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Meus amores mexicanos

Meus amores mexicanos.

Eu morei sete anos no México, e nos meus dois últimos posts (aqui) e (aqui) falei sobre coisas desagradáveis que aconteceram comigo e sabemos que nem tudo são flores nem mesmo no próprio jardim. Por isso quero iniciar esta coluna pelo final da anterior, onde eu comentava que o México me deu o meu amor maior; como costumo dizer eu sou uma mulher de muitos amores. Portanto é hora de falar deles, meus amores mexicanos.

Nas últimas férias que passei no Brasil, tomei a decisão de voltar, então começaram os preparativos para o regresso. O povo mexicano é um povo meio difícil de fazer amizade, atualmente posso dizer que é muito fácil conhecer os mexicanos e ver que eles são apenas isso: seus conhecidos. Porém, quando se gera uma amizade com um mexicano, tenha certeza que eles irão à guerra contigo se for preciso.

Leia também: 10 razões para morar no México

As reações a notícia da despedida com meus verdadeiros amigos foram surpreendentes: “- você vai mesmo embora?” e após responder afirmativamente e que tinha adiantado a data da partida, escutei “você tem alguma outra péssima notícia para me dar?”.

Cada despedida que tive foi única, lembrar-me ainda gera aquele nó na garganta. Gosto de presentear meus amigos com objetos que foram meus, por isso meu amigo, é hora que todo mundo saiba o quanto você é especial para mim, se você tem algum deles hoje na sua casa! Também quero dizer que meu novo apartamento está decorado com presentes que ganhei de amigos, e que eles valem o mesmo que ouro.

Revi amigos de Cidade Vitoria, e relembramos quando iniciamos um projeto que se chama “Libre 17” que até os dias de hoje é referência na cidade. Houveram as despedidas sem despedidas, aqueles encontros que foram marcados várias vezes e cancelados todos, e foi melhor assim porque aquelas lágrimas de amor ficaram estrategicamente esquecidas dentro do avião, e ninguém nunca as encontrará.

Hierve el Agua no estado de Oaxaca - Arquivo Pessoal
Hierve el Agua no estado de Oaxaca – Arquivo Pessoal

Como falar dos meus amores mexicanos sem mencionar as zonas arqueológicas, aquelas que cada vez que eu chegava e as via vazias me geravam a sensação de chegar a casa e não encontrar ninguém.

Leia também: Dicas para alugar apartamento na Cidade do México

Se você for visitar o México, visite a maior pirâmide do mundo: Cholula. Conheça Oaxaca, e o Monte Alban, com suas pirâmides incríveis, e parte da medicina mexicana da época esculpida em pedra. Tome Mezcal, e conheça uma obra maravilhosa da natureza chamada Hierve el Agua. Visite a majestosa Teotihoacan com a pirâmide do Sol, e a da Lua, caminhe vivo e consciente pela calçada dos Mortos, e saiba que a morte é somente uma parte do caminho o qual você talvez tenha a sorte de fazê-lo acompanhado de um Xoloitzcuintle, uma raça de cachorros que só existe no México. Coma “pan de muertos” em novembro e dance com a morte representada pelas Catrinas.

Prismas Basalticos de Hidalgo, arquivo pessoal.
Prismas Basalticos de Hidalgo, arquivo pessoal.

Conheça os Prismas Basálticos em Hidalgo, e quebre a cabeça para entender como a natureza conseguiu fazer tudo geometricamente perfeito. Talvez foi feito pelos Duendes e Gnomos, que muita gente jura que vivem ali! Por via das dúvidas, quando voltamos deixamos um caminho cheio de doces para eles!

Fuja da cidade do México e em 80 kms encontre o Povo Mágico de Tepoztlan, perca o fôlego subindo o Tepozteco, onde ao final de uma subida muito íngreme você encontrará outro dos meus amores: a Pirâmide de Tepoztlan, “terra de Quetzalcoátl” a serpente emplumada, considerada um Deus.
Caminhe pelo povoado, tome uma michelada, encontre a Don Rafael, um senhor que tem uma barraquinha de pedras na feirinha e que pode falar sobre o seu passado, presente e futuro de acordo a pedra que você escolher.

Leia também: Frida Kahlo e a violência contra a mulher no México.

