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EUA –“Du Iu Spik Inglish”?

A língua inglesa é uma das mais faladas no mundo, além de extremamente usada no mundo dos negócios. Devido à influência do Tio Sam no Brasil, percebemos que o inglês está muito presente no dia-a-dia do brasileiro, seja através de filmes com legendas ou das palavras que adotamos em nosso vocabulário, tais como vou “deletar” este texto, o “mouse” do meu PC, vou comer um “hot dog” ou ainda ver a “top model” na capa da revista.

O Brasil possui um potencial turístico incrível, com praias e paisagens belíssimas, mas tem um problema sério para atrair o visitante estrangeiro. Pouca gente fala inglês. Parece que houve algum investimento na área devido à Copa do Mundo e as Olimpíadas, mas cá entre nós sabemos que falar seis frases não te deixa fluente no Inglês. Ou em nenhum idioma.

Ao meu ver, saber inglês é fundamental – abre portas com um horizonte completamente diferente a sua frente. Tive a oportunidade de estudar este idioma desde cedo, e hoje colho os frutos disto. Se você decidiu que quer aprender Inglês para valer, neste texto passo algumas dicas para você estudar nos EUA, o destino favorito de brasileiros que querem aprender inglês.

O primeiro passo é pesquisar bastante e escolher um bom curso. O estudante interessado pode se utilizar de uma agência no Brasil, que faz a intermediação com a escola nos EUA. Você escolhe para onde quer ir, qual o tipo de curso, o tipo de acomodação e paga tudo direto no Brasil. Algumas das empresas que podem te ajudar nesta área são: STB -Student Travel Bureau, EF, Experimento ou CI. Obviamente você paga um prêmio para usar uma destas agências, mas tem toda a assessoria e suporte no caso de algum problema. Muitas ainda facilitam e usam a conhecida técnica de ‘dividir em x vezes no cartão” (mas tome cuidado se as parcelas forem em Dólares, pois com o câmbio subindo você pode ter uma surpresa!).

E você ainda encontra cursos combinados, como Inglês e Fotografia, por exemplo. Se você optar por procurar um curso de inglês diretamente, sem a ajuda de uma empresa, pesquise bastante. Existem milhares de escolas de inglês, mas nem todas as escolas são de boa qualidade. Procure referências de amigos e por escolas que sejam “accredited” por uma associação renomada, como por exemplo a ACCET. Bons cursos custam em torno de U$ 400 por semana. Não esqueça ainda do custo da passagem aérea, alimentação, transporte e acomodação.

Claro que existem cursos mais baratos, é necessário que você pesquise mas também trace seus objetivos. Muita gente vem para os EUA, começa a trabalhar durante o dia e a estudar a noite. A escola de inglês na verdade é apenas um instrumento para manter o visto de estudante. Normalmente a escola sabe disto e faz vistas grossas, e o aluno, por sua vez, não cobra um nível mais alto de ensino. Neste caso, o aluno está na escola apenas para manter seu visto válido. Estudar inglês neste caso não é a prioridade.

Quanto à acomodação, eu acho que ficar numa casa de família traz uma experiência única. Você é obrigado a falar inglês, além de aprender um pouco do dia-a-dia da vida de um americano. Vale a pena. E não faça amizades apenas com brasileiros. Quando mais você falar português, menos chances de aprimorar o inglês você tem. Tente conhecer gente do mundo todo, desta forma sua experiência será muito mais enriquecedora.

Seguem abaixo alguns nomes de escolas que me foram recomendadas (*). Eu pessoalmente somente tive uma experiência de curso de inglês nos EUA, em Fort Lauderdale, há alguns anos. Eu estudei numa escola que hoje se chama Embassy. Morei na casa de uma família americana e adorei a experiência. Lembro-me da minha “host family” tentando me explicar a pronúncia correta da palavra “office” (escritório). Demorei a aprender que o correto é “ó-fiss”, e não “O-fi-ssi”.

Berlitz (presente no mundo todo)

Hunter College – ESL (Nova York)

Kaplan International – diversas localidades espalhadas pelos EUA e outros países de língua inglesa. Recebi vários comentários bons sobre esta escola (e todos dizem que o preço é proporcional ao nível de ensino – alto).

Lone Star College (Houston, Texas)

Rice University – ESL (Houston, Texas)

St Giles (Diversas Localidades)

• St Thomas University (Houston, Texas)

University of Illinois – ESL (Urbana, Illinois)

Xavier University (Cincinnati, Ohio).

Zoni (Nova York, Miami e outras localidades)

Após se decidir pelo curso, não se esqueça de reunir a papelada para o obter o visto. A Imigração americana é bem exigente, e não é diferente com quem vem estudar. Se o seu curso de inglês for curto, de apenas algumas semanas, você poderá vir com seu visto de turista (B Visa). Para cursos mais longos, você precisa de um F1 Visa. A escola onde você irá estudar vai emitir um formulário que será usado no pedido do seu visto. E, assim como no visto de turista, você precisa provar que tem meios de se manter nos EUA durante o seu curso e que tem vínculos fortes no Brasil, para onde você vai retornar ao final do curso.

