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Como conseguir pós-doutorado no exterior

Como conseguir um post-doutorado no exterior.

Devido ao grande número de doutores brasileiros que tem me perguntado sobre como conseguir uma vaga de pós-doutorado fora do Brasil, decidi escrever este texto! Pelo que percebo, este é um momento de “fuga de cérebros” do Brasil devido à situação político-econômica do país.

Por “exterior”, vou me referir aos Estados Unidos, Canadá, Europa, Austrália, e Nova Zelândia – onde este processo é praticamente igual.

A grande maioria das vagas de post-doc não são anunciadas. Portanto, o encorajo a contatar professores da sua área de pesquisa perguntando se há interesse em tê-lo como post-doc!

Neste e-mail, já envie seu CV detalhando a sua trajetória acadêmica e as suas publicações. (Para exemplos de e-mails para professores, veja os meus neste texto. Também posso lhe enviar o meu CV como exemplo por e-mail).

Antes de contatar a professora, procure informações sobre a pessoa – um website, últimas publicações, projetos atuais, etc – para demonstrar que você acompanha a pesquisa da pessoa de perto.

Outra dica é convidar professores para conhecê-lo pessoalmente em conferências. Foi assim que eu iniciei o contato com o professor com quem começarei meu post-doc no final deste ano! (E não, não havia nenhuma vaga anunciada.)

Contudo, algumas vagas são sim anunciadas. Vale a pena ficar de olho nos anúncios da Science e da Nature. Na Europa, o Euraxess anuncia tanto empregos quanto bolsas de pós-doutorado. Confira aqui uma lista de bolsas e oportunidades de financiamento para post-doc pelo mundo!

Leia também: Apostila de Haia, onde e como fazê-la

Além disso, algumas contas do Twitter, como a Postdoctorals e a postdoc_jobs, são usadas apenas para anunciar vagas.

Também é interessante comentar que professores de certas áreas utilizam muito o Twitter para fins profissionais – na minha área, microbiologia, a grande maioria das vagas são anunciadas pelos próprios professores no Twitter!

Uma vez que você encontre uma professora interessada em tê-lo como post-doc, a pessoa provavelmente pedirá 3 cartas de recomendação (ou o contato direto de 3 pessoas). Durante o seu processo de busca, já contate professores que possam dar estas recomendações para deixá-los de sobreaviso caso alguém peça as cartas com certa urgência – não incomum de acontecer.

Provas de inglês geralmente não são necessárias, mas ter um bom inglês será sem dúvida um requerimento. É provável que o professor peça para entrevistá-lo por telefone ou Skype – e aí, logo de cara, a pessoa já saberá o quão fluente em inglês você é.

Nessa entrevista, esteja preparado para contar com detalhes a pesquisa que você desenvolveu durante o seu doutorado (ou recentemente) e responder a perguntas sobre o seu tema, além de contar quais são seus planos para seu futuro profissional e citar um projeto de pesquisa que você gostaria de desenvolver se pudesse escolher qualquer tema que quisesse.

Tenha também em mente perguntas para você perguntar ao professor. Este é o momento de perguntar sobre projetos, horários de trabalho, expectativas, enfim, tudo que você quer saber, da forma mais clara e direta.

Além disso, recomendo pedir ao professor o contato de alunos e post-docs no grupo de pesquisa. Infelizmente, sabemos todos que na ciência há muitos orientadores abusivos, e pode ser melhor esperar um pouquinho mais para encontrar um bom orientador do que pegar a primeira opção que aparecer e comprometer o resto de sua carreira.

Contate outras pessoas no grupo buscando saber como funcionam as coisas na prática. Se este for um bom lugar, as pessoas falarão abertamente que o orientador é bom. Se as respostas forem muito indiretas ou obscuras, pode ser sinal do contrário.

