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Uma lição para qualquer aspirante a cidadão do mundo

Uma lição para qualquer aspirante a cidadão do mundo.

Sabe quando a gente ouve que nosso vizinho que está fazendo intercâmbio na Austrália conseguiu uma bolsa para uma Universidade na França? Ou que uma amiga está trabalhando num projeto na Inglaterra?

Quase que instantaneamente você para e pensa: “UAU! Que oportunidade legal! Como eu queria poder fazer isso, também! Quem sabe um dia….”

Aí, vem aquela vozinha: “Deixa isso para lá e bota a cabeça no lugar, este tipo de oportunidade não é para pessoas como você”.

No mundo em que vivemos, ainda mais nos dias atuais, a tecnologia e a rapidez em saber o que as pessoas estão fazendo é assustadora. Vivemos a realidade do outro quase que no mesmo instante em que as coisas acontecem e isso nos faz sentir que as pessoas estão todas vivendo um sonho lindo, todos numa grande festa e que somente nós não fomos convidados!

Você já se sentiu assim?

Parece que ainda temos a mania de exaltar o que não temos ou não fazemos parte. É aquela velha história de que a grama do vizinho é mais verde, sabe?

Por isso, resolvi escrever este post para contar para você, (se ainda não se deu conta), que não existe nada de mais especial nas pessoas que conseguiram realizar o sonho de estudar, trabalhar e viver fora do Brasil.

Vou repetir que essa parte é super importante: elas e eles não têm nada mais especial que você!

Todos e todas vocês podem fazer parte deste grupo, o grupo dos intercambistas, o grupo dos descolados, o grupo que decidiu arriscar num outro país e qualquer outro grupo que você se identifique.

Mas é claro que essa escolha não vem sem compromissos.

E os olhos cheios de lágrimas, coração apertado e choro sufocado não estão nas fotos das redes sociais, mas elas continuam existindo, independentemente da sua localização geográfica.

Leia também: Tudo que você precisa saber para morar na Nova Zelândia

Você precisa saber que mesmo falando inglês fluentemente, hora ou outra você vai se deparar com o medo de errar, a vergonha de não ser entendido ou o quão forte seu sotaque pode parecer para os ouvidos menos desavisados.

As pessoas que você admira que fizeram essa viagem, que decidiram explorar terras e línguas desconhecidas continuam as mesmas pessoas que deixaram o Brasil, mas é claro que estão em um processo de aquisição de um “temperinho diferente”.

Por isso, queria esta oportunidade de falar do que não é muito falado ou “postado” por aí. Quero contar que, por exemplo, a dor e a decepção de não ser selecionada para trabalhar numa multinacional (por não falar inglês) dói da mesma forma que a dor de ter sido rejeitada para um emprego de estudante, como cleaner no país em que você está fazendo intercâmbio.

Com a mesma intensidade e dose de frustração, pode acreditar, da mesmíssima maneira.

Se você se interessou por saber mais sobre empregos como estudantes, não pode deixar de ler outro texto que escrevi sobre o tema.

Dói porque somos humanos, com sentimentos que quase todos nós temos; dói porque sabemos que poderíamos dar nosso melhor e fazer tudo mudar, mesmo sem ter o tal detalhe que mudou a história.

Mês passado, participei de um Summit do meu grupo de mentoria que faço na Austrália e foram 3 dias de imersão, pensando sobre mim e meus negócios com mais de 50 mulheres (eu fui a única brasileira) e tive uma das minhas lições mais importantes.

Uma lição que poderia ter tirado um grande peso das minhas costas anos atrás, uma descoberta que é tão óbvia que nem acredito que não tinha entendido antes.

Compreendi, que mesmo sendo a única brasileira do grupo, meus medos, frustrações, ansiedades e limitações eram exatamente os mesmos da maioria das pessoas ali presentes, ou muito parecidos. Essas mesmas limitações que um dia julguei ser por conta do local onde nasci não tinham absolutamente nada a ver com isso.

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Só por conta dessa realização, todo o meu trabalho até aqui já estava sendo valioso, mas fiquei pensando se poderia ter feito as coisas diferentes, se eu soubesse disso antes.

Sabe quando comento no começo que a gente sempre acha que o vizinho, a amiga ou o chefe eram especiais porque tinham tido uma oportunidade ou criado uma oportunidade de realizar o sonho fora do Brasil?

Então, isso me fez realizar que somos feitos da mesma matéria, com talentos especiais, e podemos criar qualquer oportunidade que esteja dentro do nosso coração.

Se você tem o sonho de morar fora, não se deixe intimidar pelos sucessos alheios. Olhe para si, se dê força, planeje e tudo que você sonha poderá se transformar em realidade mais rápido que você imagina.

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