Consiga uma vaga nas melhores empresas para trabalhar nos EUA

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As dificuldades em ser aprovado nas vagas mais concorridas no mercado
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Consiga uma vaga nas melhores empresas para trabalhar nos EUA.

Passar em entrevistas em empresas de tecnologia e nas melhores empresas para se trabalhar nos EUA é um desafio. Vira e mexe sou abordada por brasileiros e brasileiras que têm formação superior no Brasil, mas querem construir sua carreira no exterior, especialmente em tempos de crise política e econômica no Brasil.

Nos últimos seis anos, tive o privilégio de trabalhar nos Estados Unidos em empresas chamadas “Fortune 500” e campeãs no ranking “Melhores empresas para se trabalhar nos EUA”, como Google e Amazon.

Uma das grandes barreiras para conseguir uma vaga nessas empresas é a dificuldade de concorrer com nativos, sabendo que muitos deles se formaram nas melhores escolas de ensino superior do mundo.

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Sabendo disso, separei algumas dicas que ajudaram muito no meu caso e que vale a pena serem compartilhadas.

  1. Comece por sua zona de conforto: vir para os Estados Unidos tendo se formado no Brasil e tentar uma vaga nessas empresas ao chegar aqui, pode dar certo, mas sem dúvida, é o caminho mais tortuoso. Eu sugiro então começar por sua zona de conforto. O que quero dizer é, se você tem uma educação superior de primeira linha no Brasil, é bem possível que consiga entrar numa dessas empresas do seus sonhos no Brasil. Embora sua escola possa ter reconhecida excelência acadêmica em terras tupiniquins, é muito provável que as os recrutadores daqui saibam muito pouco sobre essa excelência. No Brasil, bem sabemos que a marca em seu diploma abre muitas portas. Escolha a empresa onde quer entrar e candidate-se para vagas no Brasil. Mobilidade é muito comum nessas super empresas e muitas delas requerem apenas um ano trabalhando em certa função para aceitarem transferência para vagas no exterior. Se durante esse ano no Brasil, sua performance for boa, conseguir uma transferência é super possível, basta procurar anúncios de vagas publicadas internamente e marcar uma reunião por telefone com o gerente que está contratando para essa vaga de seu interesse. Não tenha medo de fazer esses contatos, geralmente essas mesmas empresas aqui são muito abertas em termos de hierarquia, e ter iniciativa de contatar quem está contratando e um ótimo sinal de proatividade. Agora, se você não tem paciência para esperar ou caso já esteja aqui, então há outras alternativas.

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2. Tenha um marca profissional daqui: concorrer com candidatos nativos de escolas locais não é fácil. Um dos caminhos alternativos é receber uma marca local no seu currículo. Busque saber quais são as escolas alvo das empresas de seu interesse. Em posse dessa informação, pesquise opções de mestrados, cursos e pós-graduação oferecidos por essas escolas. Prepare-se e candidate-se para esses cursos. Muitas dessas empresas têm programas específicos para liderança acelerada de candidatos com mestrado e pós-graduação. Por exemplo, programas específicos para MBAs. Caso não tenha os recursos necessários para pagar um desses programas, explore alternativas de empréstimos estudantis oferecidos por instituições públicas e privadas. Pouquíssimos americanos tem todo o dinheiro do curso antes de começarem a estudar e empréstimos estudantis aqui são amplamente utilizados.

3. Abra o leque: o que quero dizer aqui é para não se limitar a um restrito número de empresas quando estiver se candidatando. Aumente suas chances de sucesso. Procure as concorrentes das empresas que você gosta e busque vagas semelhantes. Por exemplo, empresas como Google, não raro recrutam candidatos que trabalham para Apple, Amazon, Uber ou Facebook. Estados como a Califórnia (sede das maiores empresas de tecnologia) ainda são muito flexíveis com respeito à legislação trabalhista, permitindo que você trabalhe para a concorrente, sem restrição temporal. A prática de “pula-pula” em empresas de tecnologia aqui é muito comum. Abrir o leque aqui também se aplica no sentido de expandir contatos, o famoso networking. Conheça pessoas, frequente eventos e grupos de interesse de pessoas do setor que atrai você. Networking para mim funcionou de diversas maneiras: participando de eventos (congressos, encontros, assembléias) de grupos do setor veiculados pelo Linkedin; de encontros de sites como o “meetup” ou “inter-nations”; pedindo para que amigos me colocassem em contato com conhecidos que trabalhavam em empresas onde eu almejava trabalhar; e o que eu chamo de “cold call”, que significa, abordar pessoas pelo Linkedin para perguntar questões relacionadas a minha indústria de interesse e principalmente perguntar para essas pessoas sobre como chegaram onde estão e pedir dicas – uma coisa que você irá perceber é que pessoas adoram falar sobre si.

4. Conseguiu a entrevista de seus sonhos? Prepare-se. E aqui quero dizer, prepare-se de verdade. Você seguramente não é o único candidato que eles têm. Por ser estrangeiro sem experiência no país tem que provar em dobro. Por experiência própria, entrevistas no Brasil sempre giravam em torno de “Onde você estudou?”, “Me fale sobre você” , “Você sabe o que essa empresa faz?” ou “Por onde você trabalhou?”. Aqui o nível de exigência em entrevistas é muito maior. É preciso saber responder perguntas bem técnicas, fazer testes de conhecimento geral e específico, responder a perguntas chamadas “situacionais” (Ex.: Me fale de uma situação em que você teve uma ideia fora da curva que trouxe resultados positivos para sua empresa. Qual foi a situação, qual foi a ideia, como a executou e quanto dinheiro economizou?) e saber tudo sobre a empresa e seus produtos. Prepare o que chamam aqui de elevator pitch, ou seja, um resumo sobre você que dure entre trinta segundos e um minuto, que poderia ser contado numa viagem de elevador e que impressione o suficiente. Chega de preguiça, vá ler as publicações financeiras, atualidades sobre o mercado e notícias específicas sobre a empresa. Sempre prepare duas a três perguntas inteligentes para o final da entrevista. O entrevistador sempre encerrará com: “Você tem alguma pergunta para fazer para mim?”, e não existe pior resposta que um “Não” nesse caso. Busque no Glassdoor e outros sites pessoas que já passaram por essa experiência para dividirem com você alguns exemplos de perguntas e informações sobre perguntas de entrevistas. Esses são ótimos guias. Geralmente empresas têm bancos de dados de perguntas limitadas e existe grandes chances de você pegar uma pergunta repetida. Lembre-se: essas empresas chegaram onde estão porque tomam decisões com base em dados concretos. Prepare sempre respostas cheias de dados e números.

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Uma vez preparado(a), o segredo será manter a calma e praticar muito no espelho. Brasileiros geralmente são ótimos em demonstrar carisma, o que é super valioso em entrevistas. Boa sorte!

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