Seja ousado, suba numa motocicleta devidamente equipado, e encontre meu amor maior, sinta o vento no rosto, sinta o calor do sol te derreter quando você decidir rodar alguns quilômetros de distância até San Felipe los Alzati em Michoacan. Sinta a chuva de granizo cair sobre você como se fosse uma chuva de beijos enviada por alguém que não pode entregar-los pessoalmente! Rompa regras, aceite um convite para nadar sem nunca tocar a água. Passe horas em Paz olhando para o mesmo quadro abstrato tentando dar forma ao impossível. Visite em agosto a Terceira Edição de 73 Vintage Moto Art, a melhor exposição sobre motociclismo, e descubra a diferença entre ser motociclista e motoqueiro no México.

Divirta-se uma tarde nos canais de Xochimilco, nas “trajineras” para conhecer o meio de transporte usado pelos mexicas antes da invasão espanhola. Va a Terra de Coyotes, Coyoacan, entre nas cantinas, beba uma agua de sabor, ou encontre “El Corazon de Maguey”. Descubra onde mora a “Condesa”, visite a capital italiana dentro da cidade do México, encontre teu lugar favorito em “la Roma”.

Trajineras em Xochimilco
Trajineras em Xochimilco, arquivo pessoal.

Pise na areia branca do Caribe, viaje em um “catamaran”, e conheça Isla Mujeres, beije um tubarão gato. Leve o México na pele, faça uma tatuagem com Kid Salas, um super tatuador, ou faça uma tatuagem de henna no Zocalo.

Viva! A vida é uma festa, mas é hora de dar tchau ao México, tierra de mis amores, é hora de pegar meu coração e oferecer-lo a um ser mágico chamado Alebrije, pedindo que este guia espiritual, me mostre o novo caminho a seguir.
PS: Meus gatinhos mexicanos Sufi e Tara já estão super adaptados com o idioma português!

Por cortesia da nossa querida editora chefe do BPM, eu seguirei escrevendo, assim que nos vemos mês que vem! Até lá!

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3 comentários

Mauro Maio 23, 2018 at 12:23 pm

Ola tudo bem !

Estarei indo morar e trabalhar em Puebla por três anos serei expatriado e irei com toda a minha família minha esposa e a minha filha de 4 anos.

vc conhece Puebla ? poderíamos conversar no email abaixo.

Resposta
Simone Gonçalves Maio 23, 2018 at 4:59 pm

Oi Mauro! Claro que sim! Entre em contato para o que precisar!

