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Curiosidades sobre os supermercados da Estônia

Quando eu cheguei para morar na Estônia, ano passado, já tinha a vantagem de ter passado aproximadamente 1 mês no país em 2015. Apesar de ter sido um mês de turismo, fui diversas vezes ao supermercado com meu namorado e aprendi “mais ou menos” como as coisas funcionavam.

Um ano depois, voltei à Estônia e agora sim começava a verdadeira aventura! Apenas uma semana depois de chegar, comecei a trabalhar em um restaurante e a partir daí comecei a aprender “na marra” o nome dos ingredientes. Meus companheiros me ajudavam muito, mas entre aprender receitas e tentar descobrir o nome das coisas (muitos não sabiam o nome de certos ingredientes em inglês, então só me ensinavam o nome em estônio), eu acabei aprendendo o nome de muitos produtos em poucas semanas.

Isso me ajudou muito na hora de fazer compras de supermercado sozinha! Mas, ainda depois de um ano, sabendo o nome de praticamente todos os produtos em estônio, algumas coisas ainda me surpreendem e volta ou outra em diferentes redes de supermercados eu sempre encontro uma nova surpresa.

Por exemplo, há algumas semanas eu precisava de farinha de rosca. Depois de mil voltas na sessão de farinhas, olhei em todas as prateleiras, fucei bem no fundo de todas, e nada! Aí pensei: “se eu fosse daqui, onde eu colocaria a farinha de rosca? Claro, na sessão de pão de forma!”.

No começo é estranho e bem engraçado, mas agora faz todo o sentido para mim! Seguindo a mesma mentalidade, podemos encontrar diversos produtos que estão “escondidos”: palito de dentes na sessão de escova e pasta de dentes, leite condensado (de saquinho e lata) na geladeira, Nutella e manteiga de amendoim na parte de biscoitos ou de produtos para confeitaria (será que eles não passam no pão?!) e por aí vai.

Uma das diferenças que eu mais gosto nos supermercados aqui é como eles divulgam o preço. Todo produto tem seu preço normal e também o preço por quilo ou litro. Por exemplo: uma pacote de 250g de certo biscoito custa 3 euros, esse preço vem escrito grande na prateleira e logo embaixo há o preço por um quilo de produto: 12 euros. Assim, você pode ver realmente qual produto sai mais barato ou mais em conta que outro, ajudando muito na hora de economizar!

Aqui em muitos supermercados também há uma sessão de “vencidos”: produtos fora da validade ou com a validade muito próxima (no mesmo dia, por exemplo) com desconto! Isso mesmo, você pode comprar alimentos que já venceram e assim economizar um pouco. O conceito de produtos fora da validade para eles é bem diferente do nosso, e eu já dei um exemplo de uma comida típica feita com leite coalhado nesse link.

Outro conceito que eu acho extraordinário aqui é o caixa self-service. Você enche seu carrinho e no final você tem a opção de passar num caixa comum (onde outra pessoa escaneia seus produtos e te cobra) ou as máquinas de self-service. Nelas, você escaneia os produtos, pesa as frutas e verduras, e paga com cartão. Em algumas redes de supermercado você pode até pegar uma maquininha na entrada e ir escaneando os produtos conforme os coloca no carrinho, e no final é só pagar a quantidade total que foi escaneada! Em algumas ocasiões, seu carrinho e sua nota fiscal podem ser revisados, mas são raras as vezes e, quando o são (e não há nenhum problema com a sua compra, claro!), eles retribuem com um chocolate de cortesia!

Caixa self-service na Estônia. Foto: arquivo pessoal

Já que estamos falando sobre o caixa, outro ponto interessante é um tipo de separador que há para facilitar na hora de empacar as compras: a sua compra vai para um lado, e a do cliente seguinte vai para o outro. Assim, a fila anda muito mais rápido. Ah, vale lembrar que você tem que comprar as sacolinhas de plástico ou trazer de casa. No final de cada caixa também existe um cestinho de lixo, porque quase ninguém quer guardar a nota fiscal, não é mesmo?

Os supermercados ficam abertos por longas horas, podendo ir das sete da manhã até meia noite. Mas outra curiosidade é que só começam a vender bebidas alcoólicas às 10h da manhã e param de vender às 10h da noite. É lei!

Eu também acho muito legal que eles informar a procedência de todos os produtos, por exemplo, na área de hortifrúti, o nome do alimento vem acompanhado do país de origem: bananas da Costa Rica, uvas da Espanha e por aí vai. Os produtos embalados também vêm com país de origem, e assim você pode encontrar vários produtos com nomes em inglês – porém com uma etiqueta enorme com a descrição em estônio! Assim, se a ideia era descobrir do que é feito, é melhor aprender umas palavrinhas no idioma local.

Isso acontece porque eles valorizam muito os produtos nacionais e procuram dar prioridade na hora de vendê-los. Um exemplo interessante é a classificação dos ovos de galinha: as caixinhas vêm classificadas com números de 0 a 3. Esses números indicam a criação da galinha e o ambiente em que elas vivem, sendo 3 o pior de criação (galinha engaiolada) e zero o melhor, galinha solta e alimentação orgânica. Assim, a qualidade do ovo é diferente e o preço também.

Certamente há muitas diferenças nos supermercados daqui que vão além dos produtos, e eu acho muito interessante refletir sobre elas porque acabamos aprendendo muito sobre a cultura local!

Espero que vocês tenham gostado, até a próxima!

Leia sobre o sistema de saúde na Estônia!

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