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Bélgica

Manifesto pelo fim da glamourização de morar no exterior

Recebemos, aqui no Brasileiras Pelo Mundo, milhares de mensagens de pessoas que gostariam de se mudar do Brasil; 0utras tantas, perguntando como é morar fora. E, depois de quase dez anos morando fora, eu me sinto na obrigação de compartilhar o lado ruim – para não dizer péssimo – de morar no exterior, por que nem tudo são flores, tulipas e amigos United Colors of Benetton.

Pensando em deixar o Brasil? Leia esse post antes. E, não, não será um texto engraçadinho. Bem, talvez.

1- Passarás perrengue quando ficares doente

Minha mãe, desde que eu me entendo por gente, me chama de “ovinho de beija-flor” (é para rir). Ainda hei de escrever um dicionário ilustrado das maravilhosas expressões da figura. Enfim, segundo ela, qualquer coisinha eu fico doente. Sou frágil como um ovo de beija-flor. Algum vento ou alguma mudança de temperatura já é motivo pra uma sinusite. E por falar em sinusite, eu sou um ser daqueles alérgicos a qualquer coisa que não seja a brisa do mar. O único lugar onde não tive alergia foi numa cidade de praia, onde morei na Espanha. Mofo, poeira, material de limpeza, cera, pelo de animais, perfume, pólen, enfim, qualquer coisa no ar que não seja oxigênio, eu tenho alergia. Junte isso ao espírito aventureiro e à vontade de conhecer o mundo… Claro que vai dar problema, né?

Primeiro: a questão da poeira e do mofo. Hospedagem e moradia já são difíceis normalmente, imagina quando você tem esses problemas? É sempre a mesma pergunta: tem mofo nas paredes? Eu tive que aprender a palavra mofo em vários idiomas! Fora a limpeza dos lugares e os químicos: já tive que sair correndo de lugares com crise alérgica terrível. Isso, quando limpam. E quando não limpam? Sair do Brasil é ter a certeza que somos pobres, mas somos limpinhos. Brasileiro é um povo limpo, de casa limpa. Vocês não têm ideia do que se encontra de casa suja fora do Brasil. Não citarei países nem nacionalidades porque seriam generalizações, mas que somos mais limpos que a maioria, ah, isso, somos.

Segundo: e quando ficamos doentes no exterior, sozinhos, muitas vezes? Sabe o que é isso, você, doente, sem força para ir até a farmácia comprar um remédio ou mesmo ir ao médico? E se você sofre algum acidente? Morar fora do Brasil implica, muitas vezes, em estar longe da família, e só quem passou perrengue de doença sabe a falta que faz uma canja de galinha. Porque a independência termina quando você está com febre ou diarreia, pra não falar algo mais grave; até mesmo no momento de descrever os sintomas para um médico, ou mesmo encontrar um médico que nos passe confiança. Fora enfrentar hospitais, clínicas e outras instituições. Não se esqueça, você é um estrangeiro e latino-americano.

2- Ralarás muito para aprender idiomas e melhorar sotaques

Eu acho que sou bem sortuda nesse quesito, porque morei em países onde o idioma é relativamente fácil e acho que tenho alguma facilidade com línguas. Mas agora, morando na Bélgica, me deparo com o neerlandês, que vou te contar, ô língua difícil! E sinceramente não é fácil morar em um lugar onde você não domina a língua, ou, no meu caso, as línguas. Tudo é difícil: resolver questões burocráticas diversas, informações, contratos, pedir informação, etc. Você se sente um alienígena e é bem estressante, pelo menos pra mim. Tenho um prazer infinito em chegar ao aeroporto no Brasil e pedir no bom e velho português: um pão de queijo, por favor. Chegar ao supermercado ou à padaria e saber exatamente o que vou comprar, saber pedir, questionar, e como fazemos em Minas Gerais, ainda conversar amenidades com os funcionários.

Aí você deve estar se perguntando, ora é só aprender o idioma, não? Sim. Porém, sempre vamos ter algo chamado sotaque. Nem sempre um idioma é fácil e nem sempre conseguimos deixar de ter sotaque. Pois bem, qual é o problema de você ter sotaque? Em um país como a Bélgica, acredito que pouco, mas em um país como a Argentina ou a Espanha é problemático. Preconceito, engano, assédio são coisas muito comuns para os estrangeiros. Imagina uma mulher brasileira, com toda a imagem e estereótipo que existe aqui fora? Sim, precisamos de falar sobre isso. No meu caso, quando morava na Argentina coloquei na minha cabeça que ia fazer de tudo para não ter sotaque e consegui, por uma questão de sobrevivência mesmo e proteção. Cansei de ser enganada por taxistas ou ser assediada por funcionários de qualquer comércio ou restaurante. Mas não é tão simples, não foi fácil.

3- Comerás o pão que o diabo amassou

Vamos falar de coisa boa: comida. Gente, se tem uma coisa que 100% dos expatriados reclamam e sentem falta é da comida de casa. Não importa de onde você veio, ou onde você mora, você sempre pensará que a comidinha do seu país é a melhor do mundo. Estudos indicam a relação da memória afetiva com os gostos e costumes. Trocando em miúdos (hummm!), você pode até amar a medialuna argentina, o arroz negro espanhol ou as batatas fritas belgas, mas nada nesse mundo superará aquele prato que a sua vó fazia ou sua mãe, ou tia, etc. Troco todos esses quitutes belgas por uma boa comida mineira, fácil! E sabe que mesmo que você encontre produtos para reproduzir os pratos fora do país, nunca será a mesma coisa.  E chega um momento em que o que antes parecia detalhe, começa a pesar e a cansar no seu dia a dia.  Eu sinto muita falta das frutas, verduras e legumes brasileiros que, aqui, não têm o mesmo sabor. Inclusive a água é diferente: não é doce como no Brasil. Lembro-me da primeira coisa que estranhei na Argentina, achei a água bem salgada.

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4- Perderás os momentos mais importantes na vida das pessoas que amas  

Sempre antes de uma mudança de país, ou no momento de sair do Brasil, eu penso nas maravilhas que irei descobrir, os lugares que vou conhecer e as amizades que eu vou fazer. Porém, nos últimos anos, comecei a perceber os eventos e momentos que perdi, geralmente das pessoas mais importantes na minha vida: família e amigos. Incontáveis aniversários, casamentos, nascimentos, batizado, dia das mães, pais, avós. Estar longe quando meu avô “foi pro céu dos avós maravilhosos” foi uma das experiências mais tristes que vivi estando fora do Brasil. Eu me despedi dele à minha maneira, mas ainda fica aquela sensação de faltar o último adeus. Eu perdi viagens com meus amigos do peito. Inúmeros passeios de bicicleta, trilhas e cachoeiras. Encontros com as minhas amigas de infância. Não vi primos crescerem, inclusive muitos não sabem quem eu sou. Aquela ceia de natal com a família. Quantos almoços feitos pelo meu irmão, também eu perdi. Quantas discussões sobre política eu perdi com a minha mãe – opa, não, isso foi bom. E sem falar nos muitos almoços de domingo e os incontáveis jogos de futebol com o meu pai. Quantas vezes perdi a oportunidade de ver meu pai xingando o Cruzeiro ou comemorando seus títulos? Mas o pior nem foi isso, o pior foi não estar lá quando meu pai ficou doente.

