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Brasil – Bala com bala

Hoje eu não liguei a TV nem o rádio. Fiquei quieta, recolhida, como diz a música de Lulu Santos: Buscando não encontrar. Mesmo assim, não teve jeito. Ao ligar o computador o site do yahoo revelou aos meus olhos a manchete que eu não queria ver: Brasileiro é fuzilado na Indonésia. Durante os anos em que vivi lá tive um contato bem grande com os “meninos brasileiros” no corredor da morte.

Não lembro qual foi o ano, mas lembro da sensação confusa e misturada que inundou meu peito quando a embaixada solicitou entre a comunidade brasileira, um psicólogo que pudesse dar acompanhamento psicológico a eles, já que um deles havia tentado o suicídio. Ninguém se manifestou e lá fui eu me meter em história alheia. Expliquei que não era psicóloga, mas já tinha trabalhado com arte-educação entre meninas vítimas de violência e abuso, já tinha uma atuação antiga na militância em Direitos Humanos e acima de tudo, tinha muita vontade de distribuir um pouco do meu afeto com quem necessitava.

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(Foto: Pixabay.com)

Eu não teria a técnica, a psicologia, nem mesmo o alento, mas teria um carinho, um chocolate, um livro, uma oração.

Foi assim que durante algum tempo eu estive com eles semanalmente, para um papo, um abraço.

Não é uma coisa simples. Um post não é suficiente para tratar de tudo que aprendi convivendo com todos aqueles homens no corredor da morte. Sim, porque claro que minha visita se estendia um pouco a cada um ali. Eram horas de conversa e entendimento sobre o quanto nossa humanidade decaía.

Havia coisas ali muito difíceis de serem compreendidas, então eu buscava manter em mente quase um mantra que dizia repetidamente que eu vim para servir e não para julgar.

Assim minha pastoral meio torta, absolutamente empírica mas extremamente verdadeira no amor e na força de vontade seguiu por alguns meses. E apesar de tudo era muito bom passar aquelas tardes inteiras com eles. Sou muito grata a embaixada brasileira, o Zé, o Francisco, que cuidaram de mim nesse período, além de cuidarem dos meninos muito além do que sua obrigação diplomática os obrigaria.

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Foto deathtothestockphoto.com (free user)

Os dois brasileiros no corredor da morte eram muito diferentes.

Até hoje tenho dificuldade de entender o que levou o Rodrigo a fazer o que fez (levar droga dentro das pranchas). Bom menino, coração incrível, ajudou os colegas a saírem ilesos tomando toda a culpa pra si. Tenho uma teoria do que o fez desalinhar assim, mas tenho que guardar para mim. Faz parte do que vi e ouvi e que não posso expor.

De tão doce era unanimidade entre carcereiros, detentos e policiais. Cuidava dos gatos abandonados do presídio. Doava roupas (às vezes do corpo ) para os outros detentos. Era gentil e bom. Estava profundamente arrependido e àquela altura da história dizia que a única coisa que o fazia ter vontade de sair de lá era o desejo de usar sua história como exemplo para outros jovens que como ele, estavam fora do rumo de casa. Disse pra mim que estava pronto para morrer. Frequentando os cultos cristãos que aconteciam diariamente no presídio (muçulmano) Rodrigo citou o apóstolo Paulo: Pra mim viver é Cristo e morrer é lucro.

Rodrigo me ensinou muito sobre filosofia e foi com ele que eu aprendi a meditar.

Marco, ao contrário, de doce não tinha nada. Um coração duro. Frequentemente me expulsava, me ignorava e quando eu chegava com doces e guloseimas, mandava o colega de cela me dizer que ele estava muito ocupado.

Muito ocupado na cela. É pra rir ou chorar?

Ele dizia que já tinha feito amizade com vários outros detentos “de peso” dentro da cadeia e que eles poderiam ajudá-lo muito mais do que eu faria.

Marco era muito difícil, mas como não ser? Como viver com a idéia fixa da morte sobre as suas costas?

E agora finalmente ela chegou.

Não sei dizer o que isso significou. Alívio, libertação, agonia?

