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Dicas para alugar imóvel no Japão

Dicas para alugar imóvel no Japão.

Apesar dessa ser uma questão que depende do estilo de vida de cada pessoa , vou tentar passar informações úteis tanto para as pessoas que pretendem vir ao Japão para estudar, como para aquelas que estão planejando vir com a familía ou mesmo para os aventureiros que apenas buscam dar um tempo por aqui.

Alugar um imóvel no Japão vai depender da sua sorte muitas vezes, claro que nos grandes centros como Tóquio e Osaka onde existe uma grande concentração de estrangeiros você vai encontrar imobiliárias que possuem inclusive atendentes bilingues, normalmente fluentes em inglês ou em regiões que abrigam uma grande população de latinos como é o caso do local onde moro (província de Gunma) é possível encontrar vários serviços em português/espanhol também.

O fato de se ter uma grande comunidade estrangeira pode ser positivo caso os estrangeiros tenham tido uma postura de respeito às regras de convivência do país ou muito negativo em lugares onde por causa de alguns poucos a nossa imagem ficou um tanto quanto denegrida levando alguns proprietários de imóveis a se negarem a receber estrangeiros.

Então vamos começar por aqueles que estão vindo para uma curta temporada, ou não tem tempo para passar pelo processo convencional por qual passam aqueles que buscam algo digamos mais sólido, como por exemplo as famílias que dependem da localização de escolas e outros serviços para suprir as suas necessidades e pretendem ficar por um longo período em um mesmo lugar.

Leia também: curiosidades sobre o Japão

Já deixo aqui para você que tem pressa na sua pesquisa um link contendo informações preciosas na busca de um local para morar por um curto período, esse site está em inglês mas possui outras informações em espanhol, essa é a associação de administração de imóveis que ajuda os estrangeiros na busca por um imóvel, Welcome Chintai. Grandes redes imobiliárias como a Leopalace21 dispõe de uma busca de imóveis e informações em vários idiomas para facilitar a vida dos estrangeiros. Planos mensais , apartamentos mobiliados, planos que incluem o consumo de água, luz e gás e até internet, são algumas das muitas opções que você pode conferir nesse link Leopalace. Lembrando que essa é uma das maiores porém, não é a única empresa no segmento, existem muitas outras que trabalham com o mesmo sistema prático, rápido e com várias opções de planos para inquilinos de curta ou longa estadia.

Sharehouse, também é uma ótima opção principalmente para quem quer ficar na região metropolitana de Tóquio, onde os aluguéis tem um preço bem mais salgado. Em média você pode encontrar uma sharehouse na região central da capital a partir de 50 mil yenes por mês (algo em torno de 420 dólares). Existem vários tipos, alguns até com um sistema pra lá de esquisito, como uma que vi em um programa de TV , onde a regra para morar lá era comer todos os dias um prato marroquino (uma espécie de risoto com carne de carneiro) o qual não me lembro hoje o nome. Isso porque esse prato era a  comida preferida do jovem proprietário que abriu a sharehouse para ter com quem comer (todos os dias !) . Mas, fique tranquilo, no geral todas funcionam com o mesmo sistema comum entre a maioria dos países.

Conjuntos habitacionais da província, município ou do estado: essa é uma opção para quem já possuí visto de residência de longa estadia ou permanência desde que esteja rigorasamente em dia com o seu carnê de impostos e seguro saúde. Na verdade, seria a opção ideal para as pessoas de renda baixa ou orçamento apertado até algum tempo atrás, quando as exigências eram mais amigáveis e não havia a necessidade do depósito de garantia. Porém,  hoje em dia essa é a mesma classe de pessoas que aparece na lista de devedores de impostos seja municipal, da província ou do seguro de saúde, desqualificando assim os que são os que mais necessitam de uma moradia com aluguel baixo. Existe ainda uma segunda opção, também oferecida pelo governo, onde o candidato a moradia não pode escolher o local ou fazer qualquer tipo de exigência ou seja após examinarem toda a documentação fornecida pela pessoa o orgão responsável (que normalmente fica dentro das prefeituras) é quem indica um apartamento ou casa para pessoas de baixa renda. Lembrando que esses locais normalmente são prédios ou casas antigas sem nenhum glamour!

Leia sobre: Dá para morar no Japão sem saber japonês?

As vias mais convencionais não diferem muito do Brasil, você faz a busca através de uma imobiliária que vai exigir quase que sempre um fiador ou você paga o seguro fiança caso você não tenha um, basicamente o tal depósito aqui seria equivalente a 3 aluguéis, 1 a taxa da imobiliária, 1 para cobrir possíveis reparos no imóvel no momento da devolução e outro o primeiro aluguel. Claro você tem que preencher os formulários e as formalidades normais e respeitar ao pé da letra as regras de moradia para não ter seu contrato cancelado.

Alguns imóveis cobram uma taxa de condomínio mensal, a vaga de garagem também é cobrada à parte e alguns lugares cobram do inquilino a taxa de bairro anual (no meu bairro o valor é 2 mil yenes, algo em torno de 17 dólares). Existem sistemas onde fica por sua conta também o depósito de 10 mil yenes para abertura do gás, e o seguro do imóvel pago também a cada renovação, verifique esses detalhes antes de assinar o contrato.

Dicas

Para você que não quer ter dor de cabeça EVITE, apartamentos com paredes muito finas sem isolamento de som,  locais onde o proprietário também é morador, prédios ou casas muito antigas onde os tatamis não foram trocados (exija tatamis novos). E para fechar, respeite as regras básicas de convivência do país, não fazendo barulho, não colocando o som alto e jogue o lixo corretamente, sempre!

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