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Como fiquei rica trabalhando em navios pelo mundo

Num tour pela Turquia

Como fiquei rica trabalhando em navios pelo mundo

Sim, voce não leu errado! Eu fiquei rica trabalhando durante um período da minha vida em navios de cruzeiro que rodam o mundo. E posso lhe afirmar que qualquer um que embarca nessa grande aventura também pode ficar rico! Vou lhe dizer como foi comigo.

Entrei meio que por acaso, depois de um processo de separação, onde me vi perdida e sem saber por onde recomeçar. Me casei muito jovem, tinha sonhos e planos de viajar o mundo antes de ter filhos e tal. O tipo de sonho que muitas meninas de seus vinte e poucos anos têm no Brasil.

E engraçado é que naquela época estava fazendo o caminho inverso feito pela maioria das minhas amigas; buscava estabilidade financeira, uma vida com certa rotina de casa e trabalho, e pensava no futuro com filhos… aquela vida bemmm comercial de margarina!

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No entanto, sempre existiu dentro de mim essa vontade de desbravar o mundo! Quem me conhece sabe a paixão eterna que tenho pela língua inglesa e a terra dos Beatles e companhia. Mesmo casada, nunca desisti desse sonho antigo que era conhecer a terra da Rainha, dar umas voltinhas pelos becos de Manchester e ver se algum integrante do Oasis esbarrava em mim por lá!

O tempo passando, passando…e nada dos planos saírem do papel ou acontecerem como eu planejava. Cheguei a fazer um curso para comissária do bordo (nunca tinha pisado num avião antes e odiava qualquer coisa que balançasse) por recomendação de uma aluna do inglês. Terminei o curso, pensando em me inscrever para trabalhar na Emirates, pois assim viajaria o mundo já de cara. Depois, se eu não gostasse mais da profissão, pularia fora. Fiz todo o procedimento de provas e testes, mas fui reprovada na última fase. Beleza; não era para ser pelo ar.

Por que você não se candidata para trabalhar em navios, já que dá pra viajar o mundo e ganhar dinheiro com isso, além de você ter um inglês excelente?“, perguntou-me uma vez um professor. Comecei a pesquisar e vi que, sim, dava para ir à Europa no navio e trabalhar uns 5 meses, fazer uma graninha e pronto!

Fiquei com essa ideia na cabeça por alguns dias e parti para os contatos com as agências, até que consegui agendar entrevistas com o pessoal da Royal Caribbean, a empresa de cruzeiros americana, que hoje conta com uma frota de mais de 24 navios.

Navio de cruzeiros. Foto: Pixabay.com

Fui para o primeiro contrato com bastante expectativa em conhecer o mundo! Como eu ia para Europa, me achei sortuda demais! Logo pensei: “se eu não me adaptar a esse ritmo de trabalho, pelo menos parte da Europa já está vista”. O navio passaria por Barcelona, algumas cidades na Itália, Turquia, Egito e Marrocos, além da Grécia, Malta e Chipre. Tive que correr para o mapa porque nem sabia dessas ilhas europeias.

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E grana? Será que conseguiria me virar fora do Brasil com o salário pago pela empresa? Porque uma vez estando no exterior, eu teria que me virar sozinha, mesmo tendo todo o respaldo da companhia com relação à alimentação e moradia, digamos assim. Como sempre, fui uma pessoa controlada com gastos, achava que me sairia bem nesse quesito e manteria, dessa forma, meus planos de juntar grana mundo afora.

E nesses 5 meses iniciais, conheci tantos lugares e tive a oportunidade de ir a tantas excursões gratuitas pelo fato de trabalharmos na função de staff! Era, realmente, um privilégio e um benefício que eu agarrava com unhas e dentes sempre que tinha uma folga entre os turnos de trabalho. E mesmo não indo aos passeios guiados, só de sair do navio e caminhar pelas ruas das cidades onde atracava, já era, em si, uma maneira de ficar rica. E é exatamente nesse ponto que quero chegar no texto.

Muitos amigos e pessoas que têm interesse em trabalhar embarcados me perguntam até hoje: “dá para ficar rica trabalhando embarcado e viajando o mundo sem ter despesas?” Baseada na minha humilde experiência, eu viro e respondo: “eu te confesso que fiquei rica sim, mas de conhecimento de mundo, de autoestima, de experiências para a vida, de amizades, de momentos alegres e de bagagem cultural. E esse tipo de riqueza ninguém nunca será capaz de tirar de mim!”

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