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Líbano

As cidades libanesas mais antigas do mundo

As cidades libanesas mais antigas do mundo.

O Líbano possui três das cidades mais antigas do mundo (além de Beirute), e cidades que são constantemente mencionadas na Bíblia. Vou dividir esse artigo em partes, para falar um pouco dessas cidades, porque além delas serem de suma importância para o país, elas fazem parte do roteiro turístico, histórico e cultural do Líbano, também.

Nesse artigo, começarei falando da cidade fenícia de Biblos (ou Jbeil), e nos próximos falarei das outras cidades.

Biblos (ou Jbeil):

Localizada na costa mediterrânea norte, há 42 km de Beirute, e com cerca de 40 mil habitantes, Biblos é considerada a mais antiga cidade do mundo, estando totalmente habitada há 7.000 anos A.C. Seu nome foi dado pelos gregos,
que costumavam comprar nessa cidade fenícia, o papiro que era enviado para a Grécia, por volta de 1.200 anos A.C.

Biblos, cuja posição geográfica justifica sua ocupação na rota entre Europa e Ásia, pertenceu inicialmente aos cananeus (ou fenícios, como diziam os gregos), e posteriormente foi conquistada pelos povos do mar (egípcios, persas, gregos, romanos, bizantinos…). Depois, a cidade foi dominada pelos árabes (a partir de 636 D.C.), e empossada por potências europeias durante as Cruzadas (a partir de 1098), até cair sob o império turco-otomano, em 1516.

Área que contrasta tradição e modernidade em seus antigos souks (pequenas ruas estreitas com lojas de artesanatos e souvenires), cercados por um castelo do tempo das Cruzadas e suas muralhas medievais, onde ainda se encontram algumas peças e artefatos, que remontam a história de várias civilizações, que viveram ali.

Leia também: a famosa gastronomia libanesa

A região possui uma variedade de ótimos restaurantes, pubs da moda, e lojas de souvenires, além dos sítios arqueológicos, que podem ser vistos do alto das torres do castelo, com uma magnífica vista para o mediterrâneo.

A baía fenícia de Biblos, que possui mais de 3 mil anos, e aportou diversas fragatas da antiguidade, continua em operação até os dias atuais.

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Foto: http://www.ancient.eu/

Porém, atualmente, ela opera como uma pequena marina, usada por pescadores locais, proprietários de lanchas, iates, e ainda possui algumas escunas que oferecem passeios de barco. O local, além de ser um ponto turístico e gastronômico, ainda abriga os grandes festivais de verão, onde é montado um palco sobre o mar e diversas atrações, nacionais e internacionais, se apresentam todas as noites.

Vale a pena ver também: O templo dos obeliscos, com vestígios da primeira cidade, as colunas romanas, a muralha de 2.500 anos A.C., os túmulos reais e suas câmaras funerárias, o teatro romano, o pequeno museu de cera, a capela de Nossa Senhora da Porta, o museu dos fósseis, a Igreja de Santa Aquilina, a Igreja de Nossa Senhora da Libertação, e a Capela de Nossa Senhora da Penha (construída pela família Kmeid), ao lado da grande muralha antiga, numa capela do século XVIII já existente. A santa foi trazida do Brasil, por uma família de emigrantes libaneses, em 1940.

Destaques em Biblos, também a serem visitados:

– Catedral de São Marcos (ou Catedral São João Batista):

Catedral que abriga a história de sua construção durante os primeiros séculos da nossa era, sua destruição em 551, por um grande terremoto, e a sua reconstrução, durante a era dos Cruzados, em 1115. Curiosamente, ela tem três
batistérios, sendo um deles, do lado de fora da Catedral. Na catedral era proibida a entrada de pessoas, que não fossem cristãs, o batismo era então realizado no batistério externo, antes de entrar na igreja.

– Mesquita Abdel Magid:

Mesquita, construída no estilo otomano, em 1648, ao lado do Convento dos padres maronitas, revelando uma antiga existência pacífica, entre as diferentes confissões.

Leia também: crenças e superstições libanesas

A deliciosa cozinha mediterrânea de Biblos pode ser apreciada nos vários restaurantes da cidade, eu sugiro o “Byblos Fishing Club (Pepe’s Abed)”, o “Azray” a beira mar, e o “Bab El Mina”. Neles é possível desfrutar a cozinha
mediterrânea, com seus deliciosos frutos do mar, e a cozinha libanesa. E ainda há a opção de escolher a culinária internacional, oferecida pelo requintado “Locanda”, também. Biblos possui toda a infraestrutura de uma perfeita cidade turística, e praias e resorts muito bonitos, como o “Eden Sands”, o “Flow”, e o “Bay 183”.