Saiba ler nas entrelinhas – quando se está em uma situação difícil, é arriscado dizer com todas as letras que o orientador é abusivo. Uma ótima dica que uma pesquisadora me deu foi contatar pessoas que já saíram do laboratório justamente por isso. Aliás, se o professor se negar a fornecer o contato de alunos, isso também já pode ser encarado como um sinal vermelho.

Uma vez que algum professor queira contratá-lo, você será colocado em contato com a universidade para iniciar as burocracias do visto (provavelmente J1 nos EUA). *De antemão, já saiba que o visto J1 pode ser estendido, mas não renovado! Se você tem a intenção de imigrar permanentemente para os EUA, já comece a fazer contatos desde o início pensando em possibilidades futuras de emprego.*

Salário

Varia imensamente, dependendo do seu contrato. Nos Estados Unidos, por exemplo, pode ficar entre 3 e 4 mil dólares por mês (mas 28% irão para impostos). Existe um mínimo nacional recomendado pelo NIH, dependendo do seu tempo de experiência prévia – mas ele não é obrigatório.

Na Europa, a variação depende da área e do país, e o salário aumenta a cada ano de experiência, podendo começar a 2 mil euros por mês. Os impostos também variam muito, mas tendem a ser altos (30 – 40%).

Sobre a posição de post-doc

Esta posição de pesquisador, conhecida como “post-doc” ou “post-doctoral researcher”, é uma posição de transição entre o doutorado e um emprego estável – de professor, para quem quer ficar na área acadêmica, ou em alguma empresa de biotecnologia, em alguma revista científica como editor, ou em jornalismo científico para leigos, entre outras opções, para quem não quer seguir a área acadêmica.

A duração de um post-doc é bastante variável – entre 1 e 5 anos (ou até mais!). Nos EUA, as pessoas são geralmente contratadas por poucos meses ou um ano, com possibilidade de renovação de contrato depois deste período.

Não há um limite para o número de post-docs em diferentes lugares que uma pessoa pode fazer. Conheço uma canadense que fez 3 post-docs diferentes durante 7 anos e hoje é professora nos Estados unidos.

Na prática, nos EUA, há pouca diferença entre ser visiting scholar e post-doc (ambos com o visto J1). Algumas vezes, a pessoa fica com o status de visiting scholar até ser contratada como post-doc. Outras vezes, os termos são usados como sinônimos.

Deixe suas dúvidas nos comentários deste texto!

Boa sorte na sua busca!

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54 comentários

Claudia Março 24, 2018 at 12:24 am

Olá! Bem interessante e informativo!! Eu fiz pós doc em San Francisco entre 2011 e 2012, mas meu processo foi um pouco diferente, pq fui com bolsa do Brasil. Tenho algumas coisas pra acrescentar: tem um limite de 5 anos pra ser pós doc. Algumas pessoas ultrapassam, mas não é a regra. Se o objetivo for indústria, não precisa necessariamente de pós doc, eu já começaria a fazer contatos e tentar desde antes de terminar o doutorado. O visto J-1 realmente não é pra imigração e pode complicar a vida se resolver ficar. Existe também a opção de ir com bolsa do Brasil, mas a bolsa te obriga a voltar, e passar no Brasil o tempo que ficou fora, e eles ficam em cima com essa regra. Mas ir com bolsa do Brasil é mais fácil, eles são bem abertos a receber mão de obra de graça, e não tem entrevistas ou cartas de recomendação. Mas se não tem emprego no Brasil, é complicado mesmo pq tem que voltar…

Resposta
Paula Dalcin Martins Março 24, 2018 at 3:23 am

Muito obrigada por compartilhar sua experiência, Claudia! Interessante que há limite de 5 anos para os Estados Unidos. Sabes que nos aconselhamentos de carreira que a universidade dá, ouvimos, de fato, que para a indústria seria até melhor buscar emprego diretamente depois do doutorado? As razões incluiriam o próprio salário e tempo de experiência com o trabalho, de acordo com este post da Science. Ainda assim, conheço muitas pessoas que fazem post-doc e querem ir para a indústria (e uma pessoa que saiu de um post-doc para trabalhar na indústria). E, para brasileiro, post-doc pode ser uma ponte para conseguir um trabalho nos EUA.