Lembro de que quando eu fiz a entrevista para obter meu visto F1 no Consulado Americano em São Paulo, o atendente me fez várias perguntas. Dentre elas, com aquela “finesse” toda, ele me perguntou – Por que você quer ir estudar inglês nos EUA agora? Por que não estuda aqui mais alguns anos e depois vai? …. Oh, well!

Com curso escolhido e visto na mão, é só marcar a passagem e aproveitar!

Bons estudos!

(*) a lista acima é apenas uma referência para que você possa iniciar sua pesquisa. Eu não possuo qualquer parceria/acordo com estas escolas e nem posso garantir a qualidade do ensino das mesmas.

ESL = English as Second Language

 

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7 comentários

Fernanda Franco Fevereiro 19, 2014 at 6:42 pm

Muito esclarecedor o seu texto e com altas dicas de onde procurar ajuda, Monica. Eu tambem tive muita sorte de ter tido acesso ao ingles no Brasil, mas, reconheco que foi com muito esforco por parte dos meus para pagarem meu cursinho, que era o mais caro na cidade. Tambem queria comentar que mesmo depois de ter estudado a gramatica por varios anos, e no tempo da Uni, tambem frequentei uma escola excelente onde so era pratica, falando em ingles o tempo todo, quando cheguei na Inglaterra eu conseguia me comunicar muito bem, mas tinha que pedir para as pessoas falarem mais devagar as vezes. Mas, com o tempo, tudo entra nos eixos e a lingua comeca a soar naturalmente e voce comeca a pensar em ingles, o que eu acho que e fundamental. As vezes, converso com varios amigos que atravessam por bloqueios, travam na hora de falar. Acho que muitas vezes e o fato de a pessoa pensar na lingua de origem e depois querer traduzir. O cerebro demora mais pra assimilar, eu penso. Quando me ingressei no mestrado de roteiro, o pessoal achava estranho eu escrever direto em ingles. Todos os meus colegas de sala (os que nao tinham ingles como primeira lingua) costumavam escrever na lingua de origem e depois traduzir. Eu nunca gostei desse metodo, nao funciona para mim. Prefiro logo escrever em ingles, para ja tentar soar o mais natural possivel, e assim praticar a lingua cada vez mais.

Qto aqueles que pagam escolas so pra ganhar tempo de visto, tambem ja vi muitos casos aqui na Inglaterra. Hoje em dia, o cerco se fechou de tal maneira e esta quase impossivel conseguir tal proeza. Quando eu cheguei por aqui, o estudante de ingles podia trabalhar 20 horas semanais. Hoje em dia, o trabalho e proibido e pra vir estudar ingles, ja tem que ter um nivel basico, ou seja, esta mesmo bem complicado.

Bjs Fernanda

Resposta
Ana Cristina Kolb Fevereiro 24, 2014 at 2:02 pm

Eu morando na Suica, ter poligotas ao meu redor ja é comodidade. Falar inglês entao é básico. Falar inglês abre um mundo infinito pra gente em termos de tudo, pois mesmos textos de varias culturas são traduzidos em ingles se querem se tornar internacional! Parabens pelas dicas e por partilhar sua experiência, muito importante. Eu também aprendi inglês no Brasil e comecei a trabalhar com a lingua ja no Brasil, de forma que embora nunca tenha vivido em um pais que fale inglês como lingua mae, sempre tive a sorte de poder me comunicar no mundo inteiro inclusive trabalhando em inglês. So posso recomendar esta experiência, ainda mais com o mundo globalizado e com as possibilidades que a tecnologia nos abriu de contato com o mundo. Namasté Monica, ótimo texto! 🙂

Resposta
EUA – Para Viver e Trabalhar Junho 8, 2014 at 11:38 pm

[…] Venha passar uma temporada como estudante. Você pode fazer um curso de inglês (dicas aqui), procurar um curso que complemente seus estudos no Brasil ou ainda uma pós-graduação ou […]

Resposta
Tatiana Janeiro 29, 2015 at 5:38 pm

Olá, estou indo para Houston com meu marido, por tempo determinado e possuo inglês bem básico e gostaria de aproveitar a oportunidade para aprender. Vc sabe onde posso fazer esse curso??

Resposta
Monica Bateman Janeiro 29, 2015 at 7:26 pm

Oi Tatiana. Eu vou te mandar um email com algumas dicas, ok?

Resposta
Gisele de Miranda Prieto Junho 2, 2015 at 9:10 pm

Olá Mônica! Parabéns pela sua iniciativa!
Vou a Houston para acompanhar meu marido e vamos ficar 15 dias.
Por gentileza você poderia indicar alguma escola de inglês?
Obrigada!

Resposta
Carol Capel Março 23, 2018 at 3:49 pm

Parabéns gostei muito da sua iniciativa.

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