Museus do Vaticano

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Fonte: pixabay
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Museus do Vaticano.

Os museus do Vaticano fazem parte do complexo de museus mais importantes da Itália. Milhões de pessoas, todos os anos, os visitam, admirando as obras presentes na Cidade do Vaticano.
Os edifícios hospedam uma das mais importantes coleções de arte do mundo, que eram, em origem, palácios do renascimento, construídos por papas como Sisto IV, Innocenzo VIII e Giulio II. Os longos pátios e galerias, que colegam o “Palazzo del Belvedere” de Innocenzo VIII a outros edifícios, foram projetados por Donato Bramante para Giulio II em 1503. A maior parte das ampliações sucessivas foi realizada no século XVIII quando as inestimáveis obras de arte colecionadas pelos papas foram expostas pela primeira vez. Os museus compreendem também a “Cappella Sistina” e “Stanze di Raffaello”.
Entre estes muros vocês poderão admirar as maiores e mais importantes coleções de arte Clássica e do Renascimento. Nas suas câmaras se encontram as obras de arte de importantes artistas admirados em todo o mundo, como Leonardo da Vinci, Caravaggio, Michelangelo Buonarroti, o representante por excelência do Renascimento italiano. É notável também a sessão que faz referência à Época Egípcia.

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Guia da galeria

Os museus do Vaticano são articulados em torno de 54 riquíssimas galerias e diversas sessões.
Os visitantes seguem um percurso estabelecido. O conselho é concentrar-se em uma coleção ou seguir um dos percursos estabelecidos pelo museu. A duração dos percursos pode variar de 90 minutos a 5 horas, dependendo do tempo disponível e interesse da visita.
Ah, e conservem energias para visitar a “Cappella Sistina” e “Stanze di Raffaello” porque é um banho de beleza admirar estas obras de arte.
Do meu ponto de vista, entre as galerias e sessões mais notáveis vocês não podem perder estas que vou citar abaixo.

Galleria degli Arazzi : foi decorada em 1838. As tapeçarias foram expostas na “Pinacoteca Vaticana” e representam as obras da “Scuola Nuova” e da “Scuola Vecchia” de Raffaello e seus estudantes.

Gallerie delle Carte Geografiche: encontra-se longo ao percurso que conduz à “Cappella Sistina”. Representa um dos espaços mais sugestivos do museu do Vaticano. São 120 metros de cartas geográficas que representam as regiões italianas. As cartas foram realizadas entre 1581 e 1583.

Galleria dei Candelabri: o nome é devido aos monumentais castiçais em mármore que combinados com as colunas em mármore colorido, nos presenteiam com uma bela visão e para completar com um toque de classe, vocês também podem admirar estátuas gregas e romanas presentes nesta galeria.

Galleria dei Busti: contém retratos de imperadores e importantes cidadãos romanos.

Sessões

Os maiores tesouros do Vaticano são constituídos por coleções da antiguidade e algumas sessões valem a pena conferir.

Arte Egizia e Assira: na sessão egípcia, vocês podem conferir obras autênticas como estátuas de múmias, sepulturas, esculturas, uma vasta coleção de documentos escritos no papiro e entre as diversas estátuas, a mais conhecida é a da rainha Tuja, mãe de Ramesse II.
A escada assíria é decorada com fragmentos provenientes de palácios do rei de Ninive(VIII século a.c). Além disto a sessão egípcia contém achados provenientes de escavações dos séculos XIX e XX e estátuas trazidas a Roma durante a época imperial.

Arte Etrusca: a coleção é composta de objetos pertencentes à antigas civilizações. Entre os objetos mais renomados do Museu Gregoriano Etrusco podemos citar aqueles encontrados na tumba de Regolini-Galassi. Na tumba foram encontrados vários objetos de uso cotidiano, como vasos em cerâmica preta, imagens desenhadas e estátuas de bronze.