5- Serás sempre um estrangeiro

E, para finalizar, um recado: pode parecer óbvio, mas sempre seremos estrangeiros fora do Brasil. Não importa o quão integrado você esteja, o quão bem fale a língua, casado, com filhos, etc. Nossa casa, nossos costumes sempre serão brasileiros. Valorize o nosso país, a nossa gente, os nossos costumes. Chega desse sentimento de vira-lata. Não somos pior que ninguém. Poderemos ser mais desorganizados, mais corruptos e termos problemas sociais profundos, porém somos um país jovem que tem muito que aprender. Da minha parte, não vejo a hora de voltar pra casa e ajudar o país nesse crescimento. Ainda quero ver o Brasil no caminho certo: da tolerância, da reciclagem, da segurança e da cidadania.

Até a próxima!

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104 comentários

Thais Junho 16, 2016 at 6:09 pm

Adorei o texto Marcela! Você disse o que meus avós sempre insistiram comigo a vida inteira: “vamos nos valorizar mais aqui dentro, em nosso país, pois lá fora não seremos valorizados e ainda descobriremos que eles possuem tantos defeitos quanto cada um de nós”…
E quanto à higiene… verdade! Meu pai passou um mês em um hotel de Portugal, nos anos 70 antes de eu nascer. Quando fechou a conta o gerente perguntou a ele, discretamente, se “o cavalheiro tem alguma doença de pele?”, meu pai estranhou, “por que?”, a resposta: “banhava-se todos os dias…” e nem era inverno…

Resposta
Marcela Vitarelli Junho 20, 2016 at 8:43 am

hahahahhahaha Amei! Exatamente isso Thais. Abraço e obrigada pela mensagem.

Resposta
ILMA MADUREIRA Junho 17, 2016 at 6:52 pm

Ótimo relato para “desclamourizar”?? (nem sei se existe a palavra, mas vai lá.
Muitas pessoas só veem o “conto de fadas” e esquecem exatamente isso: “o dia a dia”, a necessidade de uma simples ida ao mercado.
Parabéns pelas palavras.
Abraços de viajante

Resposta
Marcela Vitarelli Junho 20, 2016 at 8:44 am

Olá Ilma! Exatamente isso! Abraços apertados da outra viajante.

Resposta
Rui Soares Junho 17, 2016 at 7:06 pm

A maioria são coisas que toda a gente que vive num país sem ser o seu de origem sente! Quanto à limpeza das casas no Brasil com de outros países, de certeza que foi por causa dos meios que estava inserida. E esses factores contra morar fora do Brasil com certeza não vencem os factores a favor de sair do Brasil, dependendo das pessoas!

Resposta
Marcela Vitarelli Junho 20, 2016 at 8:52 am

oi Rui! Obriagada pela mensagem. Com certeza tudo depende da vivência e de como é cada um. Cada experiência é única. Abraço.

Resposta
Regina Junho 17, 2016 at 7:26 pm

Eu sempre sonhei em morar fora….ter um jardim de lavandas, um canteiro com tulipas … e comer pão alemão ou pão de campanha da Bélgica todas as manhãs, porque são deliciosos…e poder ver a neve caindo ,,, um outono cheio de cores , e primaveras com tantas flores , que aqui não tem igual…mas lendo seu post , vi também o outro lado da moeda…as dificuldades das quais nem sempre estamos preparados..
Você escreve muito bem…gostei muito de ler seu artigo…Parabéns !!!

Resposta
Marcela Vitarelli Junho 20, 2016 at 8:47 am

Ahhh os canteiros de tulipas, minha paixão. Acho que não canso de admirá-los. 😀 Mas é isso mesmo, um pé no chão sempre é bom, né? Obrigada pela mensagem e leitura! Abração!

Resposta
Giulia Junho 17, 2016 at 8:01 pm

Concordo com tudo o que você disse!
Morar em outro país, longe da família e amigos, está longe de ser fácil.
Moro ha 2 anos em San Diego/CA, casei com um americano e não tem sido nada facil.
Queria muito poder voltar pro Brasil.
Mas infelizmente nosso país vive um cáos e seria no minimo sem sentido escolher voltar pra aquela guerra Urbana!

Resposta
Marcela Vitarelli Junho 20, 2016 at 8:50 am

oi Giulia! Não é fácil né? Mas olha o importante é não perder de vista que morar fora é uma escolha e devemos fazer dela o melhor possível. Se apegar nas coisas boas que o país escolhido nos dá. A felicidade está dentro da gente. Força aí e qualquer coisa estamos juntas nessa. Abraço apertado de brasileira pra brasileira.

Resposta
Eduardo Ferreira Junho 20, 2016 at 4:41 pm

Disse tudo, Marcela. Moro fora e digo que nunca me arrependi da minha decisão. É uma escolha difícil e realmente a gente sente muita falta das coisas que deixamos pra trás, mas faz parte da decisão. Não é tudo perfeito, mas é muito melhor do que morar no Brasil. A vida profissional é muito mais respeitada e valorizada, você vive com dignidade, as pessoas te respeitam, etc. São tantos mais benefícios que a dor é logo apagada.

Resposta
Elizabeth Terto de Carvalho Junho 17, 2016 at 8:37 pm

Só li verdades, muito bom!

Resposta
Marcela Vitarelli Junho 20, 2016 at 8:51 am

Obrigada pela mensagem e leitura. Abraço!

Resposta
Cesar Junho 17, 2016 at 9:03 pm

Brilhante , escreveu com simplicidade e inteligencia,continue a escrever tudo de bom,felicidades

Resposta
Marcela Vitarelli Junho 20, 2016 at 8:42 am

Obrigada Cesar! Obrigada pela mensagem. Abraço!!

Resposta
Gabriela Junho 17, 2016 at 9:23 pm

Otimo texto! Parabens pelo texto Marcela
Tambem sou mineirinha como voce e me identifiquei muito com o que voce escreveu. Vivo na Italia ha quase 10 anos
Beijos!
Gabriela
http://www.kitchenbrasita.com

Resposta
Marcela Vitarelli Junho 20, 2016 at 8:54 am

Oi Gabriela. Obrigada. Que site maravilhoso o seu, deu agua na boca. 😀 A italia é magica mesmo! Estamos juntas! Abraço de mineira pra mineira!

Resposta
Maria Rosani Cannavo Junho 17, 2016 at 9:30 pm

Que pena q vc não veio para a Itália! A comida aqui (todas) são tão boas que vc nem lembra q um dia comeu arroz com feijão! Ahetra os doces não são melados e as frutas com exceção do abacaxi (afanais) são divinas…. Cheguei aqui 10 dias após cirurgia de retirada de câncer e em uma semana já estava com toda documentação pronta pra fazer quimio no melhor centro da região q hábito… Recebo pensão sem nunca ter trabalhado aqui, minha filha tem 2 professoras extras, q a assiste até fora da escola (parque, piscina, biblioteca…) e recentemente fui inclusa num projeto onde uma família “adotou” minha família por um ano! 2 x por semana e/ou qdo eu preciso essa família está disponível pra mim…. O que o brasil me da? Dor de cabeça, não sinto a menor falta! Já morei nos USA tb e não recomendo! Lá eu aprendi a ter mais medo de polícia do q bandido e olha q morei na Califórnia! Vem pra cá! Vc irá amar e o idioma será automático já q vc já fala espanhol! Boo grande!

