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O boicote à autoestima quando moramos fora

São muitos os fatores além de moradia, mercado de trabalho e escola para seus filhos que influenciam na adaptação ao novo país. É claro que estas são as preocupações essenciais e, provavelmente, as mais importantes.

Porém, quando tudo já está em seu devido lugar, aparecem as pequenas coisas, aqueles fatores sutis que nem sequer são cogitados quando se planeja a mudança. Pequenas coisas que incomodam e tomam grandes proporções com o passar do tempo, principalmente quando ainda se está patinando na adaptação. Poderia escrever sobre vários destes fatores – o clima e a constante chuva, a questão financeira, a falta de referência da família, a dificuldade em entrar no mercado de trabalho e outras mais – porém, hoje escolho concentrar apenas em um que atinge diretamente as mulheres: a autoestima.

Escrevo esse texto de Vancouver, mas na verdade, poderia ser escrito de qualquer parte do mundo, pois sei que muitas mulheres espalhadas por aí se identificarão com o meu dilema. A autoestima pode nos afetar positivamente ou negativamente e está diretamente ligada com a  nossa auto percepção e sentimentos mais reclusos. A baixa autoestima (ou a falta dela) pode derrubar e abalar a segurança e confiança em nós mesmas e em nossas escolhas, principalmente a escolha de ter virado a vida ao avesso para recomeçar do zero em um outro país. Os objetivos e motivações começam a ficar embaralhados e embaçados.

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Crédito da foto: Pixabay

Quando mudamos de país, as prioridades são tantas que nos deixamos um pouco de lado. Faz parte do processo! Geralmente a grana está mais curta, mais contada. A conta não fecha no final do mês, o dinheiro do novo trabalho não sustenta e ainda não cobre todos os gastos. É necessário ser cauteloso e economizar. Os itens supérfluos vão ficando para segundo plano. Academia, salão, manicure, essa coisas são desnecessárias perto de problemas de verdade.

Peço licença para escrever um texto pessoal – um desabafo mesmo – e compartilhar a minha história. Ainda não consegui um trabalho na minha área de atuação. Inúmeras entrevistas e enorme frustração. Como tempo é dinheiro e as contas são em dólar, fiz o caminho mais inteligente e necessário para o momento, o caminho que a maioria dos expatriados faz: flexibilizar a mente e procurar um emprego em qualquer segmento – precisava de uma rotina de trabalho e de uns dólares extras na conta. Descer degraus faz parte do recomeço, certo?! Atualmente, trabalho em um café. Já passei por loja, estádio de futebol e agora um café. E minha autoestima está ferida.

Atrás daquele balcão, com meu cabelo constantemente preso, usando uniforme, sem unhas feitas, sem usar acessórios me sinto invisível. Me sinto diminuída perante aquelas mulheres incríveis que seguem desfilando em cima de seus saltos altos, com suas lindas e coloridas echarpes, maquiagens impecáveis e Pumpkin Spice Latte em mãos. É uma briga interna, luto para recuperar minha autoestima e penso que tudo isso não passa de uma grande bobagem criada pela minha mente enfraquecida, mas tem dias que ela me derruba. É difícil me livrar de alguns olhares de julgamento ou preconceitos – talvez até os meus próprios  – e isso porque estamos falando de Canadá que tem sua população extremamente educada e generosa. A perda da confiança me faz me sentir insegura e com a sensação de ser uma fraude.

Sinto falta de me vestir melhor, usar aquele salto alto quando acordar com vontade, aquele brinco lindo e grande, pintar a unha de vermelho fogo, fazer uma massagem modeladora, uma hidratação no cabelo, sei lá. Cuidar mais de mim não está em primeiro plano (preciso mudar isso já!). Tento não deixar isso tirar meu sono, sei que é só uma fase e que vai passar (assim espero), então me concentro para seguir com foco no que me trouxe até aqui.

Se você está no processo de mudança e lendo esse texto, pode achar tudo uma grande besteira, exagero e que não tenho mais nada interessante para escrever. Mas a baixa autoestima é uma realidade que assombra muitas de nós e aliada às dificuldades iniciais em um novo país, pode ser devastador. Resgatar a autoestima é prioridade, esteja você em Vancouver, no Japão, na Espanha ou em Bangladesh.

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22 comentários

Fernando Porto Ricardo Dezembro 13, 2016 at 5:45 pm

Eu li o seu texto é dei um sorriso porque passei exatamente pelo o que você esta passando. Somente que no meu caso foi para a França e a fase de “flexibilizar a mente” teve que vir depois que eu me separei do ex.

Conselho? Tenta fazer “auto-carinhos” baratos, tipo uma H&M, um produto basico na Sephora, algo legal mas barato na Asos. Importante lembrar da necessidade de se sentir bem.

