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Vacinação COVID-19 em Macau

Vacinação COVID-19 em Macau.

Caros leitores, no artigo de hoje vou falar um pouco sobre a vacinação contra o Coronavírus, um tema bastante abordado hoje em dia. A luta diária contra este vírus é algo inevitável que acontece nos países com a população infectada, felizmente o desenvolvimento das vacinas está sendo mais rápido do que imaginávamos (a média seria de 2 anos).

Pelo menos 4 vacinas já foram disponibilizadas para a população ao redor do mundo em menos de um ano de pandemia, porém, o tempo que cada país leva para comprar e administrar as doses à população varia, uns menos e outros mais eficientes, isso depende de vários fatores como política, diplomacia, recursos financeiros e claro, a boa vontade da população.

Aqui em Macau, o Governo adquiriu 3 tipos de vacinas, as com o vírus inativado, as de mRNA e as vacinas de um vírus vetor (adenovírus) não replicante.

A primeira fase da vacinação começou logo no início de fevereiro, e foram vacinados os profissionais da linha de frente como médicos, bombeiros e policiais; os titulares dos principais cargos também foram vacinados para servirem de exemplo à população (acredite ou não, a população aqui precisa de incentivo moral, mais para frente eu explico).

No dia 9 de fevereiro, os cidadãos já podiam se inscrever para a vacinação na página eletrônica de saúde pública. Eu naquela época ainda estava um pouco na dúvida se eu devia esperar ou não pela chegada de mais vacinas de outros tipos, pois eu queria a de mRNA e a única disponível era a com o vírus inativado.

Fonte: Pixabay

No dia 3 de março, chegaram as vacinas de mRNA (Pfizer Biontech), até então, 33.000 cidadãos já haviam sido vacinados (5% da população apenas), eu e uma parte do meu círculo de amigos nos inscrevemos para tomar esta vacina. Logo no dia 4 de março, com muita alegria e esperança, recebi a minha primeira dose!

A vacina de mRNA requer uma armazenação em temperaturas baixíssimas, portanto todas as doses estavam guardadas em apenas um hospital que era o único lugar com a capacidade de armazenar na temperatura requerida até então.

No dia que fomos, havíamos marcado logo após a hora do expediente, chegamos no hospital com uma fila ligeiramente grande, era de se esperar já, entramos, ficamos na fila, mostramos o nosso QR code pessoal (onde já tinha todos os nossos dados pessoais armazenados necessários para o uso dos enfermeiros, constando todas as nossas respostas às questões relevantes à aptidão de levar as doses). Fomos encaminhados para a medição de pressão e logo depois à vacina em si.

Os enfermeiros foram super atenciosos, e nos explicaram direitinho sobre todo o processo, desde a apresentação da vacina até os cuidados posteriores, a picada não doeu, na verdade nem senti, mas chequei o líquido entrando só para dar aquela confirmada mesmo.

Fui então encaminhada para a ala de espera, todos que foram vacinados tinham que ficar lá por 30 min como medida de precaução às reações adversas imediatas, eu e o meu noivo não tivemos nenhuma reação, fomos então liberados passados os 30 min (exatamente 30 min!!).

No dia seguinte só sentimos uma dor em volta do braço, eu senti um pouco de dor muscular em outras partes do corpo, mas tudo fazia parte do processo, são os efeitos colaterais da vacina, durou apenas um dia.

Fomos avisados de que tínhamos que já agendar a segunda dose na mesma página onde agendamos a primeira, inseri o meu número de identificação e os meus dados já foram automaticamente preenchidos, inclusive a data exata para a segunda dose, marquei claro a data mais próxima (respeitando o mínimo de 28 dias de intervalo).

No dia 5 de abril, fomos no mesmo hospital como da primeira vez, para tomar a segunda dose, desta vez com menos gente pois mais centros de saúde foram disponibilizados para receber as doses, já que conseguiram ter ambientes favoráveis ao armazenamento da vacina mRNA.

Dessa vez, todo o processo foi bem mais rápido, mostramos o nosso QR Code pessoal, medimos a pressão, tomamos a vacina, esperamos por 30 min, tudo deu super certo e foi super rápido. No dia seguinte passamos mal, com um pouco de febre, dor de cabeça, dor muscular em volta do braço que recebeu a picada, e cansaço no geral, mas não durou mais que um dia.

Esses efeitos colaterais são extremamente normais e mostram que a vacina está realmente fazendo efeito. A vacina mRNA que tomamos é bastante eficaz de acordo com as pesquisas internacionais, ao levarmos a primeira dose, já recebemos 50% de proteção, ao levarmos a segunda, alcançamos 96% de proteção, o que é uma porcentagem relativamente alta em comparação às outras vacinas.

Agora o que me preocupa é como a população local está reagindo a estas medidas de proteção. Até hoje apenas 11% da população foi vacinada (a porcentagem é muito baixa), isso acontece por conta de motivos como medo, principalmente dos efeitos colaterais, da mente fechada e de um certo relaxamento, pois Macau teve um histórico de infectados em quantidades muito insignificantes.

Leia também: Coronavírus em Macau

Hoje não possuímos nenhum infectado pelo vírus, ou seja, as pessoas aqui pensam que não existe a necessidade de tomar essas vacinas porque elas estão “protegidas” e que o risco de contração é “baixo”. Eles estão vivendo numa bolha que eu não entendo.

Enquanto existem lugares como o Brasil onde a população não vê a hora de tomar a vacina (seja qual for), existem lugares em que os cidadãos ainda estão naquela dúvida se devem tomar ou não…

Só digo que, tomar a vacina é melhor do que não tomar, pois os riscos de sofrer efeitos colaterais como uma febre aqui ou uma dor de cabeça ali ainda são melhores do que propagar o vírus para a comunidade ao redor ou até mesmo contraí-lo e correr risco de morte. Mas infelizmente, o raciocínio das pessoas varia de acordo com o ambiente em que elas vivem, não levando em conta a seriedade do problema.

Eu extremamente recomendo a vacinação. Aproveitem enquanto o Governo local tem a capacidade de comprar em quantidades suficientes as doses (e de diferentes tipos para você escolher!!!), antes que seja tarde, isso é um apelo meu à população local.

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