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Dicas para fazer a mala e levar o essencial

Viajar é incrível, conhecer novos lugares, novas culturas tudo isso é muito interessante, porém, tem uma tarefa que envolve toda e qualquer viagem que é sempre uma dificuldade: fazer as malas. Por isso hoje vou dar dicas para fazer a mala e levar o essencial.

Quando a viagem é curta, de até 15 dias, essa tarefa é um tanto quanto fácil, afinal uma mala mediana certamente acomodará roupas e calçados suficientes para o período, mesmo que o clima dê uma variada. Já quando a viagens é longa, como é o meu caso (1 ano), essa tarefa se torna um processo.

Vou contar um pouquinho de como desenrolei este processo e dar algumas dicas sobre como fazer malas de maneira consciente, eficiente e sem sofrimento, mesmo abdicando de praticamente 95% do seu guarda-roupas.

1º passo: Conheça seu estilo

Não existe fórmula mágica para fazer mala, cada um tem um estilo e uma forma de vestir-se, sendo assim, não adianta passar minha lista sendo que, das 30 peças que carrego, você no seu dia-a-dia não usa metade delas. Sendo assim, mais importante que ter uma fórmula é que você conheça suas preferências diárias, por exemplo, se durante 80% dos seus dias você opta por vestidos, provavelmente essa peça deverá ter maior variedade de opções na sua mala.

Entender quais são as peças-chave do seu guarda-roupas é o primeiro passo para iniciar o processo de escolha das peças, afinal, se você tem 15 saias, naturalmente não poderá levar as quinze, então como escolher dentre elas apenas 3? Fácil, as 3 que você mais usa, ou aquelas que mais combinam com os sapatos que você carrega.

2º passo: Opte por peças que ‘conversem’ entrem si

Ao escolher peças coadjuvantes (blusas de frio, camisas, sapatos, acessórios), dê preferência a cores que são comuns à maioria das peças estampadas que você carrega e, claramente, cores como preto, branco, verde musgo ou nude estão dentre as alternativas mais acertadas.

3º passo: Lembre-se que você está viajando e naturalmente irá adquirir novidades pelo caminho

Procure deixar na mala espaço para futuras aquisições, afinal, você está de viagem e tem que aproveitar cada momento e todas as promoções que virão pelo caminho! Eu fiz um trato comigo mesma: sempre que compro algo abandono algum item, tem dado super certo.

4º passo: Exercite o desapego

Essa é a parte mais difícil e ao mesmo tempo a mais orgânica do processo. Durante uma semana fiquei matutando minhas escolhas, foi tempo suficiente para ‘peneirar’ minhas opções e desapegar de peças que, analisando criticamente, eu realmente não precisaria.

No primeiro dia a mala não fechava, fiquei triste, pensei em comprar uma mala maior, levar uma mochila de mão. No terceiro dia, após pensar melhor sobre minhas escolhas e tirar algumas peças, a mala fechou e rolou até uma comemoração. No sexto dia eu já estava com espaço na mala e comprei até um livro pra levar.

5º passo: Entenda o seu propósito

Minha viagem não é uma viagem luxuosa, meu orçamento é limitado, minhas opções quanto a hospedagem são sempre as mais simples, com a alimentação também, meu maior foco é entender a cultura dos locais por onde passo e não aproveitar como uma típica turista. Sendo assim, meu figurino não precisa ser o mais extravagante, até porque eu sempre trabalhei com moda e sei que a lei do ‘menos é mais’ é imperativa para estar majoritariamente elegante.

Observação: é claro que cada um tem seu estilo, sendo assim isso não significa que o abuso de acessórios signifique que alguém esteja mal vestido, até porque hoje em dia tenho convicção de que devemos vestir o que nos faz feliz, independentemente de moda ou de tipo de corpo, mesmo que evidentemente existam roupas mais indicadas para alguns biotipos.

Peças básicas. Fonte: Brooke Cagle, Unsplash

Esses cinco passos foram preponderantes para a realização da minha mala, e o resultado segue abaixo na lista das 32 peças (sem contar peças íntimas) que fazem parte do meu figurino durante esta jornada:

  • Calças: 6 (jeans, preta, legging, 2 estampadas leves, 1 preta leve);
  • Blusas: 7 (2 brancas com e sem manga, 3 pretas com e sem manga e manga comprida, 2 listradas);
  • Saias: 3 (1 saia longa preta, 1 curta estampada e 1 média estampada);
  • Shorts: 1 (jeans);
  • Quimono: 1 (estampado e dupla face);
  • Camisas: 2 (jeans e listrada);
  • Blusas de frio: 4 (1 esporte, 1 estampada, 1 preta e 1 cardigã leve);
  • Biquínis: 6 (3 maiôs e 3 biquínis);
  • Vestidos: 2 (2 vestidos pretos, com e sem manga);
  • Calcinhas: 10;
  • Sutiã: 3 (2 pretos, 1 branco);
  • Sapatos: 4 (1 tênis, 1 chinelo, 1 sandália, 1 slipper);
  • Meias: 3;
  • Canga: 1;
  • Lenços: 2;
  • Necessaire: 3 (cosméticos e maquiagens; farmácia*; acessórios – muitos colares e anéis).

*Não esqueça de levar os remédios que você está acostumado a usar, inclusive antibióticos, se necessário, afinal uma consulta qualquer no exterior costuma ser cara.

Para acomodar essas 32 peças em uma mochila com rodinhas de 50 litros eu sempre enrolo todas as peças e, dependendo do clima do meu próximo destino, já deixo na parte superior as roupas que vou usar de imediato. Se observarmos, minhas opções são sempre peças básicas que podem ser usadas de forma coordenada, esse é o caminho para variar o estilo usando as mesmas peças.

Outra dica bacana é comprar aquelas mochilas dobráveis que ficam bem pequeninas e carregar na mala em caso de necessidade.

Nesse período de quatro meses que estou viajando, devo confessar que já senti falta de algumas peças que deixei no Brasil, assim como já comprei novidades para o meu guarda-roupas; já perdi algumas peças pelo caminho; já dei de presente algumas que não estava usando tanto; já reinventei minhas peças usando combinações que não tinha pensado antes; já analisei o quanto tinha mania de lavar roupas que ainda estavam limpas.

Enfim, foram 4 meses de muito aprendizado sobre minha relação com o consumo que com certeza já tem afetado meu comportamento de maneira positiva, pois tenho conseguido ser muito menos impulsiva na hora da comprar algo, tenho pensado melhor sobre as fontes de produção e, definitivamente, já entendi que necessidade não tem nada a ver com vontade.

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2 comentários

Silvia Dezembro 1, 2017 at 9:11 pm

Dicas maravilhosas para quem tem dificuldade para arrumar as malas!!
Adorei!!

Resposta
Natália Sanches Maia Dezembro 2, 2017 at 10:30 am

Que bom que você gostou, Silvia =]

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