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A Mulher na Sociedade Pelo Mundo Egito

O papel das mulheres na sociedade egípcia

“Como seria o seu príncipe encantado?” A julgar pelo conteúdo da conversa, você facilmente apostaria se tratar de um papo entre adolescentes. Mas no Egito, presenciei tal conversa entre amigas na casa dos 30 anos de idade. Tais mulheres podem ser consideradas uma minoria na sociedade egípcia, pois fizeram faculdade, trabalham, e mesmo se aproximando dos temidos 30 anos de idade, ainda não se casaram. Se os homens nesta faixa etária passam a sentir a pressão do “está ficando para titio”, as mulheres então, para eles, já estão mais para tias-avós.

No geral, não se deposita maiores expectativas em uma mulher senão a de casar e ter filhos. Sem grandes deslumbres com relação ao futuro, a maioria delas passa a adolescência a vislumbrar um perfeito casamento. Na verdade, esse será um dos únicos grandes acontecimentos que ela viverá ao longo da vida.

Muitas meninas são educadas nas melhores escolas, frequentam renomadas universidades, falam inglês fluentemente – o que no Egito é um importante indicador social – tudo isso para ter uma brilhante carreira, certo? Não para a maioria. Os pais investem em tudo isso para garantir que suas filhas encontrem um bom pretendente, pois raramente classes sociais se misturam quando o assunto é casamento. Para garantir um ‘bom marido’, ela precisa passar uma boa impressão.

E esse acaba se tornando o grande dilema de mulheres como as que citei acima; elas têm tudo o que precisam para andar com as próprias pernas, mas sabem que quando se casarem terão que abrir mão disso para uma vida no lar.

A grande parte das mulheres que conheço trabalhava até se casar. Querendo ou não, elas saem da responsabilidade de um homem para o outro, pois como costumam repetir em alto e bom tom: “da casa do pai para a do marido, de lá para o túmulo”.

Logo após a resposta sonhadora da pergunta que abre o texto, corremos todas para juntar nossas coisas e partir da piscina (só para mulheres) onde estávamos, afinal, o horário máximo que elas podem chegar em casa é às 20:30, em um país onde a vida praticamente começa nesse horário.

Casamento egípcio
Casamento egípcio nas ruas do Cairo

É possível que você esteja questionando o que estou contando aqui, afinal, no Egito a mulher já conquistou o direito ao divórcio, entre outras coisas. Mas digo que se o direito é concedido por lei, na sociedade isso ainda é um estigma para se carregar.

Para se ter ideia, até os anos 90 o marido podia se divorciar da mulher sem o conhecimento dela – que era notificada por carta -, assim como ele também podia se casar com a segunda, terceira e quarta esposas, sem que a primeira soubesse. Deram-se passos lentos em direção à conquista desses direitos, mas desde o ano 2000 elas já podem pedir o divórcio, contanto que abram mão de tudo o que tinham direito enquanto casadas: bens e ouro, por exemplo.

Uma dessas mulheres da conversa que mencionei é divorciada. Já não tinha como as outras o sonho de encontrar o príncipe encantado. Para ela, nesse momento, encontrar alguém que a respeite já seria uma grande conquista. Em uma sociedade onde a virgindade é condição de honra para uma mulher, uma divorciada se torna alvo fácil de aproveitadores. Eu mesma escutei da boca de um egípcio: “Por que eu vou casar com uma usada se posso ter uma nova?”. Vai por aí…

Os assédios não param nas palavras. Um estudo das Nações Unidas constatou que 99,3% das mulheres egípcias já foram assediadas sexualmente e em menos de 10 dias por lá, eu entrei para a estatística. A mentalidade coletiva culpa a mulher por qualquer coisa que aconteça com ela. Mas o que dizer de um homem que assedia uma mulher toda coberta e com um filho nos braços? O que teria ela feito para merecer isso? Não importa, pois mesmo tendo sido abusada, a culpa é dela por ter perdido a “honra”. A honra é crucial para se casar e se casar é crucial para elas. Elas preferem se calar.

O filme Cairo 678 retrata tal situação e vale a pena ser assistido por toda mulher. Concomitantemente, narra histórias reais de três mulheres de diferentes classes sociais, mas que se encontram pelo problema em comum. Uma delas foi a primeira mulher a ter coragem de fazer uma denúncia formal contra o assediador, sofrendo represálias inclusive da família e do noivo. Mesmo com o exemplo de Nelly, o número de mulheres que seguem seus passos é muito pequeno.

Obviamente toda generalização é mentirosa e é por isso que insisto em usar a palavra ‘maioria’. Na contramão dessa sociedade encontramos diversas mulheres na política, ciências e não menos digno de reconhecimento, nos mercadinhos, nas ruas vendendo frutas, pão e o que mais ajudar a colocar comida em casa.

