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Hostels pelo mundo

Hostels pelo mundo

Depois de viajar por 35 países, posso dizer que adquiri uma certa experiência no assunto acomodação. Já pernoitei em mais de 80 hostels ao redor do mundo e agora compartilho, aqui, com vocês tudo que é preciso saber para reservar e sobreviver em um hostel.

Vamos lá, primeiro você sabe o que é um hostel? Se ainda não sabe, aqui vai: hostel é o nome em Inglês dado ao tipo de acomodação compartilhada. Ou seja, você reserva uma cama para dormir em um quarto com outros viajantes. Esse quarto pode ser dividido com mais 3, 5, 7, 9 ou até mesmo 17 pessoas. O famoso albergue. Alguns oferecem quartos só femininos, mas a maioria oferece quartos mistos, homens e mulheres dividindo o mesmo espaço.

Em muitos deles você pode cozinhar na cozinha comunitária e guardar suas coisas nas geladeiras comuns. A cozinha  é, também, um bom local para fazer amizade e até descolar alguma coisa grátis, já que muitas pessoas deixam comida para trás. Nos mais organizados, tem uma prateleira que você pode tanto deixar quanto pegar o que precisar. Mas lembre-se: o local não se responsabiliza por nada deixado nas áreas comuns. Não fique surpreso caso seu molho de tomate ou miojo desapareça, às vezes acontece.

Dentre as coisas indispensáveis de se carregar quando vai passar a noite em um hostel, eu diria que a mais importante é a paciência. Nunca se esqueça dela. Escute aqui a voz da experiência. Outros itens que devem fazer parte do seu kit sobrevivência são: chinelos para tomar banho – há hostels limpos e alguns que você precisará de coragem para encarar. Uma extensão com régua facilitará sua vida, assim você conseguirá carregar seu celular, máquina fotográfica e o que mais precisar. Outra dica é ter sempre duas cangas contigo. Elas ajudarão você a ter um pouco mais de privacidade. Eu sempre estendo na cama como cortina e fico dentro da minha barraquinha, ficando mais tranquila para dormir e até mesmo trocar de roupa. Hostels mais modernos já são equipados com cortinas, tomada e uma luz para cada cama. Mas nem sempre você terá essa sorte. E, por favor, não esqueça do cadeado! Ele é quem vai manter seus pertences seguros.

Vamos ao que interessa, papel e caneta na mão? Dedinho pronto para dar print na tela e depois compartilhar com aquela amiga que vai viajar? Segue, agora, uma lista de hostels onde já me hospedei, classificados como: S.I. (Super Indico e, com certeza, volto),  D.P.E. (Dá Para Encarar, mas não por muito tempo) e N.M.V. (Nunca Mais Volto). Lembrando que a classificação foi baseada na minha experiência  e sob o meu ponto de vista e estilo de viagem. Ninguém me pagou para falar x ou y sobre determinado local. Você pode ter uma opinião diferente e fazer suas próprias buscas antes de reservar. A reserva pode ser feita pelo Booking, Hostelworld ou pelo próprio site do local escolhido.

Uma rede de hostels bem conhecida na Europa e que posso classificar como S.I., é a Wombat’s. Ambiente moderno, arejado, geralmente bem localizado, quartos com cortinas, luz e tomada em cada cama, café da manhã barato em estilo buffet, bom para forrar o estômago antes de sair para explorar a cidade. Fiquei com eles em Berlim, Munique, Budapeste e Viena. Mas essa é uma rede bem grande e você consegue acomodação segura em boa parte da Europa.

Leia também: Como viajar barato em qualquer lugar do mundo

Vai para Ásia? Eu fui! Sozinha para a Índia, imagina. E nao tive problema algum. Em Nova Delhi fiquei no GoStops Delhi, hostel simples, mas limpinho e com café  da manhã bem gostoso. Vou dar um D.P.E., porque não é um lugar para ficar mais que dois dias. Para visitar o Taj Mahal contei com a ajuda do Max, da Max Guest House. Ele é um amor, me ajudou em tudo, transporte, passeios e dicas de restaurantes. Local simples, mas super limpo e perto do Taj, S.I..

Na cidade Rosa, Jaipur, fiquei na Wanderes Nest, limpo, internet boa e com funcionários bem prestativos, D.P.E.. E, caso esteja em busca de um lugar mais calmo na Índia, para meditar, praticar Yoga, vá para Rishikesh. Amei tudo lá. Aproveite e leia minhas dicas sobre o loca.

Leia também: Tudo que você precisa saber sobre Rishikesh na Índia.

S.I. o Live Free Hostel, eles te tratam como se fosse da família, são dois irmãos que cuidam do albergue. Super barato, fiquei em quarto privado com ar condicionado por uma semana e paguei o valor de uma diária de hostel da Europa. Poderia ter ficado um mês de tanto que gostei, bem localizado, comida maravilhosa e pessoal com uma vibe incrível.

Caso passe por Dubai, S.I. o Admiral Plaza Hotel. Tá, não é hostel, mas foi o que achei em Dubai com o melhor custo-benefício, vale conferir. Outro lugar que por dois dias D.P.E. é o Athens Backpackers, em Atenas, na Grécia. Ótima localização, no entanto, super simples e um banheiro minúsculo. Já em Santorini, o Fira Backpackers Place é uma opção para quem não quer gastar muito. Diria que D.P.E., localização ok, com restaurantes e rodoviária perto. Mas nada do Glamour Grego.

Listo agora, mais alguns S.I. para vocês darem um olhada: SoHostel em Londres, Hans Brinker Hostel em Amsterdã, Design Hostel Goli & Bosi em Split e Boutique Hostel Forum em Zadar, na Croácia. Jolly Camping in Town, em Veneza. Alessandro Downtown Hostel and Bar, em Roma. Hotel Hornerpub em Lauterbrunnen, na Suíça. E Yes Lisbon Hostel, em Lisboa.

Caso procure algo para 1 ou 2 noites, sugiro alguns D.P.E.: em Dublin, MEC Hostel, na República Tcheca o Cosmopole Hostel. Atlantis Hostel em Cracóvia, na Polônia. The Loft Hostel em Barcelona. E, por favor, nem perca seu tempo reservando o N.M.V. Plus Florence, lugar sujo e cheio de pulgas. Kaclla The healing dog em Lima, no Peru, também não aconselho. E passe longe do Base em Auckland, na Nova Zelândia.

O importante é pesquisar bastante, ler os comentários e conversar com pessoas que já ficaram no local para não ter surpresinhas desagradáveis. Espero ter ajudado. Caso não tenha falado sobre seu próximo destino, pode me mandar mensagem que, caso eu não tenha ido, com certeza, conheço alguém que já foi. Pé na estrada, mulherada!

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