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Índia

A Vila Rusirani

Eu me considero uma pessoa simples, mas não me imagino vivendo sem os confortos básicos da vida ocidental, como por exemplo, água encanada, um banheiro decente, energia e rua asfaltada para ir aos locais que preciso.

Por conta disto, tive muita curiosidade em conhecer uma Vila chamada Rusirani, quando li sobre a realidade das pessoas que moram em tal local.

Essa comunidade não possui as mordomias citadas acima, além de produzirem quase tudo o que consomem. Além disso, são poucas as pessoas que já saíram de lá para ir para a cidade, mesmo que por poucas horas.

Seguem abaixo algumas imagens, para compreenderem melhor, o que estou falando:

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Utilização do carro na região da Vila.
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A maioria das pessoas dormem nestas camas, e quando está muito calor preferem dormir do lado de fora de suas casas.
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A água é ainda obtida por poço, conforme imagem.
O esterco da vaca é seco e utilizado como forma de fazer fogo para que eles possam preparar os alimentos.
O esterco da vaca é seco e utilizado como forma de fazer fogo para que eles possam preparar os alimentos.

Ao visitar esta Vila, será possível conhecer templos com mais de 5 mil anos, a escola, onde as crianças estudam diariamente, mesmo que sem nenhum conforto (nos dias de calor as aulas precisam ser ministradas do lado de fora), e o dia a dia do vilarejo.

Atualmente o Giri, da foto abaixo, é responsável por ajudar a desenvolver esta Vila. Ele foi estudar em Delhi quando era mais novo e voltou com vários projetos para o seu lar, que segundo ele, tanto ama e não trocaria por nenhuma cidade.

Um de seus projetos é fazer com que as mulheres desta Vila comecem a frequentar as Universidades indianas.

Com a quantia obtida pelos turistas, já foi possível enviar 7(sete) moças para estudar em grandes centros da Índia.

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Giri alimentando as cabras e os macacos.

A ‘Rusirani Village’ fica cerca de 2 horas de Jaipur, de carro, cidade em que moro na Índia, e caso tenham o desejo de conhecê-la se faz necessário entrar em contato com um dos responsáveis, pelo e-mail ‘[email protected]’.

Além disto, é importante possuir um carro que o leve até o meio do percurso, e de lá o Giri vai buscar os visitantes de Jipe, pois o acesso a este lugar ainda é muito precário, e ir com um carro normal pode causar acidentes.

A vista que temos pelo caminho é linda e no trajeto já conseguimos ter uma idéia do que nos aguarda, pois há muitas outras Vilas ao redor.

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A caminho da Rusirani Village
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Indianos aguardando o ônibus.

No caminho o Giri nos leva para conhecer um outro Vilarejo, onde há um local para as pessoas se banharem.

Reparem na mesa posta com óleo de coco, pentes e espelho, para que as moças indianas possam se arrumar, após o banho.

Eles não cobram nenhuma quantia fixa para a visita, mas eles pedem, que se possível, contribuam com algum valor, pois este dinheiro ajuda no desenvolvimento das pessoas que moram na Vila. Eu recomendo dar mil rúpias por pessoa, que equivale a menos de R$ 40,00, e se possível levar canetas e cadernos, para distribuir na escola.

Ainda aconselho em caso de não comer nenhuma comida indiana que levem alguns ‘snacks’, pois você passará o dia inteiro neste local, e se não conseguir comer o almoço oferecido pela comunidade, ficará com fome até a hora de ir embora.

Este passeio que realizei ocorreu no ano passado (2013), mas pretendo voltar em breve, pois a sensação de paz que há nesta Vila é inexplicável.

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Final do nosso dia na Vila Rusirani – eu e minha amiga Marcela com alguns membros da comunidade local.