O que se pode notar é que as mulheres inseridas no mercado de trabalho ou pertencem a uma parcela ínfima da sociedade, mais abastada financeiramente e que já possui influências do estilo de vida europeu, ou são muito pobres e realmente dependem disso para viver (leia mais aqui).

Quanto menor o poder aquisitivo, mais conservadoras são as famílias . E nesse contexto elas se perdem, vagam entre atender aos anseios da sociedade como mulheres ou exercer o que a elas é cobrado profissionalmente.

O setor público absorve grande parte da mão de obra feminina. Ano passado, ficou famosa uma funcionária pública de Alexandria que foi demitida ao ser flagrada cortando batatas no trabalho para adiantar o almoço.

Outro exemplo que ocorreu e chocou o mundo foi a história da senhora Sisa Abu Daooh, da conservadora cidade de Luxor, que para poder trabalhar e alimentar a filha, após a morte do marido fingiu por mais de 40 anos ser homem. Sisa nos mostrou que apesar de ser comum vermos mulheres trabalhando, nem de longe elas atingiram condições igualitárias a dos homens no mercado de trabalho.

Mas o que será que elas pensam sobre tudo isso?

Bom, para a maioria das minhas amigas egípcias esse é o curso da vida e a coitada sou eu, pois alguém espera que eu trabalhe para pagar minhas contas. A grande queixa delas não é em relação à idependência,  o que realmente as incomoda é a questão do assédio.

Todos os amigos do meu marido saem sem as esposas (que as vezes são 2), praticamente todos os dias. Eu, tendo como pano de fundo a cultura brasileira, imaginei que elas deveriam se sentir super mal com isso. Imaginei errado, pois elas não viam nenhuma razão para deixar suas casas e ir para a rua. Isso é natural para o homem que deve prezar pela vida social e pelos amigos.

Quando convenci um amigo a convidar a esposa para viajar conosco, ela agiu como se aquilo fosse absurdo, pois já que iriam gastar esse dinheiro, por que ele não comprava mais um anelzinho de ouro pra ela? Prioridades de cada um!

Cada um é feliz dentro do que se projeta como felicidade. Minha sogra foi a mulher mais feliz do mundo e viveu praticamente sem sair de dentro de casa. Se elas estivessem realmente insatisfeitas e sedentas por mudanças, provavelmente não seriam as primeiras a reproduzir o modelo e diferenciar a criação da filha da do filho.

Considerando que 90% dos egípcios são muçulmanos, como professa a Sura 4:43 do Alcorão: “os homens são os protetores das mulheres porque Deus dotou uns com mais do que os outros e pelo sustento do seu pecúlio. As boas esposas são as devotas que guardam na ausência (do marido), o segredo que Deus ordenou que fosse guardado.” Então, há algo mais honrado do que querer agradar a Deus?

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21 comentários

sandra Março 7, 2016 at 7:09 am

OLA EXTEAORDINARIO
ESTOU AQUI NO BRASIL ENVOLVIDA COM UM EGIPICIO
MAS O A CULTURA NAO E O MERO
CASO,DA RELACAO,E SIM
ELE NAO ME LEVA NA SACA DELE,POIS DIZ MORAR SOMENTE COM IRMAO E NAO PODER ME LEVAR SEM A PRESENCA DI IRMAO
DIZ NAO PODER ME BEIJAR NA RUA POIS ARABE NAO PODE VER,POREM MW BEIJA NAS ESCONDIDA
QUANDO ME CONHECEU ME BEIJAVA PULBLICAMENTE
AGORA NAO LIGA EU QUEM SEMPRE LUGO,E SABADO E DOMINGO NAO ATENDE O CELULAR
NAO ENTRA MAIS WHAT
MAS ME DIZ QUE ME AMA MUITO,E MUITO
PEDE PARA EU ESPERAR UM POUCO
JA CONHECEU MINHA FAMILIA
ESTOU CONFUSA
MAS EU O AMO VERDADEIRAMENRE
JA TIVE DISABORES,JA FUI CASADA,ELE ACEITOU,DIZ QUE DEUS ME ENVIOU PARA ELE
NAO SEI O QUE FAZER
ESSE MEU COMENTARIO
DESDE JA AGRADECO A ATENCAO

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Michelle Bastos Março 7, 2016 at 7:01 pm

Boa tarde, Sandra! Fico feliz que tenha gostado do texto e te desejo boa sorte. Obrigada!

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Thais Março 7, 2016 at 7:36 pm

Que texto incrível! É sempre chocante ler relatos como esse sobre a opressão da mulher. O assédio, em especial, sempre me indigna. Texto muito bem escrito e informativo.
Vou acompanhar sempre =)

Resposta
Michelle Bastos Março 7, 2016 at 10:48 pm

Obrigada, Thais! Fico feliz em saber que contarei com sua leitura.

