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Conhecendo Bangalore

Conhecendo Bangalore.

Bangalore é a cidade na qual resido há dois anos e meio com minha família e, por isso, com certeza, já estou apta para falar sobre pontos importantes da cidade, discorrer sobre os bairros e, é claro, sobre o estilo de vida do expatriado por aqui. Creio que essas informações podem contribuir para as pessoas que estão sendo expatriadas para cá e que me pedem dicas sobre o local e sobre o cotidiano da cidade.

Bangalore é a terceira mais populosa da Índia, com aproximadamente 8,5 milhões de habitantes, ficando atrás somente de Mumbai e Nova Delhi. Crescentemente sua economia se desenvolve por ser um polo de grandes empresas de tecnologias e por isso é conhecida como “vale do silício” indiano. Bangalore é a sede de importantes multinacionais, há um expressivo número de expatriados vivendo aqui.

O clima de Bangalore é ameno, o inverno não é rigoroso e no verão faz calor durante o dia e as noites são frescas e, por conta disso, em certos meses o ar condicionado é dispensável. Aliás, o clima agradável é um dos motivos que faz com que muitos indianos decidam morar nesta cidade.

Conhecida como “garden city” por ser bem arborizada, a cidade também conta, na sua região central, com bons parques para passeio ao ar livre como o Cubbon Park e o Lalbagh Botanical Garden. Esses parques fazem parte de um cenário composto por um mix de construções modernas a antigos e imponentes projetos arquitetônicos que, geralmente, pertencem à administração como, por exemplo, o Soudha Vidhana e o tribunal superior Karnataka, prédios que vale a pena visitar por sua beleza e esplendor.

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Para quem curte artesanato, a “Comercial Street” é o lugar perfeito, já que é uma típica rua com produtos locais como sarees, bijuterias, sapatilhas, tecidos e demais variedades expostas em diferentes lojas. Nas proximidades, há também o Safina Plaza Mall, com os mesmos produtos da “Comercial Street”, porém, dispostos de forma mais organizada, além da loja Westside, com roupas ocidentais e indianas, produtos para casa e tudo com muito bom gosto e preços justos, até porque, nessa região, a barganha e pechincha fazem parte do roteiro, ou seja, tudo é negociado.

Um dos pontos turísticos de destaque é o “Tipu Sultan Fort and Palace”, um palácio de arquitetura indo-islâmica construído dentro das muralhas do Forte de Bangalore que foi a residência de verão do governante de Mysore, Tipu Sultan.

Mysore, situada a 140 km de distância de Bangalore, já foi capital do estado de Karnataka e é conhecida por sediar o importante palácio de Mysore, um dos palácios mais famosos da Índia que, segundo a lenda, foi construído somente para satisfazer os caprichos da família do marajá.

Bangalore possui bons shoppings em estilo ocidental, como o UB Mall ____ que abriga lojas luxuosas como Louis Vitton, Botega Venetta, entre outras ____, o VR Mall e o Phoenix ____ situados um ao lado do outro e sediam lojas de roupas de preços mais acessíveis como Zara, H&M, Muji e outras marcas usadas pela maior parte da classe media. Esses dois shoppings estão localizados no bairro de Whitfield, o qual reúne o maior número de expatriados, até porque é nesse bairro que estão sediadas as grandes multinacionais e as maiores empresas de tecnologia em franco crescimento na Índia. Por esse motivo, há na região condomínios, restaurantes e mercados que oportunizam um estilo de vida ocidentalizadas aos estrangeiros.

Quando se trata de glamour e estilo, o endereço certo é o Indiranagar, um bairro descolado com vida noturna movimentada onde os frequentadores podem optar entre os barzinhos da moda e os excelentes restaurantes ali instalados como, por exemplo, o Delhi Smoke House, o Chianti, o Phobidden Fruit, o The Fatty Bao, o Toit. O bairro também conta com boas lojas como Fabindia, que oferece um mix de produtos artesanais, a The Pulple Turtle, que vende as almofadas mais lindas da cidade, a Chumbak, uma loja semelhante a Imaginarium no Brasil e outras boas lojas que te permitem explorar os artesanatos de cores vibrantes. A Good Earth e a Nicobar são outras duas lojas que são ícones na Índia, sendo que ambas vendem produtos indianos de alto padrão, como roupas, lanternas, louças e roupas de cama e têm filiais nas principais cidades do país.

Banaglore não possui hipermercados como no Brasil, pois a maioria dos mercados são locais. Contudo, a maioria desses estabelecimentos oferece bons produtos, como o Hipercity, o Star Bazar, o Nature Basket, além do Foodhall, que é uma espécie de mercado delicatessen de produtos importados, frutas frescas pães finos. Vale destacar que não há carne bovina em supermercados, somente apenas em locais específicos como, por exemplo, na padaria do hotel Marriot, Bumburies e na New Frosty’s.

Como o deslocamento na Índia não é algo simples, muitas pessoas usam os sites para efetuar suas compras como, por exemplo, o da Amazon, que é excelente aqui.

Uma boa dica para conhecer o lado espiritualizado da Índia é ir ao Templo de Shiva, onde há uma estátua gigante e um percurso curioso por meio do qual são apresentados os rituais hindus. Tanto para os turistas como para os que residem em Bangalore é praticamente obrigatória uma visita ao Art of Living, um ashran localizado nas proximidades da cidade que faz parte da cultura local e atrai adeptos do mundo todo.

As escolas internacionais frequentadas pela comunidade expat são a Stone Hill, Indus, Canadian e TSIB, todas com excelentes recomendações, as quais são escolhidas com base na proximidade da residência, na nacionalidade ou nas diferenças no currículo que a família considere importante.

Os hospitais privados são muito bons, com médicos especialistas com excelente formação nos Estados Unidos ou na Europa, e consultas baratas. O Columbia Asia Hospital é uma boa referência para todo tipo de consulta e emergência. No tocante a maternidades, há informações detalhadas sobre o assunto nos meus dois artigos intitulados “Maternidade na Índia” onde estão descritas experiências de brasileiras que realizaram o pré-natal e parto aqui.

Bangalore é, enfim, uma metrópole indiana em crescimento que vem acompanhando o ritmo do país emergente. Apesar de conviver com toda a disparidade que a Índia enfrenta, pobreza, calçadas quebradas, falta de infraestrutura, buzinas e caos no trânsito, dia a dia recebe mais estrangeiros e está cada vez mais aberta para o mundo ocidentalizado.

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3 comentários

Beatriz Junho 16, 2018 at 11:31 am

Olá Rachel, obrigada por dividir sua experiência. O texto ficou muito rico. Gostaria de saber sobre a segurança em Bangalore para as mulheres. Li que a cidade é a terceira na India menos segura para as mulheres. Poderia me dizer a sua experiência neste tema por favor? Obrigada.

Resposta
Adriana Setembro 17, 2018 at 4:26 pm

Oi Rachel, há algum grupo de brasileiros na Índia/Bangalore que possa ser um apoio aos brasileiros que pretendem ou tem em vista passar um tempo no país?

Resposta
Liliane Oliveira Setembro 18, 2018 at 1:37 pm

Olá Adriana,
A Rachel Tardin, infelizmente parou de colaborar conosco.
Obrigada,
Edição BPM

Resposta

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