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Reflexões sobre o Inverno

Inverno, França

Reflexões sobre o Inverno.

Quando tirei a foto do post a sensação térmica que estava fazendo era de -1.

Para muitas imigrantes a questão que envolve o frio, a falta de luz de sol, as adaptações que a vida pede em meio ao inverno é algo que gera extrema angústia.

As mudanças que essa época do ano trazem não são nada que passe desapercebido. Pra sair de casa nesse tempo, não precisamos de um detalhe a mais na roupa, pelo contrário, precisamos de uma boa preparação.

Preparação que eu chamaria também de percepção do nosso entorno e adaptação a partir dele – quem mora em lugares frios muda as estratégias e os hábitos a medida que as estações mudam.

Tudo o que você precisa saber para morar na França

Esse inverno em meio a pandemia tem me feito refletir. Tenho pensado muito e tem me vindo um paralelo entre nossa vida psíquica e as mudanças climáticas ao nosso redor.

Assim como a temperatura muda e precisamos percebê-la para estarmos bem preparados para seguir, nosso entorno muda subjetivamente e fisicamente todos os dias.

Assim como quando nos deparamos com um ambiente tão frio, precisamos ver como o nosso corpo reage à mudança de temperatura. Precisamos pensar sobre o tanto de roupa que precisamos para nos sentirmos confortáveis para seguir.

Também precisamos ver como estão nossas vitaminas e a nossa alimentação. Isso é importante para nos cuidarmos e entender como o nosso corpo reage aos períodos com menos sol.

Enfim, precisamos ter a percepção do nosso clima interno para fazermos as adaptações necessárias.

Reflexões sobre o Inverno

Quando o assunto do inverno chega e conversamos com as pessoas ao nosso redor, podemos ver que cada um vai ter a sua lista particular de como se arruma e como segue a vida nesse período.

É curioso que não há necessariamente um certo e um errado, há o que faz sentido e a possibilidade, quais são as limitações – ou como a pessoa lida com elas e cria frente as impossibilidades – os gostos e o que se encaixa em cada realidade em particular.

E algo que eu tenho reparado e até mesmo diria que observo naqueles que são mais “bem sucedidos” no período invernal seria a vivência da estação e não a comparação. Explico:

Não se trata de não ser o verão, se trata de ser o inverno.

Passamos na vida por inúmeras situações, e talvez um dos pontos mais difíceis e desafiadores seja o não termos uma régua, um juízo de valor, um crivo ou uma comparação.

Se seguimos pela via do não é o verão, não temos nem o verão e nem o inverno. Temos o NÃO.

Mas se nos permitirmos ver o que temos podemos criar a possibilidade de nos relacionarmos com o que está diante de nós e não com a decepção do que não está.

O que dá pra fazer no e com o inverno?

É preciso que sejamos cuidadosos conosco diante das situações e que possamos nos perceber e perceber o entorno e nos preparmos, criarmos estratégias para seguir e abrirmos caminho para a criatividade e para experimentarmos, experenciarmos coisas novas e novas possibilidades.

O que dá pra fazer no e com o inverno?

Como viver o inverno sem ser contando os dias pra a chegada do verão? Quais são as alternativas que temos para deixar a vida mais interessante se abrindo para outros referencias de diversão e da forma como aproveitar? E diga-se de passagem, como muiras vezes em lockdown ou em mobilidade reduzida como temos vivido em meio a pandemia?

Não quero dizer que tudo são flores, que não existem os dias de preguiça, netflix e um chocolate quente debaixo das cobertas… Dias mais cinzas e chuvosos – por dentro ou por fora.

Mas que possamos pensar que cinza também é cor, que chuva também é vida, que principalmente para aqueles que se permitem o caminho da imigração que a vida não é só verão.

É inverno, é primavera e é outono. Todos eles presentes e todos eles com presentes que precisamos estar com os olhos abertos para ver!

O inverno é inverno e não o não-verão!

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Por quase 3 anos escrevi aqui no BPM e com muita alegria e empolgação agora em 2021 estou voltando como colunista! Como trabalho e estudo o tema da imigração, esse tema sempre continuou presente na minha vida e mesmo um pouco longe do BPM sempre mantive contato com colunistas e leitoras…

Espero que nesse nova fase possamos continuar trocando experiencias e dividindo sobre ser mulher e imigrante!

Espero a companhia de vocês aqui e também no meu instagram onde sempre costumo escrever mais posts sobre o tema!

Um grande abraço e feliz 2021 para nós!

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