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Road Trip nos EUA: dicas para pôr o pé na estrada

Road Trip nos EUA: dicas para pôr o pé na estrada

Em filme americano a chamada road trip é quase uma personagem em si mesma. Às vezes trata-se de uma viagem em família, férias de verão ou algum tipo de rito de passagem. Em muitas, os protagonistas estão fugindo da polícia ou de alguns vilões.

Em minhas experiências viajando de carro pelos Estados Unidos, nunca, felizmente, estava em fuga. Mesmo assim, uma viagem desse tipo reserva emoções.

Em agosto, auge do verão norte-americano, eu, meu marido e meu filho provamos algumas delas. Desta vez indo de Connecticut até a Carolina do Norte e, depois, Georgia, cerca de 1.600 km de estrada.

Para quem está pensando em se aventurar na sua própria road trip, acompanhe algumas dicas a seguir.. E boa viagem!

Leia também: Meu primeiro ano dirigindo nos Estados Unidos

Estradas e carros

O país é cortado por enormes estradas, as chamadas interstate highways (interestaduais) e muitas roads, estradas menores.

As interestaduais são em geral bem sinalizadas e com asfalto e acostamentos de qualidade. Mesmo assim, as condições das estradas variam muito de estado a estado. Portanto, a primeira dica é definir qual será seu roteiro.

Em seguida, assegure-se que seu carro esteja equipado com GPS ou, pelo menos, que alguém no carro tenha serviço no celular para checar mapas online. Em regiões remotas e muito montanhosas o sinal para o celular pode ser instável.

Estabeleça o que exatamente pretende atingir com a sua viagem. Se você tem pouco tempo, talvez avião seja a melhor opção. Há sempre promoções de passagens aéreas e planejando com antecedência é possível economizar bastante.

Uma vantagem de pegar a estrada é a liberdade, além de evitar aeroportos cheios, atrasos de voo e principalmente as longas filas nas linhas de segurança.

Como as distâncias são continentais nos Estados Unidos, é importante que alguém em seu grupo goste de dirigir, porque vai ter de fazer isso por bastante tempo! Idealmente, melhor é que se alternem ao volante para que ninguém se canse demais.

Se você já mora nos Estados Unidos, talvez tenha um carro. Caso esteja visitando, opte por sua locadora favorita. Muitas agências online, como a Expedia, oferecem pacotes que incluem o aluguel do carro, mas sempre cheque outras opções. Eu, por exemplo, ganho milhas aéreas se alugo por determinadas companhias. Há outras vantagens associadas a determinados cartões de crédito. Confira tudo isso para conseguir os melhores preços e vantagens.

A escolha do carro também é relevante. Na maioria das locadoras, você escolhe o modelo do carro que quer quando faz a reserva. Na retirada, no entanto, o modelo do carro pode ser outro, se estiver dentro da categoria escolhida: compacto, econômico, tamanho médio, luxo, SUV… Conforto é importante, mas não deixe de avaliar a economia de cada categoria, ou seja, quantas milhas mais ou menos fazem por galão. Em viagens longas, o custo do combustível pesa bastante.

Leia também: Como alugar carro nos EUA

Diferenças importantes

Lembre-se que o sistema não é métrico. Como, em média, o limite de velocidade nas estradas é 70 milhas por hora, a gente tende a esquecer que isso significa 115 km/h. Carro todo fechado, ar condicionado e conforto dão a ilusão de bem menos, tenha cuidado!

No Brasil, é comum encontrar postos de gasolina com restaurantes e lojas de conveniência nas principais estradas do país. Nos EUA, uma infraestrutura similar (mas não totalmente igual) só acontece em estradas com pedágio.

Na maioria das estradas porém, há as chamadas rest areas (áreas de descanso) com banheiros e vending machines, máquinas para comprar refrigerantes, água, doces e salgadinhos. Note que não há postos de gasolina nessas áreas.

Para abastecer o carro, observe a sinalização. Há placas com as marcas de combustível que você pode encontrar e o número da saída. Algumas interestaduais também informam a que distância fica a parada seguinte e o próximo posto de gasolina. Mesmo que não pare, fica ciente de que só terá outra chance a, por exemplo, a 40 milhas.

