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Vida de dona de casa no exterior

Vida de dona de casa no exterior.

Se tinha uma coisa que me metia medo quando eu pensava em morar fora era como resolver os problemas domésticos.

Quando era criança, eu sempre fui do tipo que brincava de profissões e não de casinha.

Eu, desde então, sempre ODIEI fazer serviços domésticos. Sou do tipo que prefere fazer uma apresentação em inglês a ter que lavar um banheiro, que prefere fazer 15 petições a ter que lavar roupa e assim por diante.

Daí você vai para um lugar desenvolvido onde todo mundo teve educação de base e quase não há desigualdade social. Maravilhoso, certo? Sim!

Mas justamente por ser assim que o preço de uma diarista na Itália é quase o preço de uma outra profissional qualquer? Está errado? Não, pelo contrário, está certo! O único problema é que eu, como imigrante recém-chegada, não consigo pagar para ter esse serviço doméstico terceirizado.

Daí o que eu fiz?  Fui ver tutorial de como ser uma (boa) dona de casa no YouTube. Porque claro que aprendi com a minha mãe a ser dona de casa, mas eu queria usar a tecnologia a meu favor e também aprender truques que deixassem esse trabalho (para mim tortuoso), mais rápido e prático.

Isso porque, apesar de não gostar de fazer, como boa virginiana não consigo viver na bagunça e muito menos na sujeira. E, olha, aprendi tanta coisa bacana!

Exemplo: Eu pesquisei como fazer faxina rápida porque não queria passar horas limpando nada. E aprendi que para ganhar tempo é importante montar um kit de limpeza para você levar junto em cada lugar da casa que for limpar, pois gastamos muito tempo indo e vindo para buscar os produtos da lavanderia para o banheiro, por exemplo. Já notou que o pessoal da limpeza tem um carrinho todo equipado? Então, é por isso, maximização do tempo.

Outra dica útil: aspirador de pó na casa toda! Eu comprei um aspirador 2 em 1, desses que aspiram o chão, mas se transforma num aspirador portátil. Eu aspiro tudo, móveis, teias de aranha, chão, sofá, cortina e tudo mais que precisar! Eu não uso vassoura porque aprendi que varrer levanta o pó e depois que ele desce a casa fica suja de novo. Sendo assim, o segredo é aspirar!

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Além disso, achei mais interessante comprar um aspirador em formato de vassoura porque é bem mais prático para aspirar, você passa ele como se estivesse varrendo a casa. Em menos de 10 minutos a casa já está sem pó.

Eu também não uso rodo. Aliás, não existe rodo na Itália, ou pelo menos eu nunca vi. Aqui as mulheres usam o mop. Gente, mop é vida! Você não abaixa para lavar o pano, não enfia a mão na água suja, nada disso! Enfia o mop na água, enxágua, torce, tudo sem abaixar. Não é magia é tecnologia. Eu uso esse mop para limpar em cima dos armários, as portas, janelas, um sucesso!

Outra dica bacana é da técnica para não passar roupa. Gente, eu não passo roupa, nem ferro eu tenho! Eu o substituí pela dupla: amaciante concentrado + cabides! É Isso mesmo, uso amaciante potente e estendo camisetas e camisas em cabides. Depois de retirar do varal, o que precisa dobrar, eu aliso bem, dobro e guardo. O que não precisa dobrar é só guardar.

Camisa social eu mando para a lavanderia. Aqui é bem mais barato que no Brasil e sempre tem lavanderias chinesas com ótimos preços. Já encontrei lugares que passam camisa e cobram em torno de um euro.

Roupas de cama, mesa e banho eu uso vinagre ao invés de amaciante para deixar macio e amassar menos. Dobro e guardo. Depois, na hora de usar, jogo água perfumada que ajuda a esticar e perfumar. Não fica lisinha como se tivesse passado, claro que não tem milagre, mas é tão mais prático do que passar que, para mim, vale a pena.

Outra coisa bacana é a dupla imbatível de vinagre + bicarbonato de sódio: limpa, desencarde, é econômico e não agride o meio ambiente. Uso para lavar roupa, para limpar o chão da casa (coloco na água do mop) e onde mais precisar.

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Com o tempo você pega prática e já faz tudo muito mais rápido e sem sofrer (tanto). Continuo odiando fazer esse trabalho doméstico, mas já sei que é um mal necessário e encaro o desafio de forma muito prática.

A única solução que ainda não encontrei é para lavar panelas sem estragar as unhas. Mas isso já entrou no pacto nupcial que panelas são de responsabilidade do meu marido. O trato é: eu faço a comida e ele lava a louça. E seguimos assim.

Se eu soubesse que seria tão prático resolver essas questões domésticas, não teria sofrido tanto por antecipação. Continuo desejando uma diarista para fazer aquela limpeza mais pesada, mas já não temo o batente doméstico tanto quanto antes.

Aliás, uma das vantagens de ser dona de casa no exterior é que você descobre muitas habilidades que antes nem desconfiava que tivesse. Eu mesma corto o meu cabelo e faço minhas unhas. Mas isso é assunto para outro post.

Arrivederci!

Leia os relatos de algumas colunistas do BPM que trocaram a vida de profissional no Brasil pela vida de dona de casa no exterior.

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2 comentários

Ligia Ligs Janeiro 8, 2018 at 2:18 am

Nossa, amo esses posts vapt-vupt e com humor. Muito bem escrito. Não moro fora, mas vou “roubartilhar” essas dicas para moi. Hahaha bjos!

Resposta
Ana Paula Ganzarolli Janeiro 23, 2018 at 9:29 pm

Obrigada, Lígia. Que bom que gostou!
A ideia era de ajudar as pessoas, pois no começo a gente se assusta um pouco, risos.
beijos,

Resposta

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