Pobreza em Hong Kong: Pobres numa sociedade rica

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pobreza em hong kong
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Pobreza em Hong Kong: Pobres numa sociedade rica.

Um dos lugares com maior concentração de milionários no mundo, tem um um lado que poucas pessoas conhecem: pobreza! Hong Kong é um lugar chave nas finanças mundiais, e é conhecido por seus bancos e centro financeiro, mas o que nem todo mundo sabe é que existe pobreza também.

O custo de vida em Hong Kong é altíssimo, e embora o número de milionários não pare de crescer, o número de pessoas consideradas pobres também não para. Quando falo de pobreza em Hong Kong, me refiro a pessoas que comem, vestem, e tem casa, mas que sobrevivem com muita dificuldade.

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Pobreza em Hong Kong

Muita gente é rica, ou vive com excelentes condições mas há o outro lado da moeda, onde adultos saem de casa cada dia mais tarde, já que não conseguem alugar ou comprar um imóvel sozinhos.

Um questão preocupante, é que a maioria das pessoas pobres ou que se tornaram pobres, são idosos. Hong Kong tem uma das maiores expectativas de vida ao mundo, e é comum ver muitos idosos nas praças e parques praticando tai chi chuan, mas infelizmente é comum também ver idosos no subemprego.

Não é raro ver idosos catando papelão ou empurrando carrinhos pesadíssimos. Muitos trabalham para complementar a pensão ou para ajudar os filhos, já que aluguel aqui é extremamente caro.

Pobreza em Hong Kong x alojamentos

A questão da moradia é algo super importante em Hong Kong. Numa área de pouco mais de mil quilômetros quadrados vivem mais de 7 milhões de pessoas, e para piorar, nesse pequeno território apenas mais ou menos 35% da área é habitável.

Claro que com isso vem o preço absurdo dos imóveis e a exploração. Uma das coisas mais absurdas em Hong Kong que tive conhecimento foram as casas-gaiolas, também chamadas de casas-caixão por causa do tamanho minúsculo onde dá apenas para deitar.

Pessoas desempregadas ou que vivem de bico são as maiores vítimas disso. Apesar de ser ilegal, esse tipo de casa existe. O proprietário divide um apartamento normal em vários cubículos, quase como se empilhasse gavetas em alguns lugares e aluga o espaço para várias pessoas.

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Pobreza em Hong Kong e o clima

A cada vez que vejo pessoas muito pobres em lugares com condições climáticas extremas, eu fico pensando no quão mais difícil é suportar essas adversidades. Para aliviar, nós usamos ar condicionado, aquecedor (em lugares frios!) e outras coisas, mas muitas pessoas não tem condições de arcar com mais um gasto.

Quando o calor realmente começou, li uma reportagem sobre uma família pobre, e uma das crianças dizia que gostava de ir para a escola porquê tinha ar condicionado. A mãe dizia que mesmo no calor de 30 graus (mas com sensação muito maior por causa da umidade!) ela se sentia impotente porquê não conseguia sequer comprar um picolé para os filhos.

Ler aquela reportagem me fez refletir durante um bom tempo. Eu estava no mesmo dia reclamando do calor, mas estava com o ar condicionado ligado o dia todo, e prevendo um banho de mar ou piscina no final de semana.

A pobreza em Hong Kong é vista nesses pequenos detalhes. Outro dia descobri que muitas pessoas costumam ir para o Mc Donald’s em dias extremamente quentes. Geralmente compram um café ou um sanduíche simples e passam horas por lá. É uma maneira de sair de suas casa pequenas e abafadas, e passar algum tempo num ambiente com ar condicionado.

Quem são os pobres de Hong Kong?

Além das pessoas de Hong Kong, temos também os imigrantes e em especial os trabalhadores domésticos que vem de outras partes da Ásia. Muitos ganham apenas o necessário para comer e ter um teto.

A questão é que a pobreza muitas vezes é um círculo. A Oxfam, ONG presente em vários países tenta combater esse círculo vicioso. O que acontece é que alguns filhos de imigrantes não falam cantonês bem, então tem dificuldades na escola, e sem estudos fica difícil no futuro conseguir um bom emprego e sair desse círculo.

Uma família de três com renda de HK$ 15 000 é considerada pobre. Essa é uma renda onde é possível alugar algo muito simples e comprar alguma comida, mas sem supérfluos

Tentativa de diminuir as desigualdades

Como a população aqui tem a maior expectativa de vida do mundo, a população idosa está crescendo muito rapidamente. O crescimento significa que mais pessoas podem estar na faixa da pobreza nos próximos anos, uma vez que a população idosa é a mais atingida pelo problema.

A verdade é que Hong Kong precisa rever questões como aposentadoria e benefícios sociais para os menos favorecidos. Algumas mudanças estão começando a serem tomadas a passos pequenos, mas a diferença entre pobres e ricos está aumentando todos os dias.

Existe o sistema de casa popular do governo aqui, mas a espera pode levar anos, uma vez que o problema habitacional é gigante aqui e não há muito a ser feito já que além de pequeno, o país tem uma topografia complicada.

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