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Helena Falcao Março 7, 2016 at 8:32 pm

Gostei muito do seu documentario, porque nos leva o conhecimento da cultura das mulheres egipicias. Parabens! Cada dia que passa fico mais curiosa e com vontade de conhecer o Egito, mas quando penso nas longas horas de voo, recuo, porque nao gosto muito de aviao, rsrsrs

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Michelle Bastos Março 7, 2016 at 10:51 pm

Fico feliz por ter te inspirado a querer conhecer o Egito, esse país intenso. Não se deixe desanimar por isso, por pior que seja o trajeto, o destino é compensador. Obrigada pela leitura!

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Thais Cunha Março 13, 2016 at 6:25 pm

Maravilhoso o texto!

Infelizmente não concordo como um todo. É muito difícil sair de um “status” e ir para outro. Se no Brasil que temos acesso a tudo existem mulheres que criam os filhos dizendo “segurem suas cabras que meu bode tá solto” imagina no mundo árabe que a informação e o ritmo de vida são outros?

Isso sem falar do medo, opressão social etc..

Resposta
maria Março 25, 2016 at 1:38 pm

nossa o que fizeram com vc ? pq assedio é tão vago, morro de medo desses paises muçulmanos, vi um monte de reportagem que na europa toda o numero de estupros ta enorme por causa dos refugiados mas isso ninguem fala nada.

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Michelle Bastos Março 25, 2016 at 5:20 pm

Oi Maria, obrigada pela leitura. Então, o que aconteceu comigo foi que passaram a mão na minha bunda enquanto eu estava em uma fila de mãos dadas com meu marido. Aconteceu também de estarmos no banco de trás de um táxi, e eu estava olhando para uma mesquita linda do meu lado com o vidro aberto. Como eu estava de óculos escuros, um cara que estava atravessando, acho que achou que eu estava olhando era pra ele, e enfiou a cabeça dentro do carro pra me beijar. Como eu estava distraída com a mesquita, vi em cima da hora e quase que ele acerta o beijo. Os relatos de assédio que vejo por aqui são nesse estilo, mas muito costantes. Além dos olhares o tempo todo que chegam a te incomodar, não é aquela olhadinha disfarçada, você se sente uma vitrine de carne frente a cachorros famintos. Se tem muito estupro mesmo, eu não sei. Porque se acontece, como comentei no texto, é algo fechado, que não chega a ser denunciado para manter a honra da garota. Então não há sequer estatísticas sobre isso.

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ALEXANDRA CALLIGOPOULO Maio 29, 2016 at 2:43 am

Olá,sou brasileira filha de gregos nascidos no Egito e segundo uma conversa que tive uns anos atras com o consulado do Egito,eu tenho direito aos documentos de cidadã egipcia,coisa que na época que minha mãe vivia em Alexandria não existia,pois imperava a lei do sangue de Alexandre O Grande,e atualmente com a crise e a minha falência quase que absoluta,estou pensando em ir morar no Egito junto com meu filho de 16 anos,e gostaria de saber como as coisas realmente estão ai,eu falo inglês e grego fluênte,algumas palavras em árabe e aranho o francês,tenho 42 anos e não fiz faculdade,sempre trabalhei no comércio,o que eu poderia fazer de trabalho no Egito ??? Custo de aluguel em um imóvel de pelo menos qto/sala/coz e wc,e alimentação básica de mercado e o valor de uma faculdade para meu filho.

Resposta
Michelle Bastos Junho 5, 2016 at 9:03 pm

Kalispera, Alexandra! Ti kaneis?

Então, pelo que vejo no seu comentário, são bastante dúvidas e expectativas. O que posso dizer baseado na minha experiência é que o Egito não é lugar ideal para “fazer dinheiro”. E são muitas variáveis em jogo. O trabalho mais comum para estrangeiros por lá, é em Call Center, na qual o salário é aproximadamente 4000 EGP (aproximadamente 2000 Reais). Um aluguel de apartamento pequeno em uma região mediana do Cairo, gira em torno de 1500 Pounds. Só pra você ter uma base. Você tem que considerar que o Egito está em recessão, e metade da renda do país vinha do turismo, o que hoje está muito fraco. Além disso, considere não só financeiramente, mas socialmente como seria sua adaptação em um país muçulmano e em relação a qualidade de vida. Já morei na Grécia e no Egito, e na sua posição, mesmo com toda crise optaria por me mudar para Grécia. Além disso, provavelmente você tem passaporte europeu, não considera morar em algum país da união europeia?

Espero ter ajudado!

Resposta
Ana Elisa Marques de Carvalho Junho 13, 2016 at 9:05 pm

Olá, Michelle. Tudo bem?

