BrasileirasPeloMundo.com
Comunidades Brasileiras Pelo Mundo Guatemala

A vida social de quem mora no exterior

Fazer novos amigos é sempre um desafio em terras estrangeiras. Inserir-se na vida de outras pessoas, que já possuem seu círculo de amizade, rotina e vida social, faz com que a tarefa de criar vínculos com novas pessoas se torne um pouco difícil.

A vida social foi um dos meus maiores desafios enquanto morei na Turquia. A limitação, principalmente por conta do idioma, dificultou muito a interação junto a vida local, sem contar é claro, que as pessoas não são tão amigáveis e de papo fácil como os latinos.

Em uma das minhas viagens, quando retornei do Brasil para a Turquia, me vi saindo do mundo mais “festero” possível, de rever pessoas queridas durante jantares e almoços, conversar com  amigos em barzinhos, churrascos e festinhas para uma vida limitada, com poucas opções de conhecer gente, fazer amizades, bater papo e simplesmente espairecer.

Sou uma pessoa que preciso de novidade na vida. Fico entediada com certa facilidade com a rotina. Gosto de sentir que estou sempre aprendendo coisas novas e  conhecendo gente interessante vez ou outra. Sempre fui de participar de palestras e eventos nos assuntos de meu interesse, tipos aqueles que encontramos pelo sympla ou eventbribe.

Leia também: Dicas para estudar espanhol na Guatemala

E mesmo não sendo uma pessoa com um perfil extrovertido e super sociável, chegou uma hora, que senti muita falta de bater papo com amigos, ir ao cinema e poder assistir filmes que não fossem americanos e poder resolver, sozinha, pequenas questões do dia a dia, sem ter a limitação do idioma, que me impedia de ter autonomia que eu gostaria.

Bem, me perguntando como eu poderia socializar mesmo estando em uma país que não falo o idioma local, decidi que faria o possível e o que estava ao meu alcance para melhorar nessa questão e então comecei listando as minhas possibilidades de atividades para socializar em português e inglês.

A minha relação resultou em mais de 10 itens! Uau, quando notei isso, pensei “Rubiana, você esta reclamando de barriga cheia!” E aqui deixo registrado algumas das opções que se pode encontrar em diversos países, e que pode ajudar quem também sente falta de uma vida social mais agitada estando no exterior, longe de amigos de longa data e familiares.

Comunidade Brasileira

Para quem não fala um segundo idioma, essa se torna a única opção. Mas o bom é que em qualquer lugar do mundo podemos encontrar nosso povo! Em alguns países somos mais unidos e receptivos com os demais, já em outros a comunidade brasileira é mais dispersa e não se encontra com tanta frequência.

Tudo depende também da nossa receptividade para estar em contato com brasileiros. Na Nova Zelândia por exemplo, eu fugi de brasileiros por um bom tempo porque queria deslanchar o inglês. Foi só depois de bons meses que comecei a interagir e fazer parte um grupo muito legal, com encontros mensais para café e bate-papo da galera.

Na Turquia, a comunidade era pequena, especialmente em Ankara, cidade que morei. Além disso por lá tem muita picuinha entre a mulherada! País e cultura polêmica, acredito que isso refletia na galera também. Criei grupo no WhatsApp da cidade onde eu estava e acredito que chegamos aos 20.

Já na Guatemala, onde estou há poucos meses, o grupo de brasileiros não é tão pequeno mas também não é muito ativo. Temos grupo no WhatsApp onde pessoal se ajuda e há muitos brasileiros que estão por aqui há 10, 15, 20 anos! Já conheci vários pessoalmente, e aos poucos vou me enturmando.

Seja como for, acho super válido e importante nossa união e partilha de informações e experiências. Qualquer coisa, por menor que seja, ajuda muito quem está chegando e se ambientando no novo país. Nos ajudamos e as vezes as amizades e encontros com brasileiros nos facilitam com o famoso “homesick”, a saudade da nossa cultura, amigos e familiares.

Internationals.org

Internationals é uma comunidade global de expatriados que esta presente em 420 cidades do mundo. Pessoas locais dessas cidades promovem atividades e postam na plataforma. Tem de tudo! Grupos de leitura, finanças, networking, esportes, dança, jantares, degustação de vinhos, enfim, as opções são muitas e sempre tem coisas que nos interessam.

Na Turquia eu não participava. Bem que tentei, mas a comunidade não era lá muito ativa e não me sentia bem em ir sozinha no meio de um monte de turco solteiro flertando a todo momento.

