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Recordando experiências de viagem

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Recordando experiências de viagem.

E quase terminando dezembro de 2020. Estamos vivos. Estamos bem. Sobrevivemos!!!

Tempo de fazer um retrospecto; tempo de arejar as malas.

Meu ano começou em Cuenca, a terceira maior cidade do Equador, capital da província Azuay. Situada na serra, 2250m acima do mar, local onde é feito o famoso chapéu do Panamá.

No ano-novo existe por lá a tradição de queimar bonecos de pano que até então passeiam em cima dos carros ou ficam expostos em frente as casas ou restaurantes até chegar a meia-noite do dia 31.

Depois de percorrer todo o litoral, fomos a Galápagos e pude ter a incrível experiência de pegar praia na companhia de lobos marinhos na ilha de San Cristobal. Na ilha de Santa Cruz conheci as tartarugas gigantes e a história do George, a tartaruga de 100 anos que hoje está embalsamada no Centro Darwin.

 

Foto: acervo pessoal – Galápagos

Em março comecei uma quarentena rígida até agosto, quando mudei de casa para o litoral e aqui estou a recordar essas e outras experiências além de ler, fazer cursos remotamente e descobrir que existe uma psicologia chamada positiva.

Construção do bem-estar e da felicidade

De acordo com Martin Seligman, considerado o pai da psicologia positiva, ler sobre ela nos torna pessoas mais felizes, pois o seu conteúdo: felicidade, fluidez, sentido, amor, gratidão, realização, crescimento, melhores relacionamentos, constitui o florescimento humano transformador, uma vez que tem como objetivo a norma de aumentar a quantidade de satisfação com a vida.

E nesse aspecto considera-se importante a maneira como gastamos nosso tempo e, porque não, nosso dinheiro na construção do bem-estar e da felicidade.

O cientista Tom Gilovich, da Cornell University, revela que as pessoas ficam mais felizes quando gastam dinheiro com experiências de viagens, por exemplo; visto que as lembranças ficam para sempre, ao contrário de uma blusinha comprada na Zara..

Nesse ano em que tudo parou foi importante lembrar que nem sempre foi assim…

Experiências de amor para se orgulhar

Em 2016, escalei a montanha mais alta em Machu Picchu sem saber que estava com o pé fraturado e sem ter nenhum condicionamento físico para tal.

Simplesmente resolvi que deveria fazer o sacrifício, como uma forma de agradecer e homenagear minha mãe recém-falecida. Vi, pelo caminho, muitas pessoas desistindo, mas graças ao incentivo (moral e físico) do meu marido, chegamos ao topo.

Eu, quase carregada; mas realizada. Uma experiência de amor para se orgulhar.

Outra experiência da qual me orgulho foi ter conhecido, ao vivo e a cores, o jardim de Monet, em Giverny, na França; o parque Keukenhof, nas proximidades de Amsterdã, com 800 espécies diferentes de tulipas e ter visto de perto os girassóis de Van Gogh.

Experiências floridas que renderam até lágrimas de emoção.

Giverny, jardim de monet
Foto: acervo pessoal – Jardim de Monet – Giverny

No quesito experiências roubadas me recordo de inúmeras casas: da minimalista do Equador no meio de barracos; da casa com visitantes caranguejos e aranhas na Costa Rica; do apartamento de decoração no meio do canteiro de obras, no México e do carro atolando em Lobitos, Peru.

E as experiências tipo discovery com animais no safari da África em busca dos big 5: leão africano, elefante, búfalo, rinoceronte e leopardo. Por duas vezes, quase fomos atropelados por elefantes.

E ainda no capítulo animais, jamais esquecerei daquele macaco, em uma manhã, em Uluwattu, Bali, que arrancou o meu óculos de sol e o mastigou inteiro. E depois roubou meu chinelo havaianas em outro dia!

Experiências que rendem lembranças

No capítulo momento tiete, já tomei champagne em uma praia do Caribe com um músico do Genesis; estive no show do Rolling Stones, com uma multidão, em Copacabana e vi Gabriel Medina (bi-campeão mundial de surf) no México pegando onda…

Todas experiências positivas que rendem muitas lembranças e algumas risadas.

Um estudo divulgado pela Universidade da Columbia, no Canadá, coordenado por Elizabeth Dunn, concluiu que, dependendo de como utilizamos o dinheiro, a felicidade aumenta, sim.

Dólar sobe, a bolsa cai e as experiências continuam vivas

Ela relata seus experimentos no livro Dinheiro feliz – a arte de gastar com inteligência  que  bens materiais trazem menos felicidade que a compra de experiências, como viagens, shows e comidas especiais, pois as experiências favorecem conexões com outras pessoas, rendem histórias memoráveis que dificilmente geram arrependimentos e gostaremos de relembrá-las por muitos anos.

Na compra de bens materiais, podemos sentir uma sensação de felicidade momentânea até descobrir novos modelos, gerando uma insatisfação que pode não acontecer mesmo nas experiências malsucedidas. Benefícios da maturidade saudável: o melhor da vida não são coisas!

E no final das contas, o dólar sobe, a bolsa de valores cai, a poupança para e as experiências continuam vivas.

Que venha um novo ano depois da vacina.

Venha quando vier. Iremos novamente ao encontro do mundo por novas aventuras.

2021. Será chegada a hora de uma nova prosperidade, uma prosperidade que leve a sério o florescimento.

Feliz florescer a todos.

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