E realmente foca no teu objetivo. EXATAMENTE essa sensaçao é o pior de morar fora: o de pensar que você estaria melhor se estivesse ficado onde estava antes. Esse ataque a auto-estima também atinge homens. Na verdade é humano: o medo de se arrepender. E claro que no fundo você sabe que se arrepender é o mais inutil dos sentimentos: a gente nao pode mudar em nado o passado, somente tentar fazer melhor pro futuro.

E compra o esmalte vermelho. 🙂

Abraços,
Fernando.

Resposta
Isabel Arruda Dezembro 14, 2016 at 4:30 am

Olá Fernando,
Muito obrigada pelo seu comentário. Do lado de cá, também abri um enome sorriso.
Não é fácil, mas esse arrependimento de ter tentado eu nunca terei, e esse é o meu maior orgulho.
Pode deixar que o esmalte vermelho tá na lista das prioridades 🙂
Um beijo grande!

Resposta
Fernando Porto Ricardo Dezembro 14, 2016 at 11:28 am

E tem uma coisa que eu esqueci de sublinhar: essa sensação de se sentir diminuída perante às “mulheres incríveis” enquanto a gente rala para conseguir recomeçar tudo de novo (e muitas vezes tem que ralar vezes mais que um local) é tao normal. E você tem que aceitar esse sentimento para lidar com ele, sabe?

Morar fora é sair da zona de conforto: pais que podem ser fiadores pela gente, amigos que sabem o que você sente só batendo o olho em você, contatos profissionais, entrevistador que conhece a sua universidade e sabe que valorizar isso, contatos profissionais. A gente entra na corrida muito atras dos outros, locais, “mulheres incríveis” que moram ali desde sempre. Morar fora, sem ser expatriado, é se f***er, aceitar o downgrade, o “eu poderia estar tao melhor no Brasil”.

Qual a vantagem de morar fora entao? Maturidade, experiência de vida. Nao de conhecer muitos lugares ou de comer em tal restaurante. Hoje em dia eu acho que é muito mais a noçao de saber que a gente pode recomeçar de novo, de aprender a ter garra, dar a cara a tapa, aceitar o diferente, aceitar a mudança.

Eu brinco que existe no paraiso um setor especial para as pessoas que decidiram morar fora do seu pais de origem. 🙂

Boa sorte,
Fernando!

Resposta
Isabel Arruda Dezembro 14, 2016 at 3:20 pm

Obrigada Fernando!
Concordo muito com você. Nessa jornada maluca, aprendemos muito mais sobre valores e sobre nós mesmos do que qualquer outra coisa. Acho, de verdade, que toda experiência é importante e válida e que quando olhar para trás, sentirei muito orgulho de cada dia sofrido. E não me arrependo, nem por um minuto. Mas acho importante escrever sobre isso e colocar pra fora mesmo. Ajuda a curar um pouco… 🙂

Resposta
Renata Dezembro 14, 2016 at 5:29 am

Oi Isabel,
Eu passei por tudo isso. Moro em Vancouver tb e tenho um blog chamado Vancouver+3. Se quiser podemos marcar um café pra conversar (só que eu não bebo café ☺️)
Posso te dar umas dicas.????????????

Resposta
Ana Paula Dezembro 14, 2016 at 6:50 am

Oi Isabel!
Sou super seguidora no insta, no blog e já ate troquei emails com vc sobre imigracao no Canada.
Vim parar na Nova Zelandia e te digo, não esta sendo fácil… Sinto coisas parecidas com as q vc sente. Mas aí penso q pelo menos estou tentando e que as coisas vão melhorar.
Amei seu texto.
Vc escreve muuuuuuito bem!
Ana

Resposta
Isabel Arruda Dezembro 14, 2016 at 3:18 pm

Oi Ana,
Super obrigada pelo carinho. Eu li seu último e-mail 🙂
Acho que todos passamos pelas mesmas sensações e desafios quando resolvemos dar essa sacudida e sair do nosso país, independente de qual país escolhemos. Tenho certeza que vão melhorar sim…só precisamos de um pouco (ou muita) de paciência e perseverança, mas acredito que logo logo estaremos dando risada de tudo isso 🙂
Força pra gente! Beijao

Resposta
Patricia Dezembro 14, 2016 at 1:16 pm

Em qualquer lugar as sensações são as mesmas! Eu também sou jornalista e passo por um momento atè um pouco pior que o seu porque nem servir café eu consegui aqui na Holanda. E, apesar das minha qualificacoes, recebi só rejeicoes de emprego aqui. A gente tem que se reinventar todo os dias e não deixar a mente nos derrotar. É extremamente dificil! Uma coisa que me ajuda é algum exercício. Adoro pedalar e ontem pedalei uns 20km até a Ikea. Exercicio libera hormonios que ajudam o nosso bem-estar. Yoga tambem me ajuda. Acompanho o canal Yoga with Adrienne no Youtube. Enfim, é uma luta!!! Boa sorte!

