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Dicas de turismo na Rússia

Dicas de turismo na Rússia.

A Rússia é o maior país do mundo e, como tal, oferece uma infinidade de cidades e paisagens interessantes para quem quer conhecê-la mais profundamente.

Desde as grandes cidades como Moscou e São Petersburgo até os pequenos vilarejos, há muito a se explorar nesse país tão rico e interessante.

Uma forma de se explorar a Rússia é fazendo a famosa Transiberiana. A viagem consiste em viajar de trem de Moscou ou S. Petersburgo até a Sibéria, fazendo paradas em cidades pelo caminho e conhecendo o interior da Rússia e toda a sua beleza.

Eu ainda não consegui fazer a Transiberiana, já que a viagem exige programação e muita organização e eu ainda não tive tempo de pensar nisso. Mas espero fazer em breve. Enquanto isso, conheci algumas cidades do interior da Rússia que valem a visita. Nesse post, vou contar um pouco sobre cada uma.

– Murmansk

Murmansk é uma cidade-herói. Esse era um título honorífico soviético outorgado por grande heroísmo durante a II Guerra Mundial. A Rússia possui 12 cidades-heróis.  Além disso, é a maior cidade do mundo acima do Círculo Polar Ártico e possui um porto militar e comercial muito importante para o país. É nesse porto que fica ancorado o quebra-gelo nuclear soviético “Lenin”. Esse navio foi a primeira embarcação nuclear do mundo e está, hoje, desativado.

Visitamos Murmansk no pico do inverno. Nossa principal missão era ver a aurora boreal. Coisa que, já adianto, não aconteceu.

Éramos sete amigos na cidade durante quatro dias. Reservamos, com antecedência, passeios com uma empresa de turismo. O passeio para ver a aurora boreal iria depender do clima nos dias em que estivéssemos na cidade, já que só é possível ver a aurora se o tempo estiver limpo, sem nuvens.

No nosso primeiro dia fizemos a visita ao quebra-gelo Lenin. O guia nos levou pelas dependências do navio e nos explicou cada espaço e seu funcionamento. É um passeio imperdível.

Leia também:  Rússia – Custo de vida parte 1 e parte 2

No segundo dia fizemos uma pequena viagem até um vilarejo nos arredores de Murmansk. No caminho, paramos para ver um lago congelado. Caminhamos pelo lago e conhecemos dois pescadores, que nos ensinaram como eles furam o gelo para pescar. O clima não estava tão frio quanto imaginávamos que poderia estar, girando em torno de -5ºC e havia muita neve em todos os lugares.

Depois de almoçarmos em um restaurante bem típico da região, fomos conhecer a “Snow Village” e vimos várias esculturas feitas na neve e no gelo.

No terceiro dia fizemos o melhor passeio da viagem: visitamos uma fazendo de huskies e renas e andamos de trenó puxado por eles. Pudemos também brincar na neve com os seis huskies que puxavam o trenó e conhecer vários outros cães que moram na fazenda.

 

Além de passearmos no trenó com os huskies, podíamos brincar com eles na neve!

O último dias aproveitamos para passear pela cidade e conhecer alguns monumentos, entre eles o Monumento aos Defensores do Ártico Soviético Durante a Grande Guerra Patriótica (Alyosha), uma estátua gigante de um soldado em homenagem aos soldados, marinheiros e aviadores soviéticos que fizeram parte da II Guerra Mundial.

– Volgogrado

Visitamos a antiga Stalingrado (que também é uma cidade-herói) em junho, no meio do verão russo. A cidade se localiza na margem ocidental do rio Volga.  O clima estava bem quente e muito agradável. Passamos quatro dias na cidade.

No primeiro dia de viagem,  fomos visitar a colina Mamaev Kurgan, onde se encontra o famoso memorial à Batalha de Stalingrado. Nessa colina estão enterrados centenas de soldados mortos na batalha. O memorial é conhecido por suas belas esculturas, principalmente a da Mãe Pátria, que fica no topo e é uma das maiores estátuas do mundo.

Leia também: 10 curiosidades sobre a Rússia

A estátua da Mãe Pátria e o seu tamanho em relação às pessoas normais

No mesmo dia visitamos o Museu Panorâmico da Batalha de Stalingrado, um dos mais interessantes e bem organizados museus que já visitei (e olha que eu adoro museus). O museu tem a maior coleção de documentos e artefatos relacionados à batalha, além de uma tela panorâmica representando cenas da luta dos soviéticos contra os nazistas. Além disso, o museu conta com as bandeiras originais de todas as unidades e tropas envolvidas na batalha. Imperdível!