A vida noturna em Biblos também é ótima, “fervida”, e cheia de opções para todos os gostos e bolsos. Os pubs a céu aberto, localizados nas ruelas do antigo souk da cidade, com seu estilo medieval em suas ruas e construções, contrastam com os bares e pubs da moda, dando um charme indescritível e único ao lugar. É o caso do “La Paz”, “3 Doors”, e “BackDoor”, por exemplo.

Enfim… há 7 mil anos, Biblos vem fazendo história!

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13 comentários

Katia Novembro 27, 2014 at 3:32 pm

Very nice put and we’ll informed Claudia. As I leave in Batroun , one of the old cities of Lebanon and very close to Jbail, I’ve been a feal times there in the ruins and every time I get hypnotized by its beauty!

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Claudia Rahme Dezembro 2, 2014 at 5:08 pm

Thank you very much Katia!!
Batroun is a city that I also love a lot!!! And though it’s also an ancient Phoenician city, unfortunately, Batroun isn’t part of the lebanese oldest cities of the world.

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Cintia Novembro 28, 2014 at 7:43 am

Claudia, adoro História e não poderia de achar interessantíssimo seu texto. Boas dicas. Bjs.

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Claudia Rahme Dezembro 2, 2014 at 5:11 pm

Eu tambem Cintia!! E se tem um lugar com muita Historia, é o Libano! Estou sempre aprendendo coisas novas sobre esse país. E muitos lugares ainda parecem viver como se estivessem parados no tempo, em vários aspectos, embora o contraste com coisas novas e modernas seja visível tambem. Obrigada pelo feedback. Bjs

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Felipe Belo Dezembro 2, 2014 at 10:57 pm

Perfect!!

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Claudia Rahme Dezembro 3, 2014 at 10:39 pm

Obrigada Felipe!! =D

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Nanda Devi Dezembro 2, 2014 at 11:10 pm

Excelente matéria, não só pelas belas ilustrações, mas pela contextualização histórica. A História é de suma importância, quem dera fosse ensinada nas escolas desta maneira atraente e criativa, atrelada ao lugar geográfico e desenvolvendo até os dias atuais. Isto é cultura. Cultura compartilhada em linguagem coloquial, qualquer um é capaz de entender, e dá vontade de reler, buscar detalhes. Parabéns, Claudia Rahme e parabéns aos administradores do blog por ter você, Claudia, na equipe de colaboradores. Mudei meu itinerário, ao invés de visitar o Egito, visitarei o Líbano e suas 3 cidades mais antigas nas próximas férias!! Valeu!

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Claudia Rahme Dezembro 3, 2014 at 10:42 pm

Muito obrigada Nanda, fiquei lisonjeada com o seu comentário,e muito feliz em saber que voce decidiu vir visitar o Libano por causa do artigo. Seja muito bem vinda, se precisar de algo, pode contar comigo. Beijos

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Luiza Krachniak Outubro 11, 2016 at 4:10 am

Claudia, procurei no mapa do Líbano uma cidade chamada Hâkür e não encontrei. Conheço uma senhora Libaneza que é natural desta cidade. O nome dela é Dounia Tahech.

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José Carlos Barbério Fevereiro 7, 2017 at 2:50 pm

Prezada Claudia. Minha era libanesa. Veio para o Brasil com 6 anos. Sempre falava na sua pequenina cidade chamada “Baino” segundo sua pronúncia puxada para o árabe. Onde estaria essa cidade? Leste, oeste, sul, norte do Líbano? Nossa família tem centenas de descendentes. Seu sobre-nome era Seba. Agradeço se puder dizer algo. Carlito.

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IVANA MARTINS Junho 30, 2018 at 7:16 pm

Jose Carlos meus avos vieram dessa cidade com esse nome Baino Akkar. Entendi que Akkar é o nome da província. E não acho no mapa.
O sobrenome é Abdo e como eram primos só temos um nome. Pelo q entendi é um sobrenome muito comum

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Eduardo Maia Esper Julho 16, 2017 at 11:11 am

Uau!! Queria conhecer Biblos! Parabéns pelo texto!

Resposta
Miguel Sallum Agosto 1, 2017 at 12:42 pm

Bom dia Cláudia,
Por favor vc tem alguma informação prá me fornecer sobre família Mansour e Sallum?
Grato, Miguel Sallum

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