Quanto ao teu comentário sobre bolsas brasileiras… muito bem colocado! A grande maioria das pessoas que conheço e que vieram com bolsa do Brasil (tanto de doutorado quanto de pós-doutorado) se arrependeram de não ter tentado vir independentemente ou com outras bolsas. Muitos não viajaram com a intenção de ficar no exterior, mas, depois que se mudaram, viram que gostariam de permanecer. Algumas estão muito tristes que vão voltar; outras estão até pensando em devolver o dinheiro!

Resposta
SANDRA ANDREOTTI Abril 24, 2018 at 4:02 am

Olá, fiquei impressionada com o valor do imposto. As bolsas de estudo aqui no Brasil são isentas. É isso mesmo?! 28%!? Achei um valor alto de imposto. Para quem vai receber 50000,00 dólares por ano e será descontado o imposto deve passar apertado .

Resposta
Paula Dalcin Martins Abril 24, 2018 at 12:51 pm

Oi Sandra,

Como o custo de vida é barato, geralmente se vive muito bem, mesmo com esta carga tributária. Post-docs (e a maioria dos programas de doutorado) não tem bolsa, mas são contratados e assalariados, com todos os benefícios de empregado. Nos Estados Unidos isso não significa muita coisa, já que direitos trabalhistas em geral são fracos, mas em países da Europa é super bom. Por exemplo, na minha posição como post-doc que começo mais para o final deste ano, terei por ano 30 dias de férias, 12 dias de feriados, horas de trabalho somente entre 8 e 17h nos dias da semana, vão me pagar a mudança dos Estados Unidos para a Holanda mais o visto (para mim e meu marido) – enfim, todos os direitos trabalhistas holandeses valerão para mim também.

Paula

Resposta
Pedro Maio 17, 2018 at 9:48 am

Oi, eu estou tentando fazer o caminho inverso.

Estou terminando o doutorado na Europa, e estou negociando uma vaga de post-doc em NY. Estou tentando achar informações concretas sobre os impostos. Tenho amigos que fazem post-doc nos EUA, e disseram que nos primeiros 2 anos eles eram isentos de imposto, mas todos são europeus… vc sabe me dizer se isso é válido para brasileiros também?

Resposta
Paula Dalcin Martins Maio 18, 2018 at 4:00 am

Oi Pedro,

Não. Pagamos impostos aqui porque o Brasil não tem nenhum tratado de isenção com os EUA – vários países europeus tem.

Resposta
Ana Lygia Junho 19, 2018 at 1:30 pm

Olá! Excelente seu post, tirei várias dúvidas. Estou tendo dificuldades em fazer contato na minha área com pesquisadores no EUA, talvez meu problema seja a abordagem. Poderia me enviar seu CV como exemplo? Muito obrigada.

Resposta
Paula Dalcin Martins Junho 20, 2018 at 2:19 pm

Acabo de te mandar o email! Eu tenho exemplos de emails para orientadores aqui, se quiseres: https://www.brasileiraspelomundo.com/contatando-e-selecionando-orientadores-nos-estados-unidos-481543641
E também de suma importância para seu futuro post-doc: https://www.brasileiraspelomundo.com/dicas-para-escolher-um-orientador-de-mestrado-e-doutorado-400890801

Boa sorte com tudo,
Paula

Resposta
Gabriel Julho 11, 2018 at 9:38 pm

Ola Paula,

Tudo bem?
Sabes como funciona a situação no Brasil durante o período de pós-doutorado fora, indo com o financiamento externo? Digo continuamos isentos aqui no país como bolsistas, ou precisamos declarar o imposto de renda?

Abraços e boa sorte na nova empreitada.