Resposta
Isabel Arruda Dezembro 14, 2016 at 3:22 pm

Oi Patricia,
Isso também funciona muito comigo! Exercício é a minha melhor terapia.
Realmente, nos sentimos diminuídos, sabemos do nosso potencial, o quanto temos a oferecer, mas ninguém está interessando. É bem doído. As rejeições fazem feridas enormes temos que ser muito fortes para superá-las. Continuamos na luta… obrigada pelas palavras e boa sorte pra nós!
Beijão

Resposta
Grasiela Dezembro 14, 2016 at 9:03 pm

oi Isabel ! Adorei o post e tbm me super identifiquei. Moro em Toronto fez 2 anos dia 12 agora de dezembro. Ja fui colaboradora do Brasileiras pelo Mundo…..fui ver a tua Bio aqui e pelo blog nós 3 te reconheci….nos seguimos no instagram rssss
beijo e sucesso ai pra vcs

Grasiela M Vicentini

Resposta
Juliana Fonseca Dezembro 15, 2016 at 7:44 am

Oi Isabel, seu texto me tocou profundamente. Ainda estou no Brasil, iremos para Vancouver em fevereiro meu marido está super empolgado com o emprego dos sonhos e eu muito feliz e orgulhosa dele mas extremamente aflita. Trabalho desde os 18 anos e agora serei mãe em tempo integral em um país estrangeiro com tantos desafios: clima, idioma. É um misto de medo com gratidão. Enfim, é muito complexo, só queria te dizer que te acompanho no instra, não te conheço mas gosto muito de você. Você escreve tão bem que faz isso: faz a gente se sentir próximo de você. Grande abraço.

Resposta
Isabel Arruda Dezembro 19, 2016 at 1:55 am

Olá Juliana,
Fico feliz que gostou do meu texto. Sei exatamente como você se sente e passei pelos mesmos medos. Apesar, da nossa situação ser diferente, pois continuei trabalhando, te entendo perfeitamente. É um misto de emoções o tempo todo, com altos e baixos, mas muita gratidão.
Obrigada pelo carinho e conta comigo pro que precisar no seu início aqui 🙂
Beijão e boa sorte na sua nova jornada!

Resposta
Ítala Viana Dezembro 18, 2016 at 7:26 pm

Oi, Isabel! Minha família está em fase de organização para mudar para o Canadá! Acredito q isso se concretize em uns dois anos…
Lendo seu texto eu te digo, aqui também passei por vários desses momentos, mas por escolhas diferentes dessa de mudar, mas em prol dá família… Sei bem o que ter a autoestima como inimiga às vezes…
Mas daí, cada passo adiante vai nos fortalecendo! Vivemos nos testando constantemente, o que pode ser cansativo, claro, porém, traz mais prazer quando alcançamos os objetivos!
Além disso, abnegação é um exercício pra alma…. Às vezes penso que é pra isso, todos esses testes!
Não desanime!! Reflita sobre seus sonhos, planos e, acima de tudo, sobre sua forma de encarar todos os desafios!!!
Beijão!!!!! Felicidades!!!!

Resposta
Raquel Andrade Novembro 13, 2017 at 8:14 pm

Isabel que lindo o seu texto, confesso que eu me emocionei porque é bem isto mesmo,

você tem toda a razão,

eu ja cheguei a sentar na minha cama e chorar desesperadamente, por que a mudança é muito, muito grande.

No meu caso que sempre trabalhei fora, ligada no 220vts.

De repente, você acorda e vai dormir de pijamas, cuidando de casa, filhos(3), marido e etc.

É enlouquecedor?

Mas ai você tem que parar, respirar fundo, e entender que tudo na vida, uma hora se ganha, outra se perde e

“que na verdade só ganhamos com esta situação”,

analisar todas as possibilidades e buscar um encontro de você com você mesma.

Confesso que tenho aprendido muito, e as vezes na vida a gente precisa dar um passo para trás, para poder dar dois para a frente.

Desejo muito boa sorte para você??

Resposta
Daniela Novembro 13, 2017 at 8:39 pm

Muitas brasileiras sentem isso no Brasil mesmo. As vezes é mais uma questão de condição financeira ou estado social. Mas te entendo, não deve ser fácil diminuir o padrão de vida. Cotinue batalhando que uma hora dará certo. E voltar também é sempre possível.

Resposta
Vanda Maeda Novembro 13, 2017 at 9:08 pm

Tão verdadeiro o seu texto! Com 1 ano e 1 mês de Londres, esses pensamentos os quais descreve já me pegaram também. É preciso saber aonde se quer chegar para que tudo valha a pena! Pelo menos tenho usado o foco de estar aqui por minha família e por minha escolha de mudança de vida , para amainar essa sensação (com movimentos de mar ) . Obrigada por compartilhar. É sempre bom ouvir de outros histórias que nos pertecem. Bjs e boa sorte.

