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Cheguei e agora? China

Dicas úteis para quem vai se mudar para Shanghai

Dicas úteis para quem vai se mudar para Shanghai.

Dia desses recebi mensagens de pessoas que nos acompanham por aqui.  Algumas haviam recebido propostas de trabalho na China e estavam cheias de dúvidas em relação às principais questões básicas como clima, comida, hospitais, etc.

A gente sabe bem que uma mudança para o outro lado do mundo não é nada, nada fácil. Ainda mais em um país de costumes tão diferentes e de um regime fechado como a China, onde muitos brasileiros não têm noção do que ocorre por aqui (eu que o diga quando cheguei) e vice-versa: infelizmente, tem chinês que não sabe nem em qual continente fica localizado o nosso querido Brasil.

Percebi, então, que não havia escrito ainda um único texto que englobasse essa questão de uma maneira mais resumida, digamos assim. Graças às colunistas dessa plataforma consegui muitas informações por meio de seus textos quando eu e minha família ainda estávamos decidindo nos mudar para a metrópole mais caótica e populosa do mundo. Quem sabe também consigo te ajudar um pouquinho agora?

Já passei por alguns bons perrengues por aqui – faz parte da vida e do aprendizado do expatriado – mas, talvez com algumas dicas básicas, o impacto seja menor em sua chegada!

Leia também: O primeiro ano em Xangai

Lembrando que nada nesse texto tem fundo comercial, apenas estou compartilhando informações.

Baixe o app do WeChat

Esqueça o Whatsapp. O aplicativo é bloqueado do território chinês desde 2017. Aqui quem domina é o Wechat ou Weixin como é chamado. É o app-faz tudo com funcionalidades que vão desde ao básico bate papo, a carteira virtual, delivery de refeições, postagens, etc, etc, etc.

Antes mesmo de vir parar em solo chinês, já baixe esta belezura tecnológica no seu celular. A maioria das pessoas que estão morando por aqui só irão conseguir te responder por meio deste canal.

Ah! E eu não te contei a melhor parte: há diversos grupos de brasileiros dentro do Wechat: grupos de mães, de mulheres, de compra e venda, de escolas etc. As pessoas são super solicitas, tiram dúvidas e ajudam muito! Só uma observação: a maioria dos grupos só aceita quem realmente está morando na China, ok?

Leia também: China e a política das redes sociais

Baixe o app do Didi

Imagine você saindo tarde da noite de um restaurante, o metrô e ônibus já parados e você não possui carro. Quais opções sobram? Voltar a pé (às vezes impossível pelas distâncias), pegar um taxi ou Didi. Fala mandarim? Se não, a segunda opção também já foi por água abaixo. Os motoristas de taxi não fazem a menor questão de entender um gringo e é normal nem pararem quando percebem que não tem asiático na jogada.

Explicando de uma forma bem simplificada, o Didi (atualmente a maior plataforma de transporte privado do mundo) é o Uber daqui.

A funcionalidade do app é igual ao que já estamos acostumados: você cadastra um cartão de crédito, pede o carro para o endereço solicitado, o aplicativo te mostra o percurso, o motorista chega e te leva, fim.

Sem muita comunicação, sem muito trelêlê.  No entanto necessário quando não há outras opções de transporte.

Compre um purificador de ar

Apesar da China já ter melhorado muito nos últimos quatro anos seus altos índices de poluição, ainda está longe de ser um ambiente saudável nesse sentido.

Usar máscara nas ruas aqui é normal e, por vezes, chocante e impactante. O purificador de ar em casa é essencial e fundamental. Com o filtro trocado regularmente, você sabe que o ar – pelo menos no seu ambiente – é um pouco mais puro. Há vários grupos no próprio WeChat que vendem purificadores usados a um precinho bem camarada.

Outra dica é sempre conferir o nível da poluição. Não estou dizendo para não sair de casa, mas para evitar, por exemplo, fazer atividade física em áreas externas nos dias em que os níveis estão altíssimos. Eu gosto do aplicativo da Air matters que mostra a qualidade do ar e já indica que tipos de atividade é possível realizar quando a poluição está “pegando”.

Tenha roupa térmica para o inverno e “sombrinha” com proteção solar no verão

Shanghai é um lugar de extremos climáticos: no inverno (dezembro a fevereiro) o termômetro cai aos 0 graus e, algumas vezes, fica negativo. Não há roupa no mundo que segure os ventos gelados. A não ser as térmicas. Nós, brasileiros (digo por mim, paulistana) não estamos acostumados a esse frio e eu “congelei”, muitas e muitas vezes quando cheguei por não usar a vestimenta adequada.

Uma calça e uma blusa térmica de alta cobertura por baixo, calça jeans, uma blusa de lã ou plush por cima e um belo casaco de nylon são suficientes para te manter aquecida ao sair nas ruas. Gosto muito da marca UNIQLO para as térmicas. Sempre compro a da linha Heattech Extra Warm.

Já o verão, meu amigo…pensa num forno! Entre junho a agosto a temperatura sobe aos 40 graus (a sensação térmica já chegou a 51o. C) e daí o bicho pega. Muitas vezes nem na rua dá para arriscar uma caminhada.

Mas, se o passeio for imperdível e ao ar livre, aconselho você a se juntar à grande maioria dos chineses e ter uma sombrinha a tiracolo. Aqui, a versão tradicional do guarda-chuva ganha uma proteção extra e te garanto que bloqueia bem o sol quente e ardido da temporada.

É bem fácil de achar para vender por aqui.

Traga remédios básicos

Sabe aquela famosa farmacinha que a gente costuma ter em casa? Aqui ela será mais útil que nunca. Não que você tenha que se entupir de medicações, mas porque os remédios básicos para uma dor de garganta, ou de cabeça não são tão fáceis de ser achados nas farmácias (pelo menos, não na região onde moro).

Muitas vezes é preciso passar por uma clínica para conseguir a medicação. Convenhamos que, às vezes, uma dor de barriga pode ser resolvida de maneira mais simples, certo?

Outra dica é tomar vermífugo uma vez ao ano. A alimentação e o tempero são novos e beeem diferentes ao qual estamos acostumados. Melhor prevenir né?

Consulte qual é o hospital internacional mais próximo da sua casa

Sim, parece uma dica boba mas que na hora do aperto vai fazer muita diferença. Shanghai é absurdamente grande e as distâncias facilmente chegam a duas horas. A notícia boa é que há vários hospitais bons e internacionais espalhados pela metrópole. Não custa chegar e já pesquisar qual é o mais próximo, o horário de atendimento e ter endereços em inglês e em mandarim. Se precisar pegar um táxi, por exemplo, o endereço em inglês de nada vai servir.

Adapte receitas brasileiras sem medo de ser feliz

Não precisa se desesperar e trazer metade do supermercado brasileiro na sua mala. Redes de supermercado como Carrefour e Dia estão presentes aqui.

Diversos produtos internacionais são vendidos e dá para adaptar ao gosto do brasileiro. Até para o nosso arroz com feijão de cada dia dá para dar um jeito. Eu trago do Brasil apenas pouquíssimos produtos que não encontro com facilidade como tapioca e granulado.

Dica: as verduras daqui são absolutamente maravilhosas, não tenha medo de experimentá-las.

E, por fim, e mais importante: viva a experiencia e curta cada momento dessa nova fase da sua vida, por mais clichê que possa parecer, pois passa muito rápido!

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