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Como levar meu pet para o Panamá

Foto: Pixabay

Dando continuidade ao tema de mobilidade no Panamá, vou comentar sobre minha experiência e a burocracia de trazer o pet para o país.

Já sabemos que os pets, hoje, podem ser mais queridos do que muitos parentes chegados, e isso se torna verdade em um número cada vez maior de lares. Agora, o problema surge quando recebemos a proposta de sair do país e é nesse momento que nos colocamos para pensar como vamos trazer nossos bichinhos para fazer parte desse mais novo lar.

Eu tenho duas gatinhas, cada uma de um país diferente. Minha primeira experiência de viajar com animais, na verdade, foi ao sair do Panamá. Quando cheguei ao Panamá pela primeira vez, foi quando consegui adotá-la, então antes disso não precisei me preocupar com o tema.

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Vou colocar aqui minha experiência de trazer duas gatas (tamanho médio, 4,5kg cada) em cabine, vindo do México (voo direto). A primeira coisa será conversar com seu veterinário e pedir indicações específicas. Muitas vezes as clínicas já fazem grande parte dos documentos necessários para você entrar no país e se você não dispõe de tempo para cuidar do assunto, pode ser melhor pagar um pouco a mais pela tranquilidade.

Saída do País: Brasil

Para a saída dele do Brasil é pedido o CVI (Certificado veterinário internacional) e ele pode ser obtido online (Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento), ele ainda é um formulário utilizado pelos EUA somente, mas para a saída do Brasil ele se torna obrigatório, além dos documentos de entrada. Existe um passo a passo disponível na internet de como obtê-lo (ali tem todas as indicações necessárias para a documentação), assim como um mapa das regiões onde você poderá pedi-lo. Para o Panamá é necessário frisar que não existe a necessidade do passaporte animal nem do microchip, mas se você se sentir mais confortável, faça ambos.

Foto: acervo pessoal

Entrada no País: Panamá

O que você deverá fazer é entrar no site do Ministério de Salud de Panamá e verificar em “trâmites”, na própria página. Ali você terá duas cartilhas de informações adicionais sobre quais são as vacinas, bem como os valores a serem pagos e também o formulário de quarentena. Será necessário obter um visto consular para entrada do pet no país, sem ele não há possibilidade de entrada.

Vocês verão que existe, em média, 4 vacinas para cada tipo de animal, então manter a carteirinha de vacinação do seu pet em dia é tão importante quanto a sua ou dos filhos. Como eles são vetores de muitas doenças, é necessário estar com ela atualizada.

Levar um pet para outro país pode ser custoso, então é importante você reservar um dinheirinho para poder fazer todos os procedimentos. Primeiro, você investirá numa consulta de veterinário e terá os custos da vacinação. Na clínica veterinária você deverá pedir um atestado de boa saúde (no máximo, de 30 dias de validade), este atestado deverá ser carimbado pelo médico responsável assim como deverá conter toda a informação dele. Esses documentos serão entregues para entrada do seu bichinho no Panamá.

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Existem taxas que deverão ser pagas, para cada pet deverá ser pago o selo consular e também uma taxa de entrada, digo por experiência que essa taxa varia muito. Se você não quiser que seu pet fique de quarentena com a autoridade sanitária panamenha, você deverá preencher um documento antes e também pagar uma taxa de quase 200 usd, por pet (taxa variável). Mas isso você só irá pagar no momento da entrada no país, não antes.

Voo Brasil – Panamá

Os dados que vou apresentar aqui são referentes a uma companhia aérea, mas o interessante é você pegar um voo direto para eles sofrerem o mínimo possível. Nessa companhia aérea você tem uma parte sobre os documentos pedidos. Então, antes de embarcar, já esteja com uma pastinha separada com todos os documentos para não se atrapalhar na hora de fazer o check-in. Faça pelo menos 3 cópias de cada documento, pois uma fica com as autoridades brasileiras, a outra com a companhia aérea e a outra na entrada do Panamá.

Para reservar o voo aéreo, você deverá ligar com 48 horas de antecedência para garantir o lugar do animal na cabine (se for de cabine), mas para despachar é o mesmo tempo. É interessante assim que você reservar o seu voo, já entrar em contato com a operadora e ter todas as especificações. Cada companhia aérea opera de forma diferente e por isso até o tipo de casinha que pode ser usada é diferente (tamanho, especificações e material). Existem também advertências quanto ao tipo de pet (raça) e dias que poderão viajar (se for de cabine). A taxa da cabine pode variar em média de 125 usd por gaiola, mas cada pet tem sua própria gaiola.

Você poderá pedir ao veterinário algum medicamento para tranquilizar seu pet. Saiba que toda vez que você passar por raio-x você terá que tirar ele da casinha e isso significa que ele poderá ficar estressado. Então é importante você ter a situação controlada para não estressá-lo ainda mais.

Qual seja a sua escolha, cabine ou cargo, o importante é garantir os seguintes aspectos: saída e entrada no país segura (toda a documentação em dia) e tranquilidade durante o voo. Eu escolhi a cabine, pois ia acompanhada do meu marido e facilitou muito para todos. Ademais, escolhemos dar medicamento somente no momento do embarque, decisão que nos arrependemos depois, pois foi extremamente difícil controlar dois gatos tentando fugir enquanto passávamos pelo raio-x.

Mas cada um tem sua história nessa aérea e espero que a sua dê tudo certo e seja muito tranquila! Boa viagem.

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