Resposta
Marcela Vitarelli Junho 20, 2016 at 8:58 am

Oi Maria! Que maravilha que tudo está dando certo pra vocês! Itália realmente é um lugar mágico. A ideia do texto era somente pontuar o lado ruim, mas depois vc olha os outros textos que escrevi falando das maravilhas belgas. E com certeza virão outros textos positivos. A ideia era essa mesmo: uma reflexão das coisas ruins. MAs olha, acho que assim como você ainda acho que a experência é maravilhosa por aqui. Abraço e muita sorte.

Resposta
Rozario Junho 17, 2016 at 9:33 pm

Concordo com vc Marcela! Vivi quase 9 anos na França, com marido e 2 filhos e tinha esses mesmos sentimentos /impressões q vc!

Resposta
Marcela Vitarelli Junho 20, 2016 at 8:41 am

Oi Rozario! Que bom que curtiu o texto. Obrigada pela leitura. Força prá nós! Abraço!

Resposta
Tom Junho 17, 2016 at 10:30 pm

Olha seu texto achei um quanto tão dramático. Talvez pela sua criação, não sei da sua condição social de sua familia que fez as coisas parecerem tão dificil. Assim como vc disse sobre ficar doente, mofo nas paredes e etc…. Isso é como dizemos, pessoas mimadas

Você já parou para pensar que o Brasil um
País transcontinental, voce pode se sentir extrangeiro dentro da sua propia patria?

Quantos nordestinos migraram para sul e sudeste e passaram 40 anos sem ver a familia? Comemeram o pao que o diabo amassou. Sempre foram ‘estranhos’ chamadoa de cabeça chata, nordestino, baiano burro e etc… Pois dentro do brasil o regionalismo e discriminação é grande.

Um nordestino sempre diz: um dia voltarei pra minha terra pro meu povo, minha comida e etc… Saudades do meu lugar ou seja como assim? Voce esta no seu país

A questão é, sair de casa sempre iremoa sentir falta. Do nosso ninho de origem e isso é normal.

O ser humano é como um camaleao. Adaptavel a qualquer local, situação e etc esta no dna humano… A escolha é de cada um.

Farei desta terra meu lar ou nāo?

Nós brasileiros somos colonos, todos nós tivemos um antepassado que deixou sua terra por vontade ou contra sua vontade. E aqui se fez, esta é a diferença de quem imigra.

Vc esta indo para ‘explorar’ ou para ‘construir’.

Dentro ou fora do seu país, todos teremos dificuldade quando o assunto é RECOMEÇAR, ainda mais se a vida for dificil

Seja onde for, precisamos enfrentar os problemas que a vida nos dará, sendo assim, muitas coisas iremos sacrificar

Resposta
Marcela Vitarelli Junho 20, 2016 at 9:57 am

Olá Tom, tudo bem? Então, primeiro obrigada pelo comentario e pela leitura. Comento algumas coisas pra você. A ideia do blog é justamente contar experiências sobre brasileiras que moram no exterior. Então o nosso objeto/tema sempre será relacionado com esses aspectos da vida. Temos algumas contribuições sobre o Brasil, mas o principal enfoque aqui é outro. Eu concordo com você, o Brasil é um país continental e somos uma grande nação com diferentes culturas. E acredito que as minhas reflexões poderiam acontecer com alguém aí mesmo no Brasil. A final são temas relacionados ao ser humano e sua pertinência ao espaço físico. Obrigada por compartilhar as suas reflexões. Agora, sobre sua opinião a respeito da minha criação familiar e o “tom” do meu texto, já é uma questão de interpretação pessoal. Até!

Resposta
Bruna Pickler Junho 24, 2016 at 9:21 am

Marcela, adorei o seu texto! Ponderamos muito mais as coisas antes de agir ou falar depois que passamos por perrengues no exterior. Tantas coisas que aprendemos a “dizer não” sem olhar para trás. Sabemos que a experiência em si será mais recompensadora. Acho que faltam mulheres assim no mundo, decididas e com coragem de ir em frente. Muitas pessoas saem do país pois tem habilidades que nosso país ainda não sabe absorver, infelizmente. E para complementar a seção de elogios, acho que você poderia ser mais modesta, pois dizer que estudou ciências políticas e escreve com tanta clareza, não dá pra dizer no seu perfil que você não é escritora 😛 hehehe Adorei a sua coluna, passarei aqui mais vezes. beijokas :*

Resposta
Michele Abril 5, 2017 at 2:23 am

Ficar doente por mofo é coisa de pessoa mimada? Meu caro alergia é coisa séria e pra vc ter essa opinião é porque nunca deve ter tido uma crise. Sou alérgica a mofo e meu marido mais ainda, é asmático. Somos de família muito simples, trabalhamos desde cedo e nada tivemos de mimados.

Marcela, adoro seus textos!

Resposta
Ci Dan Junho 17, 2016 at 10:31 pm

Nossa mto elucidativo. A gente acha fácil, q lá fora é tudo 100% melhor q o Brasil, mas não pensamos nos detalhes. São eles que fazem a diferença.

Resposta
Marcela Vitarelli Junho 20, 2016 at 8:40 am

Exatamente Ci. Obrigada pelo comentario. Vamos valorizar o nosso né? Abraço!!!

Resposta
Fátima Nantet Junho 22, 2016 at 1:52 am

Dependendo do país, lá fora é muuuuito melhor do que o Brasil. Eu penso que, quando a gente decide tomar o rumo de outros países, temos de nos adaptar a ele, a seus costumes. Se a sua meta é conhecer novos lugares, novas culturas, povos diferentes, não há saudade de “pão de queijo” que vai mudar isso. Estudar, residir fora tem de ser uma escolha bem pensada, na qual pesará muito a finalidade pela qual estamos saindo do nosso país. Há muito tempo, eu vou à europa de 2 em 2 anos e fico os restritos 90 dias. Em nenhum momento, em nenhuma situação física/climatológica, sinto saudade da minha casa. Do meu filho, naturalmente. Eu estar alimentada é o bastante: se é através de uma comida típica ou de arroz com feijão, é um fator nulo. Tenho na mente que viajo para abrir meus horizontes. Problemas com pessoas locais, a gente tem indo a S.Paulo, Rio de Janeiro e outras cidades daqui. A cada local novo que se chega, é só se atualizar pelo tio google: não há erro.

Resposta
Ju Pignaton Junho 17, 2016 at 10:31 pm

Sem dúvidas o melhor texto sobre como realmente é morar em outro país que eu já li…Maravilhoso!!!

Resposta
Marcela Vitarelli Junho 20, 2016 at 8:39 am

Obrigada Ju! Abraço apertado!

Resposta
Jeankarlo Junho 17, 2016 at 10:46 pm

Ótimo resumo da vida de um imigrante Marcela. Realmente ser um não é fácil. Cultura, costumes, família, amigos, lugares, são todos muito importantes. Só nos damos conta quando saímos do Brasil. Mesmo com toda insegurança pública, corrupção e a lei de Gerson, ainda é nossa terra. Abraço

Resposta
Marcela Vitarelli Junho 20, 2016 at 7:48 am

Exato JeanKarlo! É a nossa terra! Obrigada, abraço!

Resposta
priscila braz Junho 17, 2016 at 11:09 pm

gostei muito do texto e do seu ponto de vista , e vc diz que não é escritora , vc esta no caminho

Resposta
Marcela Vitarelli Junho 20, 2016 at 7:50 am

Obrigada Priscila! Que bom que gostou… mas estou muito longe de ser escritora. Esses textos são pura ousadia. 😀 abraço!