No segundo dia fomos nadar no famoso canal do rio Volga, que fica a, mais ou menos, 30 minutos de carro do centro de Volgogrado. No canal existe um banco de areia que é acessível de barco. Durante o verão é muito popular. Nas margens do rio encontramos vários bares e restaurantes. É uma verdadeira praia de rio na Rússia. O canal também se destaca por ter, em sua margem, a maior estátua de Lenin do mundo (que foi colocada em substituição a uma estátua de Stalin que havia ali).

O nosso último dia na cidade foi dedicado a andanças pelas suas ruas. Conhecemos vários monumentos e fontes dessa cidadezinha que nos encantou.

Vale citar que os preços na cidade são muito baixos e passar alguns dias em Volgogrado sai bem barato.

Um fato interessante é que, em alguns dias do ano, Volgogadro volta a se chamar Stalingrado. São eles:

– 2 de fevereiro: dia do fim da Batalha de Stalingrado

– 9 de maio: Dia da Vitória

– 22 de junho: Dia do Pesar (início da Grande Guerra Patriótica)

– 23 de agosto: dia de homenagem às vítimas do bombardeamento de Stalingrado

– 2 de setembro: dia do fim da Segunda Guerra Mundial

– 19 de novembro: dia do início da derrota dos invasores alemães em Stalingrado

– Sochi

Muita gente passou a conhecer Sochi em 2014, quando a cidade sediou os Jogos Olímpicos de Inverno. A cidade, que fica perto da fronteira da Rússia com a Geórgia, é um excelente destino tanto no verão quanto no inverno.

Passamos apenas um final de semana na cidade, no final do inverno. Ficamos hospedados em um resort enorme de esqui, onde também ficaram as delegações durante as olimpíadas.

O lugar é sensacional. A infraestrutura é incrível. Além de vários hotéis, há vários restaurantes no lugar e as pistas de esqui são excelentes. Além disso, os iniciantes no têm a opção de contratar instrutores para aprender.

Um belo dia para se esquiar em Sochi

Foi interessante esquiar em Sochi nessa época do ano, porque o clima já estava bem mais quente, apesar de a neve estar sendo mantida nas montanhas. Eu mesma esquiei apenas de blusa de manga curta (até tomar um tombo e queimar meu braço no gelo) e depois tirei a clássica foto de biquíni na neve.

Além da estrutura de esqui, o resort também tem estrutura para o verão, com um lago enorme para banho e passeios ecológicos.

No verão também é possível aproveitar as praias de Sochi, que costuma ser bem cheias.

Um fato interessante que aprendi nessa viagem é que, durante todo o inverno, a Aeroflot (maior companhia aérea da Rússia) carrega equipamentos de esportes de inverno de graça. Cada passageiro tem direito a um item, seja esqui ou snowboard, além da mala despachada. Não é incrível?

Essas foram apenas as primeiras de muitas cidades do interior da Rússia que pretendo conhecer. O que posso dizer é que o país é lindo e vale muito a pena ser explorado ao máximo!

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6 comentários

Evelyn Julho 29, 2017 at 9:01 pm

Amei!!
Eu adoraria visitar o interior da Rússia mas tenho receio, já que não falo o idioma local.
Parabéns e sucesso!! Bjs

Resposta
Renata Rossi Agosto 17, 2017 at 7:23 am

Que bom que gostou, Evelyn! Obrigada!
Não acho que seja um grande problema visitar o interior sem falar russo!
As pessoas do interior são bem amigáveis, é uma experiência muito legal!
Abraços!

Resposta
Marina Agosto 3, 2017 at 10:55 pm

Amei as dicas! Quero conhecer todos.

Resposta
Renata Rossi Agosto 17, 2017 at 7:23 am

Vamoooos, Ma!

Resposta
Diones Agosto 21, 2017 at 6:57 pm

Olá Renata te bem?

Gostaria de saber o custo de vida nessas cidades do interior? É muito diferente do post de Moscou?

Resposta
Renata Rossi Setembro 18, 2017 at 11:31 am

Olá, Diones! Tudo bem, e você?
Olha, o custo de vida do dia-a-dia eu não saberia dizer exatamente qual seria. Mas pela minha experiência de visitar as cidades, eu posso dizer que é tudo muito mais barato que Moscou sim. Acredito que o custo de vida deve ser, pelo menos, metade do que é aqui em Moscou.
Abraços!

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