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    Home»Austrália»Violência doméstica na Austrália
    Austrália

    Violência doméstica na Austrália

    Mariana CamargoBy Mariana CamargoMarch 23, 2015Updated:November 26, 20172 Comments6 Mins Read
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    Rosie Batty, australiana homenageada com o título Australian of The Year 2015, em reconhecimento ao seu trabalho alertando contra a violência doméstica.
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    Violência doméstica na Austrália.

    A Austrália é um país extremamente seguro, onde se pode andar pelas ruas sem medo. Mas infelizmente, como em qualquer outra parte do mundo, a violência doméstica é uma triste realidade.

    No começo de fevereiro a morte da brasileira Fabiana Palhares chocou e foi notícia no Brasil e na Austrália. Fabiana foi espancada pelo companheiro em Queensland (Gold Coast), chegou a ser socorrida mas não resistiu aos graves ferimentos na cabeça e faleceu a caminho do hospital. Especula-se que Fabiana, 35 anos, estivesse grávida.

    Fabiana Palhares, 35 anos, brasileira residente na Austrália, assassinada pelo companheiro em um triste caso de violência doméstica no começo de fevereiro 2015.
    Fabiana Palhares, 35 anos, brasileira residente na Austrália, assassinada pelo companheiro em um triste caso de violência doméstica no começo de fevereiro 2015.

    O crime, que segue sendo investigado, causou comoção junto à comunidade brasileira aqui na Austrália. Violência doméstica, em geral contra a mulher, está longe de ser um caso isolado: somente no estado de NSW, durante o ano de 2014, 29 mulheres foram mortas por seus companheiros e mais de 30 mil denúncias de agressão foram reportadas.

    No caso de Fabiana, vizinhos confirmaram que o casal tinha um histórico de “brigas domésticas”. Esse é o viés mais cruel desse tipo de crime: muitas vezes vizinhos, parentes, amigos ou colegas sabem (ou desconfiam) das agressões que a vítima está sofrendo e nada (ou pouco) fazem.

    As estatísticas mostram que uma em cada três mulheres será vítima de violência doméstica em algum momento de sua vida.

    O que é violência doméstica?

    A violência doméstica não é apenas física. Esse material informativo de Victoria pode ajudar.

    A violência doméstica é qualquer forma de abuso físico, psicológico e/ou financeiro ou de controle de uma mulher exercido pelo seu marido, companheiro, ex-companheiro, alguém próximo a ela ou em um relacionamento familiar.

    A violência doméstica inclui o comportamento de ameaça e de exercer controle sobre a vítima, e que pode levá-la a temer por sua própria segurança ou a segurança de outra pessoa (como os filhos, por exemplo). Exemplos:

    O abuso emocional, como manipulação, isolamento, humilhações, jogos mentais;

    O abuso financeiro, obrigando a vítima a entregar o controle de renda ou bens, coagindo-a a assumir uma dívida ou assinar um contrato, proibindo-a de trabalhar;

    O abuso sexual, que é induzir ou forçar qualquer atividade sexual indesejada;

    Abuso social, insultando a vítima em público;

    Ameaças de violência física e vingança;

    Danos à propriedade: destruir ou se desfazer de pertences da vítima (como roupas, livros e objetos).

    O que você pode fazer?

    Violência doméstica é um crime: não é apenas “gênio forte” ou “ciúmes” do parceiro. Como é um crime, é trabalho para a polícia. E acolher as vítimas desse tipo de violência é tarefa de todos nós: colegas, amigos, vizinhos, parentes.

    Em regra, a vítima de violência doméstica é tomada por vergonha, e é esse sentimento que a faz calar e esconder a situação de abuso e maus-tratos muitas vezes por anos. Portanto, se a vítima procura por sua ajuda tenha certeza que a situação é bastante séria.

    Em terra estrangeira:

    Mulheres que estão morando no exterior, longe de suas origens, família, amigos, frequentemente se encontram em uma situação ainda mais frágil e portanto mais vulneráveis a violência doméstica.

    Muitas vezes dependem financeiramente do parceiro, não falam a língua local (ou se comunicam em um nível muito elementar), não contam com uma rede social de apoio.

    Temem perder o direito de residir no país, pois muitas vezes o visto que as autoriza a continuar morando naquele país depende do companheiro/relacionamento.

    Ainda: se são mães de crianças nascidas no estrangeiro, ou se o pai é de outra nacionalidade diferente da sua, irão temer de perder a guarda dos filhos.

    Na Austrália:

    O assunto tem tido muita repercussão e vem sendo considerado prioridade entre autoridades.

