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Brasil – Ano Eleitoral

Eu já havia esquecido a loucura que era estar no Brasil durante o período das eleições!

Há vários aspectos aos quais eu já não me lembrava mais, então vou tentar resumir esse post em alguns tópicos:

Candidatos esdrúxulos, bizzarices de candidatos “normais”, bizarrices da mídia e daí vamos pro papo sério, porque afinal é da nossa casa, nosso lar, nosso país, de quem estamos falando.

Candidatos esdrúxulos por exemplo:

Quem me conhece sabe que eu adoro política. Tô longe de ser uma pessoa que ache política uma coisa chata, ou que pense que todo político é sujo etc. Eu sou uma pessoa que acredita seriamente na frase de  Arnold Toynbee: “O maior castigo para quem não gosta de política é ser governado pelos que gostam”.

Eu acredito que a política é um instrumento legítimo de melhoria da qualidade de vida do ser humano, mas que infelizmente muitas vezes é usada de maneira inadequada e capciosa, mas confesso que na última vez que assisti o horário eleitoral gratuito, me senti compelida quase que imediatamente, a trocar os canais da rede aberta para assistir o instrutivo desenho da Peppa Pig. Vou deixar pra vocês só algumas amostrinhas do tipo de pessoas que somos “obrigados” a ver todas as noites. Atentem para o fato que ainda não cheguei nas propostas e campanhas bizarras, apenas nas pessoas esdrúxulas, o que significa que a coisa ainda vai piorar. Busca lá o engov que eu vou começar:

Os covers:

covers
A cara dela, né gente? Mas pior que isso, porque diabos alguém quer ser o cover da Gretcheeeeen? Socorro!
coverss
Esse é parecido, but so what?!
coversss
Será que a Luciana Gimenez encarava essa versão do roqueiro?
coverssss
Vejam pessoas, eu sempre digo que não dá pra confiar só na carinha bonita. O cara é gato mas sem noção né?
coversssssss
Agora eu entendi porque a Ana Paula Arósio decidiu passar o resto da vida dela reclusa numa fazenda.
coverrr
Mas o Clark Crente não está sozinho. Ele tem sua versão transformada em super homem, que vai na afável companhia de……. JESUS!

Vejam que esse tipo de coisa não precisa nem de comentários!

Mas além dos candidats esdrúxulos, há também os discursos bizarros. Veja aqui e aqui.

De novo eu acho que os comentários são dispensáveis, né não?

Há também os discursos cara-de pau. Em notícia veiculada pelo site G1 da Globo, por exemplo, um secretário de Saúde culpa os pacientes pelas falhas no atendimento. De acordo com o secretário de Saúde do Distrito Federal, Elias Fernando Miziara (recém demitido após a pérola proferida), a população tem o mau hábito de procurar hospital à noite e que por isso, o atendimento é ruim. De noite, segundo ele não é um bom horário para um atendimento de qualidade.

Só faltou ele culpar as pessoas por ficarem todas doentes ao mesmo tempo. Não podiam ficar doentes um de cada vez?

Sobre a mídia, a coisa é complicada. Podemos dizer que a qualidade da mídia durante as eleições, de fato demonstra a qualidade da mídia durante todo o resto do ano. Ou seja, uma titica!

Alguns dias após o primeiro debate presidencial, ligo o computador para iniciar meu dia de trabalho e com o quê eu me deparo? Análises político-sociológicas sobre os candidatos?

Não, meu amigo, embora alguns poucos veículos tenham tentado “mediar” as informações difundidas no debate, a grande mídia estava realmente interessada na confissão do pastor Everaldo: – Sim! Eu soltei pum na entrevista do Jornal Nacional, mas foi sem barulho e sem cheiro…divulga o furo de reportagem.

Agora depis de tanta baboseira, vamos para o papo sério.

Eu sempre digo que no Brasil, vice é coisa muito séria. Não sei se é uruca, maldição ou sorte, mas o Brasil já foi governado por inúmeros vices. Os mais recentes foram o Sarney no lugar do Tancredo e o Itamar no lugar do Collor.

O acidente de Eduardo Campos, colocou a Marina Silva no ranking, ameaçando a Dilma.

Difícil dizer onde começa a razão e termina a emoção do povo brasileiro. Eu percebi que as coisas iriam mudar muito quando vi os filhos do candidato morto usando camisetas de campanha no velório, com os dizeres que o pai havia dito um dia antes na entrevista do Jornal Nacional: Nós não vamos desistir do Brasil. Não sei até onde vai a firme convicção e onde começa a sede pelo poder. Não cabe a mim julgar, menos ainda nesse veículo para qual eu escrevo agora. O fato é que, na minha opinião, aparentemente o único ser capaz de ascender ao poder sem cair em tentação, é o FRODO, o mítico hobbit de O Senhor dos Anéis, que segundo a história, era o único ser da face da terra que poderia carregar o anel do poder sem ser corrompido por ele.

O fato é que estamos em um momento decisivo para o futuro do Brasil, e seja lá pra qual “time” você torcer, o seu voto é fundamental. E como votar à distância?

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, todos cidadãos brasileiros maiores de 18 anos residentes no exterior também devem cumprir suas obrigações eleitorais.

Todas as pessoas que possuem um domicílio eleitoral no exterior (Zona ZZ), o exercício do voto é exigido apenas nas eleições para presidente e vice-presidente da República. Eu, por exemplo tive esse domicílio eleitoral enquanto vivi na Indonésia.  Se você não estiver no seu domicílio eleitoral no dia da eleição ou se não puder comparecer ao local de votação, terá que justificar sua falta. Para isso deve fazer um requerimento dirigido ao juiz da Zona Eleitoral do Exterior, a ser entregue à repartição consular ou à missão diplomática ou enviado pelos Correios .

