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Bélgica

Bruxelas, a cidade que cheira a açúcar

 

Não precisa ser criança para amar os aromas que Bruxelas tem.  Por todos os cantos a cidade do doce cheira a açúcar, é impossível caminhar pelas ruelas medievais sem ficar com água na boca. Além da produção cervejeira, a Bélgica é famosa, também, por seus gaufres e chocolates. E o que os turistas mais gostam é a sensação de estar sempre com um “mimo” de doces na mão. Então, vamos mergulhar no mundo do “açúcar” e sonhar com “quilos de chocolates belga”.

Bruxelas, a cidade que cheira a açúcar: seus chocolates

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Dizem que o chocolate belga é o melhor do mundo. E eu acredito! A história conta que os belgas conheceram o chocolate quando o país estava sob domínio dos Habsburgos espanhóis, nos séculos XVI e XVII, e que no período em que a Bélgica controlou o Congo Belga, na África, parte do cacau utilizado foi extraído de lá.

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Existem inúmeras chocolateries e fábricas de chocolate, os mais típicos são o amargo e o recheado (praline). As chocolateries mais tradicionais ficam nas Galeries Royales Saint Hubert, no centre-ville de Bruxelas. São elas: Leonidas Chocolatier, Godiva, Neuhaus, La Belgique Gourmande, Corné Port-Royal e Pierre Marcolini, essa classificada como “Haute Chocolaterie”. Além dessa localização, as filiais das marcas estão espalhadas por toda a cidade, misturadas à outras chocolateries.

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Os doces são vendidos como verdadeiras jóias. Da exposição, em vitrines decoradas por decoradores, à belas embalagens, as chocolateries são decoradas para “chamar a atenção” de quem por elas passa.

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Lustres, cristaleiras, cores e uma enorme variedade de sabores dão o toque final à produção. E atendentes, preparados para informar cada detalhe da produção, deixam os turistas encantados com os chocolates, e os clientes nunca saem das lojas sem uma bela sacolinha da marca.

Bruxelas, a cidade que cheira a açúcar: gaufres, as massinhas que derretem na boca

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Outra iguaria típica do país é o gaufre – em neerlandês, wafel e, em francês, gaufre. Originalmente, os gaufres eram produzidos para servir de hóstia na missa. Além do mais, existem dois tipos: o de Bruxelas e o de Liège. Macio e volumoso, pode ser servido ao natural, salpicado com açúcar de confeiteiro, ou com ampla cobertura. A base das coberturas é o chocolate, o chantilly, geleias ou nutella, e algumas frutas da estação são acrescentadas por cima. Somente a apresentação já “enche os olhos” e aguça as papilas gustativas.

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O meu predileto é o gaufre de Liège, natural: macio, quentinho e crocante. Aos que preferem com coberturas, aconselho provar o natural para sentir o gosto da massa. É uma delícia!

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A máquina de produção é simples. Lembra uma chapa brasileira. A diferença, é que a máquina de gaufre belga é vazada, com quadradinhos que dão forma ao produto.

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Ainda não me aventurei pela cozinha testando receitas de gaufres. Mas, certamente, ao voltar para o Brasil, terei que aprendê-las. Então, selecionei duas receitas que os belgas indicam por aqui. São receitas tradicionais .

E se alguém se arriscar na cozinha, por favor, conte como foi.

Gaufre de Bruxelas

Porção: 14 unidades.

– 125 g de farinha
– 4 ovos
– 250 ml de leite
– 150 g de manteiga
– 1 sachê de açúcar de baunilha
– 2 pitadas de sal
– 1 cl. de sopa de açúcar refinado.

Modo de preparo:

Ferva o leite com o açúcar de baunilha. Deixe esfriar um pouco. Derreta a manteiga e, também, deixe esfriar. Em seguida, despeje o leite em uma tigela e reserve. Separe as claras e as gemas em 2 utensílios; adicione uma pitada de sal e 1 colher de sopa de açúcar refinado às gemas. Bata, acrescentando a manteiga, o leite morno e a farinha até obter um creme uniforme. Bata as claras em neve com uma pitada de sal. Misture lentamente com uma espátula. Cozinhe os bolinhos no forno até dourar. Coma quente, polvilhando-as com açúcar em pó, ou acrescente a cobertura que quiser.

Gaufre de Liège

Porção: 20 unidades.

– 1 kg de farinha
– 75 g de fermento
– 500 ml de leite e água (temperado)
– 50g de açúcar de confeiteiro
– 2 ovos
– 500 g de manteiga
– 50 g de mel
– Baunilha ou canela (a gosto)
– 3 g de bicarbonato de sódio
– 600 g de açúcar granulado.

Modo de preparo:

Faça uma massa, misturando 800 g de farinha, fermento, leite e água, o açúcar de confeiteiro e os ovos. Durante 15 minutos, deixe a massa crescer e, em seguida, misture o mel, a manteiga, o restante da farinha, a baunilha e o sal. Amasse tudo até obter uma massa homogênea. Reserve por 10 minutos. Após, adicione o açúcar granulado e divida a massa em pequenas porções. Cozinhe em fogo baixo, até dourar.

Sirva quente, ao natural ou, se preferir, derrame uma vasta cobertura de sua preferência. Finalize a delícia com frutas da estação.

E  bon appétit !

Sites relacionados:

Neuhaus

Leonidas

Pierre Marcolini

Imagens: acervo pessoal

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1 comentário

Cintia Dezembro 14, 2015 at 8:02 pm

Que texto deleicioso !!!! Abs

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