Resposta
Rodrigo Junho 18, 2016 at 2:29 am

Ótimo texto, gostei muito!

Resposta
Marcela Vitarelli Junho 20, 2016 at 7:47 am

Obrigada Rodrigo! Abraço!

Resposta
Mishell Junho 18, 2016 at 3:47 am

que legal vito !! me senti identificada em varios trechos do seu texto! espero lembre de mim, me conheceu na biblioteca da unila, eu sou equatoriana, e a gente bateu papo sobre algumas coisas,.
Eu sei que é dificil estar fora da nossa terra!! uffa demais às vezes….mais vale a pena e acho que estou querendo ir para a europa fazer meu mestrado! qualquer info não esquece de mim!

e estou tentando ter o sotaque ein ! mais é dificl, sempre falam “nossa você fala muito bem portugues.. mas da onde você é ? kkkk !
:(…. 🙂

Um grande abrazo..

Resposta
Marcela Vitarelli Junho 20, 2016 at 7:52 am

Claro que eu lembro. 🙂 É dificil não ter sotaque, mas vc está quase lá, viu? Obrigada por ler o blog. Qualquer coisa que eu puder ajudar estamos em contato! Beijos!

Resposta
Gisele Groth Junho 18, 2016 at 10:07 am

Tua estádia fora do Brasil é longa, realmente, a minha é apenas de três anos. Morei em Praga e agora estou aqui em Porto-Portugal.
Uma das coisas que aprendi na minha vida, neste pouco tempo aqui, foi o desapego. É claro que sinto falta dos amigos, dos encontros familiares, da nossa comida farta brasileira, das parcerias… Mas eu acredito que quando vamos morar fora é importante você está aberta a todas as experiências – tanto as boas quanto as ruins. Assim, as cosias tendem a se tornarem mais fáceis. Falar é fácil realmente, mas o importante para mim é o ser. Ser e estar presente onde se está! E desapegar porque tudo, tudo nesta vida passa!

Resposta
Marcela Vitarelli Junho 20, 2016 at 8:03 am

Oi Gisele! Falou tudo! Morar fora realmente é a arte do desapego. Depois de 10 anos, prefiro ter menos roupas e sapatos. Livros que antes eram minha paixão, hoje só digitais. Não tenho porta-retratos e pouquissimos objetos pessoais. E acho que é muito mais facil viver assim. Quanto mais coisa vc tiver mais complicado fica. Já o desapego com pessoas é o mais dificil. Fiz escolhas e também tive que me desapegar. O importante é ser feliz todos os dias, focar no presente e ter certeza das escolhas. Eu tive sorte, apesar dos perrengues, fui e sou muito feliz morando fora. Mas a ideia do texto era mostrar o lado negro da força. Coisas que muitas vezes as pessoas não mostram no facebook ou no instagram. Força pra nós. E obrigada pelo comentario. Abraço.

Resposta
Carla Junho 18, 2016 at 10:09 am

Essa parte do sotaque é bem verdade mesmo! Odeio ter, realmente me esforço para aprender melhor o espanhol mas já na primeira frase me perguntam: “de que parte do Brasil vc é? ” o que me irrita bastante. E essa questão do assédio é insuportável, nunca conheci povo mais machista que os latinos americanos. Só dizer que sou brasileira que sinto o olhar mudar. Sinto nojo….

Resposta
Marcela Vitarelli Junho 20, 2016 at 7:57 am

Oi Carla! Nossa, como sei bem o que vc tá falando. Mas olha calma, porque tenho certeza que você vai conseguir. Infelizmente a imagem que o mundo tem das brasileiras se resume a passistas de escola de samba, não é? Mas acho que não deve ser empecilho pra gente desbravar esse mundo. O importante é ter na cabeça quem somos e o que somos. Aprender a não dar importancia para que os outros pensam ou acham, simplesmente porque está fora do nosso alcance poder modificá-los. Força aí e estamos juntas nessa! Abraço apertado de brasileira pra brasileira.

Resposta
Paulo Junho 23, 2016 at 2:37 am

Oi, Carla. Os países que recebem muitos brasileiros acabam por reconhecer o sotaque brasileiro. Se estou na Espanha, por exemplo, não importa se falo francês ou inglês, os espanhóis acabam também perguntando-me: “de que parte do Brasil você é?”.

Marcela, existem produtos de limpeza próprios para alérgicos. Eu já vi no Canadá, não lembro o nome. Se o mofo que você fala é aqueles pontos pretos no teto ou na borracha da porta da geladeira ou atrás da máquina de lavar-louça, você não tem alergia. Eles fazem a gente adoecer mesmo. Ah! Não more em apartamentos abaixo do nível do solo. Eles são mais quentes, mas são mais úmidos.

Resposta
Thomás Herculano Junho 18, 2016 at 12:40 pm

Olá Marcela, meu nome é Thomás Herculano e sou de Itaúna, das nossas Minas Gerais.
Ano passado estive dando um giro pela Europa durante 35 dias com mais dois amigos e no próximo dia 28 de junho estarei embarcando novamente pra lá por mais 34 dias.
Iremos rodar por vários países do leste europeu como fizemos ano passado, mas percebo que tudo que você nos relatou é verdade. O fato de conhecer lugares maravihosos é indescritível, mas viver por lá não passa mais pela minha cabeça desde que fiquei por lá nesses 35 dias.Fui discriminado por ser latino e ainda mais que um sou pardo.
Agradeço de coração a sua colaboração em nos relatar o que é morar no exterior.
Como você mesmo disse não tem preço estar em casa com a família e amigos.
Sucesso pra você e forte abraço

Resposta
Marcela Vitarelli Junho 20, 2016 at 8:38 am

Olá Thomás! Obrigada pelo comentário! Não é facil mesmo, né? Nada como a nossa casinha e as nossas gentes. A experiência de ver e viver outra realidade é importante justamente para valorizar o nosso, o que temos. E fico feliz que você teve essa reflexão tão rapidamente. Eu demorei, mas entendi. Acho que hoje me considero uma pessoa totalmente do mundo, já não sou só aquela mineira de Viçosa, sou um pouco de cada lugar que morei e cada pessoa que conheci. A vida é uma constante evolução e um reposicionamento de prioridades, não é? Obrigada pela leitura e comentario. E boa viagem! Abraço.

Resposta
Daniela Junho 18, 2016 at 1:35 pm

Texto muito lúcido e conciso, esclarece a fábula do país das maravilhas: isto simplesmente não existe. Também moro na Bélgica e conheço os seus percalços. Se o brasileiro que vive se lamentando (“só mesmo no Brasil, isto é Brasil, tinha que ser brasileiro…”) vivesse a vida real um pouquinho no exterior, daria muito mais valor ao que tem em casa. Saudações tupiniquins 🙂

Resposta
Marcela Vitarelli Junho 20, 2016 at 7:46 am

Obrigada pelo comentario! É isso mesmo, temos que dar valor ao que temos, sempre! Saudações!! Abraço.

Resposta
Marcelo Junho 18, 2016 at 2:46 pm

Para a senhora, que já tem no currículo a vivência no exterior, é fácil falar isto e desencorajar outros que querem ter né? Desculpe, mas não está sendo muito injusta. Sabemos que tudo na vida tem seus lados positivos e negativos, mas vejo que a senhora faz questão de pontuar os lados negativos de se viver no exterior, talvez por interesses próprios Serâ que é para que menos pessoas tenham a experiência que tem e possam contar o que conta? E se no momento em que escreve e publica isso a senhora ainda não voltou para o Brasil, o que é que está fazendo aí que não volta logo?