Quando vi seu rosto ao caminhar para a morte, percebi que o homem altivo e orgulhoso que encontrei há algum tempo, não estava mais lá. No lugar dele havia um homem envelhecido, consumido e vencido. Me senti aliviada de não ter ficado devendo a esse homem nem o chocolate nem o abraço.

Me senti um pouco vencida também, junto com sua tia tão guerreira e leal. Tão doce o tempo todo.

Não estou aqui tentando cobrir os erros dessas pessoas, mas acredito que quando a melhor maneira que encontramos para “corrigir” um homem, é colocar uma bala de fuzil no seu peito, sinto que estamos muito longe de fazer o mundo que sonhamos para os nossos filhos.

Um mundo onde não haja nem o tráfico nem a pena de morte.

“Existirmos a que será que se destina?”

Vida dura viu? Bala com bala, seja ela literal ou não.

 

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Fabi Mesquita

70 comentários

Lara Ellery Janeiro 18, 2015 at 7:15 pm

Fabi, cada dia que passa te admiro mais! Você é realmente um ser humano diferenciado! Beeijos

Resposta
Bel Janeiro 18, 2015 at 7:53 pm

Fabi, você como sempre, me emocionando. Nessas horas, não tenho palavras.

Resposta
Maria del Pilar Ferrer Camara Janeiro 18, 2015 at 8:43 pm

é dando que se recebe amiga e você deu e recebeu e certamente Marcos acabou aprendendo isso de outra forma. Dedicar-se ao serviço de acolher a dor e o sofrimento do outro, sem julgar é o maior dos ensinamentos (para ambos). Parabéns e sei que dói, pois ao compreender o dom da vida dói vê-la perdida e ou acabada. Beijos em seu coração e na tia desse homem triste que se foi, ao outro penso que suas ações, como você diz, já o qualificaram para sua liberdade, mesmo estando preso. Sua alma é livre.

Resposta
Carla - Sonhos na Itália Janeiro 18, 2015 at 9:27 pm

Ótimo texto. Muito interessante ver esse ponto de vista, ou melhor, esse lado da história que ninguém aborda. Deve ter sido muito interessante também sua experiência. Sem mais..

Resposta
Fabi Mesquita Fevereiro 5, 2015 at 11:47 pm

Foi uma experiência ímpar! Como se diz, toda história tem dois lados
obrigada pela visita
bjs

Resposta
Joy Matta Janeiro 18, 2015 at 10:14 pm

Lindo desabafo…. A gente esquece que há uma enorme quantidade de sentimentos encontrados nesse tipo de situaçao e muitos criticam sem medir palavras. Seja certo, seja justo, merecesse ou nao, o fato é que mais uma vida chegou ao fim, trazendo dor para quem os conheceram.

Resposta
Fabi Mesquita Fevereiro 5, 2015 at 11:45 pm

Verdade, só Deus sabe a dor da família
aliviar as dores do mundo é uma tarefa de todos nós
Obrigada pela visita e comentario
bjs

Resposta
Angelica Aciole Janeiro 18, 2015 at 10:51 pm

Um homem que passou….25 anos traficando mundo à fora?! Eu quero saber quem levou ou vai levar chocolate e abraços para os usuários de droga e para os seus parentes???? Esse infeliz bem soube aproveitar a vida, lucrando com a loucura dos outros!!! Está claro q ele não se arrependeu!! Nunca se importou com as desgraças que plantou aqui e fora do Brasil. Quantos pais e mães morreram junto aos seus filhos, para sustentar uma vida de Orgias e de luxo desse monstro??? No dia q VC tiver alguém da tua família apodrecendo nas drogas, quem sabe VC mude sua arabesca e ridícula opinião!!!