Resposta
Paula Dalcin Martins Julho 12, 2018 at 12:12 pm

Não se fizeres a declaração de saída definitiva do país:
http://idg.receita.fazenda.gov.br/interface/cidadao/irpf/2016/declaracao/declaracao-de-saida-definitiva
Se não a fizer, teoricamente teria que pagar imposto sim – mas, sinceramente, ninguém o faz, porque a receita não tem acesso ao quanto de dinheiro tu está ganhando no exterior, aparentemente.
Paula

Resposta
Mauren Piucco Julho 17, 2018 at 1:40 pm

Ola, trabalho na Universidade da Florida e temos algumas vagas de pos doutorado em aberto. Area de pesquisa- Diabetes Tipo 1. Aquie sta o link das vagas:
http://explore.jobs.ufl.edu/cw/en-us/job/507497/postdoctoral-associate

Resposta
Leila Caroline de Morais Agosto 10, 2018 at 12:53 am

Olá, poderia me ajudar a encontrar algo na área do meu pai? Já rodei tantos sites de universidades americanas e canadenses que infelizmente não achei nenhum! Ele é formado em Agronomia e tem interesse em fazer um pós-doutorado na área de irrigação, ou algo relacionado mais a fundo no curso em que se especializou. O currículo dele é ótimo, juro! Obrigada pela atenção!

Resposta
Paula Dalcin Martins Agosto 28, 2018 at 2:48 am

Oi Leila,

dá uma olhadinha na University of Nebraska-Lincoln (https://agronomy.unl.edu) e neste site aqui (https://www.gradschools.com).

Paula

Resposta
Cicero Agosto 14, 2018 at 1:41 pm

B”H

Olá, em primeiro obrigado pelo belíssimo texto escrito, serviu para tirar muitas dúvidas sobre o Post-doc. Eu só estou com algumas dúvidas em como montar um currículo, estou tentando post-doc no Canadá. Se puderes me auxiliar no mesmo, te agradeço muito.
Obrigado e boa sorte no novo emprego.

Resposta
Paula Dalcin Martins Agosto 28, 2018 at 2:49 am

Oi Cícero,

Te mandei meu CV por email caso ajude! Olha também este link: https://ccss.osu.edu/undergraduates/job-internship-search-strategies/resume-writing-and-cover-letters/

Paula

Resposta
Douglas Costa Setembro 2, 2018 at 1:03 pm

Oi Paula, adorei seu texto e quando vi que você é Biomédica, fiquei mais feliz ainda de saber que tem alguém nos representando mundo afora. Eu estou em vias de terminar o doutorado aqui no Brasil na área de Biotecnologia e as minhas experiências durante mestrado e doutorado na UFPI foram com Farmacologia, Produtos Naturais, Doenças Negligenciadas, Doenças do TGI e Polissacarídeos de Algas Marinhas. Tenho muita vontade de fazer um post-doc fora e tentar fixar residência fora do país. Quais dicas você poderia me dar nesse processo? Sabe de alguns possíveis centros que o meu perfil se encaixa? Boa sorte nessa nova etapa na Holanda.

Resposta
Paula Dalcin Martins Setembro 21, 2018 at 7:41 am

Oi Douglas,

Acho que as dicas mais importantes que eu tinha para dar estão neste texto. Sobre encontrar um centro, tens que pesquisar vagas em aberto nos sites que recomendei no texto e ao mesmo tempo contatar professores perguntando na cara dura mesmo se há uma posição (ou haverá, num futuro próximo). Autores de artigos da tua área são um ótimo lugar para se começar.

Boa sorte com tudo!
Paula

Resposta
Deyvid Novaes Setembro 10, 2018 at 3:10 pm

Boa tarde! Muito obrigado pelo seu post! Amiga, se durante o meu doutorado eu não realizar sanduíche, isso poderia constituir grande impencilho para eu conseguir um post-doc nos Estados Unidos? Vc conhece pessoas que conseguiram post-doc nos EUA, mesmo sem terem feito sanduíche?