Resposta
Simone Goncalves Maio 23, 2018 at 4:56 pm

Mis amores mexicanos
Yo viví siete años en México, y en mis dos últimos posts (aquí) y (aquí) hablé sobre cosas desagradables que sucedieron conmigo y pero sabemos que no todo son flores ni siquiera en el propio jardín. Por eso quiero iniciar esta columna con el final de la anterior, donde yo comentaba que México me dio mi amor mayor; como suelo decir yo soy una mujer de muchos amores. Por lo tanto es hora de hablar de ellos, mis amores mexicanos.
En las últimas vacaciones que pasé en Brasil, tomé la decisión de regresar, entonces comenzaron los preparativos para el regreso. El pueblo mexicano es un pueblo medio difícil de hacer amistad, actualmente puedo decir que es muy fácil conocer a los mexicanos y ver que ellos pueden ser apenas eso: tus conocidos. Pero cuando se genera una amistad con un mexicano, sepa que irán a la guerra contigo si es necesario.
Lea también: 10 razones para vivir en México
Las reacciones la noticia de la despedida con mis verdaderos amigos fueron sorprendentes: “- ¿de verdad te regresas? y después de responder afirmativamente y que había adelantado la fecha del vuelo, escuché “tienes alguna otra mala noticia para darme?”.
Cada despedida que tuve fue única, recordarme todavía genera ese nudo en la garganta. Me gusta regalar a mis amigos objetos que fueron míos, por eso mi amigo, es el momento en que todo el mundo sepa cuánto es especial para mí, si usted tiene alguno de ellos hoy en su casa! También quiero decir que mi nuevo departamento está adornado con regalos que he ganado de amigos, y que para mi valen lo mismo que el oro.
Reencontre amigos de Ciudad Vitoria, y recordamos cuando iniciamos un proyecto que se llama “Libre 17” que hasta los días de hoy es referencia en la ciudad. Hubieron las despedidas sin despedidas, aquellos encuentros que fueron marcados varias veces y cancelados todos, y fue mejor así porque esas lágrimas de amor quedaron estratégicamente olvidadas dentro del avión, y nadie nunca las encontrará.
Como hablar de mis amores mexicanos sin mencionar las zonas arqueológicas, aquellas que cada vez que yo llegaba y las veía vacías me generaban la sensación de llegar a casa y no encontrar a nadie.
Si vas a visitar México, visita la mayor pirámide del mundo: Cholula. Conozca Oaxaca, y el Monte Alban, con sus pirámides increíbles, y parte de la medicina mexicana de la época esculpida en piedra. Tome Mezcal, y conozca una obra maravillosa de la naturaleza llamada Hierve el Agua. Visita la majestuosa Teotihoacan con la pirámide del Sol, y la de la Luna, camine vivo y consciente por la calzada de los muertos, y sepa que la muerte es sólo una parte del camino el cual tal vez tengas la suerte de hacerlo acompañado de un Xoloitzcuintle , una raza de perros que sólo existe en México. Coma “pan de muertos” en noviembre y baile con la muerte representada por las Catrinas.
Conozca los Prismas Basálticos en Hidalgo, y rompa la cabeza para entender cómo la naturaleza logró hacer todo geometricamente perfecto. ¡Quizás fue hecho por los Duendes y Gnomos, que mucha gente jura que viven allí! Por las dudas, cuando volvimos dejamos un camino lleno de dulces para ellos.
Huya de la ciudad de México y en 80 kms encuentre el Pueblo Mágico de Tepoztlan, pierda el aliento subiendo el Tepozteco, donde al final de una subida muy empinada usted encontrará otro de mis amores: la Pirámide de Tepoztlan, “tierra de Quetzalcoátl” la serpiente enplumada, considerada un Dios.
Camine por el pueblo, tome una michelada, encuentre a Don Rafael, un señor que tiene un puestito de piedras en la feria y que puede hablar sobre tu pasado, presente y futuro de acuerdo a la piedra que usted elija.
Lea también: Frida Kahlo y la violencia contra la mujer en México.
Sea osado, suba en una motocicleta debidamente equipado, y encuentre mi amor mayor, sienta el viento en la cara, sienta el calor del sol derretirte cuando decidas rodar unos kilómetros hasta San Felipe los Alzati en Michoacan. Sienta la granizada caer sobre ti como si fuera una lluvia de besos enviada por alguien que no puede entregarlos personalmente! Rompa reglas, acepte una invitación para nadar sin tocar nunca el agua. Pase horas en Paz mirando hacia el mismo cuadro abstracto tratando de dar forma a lo imposible. Visite en agosto la Tercera Edición de 73 Vintage Moto Art, la mejor exposición sobre motociclismo, y descubra la diferencia entre andar en moto y ser un motociclista en México.
Se divierta una tarde en los canales de Xochimilco, en las “trajineras” para conocer el medio de transporte usado por los mexicas antes de la invasión española. Vaya la Tierra de Coyotes, Coyoacan, entre en las cantinas, beba un agua de sabor, o encuentre “El Corazón de Maguey”. Descubra dónde vive la “Condesa”, visite la capital italiana dentro de la ciudad de México, encuentre su lugar favorito en “la Roma”.
Pise en la arena blanca del Caribe, viaje en un “catamarán”, y conozca Isla Mujeres, bese un tiburón gato.
Lleve a México en la piel, haga un tatuaje con Kid Salas, un super tatuador, o hazte un tatuaje de henna en el Zocalo.
Viva! La vida es una fiesta, pero es hora de dar “tchau” a México, tierra de mis amores, es hora de recoger mi corazón y ofrecerlo a un ser mágico llamado Alebrije, pidiendo que este guía espiritual, me muestre el nuevo camino para rodar.
PD: Mis gatitos mexicanos Sufíe y Tara están ya muy adaptados a la lengua portuguesa!
Por cortesía de nuestra querida editora jefe del BPM, seguiré escribiendo para el blog, así que nos vemos el mes que viene! ¡Hasta pronto!

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