Estou indo fazer intercâmbio no Egito daqui um mês. Vou ficar 2 meses. Sobre o assédio, é preciso ficar de olho o tempo todo ou é um pouco mais tranquilo? Fiquei com um pouco de medo lendo seu texto, que foi muito bem escrito por sinal!

Obrigada!

Resposta
Michelle Bastos Junho 14, 2016 at 12:17 am

Oi Ana Elisa, obrigada pela leitura.
Depende muito de onde irá morar e em qual ambiente irá conviver.
Existem áreas “internacionalizadas” no Cairo na qual você leva uma vida praticamente europeia, mas não corresponde a nem 10% da cidade.
É sempre bom tomar precauções!

Tenho mais textos no meu blog pessoal (www.vemcomigonaviagem.com) sobre o Egito, caso ajude.

Boa experiência para você! O Egito é inesquecível e com certeza marcará sua vida 🙂

Resposta
Alexandra Calligopoulo Junho 21, 2016 at 2:16 am

kalinigta Michele,ime kala,efharistó poli tá loia sou !!! Pois é,então o Egito não dá,e a Grécia pelo que dizem está mal tb…o Brasil cada dia fica pior…andei lendo sobre a Irlanda,quem sabe….bjs !!!

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Michelle Bastos Junho 21, 2016 at 2:30 pm

Qualquer que seja sua escolha, te desejo boa sorte!

Já morei nos EUA, Portugal, Grécia e Egito e a única conclusão que cheguei é que a coisa não é fácil em lugar nenhum, rs. Sempre vai despender esforço e sempre terão problemas, diferentes, mas problemas. Tem um texto no meu blog pessoal que pode te ajudar um pouco: http://www.vemcomigonaviagem.com/#!Desmistificando-a-vida-no-exterior/c112t/564f8bc00cf23c042f8ff27d.

Um abraço!

Resposta
Juliana Junho 24, 2016 at 6:21 pm

Olá, gostei das dicas. Sou historiadora, namoro virtualmente com um egípcio, muçulmano não praticante. Brigamos muito, mas também fazemos as pazes logo. Fui convidada por um sheikh para passear na cidade dele, me hospedar na casa dele. Se eu preferir posso fazer um trabalho historiográfico lá. Ambos não se conhecem e moram na mesma cidade. Estou com muita vontade de ir, ao mesmo tempo não falo outro idioma e tenho medo desses ataques sexuais e tenho medo de me aprofundar em um relacionamento que pode ser um desastre. Tenho 52 anos e o namorado de lá diz que não se importa com nada do meu passado. Diz que passado é passado, já está no nome. Aceito conselho seu! Beijos.
Obs: cidade de Almançora onde tem a faculdade.

Resposta
Michelle Bastos Junho 25, 2016 at 1:30 am

Olá, Juliana!

Fico feliz que tenha gostado do texto e que tenha ajudado.

Cautela e informação sempre é bom.
Em breve entrarão vários textos aqui no Brasileiras pelo Mundo que poderão te ajudar bastante.
Tem alguns textos sobre relacionamentos com árabes e o Egito no meu blog pessoal também, o Vem Comigo na Viagem.
Curta ambas páginas no Facebook para não perder.

Beijos!

Resposta
Maryam Fernanda Fevereiro 16, 2017 at 2:21 am

Olá! Meu nome é Maryam 44 anos São Paulo
Cheguei do Egito (Cairo) há uma semana. Viagem maravilhosa adorei (12 dias) Queria ficar mais!!
Adorei o texto. E pude ver o assédio assim que sai do aeroporto. Mas Eu tenho um habibi e Ele estava ali me esperando e já fomos pro carro, mas todos os dias lá quando saíamos ele sempre segurava minha mão e realmente parecia querer me proteger eu percebi.
namoramos há 08 meses e fui também para conhecer ele e a família (nos conhecíamos apenas por câmera) e foi muito legal. ao ler seu texto entendi muita coisa. Ele é sincero comigo e me liga todos os dias desde que cheguei. Voltei com um anel de compromisso. Já estamos programando uma vida juntos. Eu achei alguém sincero assim como você. Mas gostaria de registrar aqui que existem casos sim de oportunistas também é preciso ter cuidado. Mas não pode generalizar tem moços bons eu encontrei um. Desejo sorte para todas que pretendem ter um habibi. Sucesso pra você vou seguir suas postagens porque adorei!! Espero participar mais!! Bjsssss Maryam

Resposta
Michelle Bastos Fevereiro 28, 2017 at 3:11 pm

Obrigada Maryam e boa sorte!

Resposta
luciana Janeiro 2, 2019 at 12:56 am

Ola gostaria de entrar em contato com você Maryam Fernanda!!!
Conheci um rapaz tambem do Egito pela internet…

Resposta
Reginaldo sousa Maio 31, 2017 at 12:31 pm

Oi que bom esta leitura ⭐ ótima?amei?. Obg??

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