Obrigado

Resposta
Paula Dalcin Martins Setembro 21, 2018 at 7:43 am

Conheço muita gente! Portanto, não acredito que seria um problema.
Boa sorte com tudo!
Paula

Resposta
Gloria Ferreira Setembro 26, 2018 at 6:54 am

Olá Paula
Estou aplicando para uma bolsa de pós-doc nos EUA e tenho algumas dúvidas relacionadas ao que pedem. Entrei em contato com a universidade mas chegam a demorar 10 dias para responder e, nesse caso, o tempo é crucial. Coloco aqui e se puderes me dar uma luz serei muito grata!!Abs
Login User ID – OK
Personal Information – OK
Educational Background Statement – o que colocar aqui? entendo que seja falar sobre minhas capacidades e competências, trajetória, correto?
Credentials/CV – OK
Ph.D. Abstract – OK
Writing Sample – o que colocar aqui???
Contact Information for Reference(s) –
Institution(s) You Are Applying To – OK
Research Proposal(s) – pediram de 700 a 1000 palavras (muita objetividade rsrs)
Contact Information for Mentor(s) – OK

Resposta
Paula Dalcin Martins Setembro 26, 2018 at 8:02 am

Oi Gloria,

Vou colocar aqui o que eu acho que deve ser baseada na minha pesquisa no google, mas confirma com a universidade antes de submeter!
Educational Background Statement deve ser um mini resumo dos teus degrees apenas – veja aqui https://edu.gcfglobal.org/en/resumewriting/education-information/1/
Writing Sample é um texto que tu usa para demonstrar teus writing skills – acho que pode ser um artigo teu já publicado, mas confirma isso.
https://icc.ucdavis.edu/materials/writing-samples
Aqui tem algumas guidelines que podem te ajudar – https://www.ucc.ie/en/media/support/careers/nelie/postdoccvguide/CVGuideforPhDandPostdoctoralResearchers.pdf

Boa sorte com tudo,
Paula

Resposta
Guilherme Ferraz Setembro 27, 2018 at 3:13 pm

Boa tarde, Paula,

Muito obrigado por compartilhar sua experiência e parabéns por toda a sua jornada! Acabei de concluir meu doutorado e recentemente mudei (com a minha esposa) para a Inglaterra, onde estou muito interessado em fazer um pós-doutorado.

Estou trabalhando remotamente com algumas coisas no Brasil e já estou morando aqui na Inglaterra, por isso, não teria extrema necessidade de conseguir bolsa. Por isso, estaria aberto à possibilidade de fazer um pos-doutorado self-funded (i.e, sem bolsa), já que estou muito interessado em começar logo. No entanto, li alguns comentários de pesquisadores falando pontos positivos e negativos (principalmente). No passado, fiz meu mestrado sem bolsa e outras atividades de pesquisa sem bolsa e consegui concluir a pesquisa e ter boas publicações.

Você conhece experiências a respeito e/ou tem conhecimento sobre qual é a aceitação desse tipo de self-funded post-doctoral por parte dos professores? Será que eu deveria mencionar a possibilidade de ser self-funded logo de início?

Por fim, se possível, ficaria muito grato se você também pudesse me mandar o teu modelo de CV.

Muito obrigado!

Resposta
Paula Dalcin Martins Setembro 28, 2018 at 8:06 am

Oi Guilherme,

Acabei de te mandar meu CV por email.
A resposta curta é que podes conseguir um postdoc sem bolsa ou salário – ainda que possa soar estranho para muita gente e possa aumentar as chances de caíres na mão de alguma pessoa orientadora abusiva.
A resposta longa começa com uma pergunta: por que queres fazer um postdoc sem ser pago? Se é porque queres continuar trabalhando em alguma outra coisa, saibas que podes negociar horas de trabalho e ser pago por horas trabalhadas. Se é porque pensas que podes aumentar tuas chances de conseguir um postdoc, já te digo que não sei se vai aumentar muito, pois os professores, via de regra, fazem questão de pagar seus alunos e postdocs justamente pelo seu trabalho (e para não se complicar com as leis trabalhistas do país). Claro, existe bastante gente que se oferece pra trabalhar de graça por um curto período de teste para a orientadora ver se aquele pessoa se encaixa no lab (como um estágio).

