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Guia com 5 dicas para mães de bebês nos EUA

Guia com 5 dicas e reflexões para mães de bebês nos EUA – Pediatra, alimentação e outros…

Neste artigo escrevo sobre 5 dicas e respectivas reflexões para mamães de bebês que vivem nos EUA. Eu acredito muito que, quando nos mudamos para um outro país, precisamos aceitar e abraçar a nova cultura. Falo isso, como alguém que já viveu em 3 países diferentes, além do Brasil. Sempre foi mais fácil a minha adaptação quando aceitei determinadas diferenças. Por conta do meu trabalho eu sempre viajei muito entre os países que vivi e o Brasil e, quando fiquei grávida, não foi diferente. Depois que minha filha nasceu continuei por alguns bons meses neste vai e vem entre países, no caso aqui EUA e Brasil, então farei algumas reflexões, considerando os dois cenários quando for relevante.

Pediatra – Aqui nos EUA, tanto em San Diego de onde vim, como aqui na Virgínia onde vivo hoje, percebo a relação médico x paciente como impessoal. Escrevo isso sem julgamentos, é apenas uma percepção minha. O que quero dizer exatamente é que o relacionamento não é humanizado no sentido de se criar um laço mais forte entre as duas partes, o que gera confiança. Eu acredito nesta humanização do atendimento, acredito nisto inclusive para qualquer prestação de serviço em qualquer setor. Claro que existem exceções e existirão experiências diferentes da minha, mas o que vivencio por aqui é um profissionalismo muito grande, muita educação, muitas regras e formalidades e pouco carinho. Isto não é uma queixa, apenas uma diferença que eu abraço,  entendo, assim como sigo na minha forma de ser que é mais pessoal, mas sempre no exercício da empatia, de entender o outro, de me colocar no lugar do outro. As leis e protocolos por aqui são diferentes nesta área e em outras também rsrsrs), então antes de qualquer crítica é bom se informar sobre isto e entender por que as coisas são como são. Confesso, que sinto falta, às vezes, da pediatra carinhosa lá do Rio de Janeiro, mas por outro lado me acostumei positivamente com a agilidade daqui dos EUA. Minha dica 1 para mamães que vivem aqui com bebês é que se informem muito sobre todas as fases de seu bebê, leiam livros, artigos, pesquisem na internet, em fontes confiáveis sobre temas que desejem/precisem saber e entender. Quanto mais souberem sobre seus filhos (as), melhor poderão dialogar e tomar decisões com o pediatra ou qualquer outro profissional de saúde. Se o idioma for uma barreira, mais um motivo para pesquisar e saber falar e/ou entender determinadas palavras e temas em inglês. 

Alimentação – Este tema para mim é de extrema importância, pois nossa alimentação tem impacto total na forma como o corpo irá se desenvolver e funcionar ao longo de nossa vida. Logo, uma alimentação rica em nutrientes e o mais natural possível, é o ideal para um corpo saudável. Com nossos pequenos, as atenções devem ser redobradas, eles estão se formando, então o que lhes apresentamos como alimento, será o que passarão a comer e o que entenderão como comida. Até os 6 meses, se puder amamentar exclusivamente é a melhor opção para seu bebê. A partir dos 6 meses, poderá iniciar a inclusão de comidinhas, papinhas, ou não, e água, conforme o método que escolher. Uma alimentação com muito açúcar, gordura, alimentos processados e afins impactará de forma não positiva no corpo do bebê / criança e no seu respectivo desenvolvimento. Como Coach de Saúde de Nutrição Integrada (estou em formação na IIN para me tornar uma Integrative Nutrition Health Coach) faz parte do meu trabalho orientar indivíduos sobre saúde e alimentação, e tenho uma preocupação excessiva com este tema. Aqui nos EUA, a oferta em supermercados e a vida corrida podem acabar lhe colocando de frente paras as diversas opções de comida em caixinhas, processadas e artificiais e estas, definitivamente, não são as melhores opções para nossa saúde e de nossos bebês e pequenos. Minha dica 2, crie uma organização que lhe permita preparar e cozinhar alimentos em casa, no lugar de comprar alimentos prontos. Lembre-se de equilibrar as porções de legumes, vegetais, frutas, grãos e proteínas no seu cardápio. Dê preferência a alimentos frescos e produzidos localmente, além de orgânicos. Pense nisso e sempre consulte seu médico e/ou nutricionista para todos os assuntos relacionados a sua alimentação e saúde. O coach de saúde trabalha em conjunto com estes profissionais, ajudando seu cliente a seguir as prescrições destes, apoiando e incentivando práticas saudáveis de vida!