Resposta
Marcela Vitarelli Junho 20, 2016 at 8:31 am

Olá Marcelo! Tudo bem? Então, a ideia do texto é somente mostrar a parte ruim, não era a minha intenção escrever sobre os prós e contras. Todos os meses eu escrevo sobre coisas boas, curiosidades e maravilhas que o mundo tem para nos oferecer. Como deixei claro no início do texto, a ideia de escrever o lado ruim era justamente porque recebemos milhares de mensagens de pessoas querendo ir para o exterior achando que será melhor que o BRasil. E muitas vezes isso não é verdade. Acho que é importantíssimo para o crescimento pessoal e profissional ter uma experiência no exterior, se temos alguma oportunidade para tal, devemos agarrá-la com unhas e dentes, como eu fiz. Não quis desencorajar ninguém, mas com a minha reflexão quis pontuar que nem tudo são flores. Meu sonho é ver o Brasil e os brasileiros bem: todos. E gostaria que todo mundo que quisesse fizesse o mesmo que eu fiz. Aliás, faria tudo de novo. Se esse é seu sonho, vai com tudo e seja muito feliz. Ainda tenho alguns sonhos para realizar fora do país, mas já já tô de volta. Abraço!!!

Resposta
Marisa Lopes Meier Junho 18, 2016 at 3:27 pm

Bom tenho q começar te pedindo desculpas pois achei esse seu texto totalmente exagerado! Moro na Suiça em Zürich a 18 anos, mas antes disso vivi e estudei na Inglaterra, Manchester por 5 anos! A minha intenção ñ era morar na Suiça e sim voltar para o Brasil, porem conheci meu marido em Londres ele Suiço de Zurich, a minha experiencia no exterior nunca foi assim dificil como vc descreve! Sempre vivi muito bem aqui! Sempre legalizada com documentação em ordem! Acho q quem vem pra Europa sem documentos no “Black” aí sim é horrivel! Mas tendo documento e sabendo pelo menos o Inglês a vida na europa é maravilhosa

Resposta
Marcela Vitarelli Junho 20, 2016 at 8:15 am

Oi Marisa! Tudo bem? Precisa pedir desculpas não, é a sua opinião e eu respeito. Mas, a ideia do texto era justamente essa: mostrar o lado ruim e só. Não tive intenção de escrever a parte boa, porque isso eu já escrevo todos os meses no blog. A ideia desse texto surgiu quando recebemos milhares de mensagens e emails de brasileiros querendo se mudar do Brasil. Queríamos mostrar que nem tudo são flores. Principalmente porque ninguém publica no facebook ou Instagram a parte ruim ou difícil. Entretanto, acho importante pontuar minhas reflexões desses ultimos 10 anos porque pode servir para muita gente. Fico feliz de saber que sua experiência têm sido maravilhosa, a minha também é incrível. A vida em qualquer lugar pode ser maravilhosa né? Depende muito de cada um. Obrigada pelo comentario. Abraço.

Resposta
ROSE Junho 18, 2016 at 4:55 pm

Mto bom esse texto.

Resposta
Marcela Vitarelli Junho 20, 2016 at 7:52 am

Obrigada Rose. Abraço!!!

Resposta
Sandra Junho 18, 2016 at 5:44 pm

Achei muito bom seu depoimento, excelente!
Parabéns pelo seu desabafo!
Abraço

Resposta
Marcela Vitarelli Junho 20, 2016 at 7:45 am

Obrigada Sandra! Abraço!

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Greice Junho 18, 2016 at 5:54 pm

Não concordo com sua fala. Inclusive lembrei do mito da caverna de Platão, uma pena vc ter saído e não conseguir
ampliar seus horizontes. Nosso país nunca nos deu oportunidade verdadeira para alguem que nasceu na pobreza como eu ter uma vida digna. Mas vc, com certeza tem a vida diferente, faz parte da burguesia, inclusive deve ter parentesco com politicos brasileiros. Já que aqui nesse país enriquece rapidamente e usufrui da tão sonhada ” qualidade de vida”quem está ligada a politicagem ou faz coligação com eles. Eu, que soudo proletario não consigo ter tão boas oportunidades por aqui. Porém, tive oportunidade de conhecer outro país e viver um tempo por lá, e conheci a possibilidade de ter vida digna. Potanto estou deixando tudo, meu emprego estatutario de funcionaria publica e voltar a europa, onde poderei oportunizar a minha filha de 11 anos viver num lugar seguro, ter educação de qualidade e melhor condição de vida. Essa caverna aqui já não supre meus anseios. Seja feliz em seu retorno ao Brasil!

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Marcela Vitarelli Junho 20, 2016 at 9:21 am

Oi Greice. Tudo bem? Não sei se você entendeu o proposito do blog ou do texto. Mas, eu te explico: a ideia do blog é permitir que varias brasileiras, de diversas partes do país descrevessem sobre suas experiências de morar no exterior. E o proposito do texto era justamente uma reflexão pessoal dos pontos negativos da minha experiência no exterior. Todos os meses eu escrevo sobre as maravilhas, aprendizados e, inclusive, dou inúmeras dicas sobre a Bélgica. Em um momento de crise política e econômico e natural que muitas pessoas queiram mudar de país para melhorar sua propria vida. Eu mesma me mudei do Brasil atrás de crescimento pessoal e profissional. Porém, nesse post eu quis mostrar o que o facebook e o instagram não mostram: nem tudo é bonito como parece. Pois bem, agora sobre seus comentarios sobre mim, me reservo o direito de não comentá-los, por um simples motivo: meu horizonte é muito amplo para me ater à caverna. Abraço e boa sorte na sua mudança.

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Raquel del Giudice Junho 18, 2016 at 8:11 pm

Excelente texto, Marcela!! Lendo o seu texto a gente consegue captar com clareza as dificuldades práticas e afetivas de se morar fora do Brasil!!

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Marcela Vitarelli Junho 20, 2016 at 7:44 am

Obrigada Raquel! Saudades, beijos.

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Alex Junho 18, 2016 at 8:32 pm

Parabéns pelo seu relato verdadeiro que, conta a história de muitas pessoas que moram fora do país, todas as pessoas que foram fora do Brasil e quem pensa em sair ou, até mesmo quem não pensa mas, acha que levamos uma vida tão tranquila e, acham que é tudo muito fácil e simples, todos deveriam ler esse relato.
Parabéns, ????????????????????????

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Marcela Vitarelli Junho 20, 2016 at 7:44 am

Obrigada Alex! Fico muito feliz que vc tenha lido e gostado. O importante é valorizar o que a gente tem, né? Abraço.

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roberto Junho 18, 2016 at 8:48 pm

porque entao nao volta a morar no brasil de preferencia em sao paulo,rio de janeiro, fortaleza ou paraiba ?

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Marcela Vitarelli Junho 20, 2016 at 8:19 am

Oi Roberto! Adorei morar em todos os lugares que morei, soube tirar o proveito de cada lugar. Acho que porque sempre tive em mente que foi a minha escolha de estar ali. A ideia do texto é realmente mostrar o lado ruim da experiência, porque a parte boa eu escrevo todos os meses! Daqui a alguns anos eu vou voltar sim! Adoraria morar em João Pessoa, quem sabe um dia não é? Abraço!