Enfim, existem muitas possibilidades. Boa sorte com tudo!
Paula

Resposta
Lilian Seiko Kato Outubro 8, 2018 at 5:52 pm

Prezada Paula, que interessante post, fico muito grata!

Se for possível, poderia me enviar por e-mail um exemplo de currículo?

Agradeço muito de coração,

abraços!

Resposta
Paula Dalcin Martins Outubro 10, 2018 at 8:04 am

enviado 🙂

Resposta
gabriela Outubro 21, 2018 at 3:20 pm

Paula, primeiramente parabéns pelo texto, muito informativo!
Tenho interesse em fazer pós-doc na europa, você poderia enviar o seu modelo de CV para eu ter uma ideia de como montar o meu?
Muito obrigada!

Resposta
Paula Dalcin Martins Outubro 22, 2018 at 7:15 pm

enviado! 🙂

Resposta
Gabriela Outubro 22, 2018 at 11:59 pm

Olá Paula, boa noite!
Muito obrigada pelo post. Sua ajuda está sendo fundamental para minha tentativa de estudar no exterior. Concluí meu doutorado em março do ano passado. Tenho duas grandes dúvidas: Os programas costumam aceitar alunos que já fizeram doutorado no Brasil? (Penso em tentar um pós doutoramento ou fazer outro doutorado); Como funciona o envio das traduções juramentadas para as universidades que vou aplicar? (A empresa que eu contratar envia um envelope lacrado para cada universidade, sem custo adicional?).
Desde já agradeço sua atenção. Muito sucesso pra você!

Resposta
Gabriela C Outubro 23, 2018 at 12:35 am

Oi Paula, boa noite.
Muito obrigada pelo post. Sua ajuda está sendo incrível! Concluí meu doutorado ano passado, vou tentar o pós doutorado no exterior. Na busca por universidades, vi muitos programas de doutorado interessantes. Caso eu resolva aplicar para outro doutorado, as universidades aceitam quem já possui o título mesmo assim?
Outra dúvida é: como funciona o envio dos documentos traduzidos para as universidades? Como vou tentar um monte, a empresa envia os envelopes lacrados para todas elas, sem custos adicionais, ou eu pago por cada envio?
Obrigada pela atenção. Muito sucesso pra você!

Resposta
Daniel Outubro 28, 2018 at 3:31 am

Olá, Paula. Parabéns pelo texto! Muito esclarecedor.

Poderia enviar o seu CV para que eu possa ter uma ideia de como montar o meu?

Grato!

Resposta
Paula Dalcin Martins Outubro 31, 2018 at 2:41 pm

enviado! =)

Resposta
Karla Silva Novembro 3, 2018 at 1:50 pm

Olá Paula,

Parabéns pela iniciativa para auxiliar estudantes com interesse em estudar em outros países.
Seu texto é muito esclarecedor e tenha certeza que tem ajudado muitas pessoas.
Eu gostaria de saber, no caso de terminar o doutorado e tentar uma vaga fora diretamente para a indústria, é muito difícil (tanto nos EUA quanto na Europa)? Ou seria melhor tentar uma bolsa de Post-Doc primeiro, e uma vez no país, tentar uma vaga na indústria?

Também gostaria que me enviasse o modelo do seu currículo, se possível.

Agradeço pela atenção, e mais uma vez, parabéns pelo texto.
Cordialmente,
Karla Silva.

Resposta
Marianna Romão Novembro 3, 2018 at 4:33 pm

Olá, Paula.

Grata pelo texto! Ajudou bastante. Poderia enviar seu CV pra eu entender como poderia formatar o meu?