Resposta
maria lima Novembro 14, 2017 at 12:38 am

Há querida Isabel Arruda, esse sentimento atinge até quem se muda de um estado para outro dentro do nosso próprio país! Uma pessoa do norte ou nordeste que migra pro sul ou sudeste… Eu sou nordestina, de uma cidadezinha do interior e voei a primeira vez para conhecer o Rio grande do sul e me apaixonei. Menos de dois anos depois, minha vida deu um giro de 360 graus: separei, larguei emprego com mais de 5 anos, tranquei faculdade e vim morar com um amor antigo de infância no litoral paulista. Tudo novo… E para fechar com chave de ouro ( e completa as mudanças e novidades) engravidei de uma menina linda e saudável, minha Maria Inês. Foi tudo muito novo e difícil, de A a Z, mas aos poucos as coisas vão se encaixando. Hoje moro na região metropolitana do Rio de Janeiro. Parece que tomei gosto por mudar, recomeçar. E concordo que o que fica são as experiências, o desapego e as verdadeiras prioridades da vida. Um abraço e tudo de bom.

Resposta
Joseane Novembro 14, 2017 at 4:09 pm

Lindo texto, Isabel!
Lindo, verdadeiro, profundo… de dificil entendimento para quem não morou fora.
Então não de importância as críticas, lembre que muitas pessoas conseguiram entender o que vc sente e inclusive se colocar no seu lugar.
É realmente difícil!
Este texto é de 2016, então não sei como vc esta hoje. Espero que as coisas tenham se ajeitado e que vc esteja melhor, independente do trabalho que esteja executando.

Beijo!!

Resposta
Maria Eduarda Novembro 15, 2017 at 1:32 am

Sinceramente? Acho que no exterior acabamos sendo menos vaidosas pq a pressão social é infinitamente menor. No Canadá, por exemplo, você pode andar como quiser que ninguém vai te julgar da forma como julgam no Brasil. Eu me sinto aliviada com isso, não diminuída. Em relação a trabalho, você realmente tem que ser bom (no ramo específico e no idioma). No Brasil nesse aspecto já é o oposto, as pessoas valorizam qualquer pessoa de qualquer lugar do mundo muito mais que um nativo. Vai entender o porque.

Resposta
Priscila Novembro 20, 2017 at 3:35 am

Bem vinda a vida real!! E preciso ter humildade pra sair do Brasil,deixar de lado a vida mimada que lá levamos e vir pro exterior pra esfregar banheiro e se sustentar,mesmo tendo diplomas!!:):)

Resposta
Tabitha Dezembro 1, 2017 at 6:44 pm

Não conheço uma mulher que não se identifique com seu post, morando fora.
Como pode apenas 9 horas de viagem ( de avião) nos transformar tanto? Moro na Suíça e passei de empresária e profissional da saúde com direito à mestrado, especializaçao e 3 línguas, para uma analfabeta funcional que está aprendendo à comprar um pão (em alemão e Francês) na esquina de casa.
De vagar estou trabalhando na minha área, mas o fantasma da ignorância me assombra nas decisões mais simples, que volta toda a vez que eu não sou compreendida nas frases mais simples e quando não consigo transpor minhas ideias mais complexas.
Acredito que essa queda de auto-estima extrapola o físico e o financeiro. É mais uma questão de se descobrir vulnerável.

Resposta
Evelyne Manhaes Março 9, 2019 at 1:44 am

Oi Isabel,

Li seu texto e chorei. Nao e facil estar do outro lado do balcao nao e mesmo?
Acho que essa questao da autoestima muitas vezes e desprezada por nos que nos vemos muito atarefadas colocando a vida nos eixos, mas a verdade e que esse caminho de reconstruir a autoestima e longo e doloroso. Ha questionamentos interminaveis na minha ocupada e sempre inquieta cabeca. Imagino se um dia essa fase vai passar, questiono minha capacidade e vivo como ninguem a sindrome do impostor. Tenho aprendido dia apos dia a conviver com uma nova versao de mim, que nao e tao confiante como costumava ser, que tem medos, que vive cercada de inseguranca. Todas as verdades que eu sabia sobre mim desapareceram como num piscar de olhos, mas ao mesmo tempo, sei que existe um oasis esperando por mim do outro lado do deserto do autoconhecimento que tenho atravessado, tenho feito lindas descobertas, vi que sou forte e que apesar de todas as dificuldades tenho conseguido seguir em frente. Obrigada por compartilhar suas experiencias.

E desculpa o texto sem pontuacao e acentos

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