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Gastos com educação no Líbano

Gastos com educação no Líbano.

As férias de verão chegam ao fim e algumas escolas retomam suas atividades no início de setembro; outras, no meio e o restante, no início de outubro; algumas raras escolas retornaram na última semana de agosto. Setembro é a época do ano onde todos começam a entrar na corrida contra o tempo para a volta às aulas. É o mês dos gastos, principalmente dos que têm filhos em idade escolar ou universitária.

Além dos gastos familiares mensais e dos gastos tidos com as férias, setembro é o mês onde as famílias gastam com o que não podem procrastinar: rematrícula, material escolar, uniformes, transporte escolar, calçados, mochilas, lancheiras, inscrição em universidades, livros e etc. Esta é a época também de recolher os tablets, computadores, videogames e celulares de crianças e adolescentes durante a semana e obrigá-las a voltar a dormir cedo, voltar a se readaptar, e seguir à risca o horário escolar.

De acordo com uma pequena consulta feita com famílias de várias partes do país, a média de gastos para a volta às aulas é:

Escolas
Ano letivo por aluno: 800 a 10 mil dólares*
Rematricula: 100 a 1.500 dólares
Livros e material: 120 a 2 mil dólares
Uniformes: 75 a 500 dólares
Transporte: 50 a 1.100 dólares

*Todos os sistemas educacionais.

Universidades
Ano letivo por aluno: 6 mil a 25 mil dólares*
Livros: 200 a 100 dólares, dependendo da matéria e do curso escolhido

*Os valores variam de curso pra curso e de universidade para universidade.

O ano letivo no Líbano começa em setembro e termina em junho. Não há vestibular, porém, além dos exames nacionais do governo, as escolas e universidades oferecem e administram um teste de nivelamento individual, e às vezes, outros testes suplementares de seletividade para o ingresso na instituição. O tempo diário de aula nas escolas libanesas é de 7 horas, mas as universidades trabalham com horários e dias úteis flexíveis e diferenciados, que variam de uma instituição a outra, visto que o sistema oferecido na maioria delas é de horas crédito.

O Líbano tem um ótimo sistema educacional e está em 13º em qualidade na gestão do seu sistema de ensino, em 10º lugar em melhor qualidade geral de educação e em 5º lugar no ranking de educação em matemática e ciências, segundo o relatório global de tecnologia e informação elaborado pelo Fórum Econômico Mundial. O país possui 42 universidades, várias com reconhecimento internacional, e 3 classificadas no ranking das melhores universidades do mundo, concedendo ao país excelência em sua qualidade de ensino.

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O país oferece, ainda, um ótimo campo de estudo aos que buscam por pós-graduação em Humanas, Artes e História, tendo a oportunidade de estudar a cultura, as religiões, as relações exteriores e o comércio internacional da região no mais ideal laboratório vivo nessas áreas, em virtude de sua posição geográfica.
A região também é excelente para estudar a geologia, as placas tectônicas, o surgimento de novos continentes, engenharia e exploração de recursos naturais, em virtude de o petróleo e gás natural serem descobertas recentes no subsolo marinho libanês.

Entretanto, o custo para ter essa excelente qualidade de ensino é alto e varia muito de instituição para instituição, e também de acordo com a sua localização. No caso das universidades, os custos ainda variam de acordo com o curso escolhido e seu programa de graduação.

Alunos estrangeiros ou que residam longe da faculdade escolhida têm uma despesa ainda maior, que inclui não apenas aplicação para a universidade, matrícula, taxas diversas e de atividades por aluno e materiais escolares, mas também o registro e custos imobiliários e seguro saúde. O seguro saúde para os universitários varia de acordo com o número de semestres que o aluno irá estudar.

Estudantes estrangeiros, com exceção dos provenientes de Israel podem estudar em escolas e universidades libanesas; basta ter um passaporte válido que não expire até seis meses após retornar ao país de origem e solicitar uma autorização de residência estudantil para estudar no país. Descendentes e estudantes com dupla nacionalidade (libanesa e outra) deverão ser orientados em seus referidos consulados sobre quais documentos precisarão apresentar na universidade escolhida. O mesmo se aplica aos que ainda estão em idade escolar. Nem sempre o histórico escolar do país de origem será apenas o único documento exigido para cursar as escolas libanesas.