Quem reside no exterior mas continua com seu domicílio eleitoral no Brasil, têm que votar em todas as eleições, e não apenas para presidente e vice. Caso não o façam  devem justificar suas ausências às urnas. O blog tem um post sobre esse assunto aqui.

As justificativas podem ser utilizadas quantas vezes fossem necessárias, mas caso não sejam feitas o título de eleitor poderá ser cancelado, gerando inúmeros problemas para o cidadão.

Outras informações e formulários online, você encontra no site to Tribunal Superior Eleitoral.

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12 comentários

Fabio Setembro 27, 2014 at 2:59 pm

Genial a material Fabi Mesquita, e’ mesmo surreal, Clark Crente foi o top! Mas depois de 2,5 anos no Viet Nam com Partido Unico e sem opcoes, viva a democracia e a possibilidade da gente escolher neste mar de estupidez alguem sensate e que possa ajudar a mudra o Brasil ainda para melhor.

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Inaie Setembro 27, 2014 at 4:09 pm

amo o que você escreve. Sempre. Sou Froddo desde criancinha!!!!

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Cristiane Leme Setembro 27, 2014 at 8:54 pm

Fabi, excelente! Um texto super pertinente. Eu fiquei um dia desses pensando nesses candidatos ‘bizarros’, que transformam o ano eleitoral num verdadeiro circo (de horrores, diga-se de passagem) e concluí que eles fazem isso para poder chamar a atenção das pessoas e, dessa forma, conseguir votos dos que não se informam sobre os políticos mas que precisam de um nome pra lembrar na hora de votar. É absurdo e até hediondo mas já vi gente na fila da eleição passando cola uns pros outros e dizendo “olha, esse candidato vai ser fácil de você lembrar” ou ‘vota em qualquer um, no final dá na mesma, a gente já é obrigado a vir aqui, mesmo’… Eu sonho com um Brasil onde as pessoas terão consciência política, mas penso que ainda temos muito chão pra percorrer até esse dia chegar. Amei o texto. Um beijo !

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Laura Mesquita Setembro 27, 2014 at 10:02 pm

Clark Crente!!! hahahahaha
Morri!

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nilza iraci Setembro 28, 2014 at 11:08 pm

Muito bom o artigo!!
Ri muitoooooo

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Lina Araujo Setembro 28, 2014 at 11:38 pm

Bem vinda de volta ao Brasil, Fabi! Para quem que como eu continuou por aqui, a sensação é de anestesia geral. Tanto pelos bizarros quanto pelos hipócritas, as duas únicas categorias que se candidatam aos cargos públicos no Brasil. Valeu pelo seu texto, que me fez rir das nossas mazelas tupiniquins!

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Luciano Demetrius Setembro 29, 2014 at 3:55 pm

Perfeito enfoque, Fabi! Risíveis – para não dizer trágicas – as figuras mencionadas em seu texto. Lamentável é que os citados são apenas parte da avalanche de “celebridades” e propostas esdrúxulas ao longo das campanhas (é, eles não se cansam: ou insistem a cada dois anos, para os mais variados cargos, ou a eles são somados outros inesquecíveis, porém terríveis figuras). E eu que me envergonhava pro minha cidade natal, Curitiba, ter um professor eleito vereador que pode ter qualquer atitude, menos a de mestre. Além de sempre querer “achar um motivo para aparecer na mídia”, ele é destaque por propostas tolas e, durante as campanhas, atravessa a cidade correndo, acompanhado de um cabo eleitoral conduzindo uma bicicleta, com o alto-falante a todo volume ecoando o jingle da campanha! Pior é que a musiquinha dele gruda na mente. Parece-me que é candidato a deputado estadual, mas teve sua candidatura cassada. Evidentemente que não vou citar nomes (principalmente porque não irei fazer campanha a ele, por aqui). Vou divulgar seu texto, Fabi (mas não vou correr as principais ruas de Brasília com você ao lado, de bicicleta). Rs.

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João Ricardo de Abrahão Setembro 29, 2014 at 3:56 pm

Não podemos apenas rir! Temos que rir, ok, e pensar melhor em quem votar!!

Resposta
Vitor Setembro 29, 2014 at 4:27 pm

É realmente triste ver certas figuras políticas e mais triste ainda certas figuras políticas reacionárias que temos por aqui. Importante, porém, é ressaltar que a política é inerente às nossas vidas e que, nisso, a votação consciente é essencial para construirmos um país melhor. Mandou bem, Fabi! 🙂

Resposta
Suzana Elias Azar Setembro 29, 2014 at 5:45 pm

Muito bom seu texto! Independente do “time” que você vote as colocações são claras e extremamente diretas sem cair em baixaria ou bizarrice… bjs

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Regina Setembro 30, 2014 at 12:14 am

Muito bom Fabi! Adorei o texto. Infelizmente nao vou vestir uma camiseta dizendo que nao irei desistir do Brasil pois seria mentira da minha parte. Mas vou fazer meu papel de cidada e continuar fazendo a minha pequena parte para que, quem sabe um dia, esse pais se torne mais digno. Bjs!

Resposta
Marcos Outubro 27, 2014 at 6:15 am

Bem legal o artigo Fabi! Boa leitura. Tsc, tsc, Clark crente e Ronaldinho cover, como admitimos esse tipo de nome para uma coisa tão seria.

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