    Como se sabe, a Austrália é um dos lugares mais seguros do mundo para se viver. Some-se a isso a característica de ser um país muito organizado, onde existe estatística para (literalmente) tudo. Pois bem: sabe-se hoje que três quartos das mortes de mulheres no estado de NSW foram resultado de violência doméstica no ano de 2013. Entre as vítimas, mulheres com carreira de sucesso, bons empregos; algumas moravam em bairros de luxo, muitas tinham filhos com os parceiros-agressores; muitas eram australianas, outras tantas, estrangeiras. É isso mesmo: violência doméstica não discrimina origem, classe social ou nível de educação.

    Entre as vítimas está Rosie Batty. Rosie viu seu filho Luke, de 11 anos, ser assassinado por seu ex-marido e pai do menino, em um caso que chocou o país e trouxe o assunto para a mídia. Rosie fez do seu luto uma campanha contra violência doméstica, e seu trabalho foi tão admirável que ela recebeu o título de Australian of the Year 2015 (um reconhecimento do país a um cidadão exemplar que se destacou por seu trabalho junto a comunidade).

    Rosie Batty, australiana homenageada com o título Australian of The Year 2015, em reconhecimento ao seu trabalho alertando contra a violência doméstica.
    Rosie Batty, australiana homenageada com o título Australian of The Year 2015, em reconhecimento ao seu trabalho alertando contra a violência doméstica.

    E o caso da Fabiana? Bem, a polícia segue investigando e o parceiro, suposto agressor, está preso. O que você pode fazer a respeito? Conte a história dela, converse com suas amigas, colegas, vizinhas, e esteja pronto a ajudar quando alguém precisar.

     

    Onde buscar ajuda:

    Em NSW:

    Legal Aid (http://www.legalaid.nsw.gov.au/publications/factsheets-and-resources)

    Women’s Legal Services Domestic Violence Advice Line

    (Sydney: phone 8745 6999; Outside Sydney (Rural Free Call Line) phone 1800 810 784).

    Safe Relationship Project (Same Sex,Transgender, Intersex) phone 9332 1966 or 1800 244 481.

     

    Lembre-se que a polícia está treinada para ajudar e intervir.

    Para buscar ajuda, você não precisa ser australiana! Basta estar morando na Austrália.

    Buscar ajuda é gratuito (não custará nada para você) e a qualquer momento você pode solicitar um intérprete – se for o caso.

    Use a internet a seu favor. Se for o caso, acesse um computador de um local público (como bibliotecas, escolas, centros de turismo), e crie um email e conta de facebook novo, com outro nome e novas senhas. Dessa forma você poderá se comunicar com segurança com amigos e familiares (inclusive a família que ficou no Brasil).

    Se você reside no exterior, os grupos de brasileiros nas redes sociais (facebook) podem ser boa fonte de informação ou ajuda.

    * Esse texto é de conteúdo informativo e não caracteriza aconselhamento jurídico.

     

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    Mariana Camargo
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    Mariana é advogada e mora em Sydney, Austrália, com o marido.

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    2 Comments

    1. Renata on September 30, 2016 8:30 pm

      Oi Mariana!

      Tenho uma cunhada que está morando na Austrália faz 2 anos. E passou por uma situação igual a que você relata sobre violência doméstica. Ela viveu durante esse tempo todo com medo das ameaças psicológicas do marido. Agora estão em processo de separação, a court determinou numa primeira audiência que os filhos fiquem 2 dias com cada. Ela quer voltar para o Brasil, por que eles não planejaram viver a vida toda lá, mas ele enganou ela e agora não deixa ela sair de jeito nenhum. Os advogados aí dizem que ela vir pra cá está fora de cogitação que não vai conseguir. Detalhes que os dois são brasileiros. Você tem alguma luz pra me dar sobre o caso? Ela está com um advogado gratuito e não sei se está levando a situação como deveria. Estamos bem preocupados, pq ela não tem como se sustentar aí, não se adaptou e mal consegue entender o inglês. Enfim.. baita problemão, se puderes me ajudar com tua experiência, agradeço desde já!

      Reply
      • Cristiane Leme on October 1, 2016 9:51 pm

        Renata, a Mariana parou de colaborar conosco mas temos aqui no BPM um diretório com informações a respeito de ONGs e associações de apoio à mulher, inclusive com informações sobre grupos desse tipo na Austrália. O ideal seria a sua cunhada entrar em contato com uma dessas entidades para tentar buscar ajuda. Consulte a lista completa aqui: https://brasileiraspelomundo.com/associacoes-diretorio

        Boa sorte e esperamos que tudo em breve se resolva da melhor forma possível!
        Edição BPM

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