Resposta
Fabi Mesquita Janeiro 19, 2015 at 5:50 pm

eu sempre levei chocolates, abraços e amor para usuários de drogas, órfãos, meninos de rua, prostitutas…
meu amor nunca escolheu o destino
nenhum de nós vale mais do que o outro
perante Deus nenhum de nós é justo…então pra que julgar?
o problema desse mundo é a falta de amor e não seu excesso…”Porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me hospedastes; estava nu, e me vestistes; enfermo, e me visitastes; preso, e fostes ver-me. Então, perguntarão os justos: Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer? Ou com sede e te demos de beber? E quando te vimos forasteiro e te hospedamos? Ou nu e te vestimos? E quando te vimos enfermo ou preso e te fomos visitar? O Rei, respondendo, lhes dirá: Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.” (Mateus 25:35-40)

Resposta
inaie Janeiro 18, 2015 at 11:48 pm

Fabi Mesquita meu amor. Só quem teve a oportunidade de conviver com você como eu tive, sabe o amor imenso e indicriminado que você traz no peito.
Eu amo você, a mulher guerreira que encontrei no Vietnam , tanto como amei a adolescente maravilhosa que foi minha melhor amiga por anos.
Marco, rodrigo e eu tive most Sorte de te encontrar pelo caminho.

Resposta
Fabi Mesquita Fevereiro 5, 2015 at 11:44 pm

ah meu amor, nem sei o que dizer
te amo muito

Resposta
Eliane Inácio da Silva Janeiro 19, 2015 at 2:00 am

emocionante Fabi!!!!! que bom que existe pessoas como Tu!!!!!!!! valeu

Resposta
Fabi Mesquita Fevereiro 5, 2015 at 11:48 pm

Obrigada por tanto carinho
É esse tipo de amor que me mantém convicta no caminho 🙂

Resposta
Emilia Hanashiro Janeiro 19, 2015 at 3:52 am

Fabi texto interessante e olhar desta maneira é mais leve do que ver a realidade desta família e ficar se perguntando como foi acontecer e porque foi se envolver desse jeito.E hoje vemos muitos no Brasil gritando pena de morte, sem pensar que depois não tem volta, acho que temos que pensar muito sobre isso.Pois quando falamos na segurança de viver fora do Brasil e vivemos bem, nos esquecemos que a diferenças são as Leis muito severas que as vezes até nos assusta.

Resposta
Nina Janeiro 19, 2015 at 6:11 am

O ser humano ainda tem muito que aprender, temos muito que caminhar e renascer muitas vezes, e ainda não vamos chegar perto do que seria ideal.
Mas vc Fabi, faz a gente acreditar um pouco na humanidade e que tem muita gente no caminho certo.
Há muitos anos atrás, eu era muito jovem com meus filhos pequenos e um casal conhecido por suas obras sociais diziam que jamais teriam filhos pq o mundo era muito ruim…?? Vindo deles, achava tao estranho! Mas hj posso compreender. Imagino estes dois rapazes esperando a morte do outro lado do mundo. Os pais, podem te-los criado com cuidado e amor, mas o caminho dos filhos, eles mesmos escolhem. E podem escolher justamente aquele sem volta. Nós, pais, sempre corremos o risco de perder um filho para o “mundo ruim”.

Resposta
Fabi Mesquita Janeiro 19, 2015 at 5:47 pm

Nina, eu sempre disse que não teria filhos
o motivo era o mesmo do casal seu amigo, hj sei que os que estão chegando são a única esperança para um mundo feio como o nosso, renascer
Acredito que o amor nunca erra
Às vezes as regras superam o amor…aí o gelo das más escolhas alavancas gente boa para lugares muito ruins
muito obrigada por seu comentário tao inspirados e reflexivo
bjs

Resposta
Gabriela Chagas Janeiro 19, 2015 at 8:10 am

Assim q soube lembrei de vcs… a minha única pergunta ainda continua, se é lei pq não p tds? alguns q estavam no corredor da morte foram absolvidos e de outros crimes… não entendo…

Resposta
Fabi Mesquita Janeiro 19, 2015 at 5:44 pm

verdade querida, o cara que ordenou o atentado a Bali, saiu em menos de um ano e ainda foi aclamado pelas ruas

Resposta
Sandra Duarte Janeiro 19, 2015 at 10:23 am

Arrepiante…impossivel ler e näo se emocionar…sensibilidade a flor da pele, assim sou EU

Resposta
Fabi Mesquita Janeiro 19, 2015 at 5:44 pm

Ai querida, muito obrigada pelas palavras…é muito bom qdo o que a gente escreve toca as pessoas

Resposta
Vânia Augusto Janeiro 19, 2015 at 10:25 am

Adorei seu post, Fabi! Muito bom!

