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Como é namorar um inglês

Como é namorar um inglês

Se você procurar no Google assuntos referentes a namorar um inglês, perceberá que a maior parte das respostas será que são frios e preferem um pint no pub a ter que passar tempo com uma mulher.

Como contraponto, sugiro que procure mulher brasileira no Google, e perceba que o estereótipo exagerado também existe para o nosso lado, e com certeza sabemos que não somos todas assim: bronzeadas, corpos esculturais e que sabem sambar e cozinhar.

Claro que há muitas diferenças culturais entre nós e os ingleses, e neste um ano e pouco namorando um, e morando na Inglaterra, pude perceber com mais profundidade. Somente reforçando que o que eu colocar aqui é a minha opinião e obviamente terei que generalizar duas nacionalidades gigantes, e sempre terão exceções.

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Conheci meu namorado no Brasil. Ele estava visitando o país a trabalho por 3 meses, mas já tinha ido anteriormente algumas vezes, sendo fã declarado da América Latina. Eu, do lado oposto, sempre fui apaixonada pelo Reino Unido. Isso faz com que nossa relação seja um pouco diferente, pois por mais que tenhamos nossas diferenças, as culturas um do outro sempre nos atraíram antes mesmo de nos conhecermos.

Esclarecido isso, vamos a pergunta que não quer calar. Os ingleses são frios?

Não. Digo isso inclusive entre familiares e amigos próximos, eles são bem carinhosos. A questão é que eles não vão abraçar alguém que não tem intimidade, como nós brasileiros fazemos. E intimidade aqui é algo que deve ser conquistado com tempo e investimento. Mas depois disso, pode correr para o abraço!

Ficar ou namorar?

Aqui as regras são diferentes. A partir do momento que você está “saindo com alguém” ou “se conhecendo melhor” ou “passando mais tempo juntos” significa que você está exclusivamente com essa pessoa. Não significa, porém, que vocês sejam namorados! É apenas uma fase inicial para sentir se vale a pena investir numa relação ou não. E isso pode durar meses! Inclusive sem beijos nem nada. Para eles, encontros já são considerados super importantes, e o beijo é um dentre muitos passos que precisam dar nessa “pré-relação”.

Por isso talvez eles tenham fama de serem tímidos, ou não tomarem muita atitude. Dizem até que é por isso que as mulheres inglesas costumam ser bem atiradas, pois haja paciência para esperar esses homens “making the first move” (dando o primeiro passo).

Traição

Traição não é visto como algo normal. Perguntei ao meu namorado e ele sabe apenas de um amigo que traiu, mas não conta como motivo de orgulho. E caso aconteça, geralmente é motivo de término.

Demonstrando afeto

Algo bastante comum é evitar demonstrações de carinho em público: beijos e abraços. Eles têm até um termo pra isso: pda (public display of affection). Meu namorado já é mais “abrasileirado”, então não sofremos com isso, mas em geral é incomum ver casais se abraçando no metro. Algo que estranhei muito no começo é não andar de mãos dadas na rua. Mas depois de sobreviver a dois invernos aqui, realmente prefiro minhas mãos quentinhas no bolso do casaco do que congelando pra mostrar que estou acompanhada do meu namorado.

Cartões são o fator mais importante para demonstrar afeto aqui. Isso mesmo, cartões de papel enviados pelos Correios. São lojas e lojas com todos os tipos e modelos que você possa imaginar. Aniversário? Tem para filho, filha, neto, sobrinhos, mãe, pai, avós, tios, madrinhas e por aí vai. Então saiba que a sua relação é verdadeira quando você receber um cartão na sua casa.

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Existem também diferenças culturais (que você teria até com alguém com quem divide o aluguel), como limpeza: Brasileiros gostam de jogar água no chão com sabão pra limpar bem. Aqui eles passam um pano úmido. E festas: Brasileiros saem de casa às onze da noite para fazer o “esquenta”, aqui eles já estão em casa de pijama a essa hora.

No dia a dia somos, todos humanos tentando aproveitar a vida, e as diferenças não devem ser limitantes. Para mim elas trazem sempre uma novidade, uma perspectiva diferente sobre fatos que você nunca tinha questionado antes. E com amor e respeito, que são a base de qualquer relacionamento, não tem porque não dar certo.

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