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Verão 2019 na Croácia: preços altos e poucos turistas?

Centro de Split

Verão 2019 na Croácia: preços altos e poucos turistas?

Uma coisa que me chamou bastante a atenção nesse ano de 2019 aqui na Croácia foi a alta dos preços, desde supermercados até reservas de hotéis e pousadas/apartamentos para temporada.

Ninguém é ingênuo de pensar que, durante os tão esperados 3, 4 meses de verão por essas bandas da Europa, os valores cobrados serão os mesmos que durante a baixa temporada de inverno. Mas foi uma diferença gritante se compararmos com outros países que, assim com a Croácia, também vivem do turismo, como a Turquia e Grécia.

Cidade de Trogir (Foto: Pìxabay.com)

Sendo assim, pedi uma ajudinha à comunidade brasileira espalhada por aqui a fim de criar esse artigo e discutirmos um pouco o porquê dessa mudança de preços, a meu ver, meio abusiva durante a temporada de 2019. Confira.

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Como vocês sabem, eu vivo há 8 anos na cidade de Split, mas não no centro, e sim um pouco mais afastado. Quando chega essa época de verão, prefiro nem sair de casa em direção ao centro histórico e turístico da cidade, caso não haja real necessidade. E aqui próximo de casa, tenho tudo o que preciso sem ter que me deslocar de carro. Coloco meu filho no carrinho de bebê e vamos para praia, mercado, parquinho, tudo a pé. E o mais importante, sem perigo.

Ano passado, estive no Brasil durante a temporada croata de verão e, de certa forma, “perdi” o verão. E esse ano, para minha surpresa, pensava em encontrar mais turistas pelas redondezas, mas até mesmo na praia local, a quantidade de famílias polonesas, alemãs e tchecas, por exemplo, diminuíram bastante. E fiquei me perguntando a razão.

Alguns amigos brasileiros, que trabalham com o turismo e têm negócios no país, me disseram que os preços estavam realmente altíssimos. Principalmente aqui nessa região da Dalmácia, em que a maioria dos turistas italianos adora passar o mês de agosto (mês oficial de férias da Itália), notou-se uma queda impressionante no número de quartos de hotéis e apartamentos alugados.

Só para se ter uma ideia: uma garrafa de água (que normalmente custa entre 6 e 8 kunas no mercado) no verão estava sendo vendida a 25 kunas em Dubrovnik! Um café espresso na mesma cidade custando 20 kunas, quando não deveria passar de 10 kunas! 1 Euro equivale a mais ou menos 7 kunas. No entanto, ouvi relatos de que na capital Zagreb, as coisas não mudaram absurdamente como no litoral, porém o número de turistas caiu em torno de 30%.

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Uma outra brasileira que recebe turistas em seus apartamentos de temporada disse que “em 13 anos de trabalho, esse ano de 2019 foi a pior temporada para as pessoas que alugam  apartamentos durante esse período.” Isso deve-se também ao fato de o verão ter dado as caras por aqui bem mais tarde do que no ano anterior. Lembro-me que no fim de maio, havia certos lugares com neve ainda, e isso pode ser sido um ponto negativo no sentido de atrair turistas um tanto receosos para a temporada de verão no país.

Um outro ponto que discutimos tem a ver com a mentalidade do povo croata. Como muitos vivem do turismo e trabalham apenas durante aquele período específico, querem arrecadar tudo o que podem, seja da maneira que for, e isso acaba sendo injusto, principalmente para nós, que vivemos em local turístico, mas não somos turistas! Aquele famoso “olho grande”, e o reflexo acaba sendo o seguinte: “turistas com menor poder aquisitivo vindo para cá, mas dormindo em campings, fazendo piquenique na praia e trazendo comida do seu próprio país”.

Muitos vêm de carro ou então viajam com seus trailers e vans (uma grande facilidade que se tem aqui na Europa, pelas estradas serem de ótima qualidade), mas esbarram no valor exorbitante para estacionar o carro. Em Novalja, por exemplo, imagina pagar 75 kunas por 1 hora de estacionamento?

Sem contar a loucura que tem sido nos últimos anos com o aumento do número de transatlânticos que chegam a Dubrovnik todos os dias. E ainda assim, os turistas vêm, olham tudo, tiram fotos e preferem não consumir nada. Ou seja, no final das contas, o que era para ser uma maneira de impulsionar a economia do país, acaba tendo efeito totalmente oposto, já que nem locais e nem turistas se arriscam a sentar num café e ter que terminar o dia lavando pratos por não ter como pagar!

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