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Elisa Junho 18, 2016 at 9:10 pm

Belo texto: em forma e conteúdo! Parabéns…

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Marcela Vitarelli Junho 20, 2016 at 7:43 am

Obrigada Elisa! Abraço!

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Marta Junho 18, 2016 at 10:58 pm

Adorei Marcelo! !!! Concordo com tudo o que vc falou. Só quem passa pela experiência sabe disso.
Firme aí; um dia vc volta.
Sucesso.

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Marcela Vitarelli Junho 20, 2016 at 7:43 am

Olá MArta. Obrigada pela mensagem e por ler o blog. E sim um dia eu volto! Abraço.

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Raquel Pinheiro Junho 19, 2016 at 12:27 am

Ótimo texto. Estou morando fora pela primeira vez (há 3 meses na Áustria) e acho que, se pudesse, faria tudo diferente e não viria. Pra mim, o pior é o sentimento de solidão e a barreira da língua (pra tudo).
Tudo de bom pra você por aí! Força pra nós.

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Marcela Vitarelli Junho 20, 2016 at 7:41 am

Obrigada pela mensagem. Sempre é difícil, né? Mas o mais importante é nunca perder o foco e o objetivo. Tentar viver um dia de cada vez e tentar aprender tudo que puder. A alegria sempre tem que estar dentro da gente. Força pra nós! Abraço!

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Maria Lagranha Junho 19, 2016 at 2:46 pm

Bacana ler teu depoimento Marcela, realmente podemos viver muitos anos fora do Brasil, mas essa sensação de ser Brasileiro nunca vai nos deixar. Tenho maior orgulho e como tu sonho que nosso País cresça e vire um país íntegro e bom de viver!
Só acho, que quando tomamos a decisão de morar fora, temos que fazer o melhor para que cada dia seja especial… Senão vc não vive, sobrevive somente e isso só vai te deixar doente, pra baixo, triste! Sou super alérgica tb e tive a sorte, em Londres/2007, de uma pessoa me apresentar o Beconase, é um anti-alergico spray. Super eficiente, desde lá minha vida é maravilhosa! Moro a 14 anos na Europa, atualmente em Genebra, tenho Facebook , se quiseres um ombro amigo, me procura! Beijo com carinho.

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Marcela Vitarelli Junho 20, 2016 at 7:39 am

oi Maria! Sua mensagem me transmitiu muita energia boa! Obrigada! Boa dica esse anti-alérgico! Acho que tenho muita sorte, porque fui e sou feliz em todos os países que morei, mas um ombro amigo sempre é bem vindo! Obrigada. Abraço!

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Mary Junho 19, 2016 at 2:52 pm

Ciao, és muito importante o que transmite! Melhor pensar antes para não se arrepender lá na frente. Recomendo este artigo a todos, baci

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Marcela Vitarelli Junho 20, 2016 at 7:35 am

Grazie! Obrigada pelo comentario. Sempre é importante saber algumas realidades, mesmo que esteja vivendo um sonho. Abraço.

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Tatiana Mendonça Junho 19, 2016 at 5:32 pm

Muito interessante o seu texto.

Voce já ouviu de brasileiros a frase mais sacana: “Se está insatisfeita, volta pro Brasil!”.
Não sei se brasileiros na Alemanha se adaptam a forma “direta” e seca dos alemães, mas é isso que ouvi e li diversas vezes pessoalmente ou no facebook, quando por exemplo reclamava do tempo frio.

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Marcela Vitarelli Junho 20, 2016 at 7:34 am

Oi Tatiana! Obrigada pela leitura e comentario. Então, tive muita sorte! Nunca escutei essas coisas, mas não me ficaria surpresa se isso acontecesse. Fui muito feliz em todos os países que morei, em todos eles foi minha escolha em ir, ficar e ir embora. Mas é aquela velha história, julgar é sempre muito fácil. O importante é não perder de vista os objetivos e as prioridades, não é? Abraço!!!

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Gilceia Junho 19, 2016 at 8:36 pm

Marcela este comentário so poderia vir da menininha que eu conheci e que se tornou a adulta inteligente e independente você sempre questionou e lutou pelas suas ideias volte e nos ajude s melhorar um pouco esta nossa terrinha

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Marcela Vitarelli Junho 20, 2016 at 7:30 am

Vou voltar sim! Elogio vindo de você vale dobro! Saudades.

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Luciana Gomes Junho 19, 2016 at 10:11 pm

É verdade!!!
Moro no Chile muitos anos e ainda sinto muita falta do Brasil.

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Marcela Vitarelli Junho 20, 2016 at 10:23 am

😀 Sempre essa saudade no peito… Abraço!

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Marli Freitas Junho 20, 2016 at 10:04 am

Ola Marcela, lindo texto. Bastante realista. Os argumentos talvez nao diminuiriam o Glamourl .Acredito que o glamour esta em outra aérea, talvez a economica. Tudo isso que perdemos estando fora, perdemos. Mas se eu me perguntar, porque o Brasileiro deixa o pais? Porque ele vai embora do Brasil? sim, essas respostas seriam otimas para deixar um brasileiro pensando. Eu moro fora, na Dinamarca a 24 anos, até hoje o brasileiro no Brasil acredita que somos ricos, temos sobrando. A nossa riqueza aqui é a liberdade de ser e estar. Para muitos brasileiros, receber um dinheiro ja basta. nao perguntam como? e nem depois de quanto tempo? tambem nao perguntam sobre as leis e tantas outras coisas. Eu cheguei a conclusao que a saudade doe, mas os brasileiros nao voltam pra casa, porque o bolso vazio doe mais ainda. 🙂

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Marcela Vitarelli Junho 20, 2016 at 10:20 am

Oi Marli, Obrigada pela mensagem. Realmente, esse imediatismo parece ser parte da nossa cultura. É aquele velho ditado: eles sabem dos vinhos que tomamos, mas não sabem das uvas que pisamos. Abraço!

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Cláudio El-Jabel Junho 20, 2016 at 2:20 pm

Ainda assim com toda dificuldade com toda xenofobia que possa existir no estrangeiro, viver no Brasil é suicidar-se todo dia.
Mais vale banhar-se em latrina comer o pão que o diabo amassou que respirar esse ar maldito brasileiro, onde o cidadão sempre será estrangeiro.
Ir para o exterior sem preparo algum é ir a guerra, afinal lá fora não tem jeitinho, ou se faz direito ou não sai também de fininho.
Uma coisa é ser turista, mochileiro, outra é ir já preparado com cidadania confirmada, emprego garantido.
Claro que para quem vive em cidades de interior no Brasil não sente tanta pressão como os que vivem em grandes centros urbanos.
Há verdades sim nas suas observações e com certeza a adaptação é sempre difícil tanto pelo costume como pelos vícios que aprendemos desde criança nesse país sem lei.
Dizem que nascer brasileiro é ter jogado pedra na cruz. Forte isso não?
O país em si é lindo, é rico, tem grande parte de seu povo maravilho, o problema começa quando entramos no julgo de outras coisas, das coisas que nos faltam.
Falta saúde, falta educação, falta politica, falta lei, falta vergonha e isso é que prejudica ou estimula a muitos brasileiros pegarem a mochila e tentar um sonho, inclusive o Estado de Minas Gerais é bem conhecida lá fora pela imigração clandestina de mineiros de Governador Valadares.
Acredito que todos tem direito a um lugar ao Sol e devem sim tentar de forma correta uma vida digna.
Abraço!