Obrigada!

Resposta
Luís Antonio Lourenço Novembro 7, 2018 at 5:38 pm

Oi Paula, encontrei seu texto por casualidade, buscando oportunidades de pós-doutorado na Espanha. Sou doutor em Engenharia Química e as oportunidades por aqui estão escassas.

Você poderia enviar seu CV para eu ter de modelo?

Obrigado!

Resposta
Paula Dalcin Martins Novembro 11, 2018 at 8:08 am

enviado =)

Resposta
elisa Novembro 9, 2018 at 6:17 pm

da forma que foi apresentado parece ser muito simples um postdoc no exterior, como um emprego, fiz meu mestrado e doutorado no br tinha provas para seleção, curriculo, algo bem ritualístico. fui nos links que você indicou e vi um postdoc na minha área, achei interessante, pede currículo e talvez entrevista. Fiquei tentada em me candidatar, mas como meu inglês é fraco, talvez não seja bom arriscar. Enfim, se meu inglês fosse bom e desse tudo certo, você acha que seria interessante deixar um pnpd aqui no br por um postdoc no exterior? tenho 40 anos, não tenho filhos, conjuges etc. MUito obrigada pelas dicas, foram ótimas.

Resposta
Paula Dalcin Martins Novembro 11, 2018 at 8:29 am

Oi Elisa,
Acho que só você pode responder essa pergunta! =) Vou te dizer que pela minha experiência valeu muito a pena sair do Brasil. Aprendi muito e estou seguindo a carreira que queria. Inglês se aprende – eu saí praticamente do zero quando comecei minha jornada. Pensa em como você gostaria de estar vivendo e com o que gostaria de estar trabalhando daqui 5-10 anos pra ajudar a decidir se um postdoc no exterior a ajudaria chegar onde quer!
Um abraço e boa sorte com tudo,
Paula

Resposta
Viviane Novembro 13, 2018 at 12:49 am

Olá! Eu não entendi a parte das cartas de recomendação. São enviadas por correio ou por e-mail? Se eu quiser me inscrever em 10 universidades, vou ter que pedir que os professores enviem para cada uma delas?

Outra dúvida… Estou terminando o Doutorado em Física no fim do ano que vem. Tem alguma sugestão de universidade?

Obs.: O dropbox não está abrindo.

Grata!

Resposta
Paula Dalcin Martins Novembro 16, 2018 at 7:04 am

Oi Viviane,

Para postdoc, geralmente eles aceitam carta de recomendação por e-mail. E sim, para cada inscrição, seus professores terão que enviar uma carta.
Não sei de professores na tua área para recomendar, mas sugiro que procures bem por professores ao invés de universidades no geral assim.
É muito importante para o seu futuro profissional conseguir uma pessoa orientadora legal – confere esse meu texto: https://www.brasileiraspelomundo.com/dicas-para-escolher-um-orientador-de-mestrado-e-doutorado-400890801
Quando falaste do dropbox, você quis dizer que gostaria de ter meu CV como exemplo por email?

Paula

Resposta
Lucian Novembro 24, 2018 at 12:45 am

Ola,
Estava procurando justamente informações se haveria possibilidade de procurar por bolsas independente dos programas do governo.
Poderia me ajudar se há como realizar pos-doc em Portugal por exemplo, contatando diretamente os orientadores ou se brasileiros podem participar de seleções?

Desde já obrigado e parabéns pelo conteúdo!

Resposta
Paula Dalcin Martins Novembro 25, 2018 at 9:14 am

Oi Lucian,

Sim! Manda email para a pessoa com quem tens interesse em trabalhar se apresentando e perguntando de possibilidades (com teu CV em anexo).
Disponibilizo exemplos de email aqui.

Boa sorte com tudo,
Paula

Resposta
Helio Dezembro 15, 2018 at 9:45 pm

Olá Paula,
Parabéns pela sua tragetória acadêmica. Por favor, podias enviar-me o teu curriculo?
[email protected]

Agradecido.

