Neve na Argentina

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Foto: Acervo Pessoal
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Neve na Argentina.

Chegou julho, mês de férias de inverno por aqui. É quando as crianças são liberadas das escolas e vêm passear com os pais pelos parques e museus da cidade. É quando, também, milhares de brasileiros desembarcam por aqui em busca de neve.

E por que a neve nos fascina tanto assim? Será pelo mesmo motivo que as “playas” brasileiras fascinam tanto os nossos “hermanos”?

Acho que sim…

Leia também: Dicas para andar na neve

Minha experiência na neve

Quem me conhece sabe: fujo do frio. Não adianta, tenho sangue africano nas veias e preciso de sol e calor para ser feliz.

Só por isso a danada da vida sempre vai me levando para lugares frios… Acho que é para me ensinar algo!

A primeira vez que vi neve – pela janela – estava cozinhando. Era outono e, assim como eu, ninguém esperava que nevasse. Cuidadosamente, planejei meu retorno antes de começar o inverno. Não consegui! A neve me pegou.

Na segunda, não teve jeito, já sabia que teria de encará-la. Ia viajar em pleno inverno e sabia que ela estaria me esperando linda, branca e fofa na porta de casa. Não deu outra!

Rezei para não congelar – (olha que drama!) – comprei todas as roupas que encontrei à frente que, na época, pensei serem adequadas. Estava completamente enganada!

Já na sexta vez, parei de me preocupar. Deixei meus genes que vieram dos Alpes falar mais alto e me entreguei. Descobri que não é tão ruim assim. Faz frio, claro, mas dá para se acostumar e – sabendo comprar a roupa certa – não é tão sofrido!

Neva na Argentina?

Sim, ao longo das cidades que estão mais próximas das montanhas que formam a Cordilheira dos Andes. E Buenos Aires, a mais de 1000 km de distância, infelizmente não é uma delas.

Onde ir, então?

bariloche neve argentina
Foto: Acervo Pessoal | Centro Cívico San Carlos de Bariloche e, ao fundo, o lago Nahuel Huapi

Primeira opção: Bariloche, ou melhor, San Carlos de Bariloche.

Esta pequena cidade, a quase 1600 km de distância de Buenos Aires, fica na província de Río Negro, dentro do Parque Nacional Nahuel Huapi. Tem voos diretos do Brasil para cá.

Há muitas atividades para a família: comer um fondue, esquiar, subir uma montanha, passear de barco pelo lago, caminhar num bosque, acampar, fazer compras, comer bastante chocolate e andar de patins no gelo são só algumas delas!

Segunda opção: estações de esqui

Apesar de se chamarem assim, você pode ir e não necessariamente esquiar. Existem outras atividades de lazer. Além do charme de estar num hotel confortável em meio a uma paisagem incrível.

São elas:

Las Leñas – Província de Mendoza

Caviahue – Província de Neuquen

Chapelco – Província de Neuquen

Cerro Bayo – Província de Río Negro (próximo a Bariloche)

Cerro Catedral – Província de Río Negro (próximo a Bariloche)

Cerro Castor – Província de Río Negro (próximo a Bariloche)

La Hoya – Província de Chubut

Importante saber:

  1. As temporadas de esqui costumam ir do começo de julho até o final de agosto. Geralmente são seis semanas. Você pode ir, no mínimo, por três dias; e, no máximo, dependendo do hotel, por duas semanas.
  2. Os preços variam de acordo com a sua necessidade. Por exemplo, você vai querer incluir aluguel de roupas e equipamentos às diárias do hotel? E as refeições? Sugiro fazer um checklist do que vai querer antes de solicitar um orçamento.

Terceira opção: Ushuaia

A capital da província mais austral da Argentina – Tierra del Fuego – é a cidade argentina que neva até no verão. Também, pudera! É a última cidade antes da Antártida.

Você pode comprar no Brasil ou aqui em Buenos Aires o passeio que combina uma visita ao Parque Nacional de los Glaciares de El Calafate*, na província de Santa Cruz, e uns dias na cidade de Ushuaia (leia-se: “Usuaia”).

*Para quem não se lembra, glaciar é uma geleira que se forma, em parte, pelo degelo da neve das montanhas da cordilheira.

Leia também: Onde curtir a neve e o inverno chileno

O que levar?

Descobri que funciona, para mim, ter o que chamamos de “base layer”, que seria uma camada base. Ou seja, uma blusa e uma calça feitas de material que retém o calor para usar por debaixo da roupa.

Não estou falando das camisetas e meias-calças finas vendidas na loja japonesa Uniqlo. Essas não fizeram efeito, para mim. No entanto, vale lembrar que sou muito friorenta e preciso de muita coisa para me esquentar.

O material que em castelhano se chama micropolar e em inglês fleece é o meu preferido. Aquece bem. Existem outras opções mais leves e de tecidos tecnológicos da North Face ou da Patagônia. Com isso, mais um bom casaco e calça impermeáveis, uma calça e uma bota de chuva/neve, já estaremos bem.

E quando ir?

Eu sei que às vezes decidem por nós quando podemos viajar, mas se este não for seu caso, recomendo ficar de olho na previsão do tempo.

O costume argentino é de decidir a viagem de férias poucos dias antes da partida. Porque realmente o clima muda, aeroportos fecham e viagens são canceladas.

Sabendo disso, você não precisa se preocupar. Ao final de julho, ainda terão pacotes disponíveis para vir em agosto.

Só para descontrair (e terminar)

Vale a pena ouvir uma piada sobre a relação entre argentino x neve… é bastante divertida.

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