Resposta
Fabi Mesquita Janeiro 19, 2015 at 5:43 pm

Obrigada querida
Vindo de uma jornalista incrível como vc fica ainda mais especial!

Resposta
Simone de MOraes Janeiro 19, 2015 at 10:30 am

É preciso muito amor!
Vou sempre publicar seus escritos, querida,
http://www.brasiliaempauta.com.br/…/nome/Bala_com_bala

Resposta
Fabi Mesquita Janeiro 19, 2015 at 5:42 pm

Muito obrigada querida, fazemos esse blog com muito carinho..que bom que tenhas gostado! bis

Resposta
Ana Carolina Madeira Janeiro 19, 2015 at 10:31 am

Emocionante a sua vivência, lindo o tamanho do seu coração… Vc faz a diferença.

Resposta
Fabi Mesquita Janeiro 19, 2015 at 5:42 pm

Você também querida. Que grande coração é o seu!

Resposta
Lívia Avelhan Janeiro 19, 2015 at 10:32 am

Incrível, Fabi!

Resposta
Fabi Mesquita Janeiro 19, 2015 at 5:41 pm

Ai meu amor, muito obrigada….de coração…fico muito feliz que vcs gostem dos meus humildes relatos 🙂

Resposta
Alexandre Gois Janeiro 19, 2015 at 10:34 am

!!!!!!!!!!!!!!

Resposta
Fabi Mesquita Janeiro 19, 2015 at 5:40 pm

🙁 🙁 🙁

Resposta
Ana Carolina Madeira Janeiro 19, 2015 at 10:55 am

Fabi Mesquita, (em http://www.brasileiraspelomundo.com), tem toda a minha admiração pela diferença que esse já dito “doce olhar” faz ao mundo. Pela sua vivência, pelo justo e coerente de suas palavras, por concordar em absoluto quando diz: “… Acredito que quando a melhor maneira que encontramos para “corrigir” um homem, é colocar uma bala de fuzil no seu peito, sinto que estamos muito longe de fazer o mundo que sonhamos para os nossos filhos.” Além disso, não cabe a mim também, o julgar. Um beijo, Fabi

Resposta
Fabi Mesquita Janeiro 19, 2015 at 5:40 pm

obrigada por compartilhar, minha flor…gratidão…

Resposta
Renata Marsicano Janeiro 19, 2015 at 10:57 am

Lindo Linda…tenho lido muita barbaridade sobre esse assunto no face…bjs

Resposta
Fabi Mesquita Janeiro 19, 2015 at 5:40 pm

Haja barbaridade e ódio no coração, sempre repito Amèlie Poulain…são tempos difíceis para os sonhadores…

Resposta
Deborah Okida Janeiro 19, 2015 at 10:59 am

Fabi, vc está sempre me surpreendendo com tudo de incrível que já fez e faz. Vc é incrível! Parabéns! Bjs

Resposta
Fabi Mesquita Janeiro 19, 2015 at 5:39 pm

Incrível é você! E como se não bastasse, ainda é linda! rs

Resposta
Gláucia Leal Janeiro 19, 2015 at 11:02 am

Obrigada pelo seu depoimento Fabi, é bom sabermos que existe solidariedade do outro lado da história…

Resposta
Fabi Mesquita Janeiro 19, 2015 at 5:38 pm

Sem solidariedade esse mundo seria insuportável, não é mesmo?

Resposta
Paulo Coutinho Janeiro 19, 2015 at 11:04 am

Sério que vc fazia isso? Que bom, com certeza ele ouviu palavras de vida da sua boca!

Resposta
Fabi Mesquita Janeiro 19, 2015 at 5:38 pm

Tentei levar todas palavras de amor, bênção e arrependimento que estivessem ao meu alcance. O fruto disso só Deus saberá 🙂

Resposta
Ana Thereza Flatau Righini Janeiro 19, 2015 at 11:07 am

Fabi Vc fez sua parte .vc é um ser humano ótimo ,alem de excelente jornalista bj

Resposta
Fabi Mesquita Janeiro 19, 2015 at 5:37 pm

Acho que sempre falta um pouco mais para fazer…mas suas palavras me confortam
bjs

Resposta
Léa Pizarro Janeiro 19, 2015 at 11:08 am

Emocionante! Sem palavras

Resposta
Fabi Mesquita Janeiro 19, 2015 at 5:36 pm

obrigada minha querida! suas palavras contam muito!