Arte Grega e Romana: a maior parte dos Museus do Vaticano é dedicado à arte grega e romana. Objetos de arte são alinhados ao longo dos corredores, as paredes e os pisos exibem belos mosaicos e os pátios principais são decorados com esculturas.
Entre as esculturas consideradas importantes da arte ocidental, podemos citar a “Apoxyomenos” e “Apollo del Belvedere”. E não termina por aí, é notável também “Il Doriforo”, o piso de mosaico da “Terme di Otricoli” na sala redonda, os vasos gregos entre outras maravilhas da arte grega e romana.

Le Stanze di Raffaello: os apartamentos privados do papa Giulio II foram realizados nos locais onde morou o seu odiado antecessor, Alessandro VI Borgia, morto em 1503.
Giulio II ficou impressionado com os trabalhos de Raffaello e o encarregou da nova decoração das quatro câmaras. ( “Sala di Costantino”, “Stanza di Eliodoro”, “Stanza della Segnatura”, “Stanza dell’Incendio di Borgo”). Estes afrescos exprimem os ideais religiosos e filosóficos do renascimento.
Curiosidade da última pintura de Raffaello: quando Raffaello morreu em 1520, no seu estúdio foi encontrada a “Trasfigurazione”, quase terminada.
A obra, magnífica e cheia de luz, foi colocada no topo da sepultura onde estava sendo velado o artista. O quadro ilustra o episódio do Evangelho o qual Cristo conduz três dos seus apóstolos no topo de uma montanha e se mostra a eles em toda a sua glória.

Cappella Sistina: se trata da principal capela do “Palazzo Vaticano”, se chama “Cappella Sistina” em homenagem ao seu fundador papa Sisto IV. As grandes paredes foram pintadas por alguns dos mais refinados artistas dos séculos XV e XVI, entre eles Michelangelo, Perugino e Botticelli. Os 12 afrescos nos muros laterais representam cenas da vida de Moisés e de Cristo. A capela foi completada por Michelangelo, que na parede do altar principal pintou o “Giudizio Universale”, considerada a obra-prima da sua maturidade artística. A pintura representa as almas dos mortos que estão prontos a se submeterem ao terrível julgamento de Deus. Da pintura, se nota trágica convicção do artista que, só através do sofrimento é que se pode chegar a verdadeira fé em Deus.

Depois desta panorâmica por galerias, monumentos, sessões históricas, esculturas e muita arte vou selecionar algumas dicas práticas para a visita aos Museus do Vaticano, horários, bilhetes e informações úteis.
Os museus estão abertos todos os dias, exceto aos domingos. Exceção para o último domingo do mês, quando o ingresso é gratuito. Outros dias que são fechados: 01 e 06 de Janeiro, 11 de Fevereiro, 19 de março, 21 de abril, 01 de Maio, 29 de Junho, 14 e 15 de Agosto, 01 de Novembro, 08, 25, 26 e 31 de Dezembro.

Reservas: o último domingo do mês não é possível reservar bilhetes e visitas guiadas, já para todos os outros dias de abertura é possível fazer a reserva online. Uma das vantagens de reservar os bilhetes online, é evitar longas filas na entrada. A desvantagem é que é necessário comparecer na faixa horária escolhida no momento da reserva.
No interior do museu, é disponibilizado o serviço de audioguia e visitas guiadas em diversas línguas.

Preços: o bilhete inteiro custa 16 euros, 20 euros com reserva, 8 euros reduzido, 12 euros reduzido com reserva. Há diversas oportunidades de redução de custos. Para visualizar todas as opções e para as reservas dos bilhetes, aconselho visitar o site oficial Musei Vaticani.

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Os museus do Vaticano, apesar das numerosas dispersões devidas a guerras e destruições, foram progressivamente formados por sucessivas ampliações, com obras de arte coletadas pelos papas desde o Renascimento. Eles ainda constituem um dos maiores complexos de museus do mundo, sendo interessante dedicar uma visita turística neste conglomerado de extensas e valiosas coleções de arte e antiguidades.

Fonte: pixabay

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