Babysitter (babá) –  Aqui nos EUA eu recorro a babysitters (babás) que trabalham por hora. O valor aqui é alto e não é comum ver famílias com uma babá em tempo integral como vemos no Brasil. No meu caso, minimizo esta opção, pois quero estar com minha filha o maior tempo possível. Mas toda semana preciso de alguma babysitter por umas 2 ou 3 horas, cuidando de minha pequena em função do meu trabalho e para sair algumas horinhas com meu marido. Por aqui é comum que a babysitter, seja universitária (às vezes no ensino médio). Elas fazem este trabalho para ter uma renda enquanto estão se dedicando aos estudos e não podem trabalhar período integral. Minha dica 3 – Pesquise com vizinhos, escolas, familiares e conhecidos para conseguir alguém com alguma referência. Teste com algumas pessoas diferentes e veja com quem seu bebê, você e sua família se adaptam melhor. Esteja em casa nas primeiras vezes, converse sobre seu filho (a), escute a babysitter também e pergunte sobre sua experiência com outras crianças.  A partir daí pode sempre recorrer a mesma pessoa, mas sugiro ter sempre umas 3 opções para o caso de algum imprevisto. Sugiro também agendar o serviço com alguma antecedência.

Trabalho e Filhos – Aqui existem muitas opções de Day Care (tipo escolinha), os bebês podem ficar o dia todo desde de algumas semanas de vida. Já visitei alguns, porque estou pesquisando um com opção para algumas horas no dia. Eu trabalho de casa e quero que minha filha vá por algumas horas somente por dia para brincar e interagir com outras crianças. Existe também opção de locais de trabalho em conjunto (coworking) onde se pode levar o bebê. Dica 4 – Pesquise suas opções de day care onde mora, ligue, atende e visite. Não deixe de pesquisar por locais de coworking, podem ser uma opção se você é autônoma, freelancer ou empreendedora como eu. 

 

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Fonte: Unsplash

Atividades – Uma coisa muito bacana aqui nos EUA são as opções de atividades para crianças pequenas. Parques maravilhosos, bibliotecas que promovem sessões com contadores de histórias, aulinhas de música, desenho e até yoga! As atividades ao ar livre são de extrema importância para as crianças! Informe-se sobre tudo o que acontece em sua cidade e região e leve seu bebê /filho pequeno para participar de jogos, brincadeiras, piqueniques e outras atividades ao ar livre. Leve-o aos parquinhos próximos de sua casa. Dica 5 – Procure em sua comunidade por bibliotecas, clubes, parques, igrejas e se informe sobre as opções de atividades e eventos para bebês e pequenos. Você vai se surpreender e se encantar, além de fazer novos amigos para você e seu bebê! 

Espero que tenham gostado, caso queiram entrar em contato ou perguntar algo, deixem um comentário abaixo. Beijos e até a próxima.

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2 comentários

keila vieira Agosto 26, 2016 at 5:42 am

oi nao sei c vc pode me ajudar?!tenho filho americano no caso cidadao americano…ele precisa de visto para viajar para EUA

Resposta
Patrícia Penna Setembro 6, 2016 at 3:45 pm

Olá Keila, Obrigada pelo seu contato. Se entendi sua dúvida, seu filho sendo cidadão americano e possuindo um passaporte americano, ele não precisará de visto para viajar para os EUA. Patricia.

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