Resposta
Jamille Ramos Janeiro 19, 2015 at 11:09 am

Seus posts no blog.. Meu Deus! Expressam tudo q me sufoca.
Tô virando sua fã. Rs
É um prazer e honra te conhecer. De verdade.

Resposta
Fabi Mesquita Janeiro 19, 2015 at 5:36 pm

O prazer é meu de ter vc na minha vida e na vida da baby Dija

Resposta
Beatriz Pacheco Janeiro 19, 2015 at 11:12 am

Querida, Fabi Mesquita! Me emocionaste demais com tua experiência junto aos dois rapazes, no corredor da morte… A cada dia fico mais surpresa em conhecer o anjo que és… Ainda quero te dar um abraço pessoalmente! Tu mereces muito mais do que o meu abraço, mas te dou o que tenho de melhor, minha amizade! Quem dera eu ainda tenha tempo de aprender muito contigo!

Resposta
Fabi Mesquita Janeiro 19, 2015 at 5:36 pm

quem dera EU tenha tempo para aprender contigo…sou tão sua fã!

Resposta
Cintia Janeiro 19, 2015 at 11:29 am

Fabi, lindo texto…marcante e emocionante experiênca….Uma oportunidade de vermos o outro lado, o lado que a mídia enlatada não mostra. O lado que o pensamento quadrado critica e condena. Voce sabe que sou tua fã sem te conhecer. Bjs

Resposta
Fabi Mesquita Janeiro 19, 2015 at 5:35 pm

não sei nem dizer o quanto me honra o teu carinho
concordo com você. A mídia enlatada muitas vezes promove o que não devia e se nega a mostrar o que realmente conta 🙂

Resposta
Luciano Demetrius Janeiro 19, 2015 at 1:39 pm

Fabi, não sabia desta sua incursão aos detentos condenados à morte. Pelo amor de todos os Deuses, quando é que você vai publicar um livro com tuas experiências?

Resposta
Fabi Mesquita Janeiro 19, 2015 at 5:33 pm

quem sabe? tenho tanto medo de limitar sentimentos tão infinitos…

Resposta
Adriana Martins Janeiro 19, 2015 at 2:10 pm

Emocionante, Fabi! Beijos,

Resposta
Carla Cristina Carvalho Daher Janeiro 19, 2015 at 9:20 pm

O depoimento reflete a beleza da alma dessa moça. Quanto aos rapazes, estão cumprindo a pena que se confere aos traficantes de droga nessa sociedade. Sou contra a pena de morte, mas compreendo a soberania de outras nações. Sem mais.

Resposta
Fabi Mesquita Janeiro 23, 2015 at 12:06 pm

Oi querida, que gato lindo o do seu perfil. Vc é gateira? Eu tambémMuito obrigada pelo carinho de suas palavras. Tenho uma alma torta na verdade, mas o que a salva é amar demais
bjs e nos visite sempre 🙂

Resposta
wander dorothy Janeiro 19, 2015 at 11:15 pm

por um mundo onde não haja nem o tráfico nem a pena de morte. é isso. obrigada por esse registro que acomoda um pouco as ideias hoje. os sentimentos, ainda leva um tempo… muito. gerações talvez.

Resposta
Fabi Mesquita Janeiro 23, 2015 at 12:05 pm

Acho que os sentimentos dessa natureza talvez não se acomodem nunca :/
obrigada por ler, prestigiar e comentar

Resposta
Michele Dantas Janeiro 20, 2015 at 1:55 am

Nossa de arrepiar Fabi! Conseguimos perfeitamente imaginar as cenas de tudo que vc conta com a sua maravilhosa forma de descrever as emoções, as atitudes, a vida….