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8 comentários

Elaine Rangel Novembro 3, 2014 at 4:29 pm

Em primeiro lugar parabens pelo texto, venho psquisando alguns meses sobre a india e ha pouconcantada sobre a “encrivel india”Eu consegui ver o tempo eu achei esse blog e fiquei e

Resposta
Camila Pimenta Novembro 4, 2014 at 7:16 am

Obrigada Elaine! Abraços daqui da Índia. 🙂

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Elaine Rangel Novembro 3, 2014 at 5:09 pm

E .arabens pelo seu texto Camila eu consgui ver o brilho no olhar quado voce escreve sobre a “Incrivel India li todos os seus comentarios ,onde fez eu me enacantar e tambem achei um lindo trabalho do Giri.Ela deveria ganhar o premio Nobel da Paz.Aproveitando eu tambem li paranaensenaindia e adorei sua historia,fiquei muito feliz ao saber que Dilip esteve no Brasil com voce e super curiosa para saber o que ele achou de.nosso pais e se voce conseguiu realizar tudo que listou para sua ferias.Outra curiosidade e em:como foi a aceitacao da familia dele.Mas uma vez paraaabennnssss Namaste

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Camila Pimenta Novembro 4, 2014 at 7:14 am

Olá Elaine! Muito obrigada pelas suas palavras de carinho.
Fico feliz em saber que Você gostou do blog!
Escrevo de coração!
Sim, ele amou o Brasil. Pretendemos ir todos os anos. 🙂
Consegui realizar todos os itens da lista e um pouco mais – cumpri a minha intenção de fazer com que o Dilip se apaixonasse pelo nosso Brasil.
Abraços.

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Elaine Rangel Novembro 4, 2014 at 11:49 am

Woww Camila fico hiper feliz de saber que ele gostou.gostaria também de parabenizar o GIRI por favor qd estiver na vila Russirani.Pós mesmo tendo a oportunidade ele voltou para ajudar sua comunidade.Gostei muito de saber também sobre as empresas que listou que existem no BrasilxIndia.ah domingo passou no fantástico sobre o indiano que ganhou o prêmio Nobel da paz, combatendo a exploração do trabalho infantil.Namastê Camila

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Camila Pimenta Novembro 4, 2014 at 6:08 pm

Sim, sim, pode deixar que eu darei o seu recado para ele. 🙂
Pois é, meu pai comentou sobre esta reportagem. Preciso assistir no youtube!
Abraços.

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Mara Junho 15, 2015 at 7:57 pm

Gostei muito do seu blog e gostaria de seguir e compreender melhor, sou budista é através de um grupo na rede social conheci um monge no qual não fez voto, Oi seja, pode casar. O meu disto, sim estou assustada porque ele disse gostar muito de mim e que estamos prontos pra casar dizendo ser o karma dele, outra coisa que fiquei assustada foi esse gostar rápido logo dizendo eu te amo esposa e quando falava o nome dele ele corrigia dizendo que tenho que chamar de marido, confesso que essa paixão rápida pra mim é problema pra ele não. Achei ele muito carinhoso , romântico e feliz. Ensinou a dizer Mama adarei oyata ele fala que é eu te amo, já não sei de tanto receio, mostrou fotos da família, eu disse que não posso ter filho ele não quer largar do meu pé, desejo que ele seja feliz e encontre uma linda esposa, mas como sempre ele fala que eu sou a esposa dele, chega a chorar e é muito sensível perto dos amores brasileiros, românticos demais… Já não sei o que faço pois não pretendo largar o Brasil, mundo e cultura diferente me assusta, depois pra onde vou correr? E ele é um belo rapaz, trabalhador, professor de filosofia e teologia monasterio e meditação… Porque não quero? Medo do desconhecido, do mundo diferente onde não vou poder usar blusas e short, ele fala pra andar com roupas educadas… Concordo!! Mas se ele vai pro Rio de Janeiro…. Camisa como faço pra te seguir e ter mais orientação… Lindo blogue e continue nos informando…. Mês de julho está chegando ele pretende vim para o Brasil casar e ser feliz…. Tashi Delek

Resposta
Camila Pimenta Junho 16, 2015 at 7:06 pm

Oi Mara,
Obrigada pelo comentário.
Pois é, tem que tomar muito cuidado com estas paixões de internet.
Aconselho a Você ler o post da Fabi Mesquita onde ela dá várias dicas para este tipo de situação:
http://www.brasileiraspelomundo.com/brasil-quando-amar-machuca-301412143
Além disto, tente participar de grupos online (do Facebook) de moças que conheceram o marido pela internet, pois elas têm muita experiência sobre esse assunto e saberão lhe guiar para fora dos perigos que poderão vir a ocorrer.
Abraços.

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