Já na Guatemala, onde estou agora, é simplesmente maravilhoso o número de opções de atividades programadas. Toda semana são no mínimo três opções de eventos, encontros, festas, passeios para participar! Os Guatemaltecos são extremamente amigáveis e tenho gostado de participar.

O perfil pessoal e comunicação é sempre realizada em inglês. Para saber mais: https://www.internations.org/

Grupos de corrida, ciclismo ou qualquer outro esporte

Essa opção acho uma das melhores porque reúne três em um: conhecer pessoas, se exercitar e ainda, não precisa pagar para participar!

Para quem gosta desse tipo de atividades, pode apostar que você vai encontrar a sua galera! E o pessoal é sempre muito receptivo, todos se conectam através do gosto em comum pelo esporte.

Nos países de inverno rigoroso, geralmente as pessoas fazem os esportes “indoor”, como squash, basquete e outras opções que possam ser feitas em espaços fechados em academias e clubes.

Se tornar membro dos grupos Servas ou Couchsurfing

São duas plataformas que tem como função principal hospedar viajantes que estejam passando pela sua cidade, mas elas também promovem eventos e encontros de viajantes.

Eu adoro o assunto de viagens, e conhecer pessoas que estão na estrada me agrada e me inspira, por isso, vira e mexe eu recebo ou saio com algum estrangeiro que esta de passagem pela cidade que eu estou morando, até porque, eu adoro fazer o mesmo quando viajo: conhecer pessoas locais e sair do tradicional turismo, buscando uma experiência mais autêntica de viagem.

São plataformas gratuitas e através de um perfil você pode começar a conhecer pessoas. O Servas tem um lema  que gosto muito: “Intercambio cultural para quebrar barreiras e trazer a paz”. Existe desde 1949 e o perfil geral dos membros são de pessoas mais experientes e maduras, ao contrário do Couchsurfing, que em geral são mais jovens e aventureiros.

Para saber mais: Servas e Couchsurfing

Se tornar um Toastmaster

Bem, essa plataforma eu descobri há pouco tempo enquanto lia algum blog na internet. O slogan deles é: “Você quer praticar falar em público, melhorar sua comunicação e construir habilidades de liderança? Com Toastmasters, você pode quebrar barreiras e maximizar seu potencial!”.

Por um valor simbólico é possível participar de um dos mais de 16 mil clubes espalhados pelo mundo. Você pode participar de até três encontros para entender como funciona e decidir se quer  se tornar membro da comunidade. Tudo acontece em inglês.

Achei dois clubes em Ankara e fui ver como funcionava. Os grupos se reúnem semanalmente ou quinzenalmente para praticar tais habilidades baseadas na metodologia da organização.

Os membros recebem apostilas com teoria e praticas que vão ficando mais desafiadoras com o passar do tempo. Tudo em um ambiente amigável e descontraído. Cada membro do time tem uma função naquele dia, e através dela, você pratica tais habilidades.

Enfim, eu adorei a proposta e esta em meus objetivos do ano fazer parte dessa turma aqui na Guatemala em 2019!

Para saber mais: Toastmasters

Se você tiver alguma sugestão de atividade social no exterior que possa ser feita em diferentes países, deixe registrado nos comentários!

Related posts

Custos de saúde e educação na Guatemala

Aline Costa

Gaúchos na China

Tati Klaus

Os pratos mais famosos da culinária Guatemalteca

Rubiana Ozturk

2 comentários

Vera Danson Março 3, 2019 at 4:19 pm

Otimas sugestoes. Na Inglaterra ha grupos pra tudo, caminhadas (the Ramblers association), e tudo mais que voce pensar. Todi bairro tem um sports centre, com varias atividades e barato. Ha os colegios de further education que tem cursinhos de tudo tambem. E realmente uma questao de sair de sua zona de comforto e dar tempo ao tempo para criar amizades. Voltei ao Brasil, ja aposentada, e levou 5 anos para encontrar uma amiga para sair pra um cafe, olhar as lojas. E o mesmo no mundo todo.

Resposta
Rubiana Ozturk Março 6, 2019 at 3:08 am

Olá Vera! Legal quando o país oferece tantas opções! É, precisamos de paciência e como você disse, dar tempo ao tempo para se adaptar e fazer novas amizades, até porque, depois de adulto fica bem mais difícil!

Resposta

Deixe um comentário

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.

Este site ou suas ferramentas de terceiros usam cookies Aceitar Consulte Mais Informação