Resposta
Fabi Mesquita Janeiro 23, 2015 at 12:04 pm

pena que essas emoções nem sempre sejam boas de sentir 🙁
obrigada por prestigiar nosso blog 🙂

Resposta
Denise Alves Janeiro 22, 2015 at 4:22 pm

fabi, obrigada por ter levado humanidade aos rapazes e trazido de volta para nós.

Resposta
Fabi Mesquita Janeiro 23, 2015 at 12:03 pm

Obrigada por repartir sua humanidade comigo! Obrigada pelo calor humano 🙂

Resposta
Iêda Fornazier Janeiro 22, 2015 at 9:46 pm

Fabi querida, a sua vida é um livro de vivência humana, a cada dia sou surpreendida com as suas experiências de vida, o que me deixa em êxtase pela oportunidade de tê-la conhecido. Tem qualidades que já não sou fáceis de ser encontradas no ser humano deste mundo louco, quando não se tem mais tempo de pararmos um pouco e refletir com o que temos feito pelo próximo…para que nehhho? hoje todos se preocupam no que vestir, comer e para onde ir e no status social e o amor e compreensão para com o próximo já não existe. Que tem o poder de julgar as atitudes humanas é o Criador e devemos sempre pensar o que levou as pessoas as fazerem algo de errado conformes as Leis criadas pelo Homem em mundo tão desigual, onde uns tem muito e outros nada, onde países lutam por coisas supérfluas, quando deveriam se preocupar na paz, saúde e educação. Parabéns pelo seu artigo, que nos leva a uma reflexão muito profunda, uns matam e vivem em liberdades, outros fuzilam milhares de pessoas e é uma ato de vitória, outros atropelam e matam famílias e foi um acidentes, leis tão diferentes…leis desumanas!!! Enfim, você me levou a uma reflexão do que sou e do que faço. Obrigada.

Resposta
Fabi Mesquita Janeiro 23, 2015 at 12:02 pm

Você é uma poessoa incrível que faz toda diferença nesse nosso mundinho torto
obrigada pelo carinho!

Resposta
Rafaela Serra Janeiro 23, 2015 at 3:58 pm

Ele fez sua escolha e acabou sofrendo as consequências. Ele sabia como funcionam as leis da Indonésia e lamentavelmente acabou acontecendo isso.

Gálatas 6,7-8 … O que o homem semear, isso colherá: quem semear na sua carne, da carne colherá corrupção; quem semear no espírito, do espírito colherá a vida eterna.

“…os que lavram a iniquidade e semeiam o mal, isso mesmo colhem…” Jó 4:8

“…Semeia ventos, colhem tormentas…” Os. 8:7

“…O que semeia a perversidade colhe males…” Pv. 22:8

Resposta
Renato Borges Gularte Janeiro 24, 2015 at 3:11 pm

Obrigado Muito obrigado pelo que escrevestes e pelo que fizestes pelo meu sobrinho.As verdades precisam ser ditas.

Resposta
Mary Janeiro 25, 2015 at 1:25 pm

o seu sobrinho é quem? é o Rodrigo?

Resposta
Luciana Damasceno Janeiro 25, 2015 at 11:44 am

Muito bom o seu texto e mais bonita ainda a sua atitude. É de pessoas como vc que não consideram ninguém como um caso perdido que o mundo precisa hoje. Espero que seu texto ajude a minimizar o ódio gratuito que se espalhou por aí por conta desse episódio. Parabéns, muito obrigada e continue com seu trabalho.

Resposta
Mary Janeiro 25, 2015 at 1:23 pm

Fabi, vc acha que o outro menino não poderia ser salvo por uma nova mobilização? Esse negócio de ele ter assumido a culpa de todos …. Os outros colegas não fazem alguma coisa para salvá-lo?

Resposta
Fabi Mesquita Fevereiro 5, 2015 at 11:38 pm

os colegas nunca mandaram nem um cartão de natal.. 🙁
Estamos mobilizados tentando isso. Tá difícil viu?

Resposta
Fabi Fevereiro 18, 2015 at 10:53 am

Fabi, só agora estou lendo, e se não chorei com o texto, o fiz com algumas de suas respostas à alguns comentários…
Orgulho de ser sua amiga…
Beijos…

Resposta

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