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Eduardo Ferreira Junho 20, 2016 at 4:54 pm

Existem muitas verdades aí, mas de longe se chega a ser um cachorro de rua como muitos se sentem no Brasil. Algumas pessoas conseguem vir pra fora por intermédio dos pais, pagam a faculdade ou até mesmo a moradia no país até se estabilizarem. No Brasil, tinham uma vida de luxo, com carro, faculdade paga, etc. Não quero dizer que isso aconteceu com você, Marcela, mas conheço gente que foi pra fora assim e reclamam de muita coisa que no Brasil seriam mil vezes pior.
Eu vim de família simples, lutei pra conseguir meus diplomas e emprego. No Brasil, meus pais nunca puderam me ajudar com muita coisa e só eles sabem como é ser tratado como cachorro em um país onde não há o mínimo respeito da classe elitista/política.
Reclamar que mora fora e ter que lavar a própria roupa é fácil quando no Brasil tinha uma empregada pra fazer isso. Se bobear até um carro que o pai dava pra ir pra faculdade. Quero ver é levantar 5 da manhã todo dia pra pegar ônibus, trabalhar 9 horas por dia e chegar em casa só de noitão, pra começar a rotina novamente no outro dia.
As coisas não são fáceis aqui fora, pra quem tá esperando moleza. Tudo se consegue com determinação e vontade. Você sempre será um estrangeiro, mas com cidadania e respeito, muito respeito. Será visto como um deles. Nativo? Talvez não, assim como todos nossos ancestrais não foram um dia – é apenas uma questão relativa – todos nós somos imigrantes. Ainda assim, será tratado como gente, com respeito e não um cachorro vira-latas como no Brasil. A sua vida e seus sonhos terão valor.

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Lena Junho 20, 2016 at 9:54 pm

Oi Marcela,

Vivo a mais de 30 anos fora do Brasil e minha experiência é que existem pontos positivos e negativos em todo lugar que for viver. Ser flexível e aberto a novas experiências amplia os nossos horizontes. Você citou aspectos negativos e mesmo estes são relativos, porque em cada item mostrou o seu ponto de vista, que certamente não é o da maioria dos brasileiros que vivem no exterior. Você cita sua experiência generalizando o ponto de vista. Tudo vai depender do seu círculo familiar e dos amigos que fizer ao longo dos anos. Porque muitos brasileiros constroem família no exterior. Imagino que você seja solteira por citar o fato de não ter apoio quando doente. Limpeza e um fator importante e relevante,conforme sua experiência, sendo relativo se considerar que existe gente limpa e suja também no Brasil. Asseio e questão pessoal!! Comida,sempre encontrei quase tudo no exterior, basta saber aonde e estar disposta a pagar um pouco mais. VEJO o fato de viver fora como enriquecimento pessoal e como uma experiência única de vida. Para ser sincera, as vezes até esqueço que sou brasileira. O amor ao meu país e inquestionável mas convivo bem com o fato de estar distante dele com todos os prós e contras!!!. Separó bem os dois países e pesando na balanca, vejo que está sempre tende para onde mais me identifico. Por isto tudo vai depender de cada pessoa e das prioridades dela. Não do generalizado!!!. Boa sorte e sucesso na sua trajetória!!!!!!.

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Paula Junho 21, 2016 at 5:13 am

Adorei!
A maioria das pessoas vive reclamando da corrupção, do descaso, da falta de infraestrutura e de outros problemas no Brasil, mas se todo mundo for embora daqui sem ao menos tentar construir um país melhor, vai ficar assim pra sempre! Não existe mudança pela inércia, todo mundo é responsável por fazê-la acontecer, e ficar só diminuindo o próprio país na verdade piora as coisas.
Conhecer outras culturas é maravilhoso, morar no exterior agrega muito, mas não há nada como a nossa casa, e não há nada como transformar nossa terra em um lugar melhor = )

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Juliana Brandão Junho 22, 2016 at 8:56 am

Oie!

Assino embaixo em quase todas as suas linhas.
A parte da família, amigos e momentos ainda me fazer chorar, e são só dois anos fora….
A parte da comida, mesmo em um mundo super ultra mega globalizado ainda me deixa saudosa, ainda mais tendo uma mãe cozinheira de mão cheia como a minha.

O Brasil tá longe de ser perfeito, estamos passando por um momento super delicado politicamente, mas em que lugar do mundo isto está diferente? Se começarmos a avaliar, todo o mundo está ruindo e ninguém está percebendo ou está fingindo que não está vendo para falar mal do Brasil e falar que o estrangeiro é melhor.

Aprendi muito a valorizar o que temos em casa, ainda mais morando em país que nem verão decente tem e descobrindo as mais diversas alergias que nunca tive. hehehehe.

Belo texto =)

Beijos,

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Clé Junho 22, 2016 at 4:08 pm

Muito interessante este texto. Não li os textos que contam as felicidades de sua jornada, o que vou fazer na sequência. Quero relatar que me identifico com a sua necessidade de expor as mazelas emocionais que advém de nossas escolhas, lembrando que serão passageiras se forem tratadas. Algumas pessoas se indignam com seu posicionamento neste texto em particular simplesmente por não quererem dar atenção às dificuldades, o que é um erro, pois tudo que insistimos em não querer ver vira sombra… Nada é, tudo está. Este é o principio da intemporalidade. Parabéns pelo texto e felicidades em sua jornada.

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marcos faustino Junho 22, 2016 at 5:40 pm

pois e ,agora vc não sitou os brasileiros que são obrigados a mudar de suas cidades e serem humilhados por brasileiros ,digo todos os estados do sul e são paulo, e duro sim mas vc foi por opção ,nossos irmãos nordestinos são por sobrevivência isso eu acho que e mais duro que morar fora do brasil.

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Ricardo Junho 24, 2016 at 12:23 am

Seria muito interessante seu depoimento sobre as vantagens

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Alberto Pereira Agosto 27, 2016 at 3:06 pm

Prezada Marcela,seu bate bate papo virtual foi fantástico, sua visão e observações a respeito do dia a dia de estrangeiros pelo mundo muito clara e elucidativa, texto muito bom de ser usado para jovens como voce na fase de aventuras e novas experiências, eu posso te afirmar o seguinte,apesar de tudo daqui alguns anos voce certamente não irá se arrepender de ter vivido tudo isso, beijo

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Te Abril 4, 2017 at 4:06 pm

Vivo nos EUA há quinze anos e acredito ser possível haver um equilíbrio . Basta realmente se dedicar a constituir novas amizades e aperfeiçoar a língua. Sempre seremos brasileiros, mas o Brasil que deixamos está muitas vezes apenas nos olhos da nossa mente e moldado por nossa nostalgia. Tudo muda, e mudamos nos também. O bom é ser cidadão do mundo. ?

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Kátia Abril 4, 2017 at 9:02 pm

Marcela, a iniciativa do seu texto é ótima, mas na verdade, toda vez que se deixa sua terra natal se sente isso.. o grande lance é conviver neste país onde mais nada funciona.. vc trabalha feito um condenado, vê parte grande de seu dinheiro lhe ser compulsoriamente retirado e posteriormente roubado, sistematicamente. Fora a questão da saúde, segurança pública… se vc pudesse falar como são essas questões aí fora, ajudaria muito. Eu quero muito sair daqui, não por ilusão de vida perfeita, mas por já não mais aguentar isso aqui. Abraços!

