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Povos mágicos mexicanos

Povos mágicos mexicanos.

O governo mexicano criou, em 2001, a campanha de promoção turística denominada PUEBLOS MÁGICOS, a fim de divulgar lugares que se destacam por sua dimensão histórica, lendas e gastronomia.

O critério de escolha varia desde a forte influência do passado indígena, o legado do império colonial espanhol, a preservação de tradições seculares e ancestrais, de acordo com a Wikipedia.

Atualmente são 121 povos que podem ser visitados pelo site aqui.

Em alguns povos que visitei, pude ver uma bonita igreja estilo colonial/barroca, uma praça e um pequeno comércio, lembrando, um pouco, um cenário de filmes antigos. Mas adorei perceber que ainda existem pessoas que sentam nas praças e esperam o tempo passar, como em COLIMA e COLAMA (fronteira com os estados de Jalisco e Michoacan).

A saudade é o que faz as coisas pararem no tempo  –  Mário Quintana

Algumas cidades oferecem atrações pitorescas, como por exemplo, a pequena Tequila.

Tequila

A cidade de Tequila fica a 40 minutos de carro de Guadalajara, onde é possível, de lá, fazer um tour para as fábricas que produzem a tequila com agências ou por conta própria. É possível optar por fazer a degustação de tequilas ou comer a 5 metros de profundidade em uma cave (Taberna del Cofrade) por exemplo, ou dormir em um barril de tequila gigante – chamado Matices Hotel de Barricas – no meio da plantação de agave azul, a planta utilizada para fazer a bebida.

O hotel Matices fica na hacienda Confradia, onde é feita a tequila Armero e tem um preço um pouco elevado. Mas é exótico, sem dúvida.

Se você quiser visualizar e vivenciar um pouco mais o povoado, vale recorrer a Netflix e assistir à nova série Monarca, que passa em Tequila.

Morelia

Foto: acervo pessoal

Capital do estado de Michoacán, cidade muito bem preservada e também é sede de um festival de cinema, pois é considerada um centro de turismo cultural.

Foi lá, que, por acaso, encontrei uma biblioteca pública dentro de uma desativada igreja e também conheci a igreja mais colorida, Virgem de Guadalupe, a santa mais importante do país que recebe uma festa em sua homenagem, em 12 de dezembro.

San Miguel de Allende

Neste site é possível encontrar muitas informações e ficar sabendo que a cidade foi reconhecida pela Unesco como patrimônio da humanidade.

Lá, encontra-se a Paróquia de San Miguel Arcangel e no final de setembro ela é decorada e uma grande parada acontece nas ruas para homenagear o padroeiro.

Foto: acervo pessoal

 

Super recomendo uma visita a La Aurora, uma antiga fábrica têxtil, hoje ocupada por galerias de arte que  “escondem” uma obra de Andy Warhol e Salvador Dali. Ao chegar lá, fui logo perguntando aos funcionários onde encontrá-los e ninguém sabia informar. Valeu a busca!

Por ser patrimônio e ter um clima ameno, é uma cidade bastante visitada e procurada também por americanos aposentados, de bom gosto, para viver, já que a cidade oferece bonitas lojas de artesanatos e algumas galerias de arte, entre suas ruas estreitas de pedras.

Guanajuato

Está localizada a 300 km da Cidade do México.

Terra onde nasceu Diego Rivera, marido de Frida Kahlo, em 8 de dezembro de 1886.

Atualmente a cidade tem uma grande população universitária, entre suas ruelas com casas coloridas e seu enorme labirinto subterrâneo, com vários túneis interligados, alguns para carros e outros para pedestres.

foto: acervo pessoal

El Museo de las Momias, na minha opinião, é o astro principal da cidade. Embora pequeno é exótico por apresentar múmias naturais, preservadas graças às características do solo de Guanajuato.

Durante a primeira metade do século XX, a cidade sofreu com uma epidemia de cólera que matou muitas pessoas na região. Como consequência, os cemitérios ficaram lotados e os cadáveres passaram a ser enterrados em criptas, e não mais em covas no chão.

Depois de alguns anos, uma taxa passou a ser cobrada para que os sepultados pudessem continuar enterrados. As famílias que não puderam pagar, desenterraram os corpos e 2% deles apareceram mumificados. Muitos parecem gritar por socorro. É surreal!

Na saída do pequeno e chocante museu, pode se ler a frase dita por Jaime Sabines que, traduzida, entende-se: Alguém falou comigo todos os dias de minha vida no meu ouvido: devagar, lentamente, viva, viva, viva! Era a morte!

Foto: acervo pessoal

E para comemorar o dia dos mortos, a cidade de PATZCUARO é considerada um dos melhores lugares; e, por isso, muito concorrida. Recomendam reservar o hotel com um ano de antecedência.

No México, o dia dos mortos, celebrado entre os dias 31 de outubro e 2 novembro, é reconhecido pela Unesco como Patrimônio da Humanidade desde 2003 por ser uma das representações mais relevantes do patrimônio vivo do México e do mundo. É uma das expressões culturais mais antigas e forte entre grupos indígenas do país.

Pode ser considerada uma festa de reencontro relembrando os falecidos e seus feitos.

O primeiro dia de novembro é dedicado às crianças; no dia seguinte, aos adultos, sempre com muitos simbolismos, máscaras e caveiras, chamadas catrinas.

Sua origem é anterior à chegada dos espanhóis. 

Patzcuaro

Foi a segunda capital do estado e depois transferida para Morelia.

Está a 260 km da cidade do México, muito bem preservada com suas casas brancas, várias igrejas e lojas de artesanatos, museus e a ilha de Janitzo e também próxima à uma zona arqueológica.

Chamou a minha atenção a loja de vestido de noivas bordados à mão e a confecção de máscaras no povoado vizinho de Tocuaro. As máscaras de madeira lembram um pouco as máscaras confeccionadas em Bali, mas com significados diferentes.

A programação do Dia de los Muertos de Patzcuaro acontece tanto durante o dia como depois da meia-noite.

Durante a noite de 1 de novembro, a ilha de Janitzo é iluminada com velas e acontece uma procissão com canoas, comidas regadas a músicas.

Há bons hotéis com vista para a ilha.

Depois da meia-noite o programa é visitar cemitérios…

Enfim, existem muitos Méxicos, de vários sabores, cores, perigos e alegrias.

A cultura mexicana, de origem milenar, é muito rica e diversa pela influência dos pré-colombianos, como astecas e maias, indígenas e espanhóis que colonizaram o país e por que não dizer os norte-americanos, amados ou odiados…

Um país com muitas festas, artesanatos e comida boa e colorida, muitas delas, receitas da avó.

Um país que parece se orgulhar do seu passado distante e procura modificar seu futuro com menos violência e menos influência do tráfico. Se conseguirá, não sei; mas tenho certeza de que está inspirando diversos produtores de filmes e séries.

E viva a magia mexicana de ontem, hoje e sempre!

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