Onde comer

O capítulo comida sempre foi complicado para nós que somos vegetarianos. Já quem curte fast food não vai enfrentar muitos problemas. Entenda que mesmo para chegar a esses lugares você vai precisar deixar a estrada. Dependendo da parte do país em que você estiver, essas distâncias podem ser superiores a uma milha e com isso podem atrasar seu plano de viagem.

Para quem, como nós, não encara fast food, a dica é sair em lugares onde existam os chamados strip malls, que são pequenos centros comerciais, com grandes espaços para estacionamento, em que há lojas, serviços e mais opções de restaurantes. Fique de olho nas placas de sinalização ou faça a pesquisa online antes de começar a viagem.

Em qualquer caso, tenha no carro frutas, água, castanhas, barrinhas de granola ou de proteína. Levar a velha e boa cestinha de piquenique pode ser boa ideia também. Muitas dessas áreas de descanso têm mesas e alguma área verde, o que ajuda muito quem viaja com crianças ou cachorro.

Leia também: Dicas de viagens low-coast nos Estados Unidos

Por falar em crianças…

Quem viaja com crianças pequenas tem mais desafios. Primeiro ‘detalhe’ imprescindível: cadeirinha. As locadoras geralmente as alugam. Não deixe de reservar. Se você estiver vindo do Brasil é melhor do que carregar a sua. Bebês de até seis meses viajam na cadeirinha com o encosto para a frente, ou seja, olhando para o vidro traseiro do carro.

Meu filho sempre foi daqueles que dormem muito bem nas viagens de carro. Se não for o caso de suas crianças, organize a viagem em torno dos momentos em que elas tiram a soneca e estão de melhor humor para avançar maiores distâncias sem reclamações.

Outra dica é permitir que eles corram e gastem energia nas paradas para que a volta ao carro e a continuidade da viagem sejam tranquilas. Por essa e outras razões o verão é sempre a melhor época para essas viagens.

Enquanto os adultos curtem as novidades da paisagem: pontes lindas, vegetação diferentona, vistas de lagos e cadeias de montanhas, para uma criança a viagem pode ser terrivelmente entediante.

Geralmente, brincávamos de placa de carro. A meta é encontrar placas do maior número de estados do país (são 50!). Hoje já há inclusive apps para isso. Áudio livros e podcasts são outra opção bacana. Se as crianças não falam inglês e você está indo a partir do Brasil, baixe tudo o que puder no seu celular. Muitos carros têm blue tooth. De qualquer forma, por prevenção, leve um desses cabos simples que podem conectar seu celular ou tablet ao áudio do carro.

Leia também: Rodovia 1 e Big Sua: roadtrip ao paraíso

Antes que eu me esqueça…

* O verão é a melhor época para este tipo de viagem, especialmente em áreas sujeitas a neve. Acredite, você não quer estar na estrada em meio a uma nevasca.

* Faça pelo menos uma curta parte da viagem pelas vicinais, estradinhas locais. Há sempre algo bonito ou pitoresco para ver.

* Se você sabe exatamente em que cidades quer parar e passar um tempo, reserve os hotéis com antecedência e hospede-se preferencialmente perto das atrações que deseja visitar. Depois de horas a fio na estrada, você vai agradecer ter uma pausa do volante.

*Se o objetivo da viagem for só a aventura da estrada, há várias redes de hotéis em torno das estradas que não precisam de reserva. Isso te dá flexibilidade para parar onde bem entender. Apenas verifique se há lugar para comer nas redondezas, pois a maioria dos hotéis deste tipo não têm restaurante. Algumas redes de hotéis têm mini-geladeira e forno micro-ondas no quarto.

* Documente sua aventura. Tire fotos, registre curiosidades, tente conhecer lugares únicos como os diners locais (lanchonetes tipicamente americanas).

* Se você curte música, faça uma playlist especial para a ocasião. Quando voltar para casa, sempre que ouvir a trilha sonora da viagem, vai sentir de novo o gostinho da aventura. E que ela seja inesquecível, como seu filme do coração.

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