Resposta
Juliana Ribeiro Machado Janeiro 8, 2019 at 1:41 am

Oi Paula
Agradeço pelo post. Acabei meu doutorado em fevereiro de 2018. E gostaria de tentar um pos doc na área de biotecnologia. Agradeço se puder me enviar um exemplo de currículo [email protected].

Grata

Resposta
Mírian Janeiro 8, 2019 at 6:08 pm

Olá, Paula.

Parabéns pelo texto!
Por favor, poderia enviar seu CV?

Obrigada!

Resposta
Luis Henrique Farias Janeiro 8, 2019 at 6:10 pm

Ola Parabens pelos seus textos, acredito que ja esteja na europa agora, poderia me enviar seu CV como modelo para eu tentar um pos-doc?

Resposta
Mírian Janeiro 8, 2019 at 6:13 pm

Olá Paula
Parabéns pela iniciativa! Muito interessante seu texto.
Você poderia enviar seu CV para eu ter de modelo?

Resposta
Debora Costa Janeiro 9, 2019 at 12:06 am

Oi Paula,
eu gostaria de fazer pos doc nos EUA,
o professor falou que me aceitaria, mas a bolsa teria que ser do Brasil.
Saberia me dizer como funciona? Teria que aplicar para CNPq? CAPES?

Resposta
Debora Fevereiro 5, 2019 at 10:52 am

Olá Paula!

Primeiramente parabéns pelo seu texto objetivo e claro já foi possível esclarecer algumas dúvidas .
Preciso de umas informações específicas sobre primeiros passos depois da assinatura da offer letter.

Depois dessa offer letter, já posso sair me compromentendo com as coisas práticas ou devo aguardar, pois pode haver alguma etapa que acabe trancado ou até impossibilitando a contratação?

Agradeço desde já

Resposta
Paula Dalcin Martins Fevereiro 9, 2019 at 9:39 am

Quando eles te oferecem a vaga e você comunica que aceita, começa o processo de obter o visto.
A universidade começa a enviar materiais que você vai precisar e você junta tudo o que precisa e pede o visto.
É só mais isso que precisa dar certo! Uma vez como o visto no passaporte, é só fazer as malas e ir!
Boa sorte com tudo!
Paula

Resposta
Daphine Fevereiro 5, 2019 at 6:05 pm

Oi Paula, agradeço o post.
Você poderia enviar seu CV como modelo, por favor?

Obrigada!

Resposta
Paula Dalcin Martins Fevereiro 9, 2019 at 9:37 am

Todos meus materiais de inscrição estão aqui:
https://www.dropbox.com/sh/0qt77pqrl588y1n/AAAKaISuR1RE5lj8yYCPCXS9a?dl=0

Boa sorte com tudo!
Paula

Resposta
Aline Ferreira Fevereiro 8, 2019 at 6:11 pm

Olá Paula, ótimas dicas!
Você poderia por favor me enviar o CV de modelo?
Sou estudante de doutorado e tenho muito interesse em fazer pós-doc no exterior.

Obrigada 🙂

Resposta
Paula Dalcin Martins Fevereiro 9, 2019 at 9:36 am

Todos meus materiais de inscrição (CV e tudo) estão aqui:
https://www.dropbox.com/sh/0qt77pqrl588y1n/AAAKaISuR1RE5lj8yYCPCXS9a?dl=0

Boa sorte!
Paula

Resposta
Caitano Março 3, 2019 at 4:29 pm

Ola Paula,

Gostei muito das informações. Terminei o doutorado há quase 7 anos e sou funcionário público (auditor). Pretendo em 2020 tirar uma licença sem remuneração e fazer um pos-doc no Estados Unidos. Espero conseguir bolsa. Sou engenheiro civil e fiz Mestrado e Doutorado na UnB.
Obrigado
Sera se consigo?

Resposta

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