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Nanjing – a antiga capital da China

Nanjing – a antiga capital da China.

Como todos sabem, a China é um país imenso. A variedade de clima, etnias, dialetos e hábitos são tantos que nos confundem. Do povo mais alegre e receptivo até as comunidades mais sérias que te recebem com um olhar desconfiado no canto dos olhos, aqui temos de tudo.

Por isso é difícil dizer que se conhece bem a China. Vivendo aqui há 12 anos e já tendo viajado muitas vezes, de norte a sul do país, ainda não me sinto confortável para afirmar com todas as letras que conheço a China. Ainda falta muita coisa: muitos vilarejos, locais de difícil acesso, com uma cultura peculiar. São tantos que ainda estão na minha lista de desejos que não sei se darei conta no tempo que ainda me resta no país.

Um dos locais que sonho em conhecer é o Tibet. E esse está nos planos de 2018, com praticamente a passagem comprada. Claro que vou contar tudo sobre esse local tão místico e inusitado, mas isso fica para o ano que vem!

Agora vamos falar de um local que, apesar de ser conhecido, poucos turistas vão até lá.

Eu mesma fui por acaso, numa celebração de Ano Novo, quando descobri que os fogos de artifício estavam proibidos em Shanghai (Xangai), cidade que moro. Celebração de Ano Novo (1° de janeiro) já é bem fraca aqui e ainda sem a queima de fogos do Rio, resolvemos buscar um local próximo e que pudéssemos fazer turismo. Nota: o chinês celebra o Ano Novo Chinês, data móvel,  com muita festa e dias e mais dias de festa.

Nanjing

Na minha busca, descobri que chegaria em Nanjing de trem bala em uma hora e quinze minutos. Perfeito. Reservamos hotel, uma mala de mão e fomos conhecer a Capital do Sul, como a cidade também é conhecida. Lembrando que em janeiro estamos no inverno na China, e as temperaturas estavam bem baixas, mas mesmo assim foi uma das viagens de última hora mais interessantes que fiz.

Hoje, recomendo para quem tem um tempo a mais em Shanghai (Xangai), que dê uma “esticada” até Nanjing por, ao menos, uma noite. Com isso já se conhece o básico e insisto: vale à pena.

Muitas vezes a gente se prende naquele roteiro mais básico, que inclui Beijing (Pequim), Shanghai (Xangai), Xi’an e Guilin, deixando de lado outros locais que estão cheios de história e belezas e, com certeza, encantarão a todos.

Um pouco da história

Nanjing 南京é a capital da província de Jiangsu e foi a capital de vários impérios e da República da China no início do século 20. Um lugar que é cheio de história em cada esquina, cada bairro. Nanjing significa “Capital do Sul” e alternou com Beijing, que significa “Capital do Norte”, como a capital de grandes impérios e dos governos modernos. Foi uma cidade de destaque na história da China, beneficiou o comércio pelo rio Yangtze controlando o tráfego de embarcações de Sichuan a Shanghai e Oceano Pacífico. Durante o Império Ming, era a maior cidade da China.

Leia também: dez cidades para conhecer na China

O que visitar

Os destaques da cidade incluem:

Purple Mountain, que abriga o Mausoléu de Sun Yat-Sen e o Mausoléu Ming Xiaoling. Na mesma montanha, há o mausoléu de um antigo Imperador, Xiaoling,  e também o mausoléu de um ícone da história moderna da China de final do século 19, inicio do 20: Sun Yat-sen;

Templo de Confúcio;Rio Qinhuai, que somente passamos por ele;

Memorial Hall às Vítimas do Massacre de Nanjing – de tudo o que vimos, foi o local mais impactante e marcante na nossa visita. Algumas pessoas que contei sobre ele, me disseram que não gostariam de ir por ser algo muito triste, pensando nas coisas horrorosas com que poderiam se deparar. Para nossa surpresa, nos deparamos com um lugar bonito, mas cinza, que deixa bem clara sua intenção. Mas dentro de um conceito museológico contemporâneo, usando imagens, textos, objetos resgatados da época e depoimentos de sobreviventes, o local mostra o que foi esse massacre, sem que isso agrida o visitante. Em 13 dezembro de 1937, o exército japonês transferiu-se de Shanghai para Nanjing, atacando a cidade que era a capital da República da China. Chiang Kai-Shek, então presidente da República, ordenou que suas tropas de elite evacuassem. O governo também mudou-se para acima do rio Yangtze. Os líderes do exército acreditavam que era melhor travar uma guerra com as melhores tropas do interior do que deixar o exército ser destruído em Nanjing;

Leia também: custo de vida em Dongguan na China

Linggu Temple;

Zhonghua Gate –  é o portão sul da muralha de Nanjing, uma relíquia cultural preciosa nas tradições militares e arquitetônicos da China. Sua construção levou 21 anos (1366 a 1387). O portão, originalmente chamado de “Gate of Gathering Treasure” (em tradução livre, portal da coleta de tesouros), carrega uma lenda desde o momento da sua criação no início da dinastia Ming: Wen Zhu Yuanzhang, o primeiro imperador da Dinastia Ming (1368-1644), construiu o portão, mas ele desabou. O portão foi reconstruído várias vezes e desabou várias vezes, mas nunca o  tesouro que foi guardado no subsolo foi afetado. Em 1931, para comemorar a revolução de 1911 e da República da China (1919-1949), que surgiu como resultado, o portão foi renomeado para Zhonghua Gate.

Palácio Presidencial; e

Xuamwu Lake.

Dessa lista, não visitamos o Templo de Confúcio e o Templo Linggu, que vimos de fora, já que é uma pagoda enorme. Uma amiga já havia me dito que não eram as melhores atrações da cidade e, na lista de prioridades, poderiam ficar por último. Seguimos o conselho, pois chega uma hora que não se aguenta mais andar e nem ver templos. Essa é uma peculiaridade de viajar por esse país!

Imperdível aqui (se a visita for curta) é o Memorial do Massacre de Nanjing, a Purple Mountain (Montanha Lilás) e o Zhonghua Gate (que era a muralha da cidade), sobre os quais escrevi um pouco mais. Se quiserem conhecer  mais detalhes de toda a viagem, basta acessar esse link.

Aproveitem sua estada na China e explorem esse país além do que é de praxe. Às vezes, um dia a menos em Beijing ou Shanghai podem te proporcionar uma outra visão do País do Meio!

Até a próxima.

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2 comentários

Solon Mota e Silva Outubro 8, 2017 at 4:47 am

Boa noite ! Teus escritos entusiasmam a gente para viajar para a China.mas e a dificuldade de lingua ?

Resposta
Christine Marote Outubro 8, 2017 at 5:02 am

Olá Solon!
Obrigada pelo seu comentário.
Realmente sou uma entusiasta da China, incentivo todos que tenham curiosidade para virem conhecer.
A lingua é uma barreira sim, mas hoje em dia, os smartphones, com sua infinidade de aplicativos de tradução, nos facilitam muito a vida.
Se quser informações mais detalhadas sobre várias cidades chinesas que visitei, visita meu blog que é exclusivamente sobre a China. http://www.chinanaminhavida.com
Abraço.

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