mundial em Bruxelas no ano de 1960. Aí, bummm! Caiu no gosto mundial! Quatro anos depois, estavam eles lá no mesmo evento só que agora em Nova Iorque, vendendo mais que pastel na feira.

Informação prática: veio até Bruxelas, qual devo escolher? Onde ir? Então, os melhores são… todos!

Não, brincadeira, os melhores são os dos carrinhos/Kombis/food trucks que estão espalhados pela cidade. O lindo é comer na rua mesmo, lambuzando só um pouquinho. Opte por comprar os feitos na hora, porque são os quentinhos e os mais frescos, crocantes por fora. Vai ficar mais tempo no país? Nos supermercados vendem baratíssimo! Até estudante de doutorado/mestrado pode comprar! É só colocar na torradeira por 2 minutos ou no microondas na opção grill e voilà!

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9 comentários

Renata Salas Collazo Janeiro 25, 2016 at 12:52 am

Marcela, adorei… sou exatamente assim, extremamente olfativa…. lembro do cheiro da infância, dos lugares…. Amo waffles, ia comer de cafe, almoço, jantar e nos lanchinhos….Parabéns pelo post!!

Resposta
Marcela Vitarelli Janeiro 27, 2016 at 6:29 pm

Oi Renata! Obrigada! Conta pra gente quais são as suas memórias olfativas. 😀 Abraço.

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Ana Elisa Janeiro 25, 2016 at 7:02 pm

Os melhores são realmente os da rua, feitos na hora! Docinhos e crocantes, sem nada em cima. Hummm 🙂

Resposta
Elias Janeiro 29, 2016 at 6:59 pm

Olá Marcela! Primeiramente parabéns pelo post. Já tive a oportunidade de conhecer a Bélgica e experimentar desses deliciosos waffles. No entanto eu não fui para Bruxelas, e vi que você mora lá: sei que a cidade é linda e gostaria de conhecê-la futuramente. Mas uma das minhas maiores preocupações é a respeito da segurança, principalmente por conta de notícias sobre alertas de atentados terroristas na cidade, nesses últimos meses. Na sua opinião, como moradora de Bruxelas, você acha a cidade segura? Os visitantes precisam tomar cuidados especiais por aí? Um abraço! 🙂

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Rita vitarelli Março 23, 2016 at 2:05 am

Linda homenagem! Hoje a Bélgica precisa desse carinho!

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Ernani Fernandes Ferreira Março 31, 2016 at 2:30 pm

Marcela se possível quero a receita para fazer e vender também na rua aqui em goiás.
Att.
Ernani.

Resposta
Amy Diene Maio 16, 2017 at 8:01 pm

E eu aqui com Paris, cheiro de esgoto, cigarro e poluição.. tô bem! haha

Resposta
Jussara maritins Fevereiro 9, 2019 at 10:57 pm

Oi Marcela!! Tudo bem?
Estive na Bélgica, e você descreveu tudo perfeitamente como é Maravilhoso o cheiro lá.
Por favor se você tiver a receita me envia.
Um grande Abraço!!

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Liliane Oliveira Fevereiro 10, 2019 at 4:51 pm

Olá Jussara,
A Marcela Vitarelli, infelizmente parou de colaborar conosco.
Obrigada,
Edição BPM

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