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4 comentários

Priscila March 4, 2017 at 10:11 pm

Eu acho que faltou explicar o motivo histórico no qual a mulher era inserida na época bushi samurai. Praticamente elas cumcubinas para os maridos e a mudança da americanização da cultura tem poucos mais de 100 anos, o que é pouco para ter melhor apropriação social. Um fato interessante que eu estranhei com meu contato com japoneses de Tokyo, é que meu aluno disse que seus pais dormiam em camas separadas, mas não estavam brigados, é comum os casais dormirem assim desde a época bushi, não acho errado e machista só porque é diferente da minha cultura, porque a mulher que se casa com um homem assim faz isso por livre e expontânea vontade, meu aluno disse que sua mãe ‘não via problemas’, então concluindo existem casos extremos de pedofilia, roubo como todo lugar no mundo, o Japão não é 100% o céu na terra, mas ainda sim acho muito melhor conviver com roubo de calcinhas do que ser assaltada em casa com uma arma na cabeça da sua família como já fui no Brasil. Abraços, Priscila.

Resposta
Juliana Platero March 6, 2017 at 3:56 am

Oi Priscila, obrigada pelo seu comentário!
Aqui é bem comum os casais dormirem em camas separadas porque depois que eles têm filhos, é como se a função do casal fosse extinguida (tirando o fato de que a mãe ainda precisa prestar cuidados aos filhos enquanto os pais são os provedores de dinheiro).
A inserção da cultura americanizada e “perda” da bushi é realmente muito recente, o que faz esse tipo de comportamento ser comum. Mas não é porque uma coisa é comum e cultural que não é machismo. O machismo não existe só quando a mulher não quer. Inclusive, está tão intrínseco que passa a fazer parte da cultura. Tem muitas japonesas que acham ótimo tudo isso porque foi assim que aprenderam com os pais, mas não deixam de ser submissas, e a cultura não deixa de ser “patriarcal”.
Como falei no texto, o Japão é mesmo um lugar maravilhoso que amo, apesar do machismo. É um dos países mais seguros do mundo, de fato. Mas tem seus problemas, como todo lugar. Os casos de pedofilia não são tão extremos assim (é bem comum), e as perversões são absurdas! Veja que estou aqui há pouco tempo e já passei por várias situações constrangedoras.
Sei que entrei em um tema que envolve moral e cultura, mas a comparação com a nossa cultura ocidental é inevitável e essas foram as minhas impressões negativas. Há muito mais positivas, a propósito. rs
Abraços! 🙂

Resposta
Flavio A R Souza March 9, 2017 at 2:32 pm

Bom dia Ju (Boa noite aí)

Adorei o texto, depois vou procurar os outros…
Engraçado como o fato de vivermos num planeta enorme, cheio de culturas, pessoas e ideias diferentes, damos conta de tantas experiências chocantes para uns e comuns/aceitáveis para outros. Muitas delas não fazemos ideia, não imaginava que coisas desse tipo acontecia no Japão, como o cuidado com o varal, ou as máquinas de itens ‘incomuns’… e pior, a cantada de uma pessoa mais velha pelo ‘fetiche’ pelas mulheres de determinado País…
Ainda bem que o povo do mundo é tão diferente, porque assim aprendemos a parte da cultura que nos identifica de alguma forma e tomamos cuidados com aquelas coisas que não nos agrada.
Infelizmente não acredito que exista um lugar no mundo de hoje que não seja machista, mas acredito também que isso mude em breve, porque nossa geração já tem um grau de machismo bem menor do que tinha a geração dos nossos Pais, lógico que não podemos generalizar, porque existem claras exceções, e isso tende a diminuir (pelo que vejo em algumas famílias próximas a minha), vamos acreditar… num futuro mais igualitário e equilibrado, em todos os sentidos.
Abraço

Resposta
Juliana Platero April 1, 2017 at 11:09 am

Obrigada, querido!! As diferenças culturais às vezes fazem a gente passar por uns apertos, mesmo hahaha
também acho que o mundo tá muito machista, não tem muito pra onde fugir.. mas vamos seguir na informação e debate pra que essa e as próximas gerações deixem isso no passado!
Um beijoo!

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