Dicas para estudar na Itália

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Estudar fora do país é uma grande oportunidade e caso você a tenha deve aproveitar. No entanto, para que essa chance não lhe escape você precisa se preparar com antecedência. Hoje vou dar dicas para estudar na Itália!

Quando se fala de estudar na Itália a primeira coisa importante é entender um pouquinho como funciona o sistema de ensino italiano, que é bem diferente do Brasil. Aqui praticamente todo mundo estuda em instituições públicas, pois o nível de educação é de qualidade.

Entretanto, isso não significa que a formação seja gratuita. O que acontece é que os custos do ensino são subsidiados pelo governo, onde ele paga a maior parte e o estudante paga a menor. Para os que mesmo assim não conseguem pagar existem algumas bolsas para as quais os alunos podem se aplicar, algo semelhante ao que existe no Brasil.

Claro que também existem universidades privadas, e essas costuma ser bem caras, mas é possível aplicar para bolsas de estudos que podem cobrir os custos de forma parcial ou integral.

As aulas começam na metade de setembro e terminam no começo de junho. As grandes férias escolares acontecem durante os meses de julho e agosto. Também acontecem algumas pausas durante os feriados nacionais e entre o Natal e Ano Novo. Normalmente as aulas param na semana do Natal e retornam logo após o dia 06 de janeiro.

Isso significa que você precisa começar a procurar pelos cursos no final de agosto. Para cursos de especialização tipo pós-graduação, mestrados e doutorados – os ‘bandos’ (editais dos cursos) começam a serem publicados entre outubro e novembro. Estes possuem um calendário um pouco diferente dos cursos de graduação. A minha sugestão é que você comece a se informar sobre os cursos através dos sites das universidades já no meio do ano, quando habitualmente eles começam a divulgar os cursos e a informar o período em que será publicado o bando. Esta é a melhor forma de não perder o processo de inscrição.

O sistema de ensino superior italiano é uniformizado com os padrões da União Europeia e é estruturado sob três ciclos de estudos. Aqui tem um detalhamento do que significa tudo isso.

O importante é entender que há muitas diferenças entre o sistema universitário da Itália e o do Brasil. Por isso, para não incorrer em erros, é necessário se informar direitinho sobre que curso você quer fazer e qual seria o correspondente dele aqui na Itália. Através dos Consulados e do MEC (Brasil) e MIUR (Itália) você acha mais informações sobre as equivalências e legalizações de títulos.

Uma vez decido a instituição de ensino, é fundamental contatá-la o quanto antes para pedir todas as informações sobre os documentos necessários. Aproveite ainda para perguntar sobre o visto. Não só porque muitas universidades te auxiliam com o processo de visto, dando todo o suporte, orientação e documentação necessária mas porque elas também pedem muitos documentos e você precisa ter tudo organizado e em dia para enviá-los.

 

Será preciso traduzir e legalizar todos os seus documentos escolares desde o primário junto ao Consulado Italiano no Brasil. Existe algo que se chama “Declaração De Valor” e que sem ela você não consegue nada por aqui. Encontre os detalhes neste link.

Prepare-se, pois a tradução juramentada tem um custo significativo e tenha cuidado, porque você deverá entregar os documentos originais ao tradutor. Então, tenha certeza de que você está fazendo isso com tradutores regulamentados para evitar problemas desagradáveis. Isso leva tempo, pois em média um tradutor pede cerca de 15 dias para te entregar todos os documentos traduzidos e depois disso você ainda terá que os levar ao Consulado na data marcada por eles.

Vale lembrar que para que o seu diploma italiano tenha valor no Brasil será preciso fazer todo o trabalho inverso e para isso é melhor que você já tome algumas providencias ainda antes de partir. Mais informações aqui.

Ah! Outro detalhe relevante é que não são todas as universidades italianas que ministram aulas em inglês. Muitas delas apenas fornecem seus cursos em italiano. Sendo assim você deve ter um bom conhecimento da língua para conseguir acompanhar e até mesmo ser aceito no curso. Normalmente o nível de italiano que as instituições de ensino pedem é o Nível Intermediário Superior – B2. Até mesmo para o visto o consulado pode te solicitar uma comprovação de que você conhece minimamente a língua.

Por fim, é legal saber que existem várias bolsas disponíveis aos brasileiros que querem estudar na Itália. Essas bolsas podem ser oferecidas por organizações públicas ou privadas, brasileiras ou italianas. A dificuldade das brasileiras é que  às vezes os seus editais não saem dentro dos prazos necessários devido à diferença do início dos anos letivos. Todavia, isso não é uma regra e tem um montão de brasileiros estudando com bolsas brasileiras por aqui. É só pesquisar direitinho, segue abaixo algumas instituições que tenho conhecimento:

Consulados:

Allora, in bocca al lupo e ci sentiamo presto!

 

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Farah vive em Gênova, na Itália. Ela é uma daquelas pessoas que pegou o avião para, audaciosamente, chegar lá onde estão as histórias… e, sem querer, descobriu que as ama contar. E porque quem escreve deve fazê-lo em um espaço e em um tempo, deve viver um espaço e um tempo, ela está sempre por aí, no seu caminho – entre os seus blogs Pelos campos de trigo, Tempos de gestão,Observações sobre o belo e o sublime (Obvious) e @peloscantosdomundo (Instagram). Além disso, ela é Bacharel em Administração Hoteleira. Possuí dois MBAs, em Gestão de Pessoas e em Gestão Estratégica e Econômica de Negócios. E um Master em Inovação na Administração Pública. Em 2005, foi publicado o seu primeiro livro "Fator Humano da Qualidade em Empresas Hoteleiras".

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