Os cursos universitários são ministrados em árabe e francês, mas o inglês está ganhando popularidade, especialmente em cursos de ciências e negócios internacionais. No Líbano o ensino oferecido inclui o programa nacional (aprendizado do árabe) dentro do sistema francês ou dentro do sistema americano.
E independente do sistema escolhido o aluno irá aprender como extra o terceiro idioma e em alguns casos, até espanhol, alemão e italiano, dependendo do colégio escolhido.

Alunos alfabetizados em outra nação, não falantes do árabe e sem condições de seguir o programa nacional, estudarão apenas dentro do sistema americano ou do sistema francês, sendo assim dispensados de aprender o árabe. Esse procedimento requer autorização da UNESCO e do Ministério da Educação, mediante requerimento da própria escola.

Estudantes brasileiros nem sempre precisam trazer apenas o histórico escolar da escola de origem. Há procedimentos a serem realizados previamente no Brasil, e procedimentos a serem realizados no Líbano, antes de efetuar matrícula em escola libanesa. Apenas alunos vindos da Escola Libanesa de Foz do Iguaçu têm facilidades nessa questão, em virtude de a escola já funcionar no sistema libanês e providenciar toda a documentação necessária para que seus alunos continuem os estudos no Líbano.

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Com a volta às aulas, voltamos também a ver crianças carregando enormes e pesadas mochilas, ou simplesmente arrastando as que possuem rodas. Senhores pais: mochilas pesadas ou com rodas afetam a saúde das crianças! Crianças que reclamam de dores no ombro geralmente podem apresentar lesões causadas pelo uso inadequado da mochila escolar. As mochilas pesadas não só causam dor, mas também alterações posturais como dores crônicas nas costas, escoliose, hipercifose, hiperlordoses, hérnias de disco, dores e tendinites no pescoço, ombros, etc.

As crianças gostam de escolher suas mochilas e a maioria escolhe mochilas com rodas, mas de acordo com fisioterapeutas, mochilas com rodas, cheias de bolsos e compartimentos, assim como mochilas pesadas nas costas representam riscos à saúde por afetar a coluna, os músculos e afetar o crescimento da criança. Mochilas de rodas fazem as crianças forçar muito um lado do corpo, afetando assim a postura. Além disso, as estruturas destas mochilas (na maioria dos casos) são de metal, o que as deixam muito pesadas; e para subir e descer escadas, por exemplo, as crianças fazem um esforço inapropriado para transportá-las.

Heavy school bags

A maneira correta de carregar a mochila com rodas é segurando-a com as duas mãos, atrás do corpo, para distribuir o seu peso. Ao usar escadas, a mochila de rodas deve ser usada nas costas, como uma mochila convencional. Outra coisa que os pais devem verificar nas mochilas é o seu peso. Uma criança não deve carregar uma mochila que exceda 10% do seu peso. Uma criança de 40 kg, por exemplo, deve carregar uma mochila que pese apenas 4 kg, não mais do que isso. O ideal é que os pais orientem e ajudem as crianças a verificar o que elas realmente precisam levar/trazer para a escola/casa diariamente.

Observe se a escola possui armários individuais para que a maioria dos livros e cadernos fique ali e permitindo que as crianças levem para casa apenas o que necessário. Se a escola não possuir armários, sugira durante a reunião de pais que o colégio providencie os referidos armários para os alunos.

Dicas de mochilas ideais:
– Feitas de lona ou borracha fina, por serer materiais mais leves, e com duas alças e cinto, por fornecer estabilidade.
– Com alças em ambos os ombros, para distribuir a carga sobre o corpo de forma correta.
– Com correias acolchoadas, e ajustadas, para a mochila ficar nivelada e simétrica ao corpo.
– Com largura não excedente a largura da criança, e sem muitos bolsos, por aumentar o seu peso.

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