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Vanessa Medeiros Abril 4, 2017 at 10:48 pm

Legal o texto e certamente a emoção apertou sua garganta quando falou de tudo de convívio que perdeu entre os seus.
Sou candidata a ir embora para os EUA para fugir da violência que hoje nos cerca e quase desencantei da idéia, mas vou na vibe de se der errado, volto.

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Magda Abril 5, 2017 at 2:24 pm

Que delicia de texto! É muito bom ver o glamour ceder espaço para a realidade, mas mesmo assim continuo achando uma experiência fantástica!

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Ivan Caires Abril 5, 2017 at 6:14 pm

Marcela, que prazer ler seu texto! Você escreve muito bem! Não ofende ninguém e valoriza coisas que muitas vezes não damos o devido valor. Não pare nunca de descrever suas experiências.
Muito importante tudo o que disse. Sou mineiro da região de Uberaba. Grande abraço. Vou ler mais coisas que escreveu.

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Ricardo Abril 6, 2017 at 10:10 am

Excelente texto !! A tarefa mais dificil..é agir com a razão,quando existe sentimento, me arrependi de ter voltado para o Brasil..

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Rosimary Abril 7, 2017 at 11:32 am

Lindo texto Marcela…bela visão e parabéns por expressar tão bem este sentimento único de nós Brasileiros …SAUDADE!!
Ter saudade de tudo do nosso país. ..ar,terra,cheirinho de comida mineira…amigos,jogos de futebol,FAMÍLIA!!!Brasil é tudo isso mais um pouco…
Achei muito bonito e interessante toda sua colocação e por realmente ser verdade! !

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Denise Medeiros Abril 8, 2017 at 4:07 am

Marcela, acho que sua experiência esta sendo muito ruim. Moro na Grécia e nunca passei por nenhuma situação que vc escreveu no seu texto. Isso depende muito em quais condições vc vai morar em outro país.

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Marcio Abril 8, 2017 at 11:04 am

Ser alérgica é uma questão pessoal dela. Sentir falta da feijoada e pururuca também envolve um gosto pessoal. Não falar bem o idioma nunca foi motivo para alguém ser discriminado. Lugares sujos? Sim, se você for trabalhar em subemprego não vai ter dinheiro para morar bem e vai acabar morando num bairro sujo de imigrantes em qualquer país do mundo….Salvador cheira a dendê misturado com mijo, e ela não fala nada….da forma que ela descreve que foi, geralmente acaba morando mal em NYC, Paris, Londres ou Bruxelas….ou até mesmo em Madureira, que não tem mofo porque é quente feito o diabo, mas tem pernilongo a dar com pau, e um calor insuportável.
O relato dela é de alguém que se jogou no mundo para tentar a vida no exterior, só com a roupa do corpo, o que é louvável, mas todo mundo que faz já deve ter em mente que não vai abrir a janela do apartamento e dar de cara com o Central Park. Se vc tiver que lutar para ser alguém a vida, é normal que se passe perrengue, mas dai a dizer que é excelente morar no meio de tiro, gente mal educada e sem respeito ao próximo, corrupção e falta de oportunidade, para mim é mais o relato de um masoquista.
Se vc morar no exterior e, no mínimo, aceitar que está no país deles e deve se adaptar à maneira e rotina deles, ser educado e atento para observar como deve se comportar, com certeza se adaptará muito mais rápido e sofrerá menos….e se trabalhar com afinco e souber mostrar a que veio, ser muito educado e sempre falar com as pessoas com um sorriso no rosto, com certeza a sua vida será muito mais fácil, e em pouco tempo irá morar, comer e se relacionar da maneira que sempre esperou ao pegar o avião e sair do Brasil.
Moro no exterior mais tempo do que morei no Brasil, e jamais, nem por um segundo senti o que essas pessoas vivem falando o tempo todo….eu sei lá…,o que falta a essas pessoas é justamente entrar no país dos outros, e não carregar o Brasil na mala…Isso não é complexo de vira-latas…é se abrir para as diferenças e se enriquecer culturalmente….entender os diversos espectros da natureza humana, e isso não tem preço….nem o caranaval, nem a feijoada vão te dar isso!

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Gabriela Abril 9, 2017 at 9:47 pm

Oi, Marcela. Parabéns pelo texto, pela coragem e desprendimento em encarar tantos desafios! Mais que isso, muita admiração por responder a comentários muitas vezes deselegantes e rudes de forma tão graciosa. Talvez o que mais sentimos falta é do carinho e empatia entre as pessoas, mas para isso não precisamos estar fora do país, não? Abraços!

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JAntonio Abril 12, 2017 at 7:02 pm

Oi Marcela, excelente reflexão, concordo plenamente. Uma experiência pessoal, morei alguns anos na Argentina, uma vez, em Bs.Aires, precisei trocar o óculos de grau, mesmo após exaustiva pesquisa por médicos ou clímicas oftalmológicas, só encontrei nada mais do que alguns técnicos (na verdade nem fiquei sabendo o nivel profissional) que me não inspiravam confiança, com equipamentos de mais de 70 anos, uma coisa arcaica, horrivel, não voltei a me informar, mas acho que eles não têm, e nem consideram importante, pelo menos como nós, que para uma receita de lentes de grau temos que consultar um oftalmologista. Mais ou menos assim foi com outras situações.

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Rodrigo Flores dos Santos Grzybowski Abril 26, 2017 at 12:01 pm

Texto bem pertinente, estou na Polônia e sinto algumas das mesmas dificuldades, em relação à língua principalmente e em relação ao clima frio e nublado que faz geralmente aqui.

Mas são dificuldades que coloquei na cabeça que vou transpor, pois a partir do momento que decidi fazer da Europa minha casa, tenho que me adaptar e ser resiliente.

Morar fora não é mil maravilhas, tem seus prós e contras, por isso a pessoa tem que estar muito preparada psicologicamente para o desafio. Mas tenho a certeza absoluta que é um desafio que vale muito a pena!

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Ana Lucia Meschke Maio 2, 2017 at 11:42 pm

Enquanto isso, tem bastante estrangeiro vindo morar no Brasil. E olha que não são refugiados. E dizem preferir aqui ao país de origem

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Cris Novembro 17, 2018 at 11:13 am

Moro fora, sai do Brasil 8 anos atrás com 24 anos e fui morar em Londres, tive momentos ruins como todos, levei prato, lavei banheiro e fiz muitas faxinas, meu maior sonho era aprender inglês, abandonei meu país, minha familia e cheguei em Londres no inverno de 2011 me lembro como se fosse hoje o frio que senti naquele dia e quantas foram às dificuldades de estar sozinho sem à familia por perto e muitas vezes quis retornar para o conforto e segurança da casa do meus pais, porém resisti e fui forte, lutei e luto pois eu acredito em meus sonhos e hoje vivo na França, no meio de vinhedos, falo francês e inglês fluente, tenho minha carreira como sommelier de vinhos…. Morar fora não é fácil e a grama aqui não é tão verde como parece, porém se você é determinado a mudar de vida o seu destino é você que o faz, foram muitas às lágrimas, dor, perdas, apurros, falta de dinheiro, mais hoje olho pra trás com um sentimento de orgulho, voltar à viver no Brasil? Talvez na aposentadoria 😉😉

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